Rita Paz, in Económico
A conclusão é do primeiro Barómetro Deco Proteste.
Mais de três quartos das famílias portuguesas têm dificuldades em pagar as contas. E deste total, 7% vivem mesmo em situação de pobreza. Apenas 23% dos agregados familiares nacionais vivem desafogados e têm qualidade de vida.
Lá fora, a percentagem de agregados com dificuldades também é elevada – 61%, na Bélgica e 75%, em Itália e Espanha – mas Portugal é o país que fica pior na fotografia.
A conclusão é do primeiro Barómetro Deco Proteste, que avaliou o nível de vida das famílias portuguesas com base na facilidade que estas têm (ou não) em fazer face a seis grandes conjuntos de despesas: habitação, saúde, alimentação, educação, mobilidade e tempos livres.
A partir do retrato feito pelas famílias sobre a sua capacidade para fazerem face a este conjunto de despesas, a Deco Proteste criou um índice que reflete o grau de sustentabilidade financeira. Esta foi aferida ao nível nacional e regional, de acordo com três níveis: pobreza, dificuldades económicas e conforto.
O índice varia entre 0 e 100 e é tanto mais elevado quanto maior o conforto dos agregados. Os 51,8 marcaram a fronteira entre o conforto e as dificuldades económicas. Já um valor abaixo de 29,7 indica que a população se encontra em situação de pobreza. O Barómetro da Deco Proteste atribui um índice de 44,5 a Portugal, um valor que situa a esmagadora maioria das famílias no terreno das “dificuldades financeiras”.
De região para região, o panorama não difere muito do da média nacional. Ainda assim, Lisboa revela o maior fosso entre ricos e pobres: apesar de 25% das famílias viverem com conforto, número superior aos 23% nacionais, a pobreza atinge 10% dos agregados, em comparação com os 7% nacionais.
Algarve
Dificuldades financeiras – 75%
Conforto – 23%
Pobres – 2%
Alentejo
Dificuldades financeiras – 69%
Conforto – 22%
Pobres – 9%
Centro
Dificuldades financeiras – 73%
Conforto – 24%
Pobres – 3%
Lisboa
Dificuldades financeiras – 65%
Conforto – 25%
Pobres – 10%
Norte
Dificuldades financeiras – 70%
Conforto – 22%
Pobres – 8%
Os resultados do inquérito que suportou este primeiro barómetro Deco Proteste indicam que as perspetivas para 2019 não são mais animadoras, com metade dos inquiridos a acreditarem que continuarão a ‘contar tostões’ e 25% a anteciparem que se avizinha um ano mais difícil.
De acordo com Rita Rodrigues, responsável da Deco que apresentou o estudo,”as conclusões são preocupantes. Há, sobretudo, uma classe média que empobreceu no período da troika e que não conseguiu recuperar. As dificuldades dos portugueses, surpreendentemente, avolumaram-se. O nosso Barómetro mostra-nos um Portugal de contrastes: o País melhora nos indicadores económicos, mas as famílias enfrentam muitos constrangimentos na gestão diária. No limite, acabam por ter de fazer as escolhas possíveis e não as necessárias. O estudo revela ainda que as perspetivas para o futuro também não são animadoras”.
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18.3.19
13.4.15
Pais 'falidos' por acolherem filhos sem emprego
Por Notícias Ao Minuto
As penhoras duplicaram no primeiro trimestre de 2015 face ao ano anterior e os processos de apoio ao sobre-endividado perante alterações no agregado aumentaram 2%.
Dois em cada dez casos de sobre-endividamento que começaram neste ano a ser acompanhados pelo Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS) da DECO são provocados por alterações do agregado familiar e por penhoras decretadas pelos tribunais devido a créditos em incumprimento.
No primeiro trimestre deste ano, 7354 pediram ajuda ao GAS, um número que se manteve estável face a 2014, mas cujas motivações mudaram: segundo o Diário de Notícias, há cada vez mais pessoas que entram em rutura financeira devido ao regresso a casa de filhos desempregados.
O desemprego e a deterioração das condições de trabalho são a principal causa de sobre-endividamento, mas a necessidade de acolher em casa filhos que perderam ou deixaram de ter condições para manter casa própria e as penhoras passaram a ser a terceira maior causa.
As penhoras duplicaram no primeiro trimestre de 2015 face ao ano anterior e os processos de apoio ao sobre-endividado perante alterações no agregado aumentaram 2%.
Dois em cada dez casos de sobre-endividamento que começaram neste ano a ser acompanhados pelo Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS) da DECO são provocados por alterações do agregado familiar e por penhoras decretadas pelos tribunais devido a créditos em incumprimento.
No primeiro trimestre deste ano, 7354 pediram ajuda ao GAS, um número que se manteve estável face a 2014, mas cujas motivações mudaram: segundo o Diário de Notícias, há cada vez mais pessoas que entram em rutura financeira devido ao regresso a casa de filhos desempregados.
O desemprego e a deterioração das condições de trabalho são a principal causa de sobre-endividamento, mas a necessidade de acolher em casa filhos que perderam ou deixaram de ter condições para manter casa própria e as penhoras passaram a ser a terceira maior causa.
15.4.14
Mais de 7.500 famílias pedem ajuda à Deco por dificuldades financeiras
in iOnline
Só 900 têm capacidade de renegociação
Mais de 7.500 famílias pediram ajuda à Associação de Defesa do Consumidor (Deco) por dificuldades financeiras, mas só 900 tinham capacidade para renegociar os encargos, disse à Lusa a coordenadora do serviço de apoio ao sobre endividado.
“Nos primeiros três meses de 2013 tivemos números de solicitações idênticos aos deste ano, mas conseguimos abrir mais processos, 1.100, enquanto este ano só abrimos 900, isto mostra claramente que a situação financeira das famílias se está a agravar, pelo menos aquelas que nos estão a pedir ajuda”, adiantou Natália Nunes, em declarações à Lusa.
De acordo com a responsável, a Deco só abre o processo se as famílias apresentarem “viabilidade de renegociação de créditos e reorganização do orçamento familiar”, sendo que a maior parte das famílias que chega à Defesa do Consumidor “ já não apresenta qualquer capacidade de restruturação”.
Segundo Natália Nunes, quando a Deco iniciou o projeto de apoio ao sobre endividado, em 2000, as principais causas que levavam as famílias a pedir ajuda tinham a ver com situações de desemprego, doença e divórcio, atualmente vieram juntar-se a estes fatores a deterioração das condições do trabalho, as penhoras e os fiadores como causas para o pedido de ajuda.
“Uma das causas que gera situações de endividamento, que já verificamos no ano passado e este ano, tem a ver com a penhora dos rendimentos e dos bens, mas não conseguimos identificar se são levadas a cabo pelo fisco ou pela Segurança Social”, explicou.
Embora não consiga identificar se a penhora de bens àqueles que pedem ajuda na instituição é feita pelo Estado, através do Fisco, ou pela Banca, Natália Nunes reconhece que os bens penhorados, maioritariamente os salários, têm vindo a aumentar.
A edição do Diário Económico de hoje revela que o Fisco penhorou 11 milhões de euros em contas bancárias no espaço de sete meses, nomeadamente em 52 mil contas, à razão de 733 mil euros por dia.
De acordo com o jornal económico estes números resultam do facto de o novo Código de Processo Civil permitir que a penhora de depósitos passe a ser automática, o que quer dizer que quem tem dívidas que estavam a ser reclamadas em tribunal pelos credores, vê logo os seus bens, contas ou salário penhorados.
Só 900 têm capacidade de renegociação
Mais de 7.500 famílias pediram ajuda à Associação de Defesa do Consumidor (Deco) por dificuldades financeiras, mas só 900 tinham capacidade para renegociar os encargos, disse à Lusa a coordenadora do serviço de apoio ao sobre endividado.
“Nos primeiros três meses de 2013 tivemos números de solicitações idênticos aos deste ano, mas conseguimos abrir mais processos, 1.100, enquanto este ano só abrimos 900, isto mostra claramente que a situação financeira das famílias se está a agravar, pelo menos aquelas que nos estão a pedir ajuda”, adiantou Natália Nunes, em declarações à Lusa.
De acordo com a responsável, a Deco só abre o processo se as famílias apresentarem “viabilidade de renegociação de créditos e reorganização do orçamento familiar”, sendo que a maior parte das famílias que chega à Defesa do Consumidor “ já não apresenta qualquer capacidade de restruturação”.
Segundo Natália Nunes, quando a Deco iniciou o projeto de apoio ao sobre endividado, em 2000, as principais causas que levavam as famílias a pedir ajuda tinham a ver com situações de desemprego, doença e divórcio, atualmente vieram juntar-se a estes fatores a deterioração das condições do trabalho, as penhoras e os fiadores como causas para o pedido de ajuda.
“Uma das causas que gera situações de endividamento, que já verificamos no ano passado e este ano, tem a ver com a penhora dos rendimentos e dos bens, mas não conseguimos identificar se são levadas a cabo pelo fisco ou pela Segurança Social”, explicou.
Embora não consiga identificar se a penhora de bens àqueles que pedem ajuda na instituição é feita pelo Estado, através do Fisco, ou pela Banca, Natália Nunes reconhece que os bens penhorados, maioritariamente os salários, têm vindo a aumentar.
A edição do Diário Económico de hoje revela que o Fisco penhorou 11 milhões de euros em contas bancárias no espaço de sete meses, nomeadamente em 52 mil contas, à razão de 733 mil euros por dia.
De acordo com o jornal económico estes números resultam do facto de o novo Código de Processo Civil permitir que a penhora de depósitos passe a ser automática, o que quer dizer que quem tem dívidas que estavam a ser reclamadas em tribunal pelos credores, vê logo os seus bens, contas ou salário penhorados.
12.11.13
Cerca de 660 mil famílias não conseguiam pagar empréstimos ao banco
in iOnline
A diferença é ainda maior se for feita a comparação de setembro deste ano com setembro do ano passado, quando eram mais de 690 mil as famílias com empréstimos em incumprimento
As famílias que não estão a conseguir pagar os empréstimos diminuíram em setembro, apesar de ainda serem 658,9 mil, mas está a aumentar o número daquelas que têm dificuldades em pagar o crédito à habitação.
De acordo com as contas feitas pela Lusa a partir dos dados do Banco de Portugal, no fim de setembro, havia 658,9 mil famílias com prestações dos empréstimos em atraso. Este valor significa uma redução do número de famílias em incumprimento de cerca de 30 mil face às 687,4 mil que estavam em falta para com o banco no final de junho.
A diferença é ainda maior se for feita a comparação de setembro deste ano com setembro do ano passado, quando eram mais de 690 mil as famílias com empréstimos em incumprimento.
Apesar da queda do número de famílias em incumprimento entre junho e janeiro, já naquelas que têm empréstimos à habitação houve um aumento. No final de setembro, havia cerca de 148,5 mil famílias com prestações do crédito à habitação em atraso, acima das 147 mil de junho.
Dentro das famílias, os créditos à habitação são aqueles em que há maiores montantes envolvidos, o que tem contribuído para as elevadas imparidades (perdas) registadas pelos bancos. Os créditos ao consumo e para outros fins, de menor valor, geralmente, destinam-se à compra de automóvel, eletrodomésticos, financiamento para férias ou propinas, por exemplo.
Estes valores foram obtidos através do cruzamento entre o número de devedores com empréstimo concedidos (número de pessoas) e a percentagem de devedores com crédito vencido.
A diferença é ainda maior se for feita a comparação de setembro deste ano com setembro do ano passado, quando eram mais de 690 mil as famílias com empréstimos em incumprimento
As famílias que não estão a conseguir pagar os empréstimos diminuíram em setembro, apesar de ainda serem 658,9 mil, mas está a aumentar o número daquelas que têm dificuldades em pagar o crédito à habitação.
De acordo com as contas feitas pela Lusa a partir dos dados do Banco de Portugal, no fim de setembro, havia 658,9 mil famílias com prestações dos empréstimos em atraso. Este valor significa uma redução do número de famílias em incumprimento de cerca de 30 mil face às 687,4 mil que estavam em falta para com o banco no final de junho.
A diferença é ainda maior se for feita a comparação de setembro deste ano com setembro do ano passado, quando eram mais de 690 mil as famílias com empréstimos em incumprimento.
Apesar da queda do número de famílias em incumprimento entre junho e janeiro, já naquelas que têm empréstimos à habitação houve um aumento. No final de setembro, havia cerca de 148,5 mil famílias com prestações do crédito à habitação em atraso, acima das 147 mil de junho.
Dentro das famílias, os créditos à habitação são aqueles em que há maiores montantes envolvidos, o que tem contribuído para as elevadas imparidades (perdas) registadas pelos bancos. Os créditos ao consumo e para outros fins, de menor valor, geralmente, destinam-se à compra de automóvel, eletrodomésticos, financiamento para férias ou propinas, por exemplo.
Estes valores foram obtidos através do cruzamento entre o número de devedores com empréstimo concedidos (número de pessoas) e a percentagem de devedores com crédito vencido.
8.10.13
João Salgueiro: mexida nas pensões de sobrevivência agrava situação de família já "em más condições"
in iOnline
“Sem haver desenvolvimento não vai haver nem novos empregos em número suficiente", considerou
O antigo ministro das Finanças João Salgueiro alertou hoje para facto de haver pessoas a viver em muito más condições e lamentou alguns cortes nas pensões de sobrevivência.
Falando à margem do 5.º Congresso dos Economistas que hoje se iniciou em Lisboa, no Centro Cultural de Belém (CCB), e que termina na quarta-feira, o economista, apesar de ressalvar que não é ainda bem conhecida a medida, alertou para que existem pessoas “em muito más condições” de vida.
O antigo Presidente da Associação de Bancos (APB) realçou ainda à margem do congresso dos Economistas, que este Governo (do PSD/PP) quando entrou “correu atrás do resgate externo e o País não teve a possibilidade de consensualizar um programa que correspondesse aos seus principais desafios”.
Para Salgueiro, o principal desafio de Portugal nem é o da consolidação das Finanças Públicas: “É o da estagnação do crescimento e a falta de competitividade”.
“Sem haver desenvolvimento não vai haver nem novos empregos em número suficiente, nem uma melhoria dos rendimentos, nem uma consolidação orçamental das Finanças Públicas que se possa sustentar por muito tempo”, frisou.
“Sem haver desenvolvimento não vai haver nem novos empregos em número suficiente", considerou
O antigo ministro das Finanças João Salgueiro alertou hoje para facto de haver pessoas a viver em muito más condições e lamentou alguns cortes nas pensões de sobrevivência.
Falando à margem do 5.º Congresso dos Economistas que hoje se iniciou em Lisboa, no Centro Cultural de Belém (CCB), e que termina na quarta-feira, o economista, apesar de ressalvar que não é ainda bem conhecida a medida, alertou para que existem pessoas “em muito más condições” de vida.
O antigo Presidente da Associação de Bancos (APB) realçou ainda à margem do congresso dos Economistas, que este Governo (do PSD/PP) quando entrou “correu atrás do resgate externo e o País não teve a possibilidade de consensualizar um programa que correspondesse aos seus principais desafios”.
Para Salgueiro, o principal desafio de Portugal nem é o da consolidação das Finanças Públicas: “É o da estagnação do crescimento e a falta de competitividade”.
“Sem haver desenvolvimento não vai haver nem novos empregos em número suficiente, nem uma melhoria dos rendimentos, nem uma consolidação orçamental das Finanças Públicas que se possa sustentar por muito tempo”, frisou.
26.6.13
Malparado na habitação com novo máximo histórico
por Lucília Tiago, in Diário de Notícias
As dificuldades das famílias portuguesas em pagar o empréstimo da casa continuam a acentuar-se, tendo o volume de crédito em incumprimento voltado a registar um novo máximo histórico em abril, atingindo 2286 milhões de euros, segundo indicam os dados estatísticos hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
O volume do crédito de cobrança duvidosa no segmento da habitação tinha até conhecido um ligeiro alívio em março, mas no mês seguinte voltou a ganhar terreno, subindo 26 milhões de euros neste espaço de tempo.
Este agravamento ocorre ao mesmo tempo que continua a descer o volume de empréstimos destinados a financiar a compra ou a construção de habitação. De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, os particulares deviam 108,39 mil milhões de euros aos bancos, o que traduz uma descida de 3,8% face ao valor registado há um ano.
O retrato do crédito hipotecário acompanha a evolução do crédito total. No final de abril, a dívida total das famílias aos bancos ascendia a 131,8 mil milhões de euros. Os dados do BdP permitem concluir que este saldo mantém a tendência de descida que já se verifica há 24 meses consecutivos.
É, de resto, necessário recuar a maio de 2008 para encontrar um valor total de empréstimos mais baixo do que aquele que agora foi contabilizado. No malparado total, a evolução mensal regista uma quebra de 23 milhões de euros, mas a comparação homóloga indica que os 5138 milhões de euros agora registados traduzem um agravamento de 163 milhões.
Aquela descida mensal foi obtida através do comportamento do incumprimento no crédito ao consumo, que recuou 55 milhões de euros entre março e abril.
As dificuldades das famílias portuguesas em pagar o empréstimo da casa continuam a acentuar-se, tendo o volume de crédito em incumprimento voltado a registar um novo máximo histórico em abril, atingindo 2286 milhões de euros, segundo indicam os dados estatísticos hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
O volume do crédito de cobrança duvidosa no segmento da habitação tinha até conhecido um ligeiro alívio em março, mas no mês seguinte voltou a ganhar terreno, subindo 26 milhões de euros neste espaço de tempo.
Este agravamento ocorre ao mesmo tempo que continua a descer o volume de empréstimos destinados a financiar a compra ou a construção de habitação. De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, os particulares deviam 108,39 mil milhões de euros aos bancos, o que traduz uma descida de 3,8% face ao valor registado há um ano.
O retrato do crédito hipotecário acompanha a evolução do crédito total. No final de abril, a dívida total das famílias aos bancos ascendia a 131,8 mil milhões de euros. Os dados do BdP permitem concluir que este saldo mantém a tendência de descida que já se verifica há 24 meses consecutivos.
É, de resto, necessário recuar a maio de 2008 para encontrar um valor total de empréstimos mais baixo do que aquele que agora foi contabilizado. No malparado total, a evolução mensal regista uma quebra de 23 milhões de euros, mas a comparação homóloga indica que os 5138 milhões de euros agora registados traduzem um agravamento de 163 milhões.
Aquela descida mensal foi obtida através do comportamento do incumprimento no crédito ao consumo, que recuou 55 milhões de euros entre março e abril.
8.5.13
7774 portugueses por dia deixaram de pagar dívidas ao banco
Ana Margarida Pinheiro, in Jornal de Notícias
Em março, todos os dias houve mais 7774 portugueses a deixarem de pagar o empréstimo ao banco. O consumo continua a ter o maior peso no malparado das famílias, segundo o Banco de Portugal.
As dificuldades das famílias são evidentes e, segundo o Banco de Portugal, voltaram a aumentar no primeiro trimestre deste ano: +1,97%.
De acordo com os dados da Central de Responsabilidades de Crédito, divulgados ontem, no final de março existiam 691,9 mil famílias com dívidas por pagar há mais de 90 dias, mais 25 mil do que no primeiro trimestre do ano passado.
Em março, todos os dias houve mais 7774 portugueses a deixarem de pagar o empréstimo ao banco. O consumo continua a ter o maior peso no malparado das famílias, segundo o Banco de Portugal.
As dificuldades das famílias são evidentes e, segundo o Banco de Portugal, voltaram a aumentar no primeiro trimestre deste ano: +1,97%.
De acordo com os dados da Central de Responsabilidades de Crédito, divulgados ontem, no final de março existiam 691,9 mil famílias com dívidas por pagar há mais de 90 dias, mais 25 mil do que no primeiro trimestre do ano passado.
5.3.13
Quase seis mil famílias voltaram a ter abono depois de revisão dos rendimentos
in Jornal de Notícias
Quase seis mil famílias conseguiram obter o abono de família desde o início do ano depois da Segurança Social ter revisto os rendimentos dos últimos três meses, revelou hoje o Ministério da Solidariedade e Segurança Social.
Segundo a tutela, dos cerca de 25 mil pedidos entrados e devidamente instruídos, 5800 famílias já tiveram revisão e consequente alteração de escalão, passando a usufruir de abono de família.
O Ministério da Solidariedade e Segurança Social esclareceu que essa revisão ocorre depois da aplicação das novas regras do abono de famílias, entradas em vigor em outubro, e que permitem que a Segurança Social faça a revisão do escalão em função dos rendimentos do agregado familiar nos últimos três meses.
Segundo os últimos dados globais disponibilizados no portal do Instituto de Segurança Social (ISS) , o número de beneficiários de abono de família caiu 2,85 por cento em dezembro de 2012 para pouco mais de 1,175 milhões, face ao período homólogo de 2011.
Em dezembro de 2012, o número de beneficiários de abono de família foi de 1175476, enquanto em dezembro de 2011 a prestação social foi atribuída a 1210029 crianças e jovens, segundo o ISS.
No ano passado, setembro foi o mês que registou a maior queda no número de beneficiários, para os 1.165.181, menos 46.769 face a agosto, mês com mais abonos atribuídos (1.211.950).
Em outubro, o número de beneficiários voltou a subir, para se fixar em 1.170.810, mais 5.629 do que em setembro.
A descida, em setembro, da concessão de abonos de família coincidiu com a falta da entrega atempada, por parte dos pais, da prova escolar obrigatória, disse anteriormente, à agência Lusa, o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa.
Para o corrente ano letivo, que começou em setembro, a Segurança Social decidiu, a 13 de julho, antecipar o prazo de entrega da prova escolar, de 31 de outubro para 31 de julho.
O abono de família só começa a ser pago um mês depois de efetuada a prova escolar.
Quase seis mil famílias conseguiram obter o abono de família desde o início do ano depois da Segurança Social ter revisto os rendimentos dos últimos três meses, revelou hoje o Ministério da Solidariedade e Segurança Social.
Segundo a tutela, dos cerca de 25 mil pedidos entrados e devidamente instruídos, 5800 famílias já tiveram revisão e consequente alteração de escalão, passando a usufruir de abono de família.
O Ministério da Solidariedade e Segurança Social esclareceu que essa revisão ocorre depois da aplicação das novas regras do abono de famílias, entradas em vigor em outubro, e que permitem que a Segurança Social faça a revisão do escalão em função dos rendimentos do agregado familiar nos últimos três meses.
Segundo os últimos dados globais disponibilizados no portal do Instituto de Segurança Social (ISS) , o número de beneficiários de abono de família caiu 2,85 por cento em dezembro de 2012 para pouco mais de 1,175 milhões, face ao período homólogo de 2011.
Em dezembro de 2012, o número de beneficiários de abono de família foi de 1175476, enquanto em dezembro de 2011 a prestação social foi atribuída a 1210029 crianças e jovens, segundo o ISS.
No ano passado, setembro foi o mês que registou a maior queda no número de beneficiários, para os 1.165.181, menos 46.769 face a agosto, mês com mais abonos atribuídos (1.211.950).
Em outubro, o número de beneficiários voltou a subir, para se fixar em 1.170.810, mais 5.629 do que em setembro.
A descida, em setembro, da concessão de abonos de família coincidiu com a falta da entrega atempada, por parte dos pais, da prova escolar obrigatória, disse anteriormente, à agência Lusa, o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa.
Para o corrente ano letivo, que começou em setembro, a Segurança Social decidiu, a 13 de julho, antecipar o prazo de entrega da prova escolar, de 31 de outubro para 31 de julho.
O abono de família só começa a ser pago um mês depois de efetuada a prova escolar.
8.1.13
Menos crianças com meningite, mas pais com dificuldade em comprar vacina
Romana Borja-Santos, in Púbico on-line
Novos casos de doença invasiva pneumocócica caíram 40% desde 2008, o que se traduziu em menos situações de meningite.
O número de novos casos em Portugal de doença invasiva pneumocócica, que pode evoluir para meningite, tem caído nos últimos anos. Entre 2010 e 2012 registaram-se 165 casos, quando de 2008 a 2010 tinham sido 289 – o que representa uma quebra superior a 40%. Mas a crise financeira e económica está a fazer com que cada vez menos pais consigam comprar a vacina contra esta doença, pelo que os especialistas defendem a sua inclusão no Plano Nacional de Vacinação.
Os dados fazem parte do último relatório do Grupo de Estudo da Doença Pneumocócica da Sociedade de Infecciologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria, que adianta que 80 dos casos foram registados em 2010/2011 e que 85 foram em 2011/2012. Ao todo, 18,1% das infecções evoluíram para meningites (no relatório anterior eram cerca de 14% mas o número absoluto continua a representar um balanço positivo). Há ainda 7,8% de casos que evoluíram para sepsis (infecção generalizada no organismo) e 49% para pneumonias. Quatro dos casos foram fatais e várias são as sequelas que a doença pode deixar, nomeadamente atrasos no desenvolvimento. A doença é mais comum em crianças com menos de dois anos e dá sintomas como cansaço, dores de cabeça e musculares, febre, dores de ouvidos e náuseas – mas que são sinais comuns a muitas outras patologias.
Para a infecciologista pediátrica Maria João Brito, o país “tem tido uma evolução bastante positiva” devido à vacinação que existe desde 2001 e que tem vindo a ter mais valências, isto é, a ser capaz de combater mais serotipos da doença. Contudo, a médica do Hospital Dona Estefânia, e também membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria, diz ao PÚBLICO que “pela primeira vez estamos a assistir a uma diminuição da cobertura da vacinação” porque a “vacina é escandalosamente cara”.
Mais de 280 euros
Para a criança ficar imunizada são necessárias quatro doses, a última das quais é dada até aos dois anos de idade. Ao todo o valor pode ultrapassar os 280 euros, já que a vacina não faz parte do Plano Nacional de Vacinação. Do plano faz parte uma vacina contra um outro tipo de meningite, conhecida como meningite C. “Temos a sorte de ter pais muito esforçados e médicos que ‘gostam de vacinas’ e que a recomendam. Mas com a crise torna-se muito difícil para as famílias terem mais esta despesa, quando quase todos os países da Europa têm a vacina no seu plano de vacinação, pois a saúde deveria ser um direito igual para todos”, defende Maria João Brito.
Os dados da taxa de cobertura da vacinação para 2012 ainda não estão totalmente apurados, mas a crise já teve efeitos em 2010 e em 2011. Um ano depois de a vacina ter chegado ao país conseguiu-se uma cobertura de 32% que alcançou os 79,1% em 2007. Em 2008 e 2009 a taxa desceu ligeiramente, caindo mais significativamente em 2010, para 65%, e em 2011, para 64,8%. Maria João Brito explica que as consequências de haver menos crianças a receber a vacina não se fazem sentir no imediato, pelo que importa “apertar a vigilância” desta doença de declaração não obrigatória. A especialista diz que mesmo as crianças não vacinadas beneficiam da chamada “imunidade de grupo”, isto é, do convívio com crianças que estão imunizadas.
O problema, acrescenta, é que não é preciso contacto com outras pessoas para ficar infectado: a doença é causada pelo Streptococcus pneumoniae ou pneumococo, que está presente na nasofaringe, e, por vezes, quando a criança está mais debilitada, a bactéria entra na corrente sanguínea. Metade dos casos surgem em crianças sem nenhum tipo de característica que as coloque num grupo de risco.
Debate no Parlamento
A inclusão desta vacina no Plano Nacional de Vacinação vai voltar ao Parlamento já na quarta-feira, pelas mãos do CDS-PP. Esta é, aliás, a terceira vez que o partido recomenda que a vacina pneumocócica faça parte do plano, conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde. Em Dezembro, quando o CDS anunciou a recomendação, a deputada Teresa Caeiro destacou as “vantagens sanitárias e humanas” da inclusão desta vacina no Plano Nacional de Vacinação, justificando que “há muitas famílias que não têm neste momento possibilidades económicas de a comprar”.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a doença pneumocócica causa todos os anos mais de três milhões de mortes em todo o mundo, sendo as principais vítimas crianças ou adultos a partir dos 50/60 anos com a função imunitária diminuída e com outras doenças associadas.
Novos casos de doença invasiva pneumocócica caíram 40% desde 2008, o que se traduziu em menos situações de meningite.
O número de novos casos em Portugal de doença invasiva pneumocócica, que pode evoluir para meningite, tem caído nos últimos anos. Entre 2010 e 2012 registaram-se 165 casos, quando de 2008 a 2010 tinham sido 289 – o que representa uma quebra superior a 40%. Mas a crise financeira e económica está a fazer com que cada vez menos pais consigam comprar a vacina contra esta doença, pelo que os especialistas defendem a sua inclusão no Plano Nacional de Vacinação.
Os dados fazem parte do último relatório do Grupo de Estudo da Doença Pneumocócica da Sociedade de Infecciologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria, que adianta que 80 dos casos foram registados em 2010/2011 e que 85 foram em 2011/2012. Ao todo, 18,1% das infecções evoluíram para meningites (no relatório anterior eram cerca de 14% mas o número absoluto continua a representar um balanço positivo). Há ainda 7,8% de casos que evoluíram para sepsis (infecção generalizada no organismo) e 49% para pneumonias. Quatro dos casos foram fatais e várias são as sequelas que a doença pode deixar, nomeadamente atrasos no desenvolvimento. A doença é mais comum em crianças com menos de dois anos e dá sintomas como cansaço, dores de cabeça e musculares, febre, dores de ouvidos e náuseas – mas que são sinais comuns a muitas outras patologias.
Para a infecciologista pediátrica Maria João Brito, o país “tem tido uma evolução bastante positiva” devido à vacinação que existe desde 2001 e que tem vindo a ter mais valências, isto é, a ser capaz de combater mais serotipos da doença. Contudo, a médica do Hospital Dona Estefânia, e também membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria, diz ao PÚBLICO que “pela primeira vez estamos a assistir a uma diminuição da cobertura da vacinação” porque a “vacina é escandalosamente cara”.
Mais de 280 euros
Para a criança ficar imunizada são necessárias quatro doses, a última das quais é dada até aos dois anos de idade. Ao todo o valor pode ultrapassar os 280 euros, já que a vacina não faz parte do Plano Nacional de Vacinação. Do plano faz parte uma vacina contra um outro tipo de meningite, conhecida como meningite C. “Temos a sorte de ter pais muito esforçados e médicos que ‘gostam de vacinas’ e que a recomendam. Mas com a crise torna-se muito difícil para as famílias terem mais esta despesa, quando quase todos os países da Europa têm a vacina no seu plano de vacinação, pois a saúde deveria ser um direito igual para todos”, defende Maria João Brito.
Os dados da taxa de cobertura da vacinação para 2012 ainda não estão totalmente apurados, mas a crise já teve efeitos em 2010 e em 2011. Um ano depois de a vacina ter chegado ao país conseguiu-se uma cobertura de 32% que alcançou os 79,1% em 2007. Em 2008 e 2009 a taxa desceu ligeiramente, caindo mais significativamente em 2010, para 65%, e em 2011, para 64,8%. Maria João Brito explica que as consequências de haver menos crianças a receber a vacina não se fazem sentir no imediato, pelo que importa “apertar a vigilância” desta doença de declaração não obrigatória. A especialista diz que mesmo as crianças não vacinadas beneficiam da chamada “imunidade de grupo”, isto é, do convívio com crianças que estão imunizadas.
O problema, acrescenta, é que não é preciso contacto com outras pessoas para ficar infectado: a doença é causada pelo Streptococcus pneumoniae ou pneumococo, que está presente na nasofaringe, e, por vezes, quando a criança está mais debilitada, a bactéria entra na corrente sanguínea. Metade dos casos surgem em crianças sem nenhum tipo de característica que as coloque num grupo de risco.
Debate no Parlamento
A inclusão desta vacina no Plano Nacional de Vacinação vai voltar ao Parlamento já na quarta-feira, pelas mãos do CDS-PP. Esta é, aliás, a terceira vez que o partido recomenda que a vacina pneumocócica faça parte do plano, conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde. Em Dezembro, quando o CDS anunciou a recomendação, a deputada Teresa Caeiro destacou as “vantagens sanitárias e humanas” da inclusão desta vacina no Plano Nacional de Vacinação, justificando que “há muitas famílias que não têm neste momento possibilidades económicas de a comprar”.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a doença pneumocócica causa todos os anos mais de três milhões de mortes em todo o mundo, sendo as principais vítimas crianças ou adultos a partir dos 50/60 anos com a função imunitária diminuída e com outras doenças associadas.
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