in Jornal de Notícias
A previsão de um aumento significativo da esperança média de vida até ao ano 2050 obriga a desenvolver modelos de envelhecimento activo da população. Ontem, no Porto, especialistas em gerontologia concluíram pela necessidade da mudança das políticas sociais, económicas e culturais que levem ao aproveitamento das pessoas com mais de 50 anos.
Durante a conferência internacional "Geração 50 +", que ontem encerrou no Porto, a investigadora em gerontologia social Lourdes Quaresma realçou a importância das previsões da Organização das Nações Unidas, que dão conta de um aumento assinalável da esperança média de vida mundial. De acordo com as previsões, a população com mais de 60 anos deverá duplicar, enquanto que aqueles com mais de 80 anos triplicarão. Em relação a Portugal, a investigadora sublinhou que a população com mais de 75 anos deverá registar um acréscimo de 44% até ao ano de 2030.
Lourdes Quaresma realçou que, se por um lado, irá aumentar o número de anos de vida após a cessação da actividade profissional, por outro deverá crescer também a tendência para o investimento em actividades produtivas e outras após a reforma.
"Actualmente, somos cada vez mais velhos para o mercado de trabalho, mas não biologicamente", salientou. Nesse sentido, a investigadora defendeu o incremento de novas políticas sociais, que incluam o aproveitamento das pessoas após a reforma.

