6.11.15

Refugiados com médico de família e sem taxas moderadoras

Sónia Santos, in TSF

As autoridades de saúde preparam, em contagem decrescente, a chegada de 4.500 refugiados a Portugal. Médico de família no espaço de um semana e isenção de taxas moderadoras são já pontos assentes.

Oficialmente ainda não há datas, mas nos bastidores do Serviço Nacional de Saúde(SNS) a chegada de 4.500 refugados está em marcha. Francisco George, Director-Geral da saúde, diz que a sua integração não vai resultar num probema, nem em pressão.

Francisco George lembra, ainda, que Portugal é um país experiente no acolhimento de imigrantes. Atualmente estão no nosso país cerca de 400 mil e de todo o mundo. Por isso, clinicamente, o sistema de saúde está preparado.

"Não estamos preocupados com riscos de epidemias. Não estamos em crer que problemas de caráter exótico possam acontecer, até porque temos uma grande experiência de atender imigrantes de diversas regiões, da América do Sul, da Europa de Leste, África. Não estamos preocupados em termos de risco", diz o Diretor-Geral da Saúde.

Os cerca de 4.500 refugiados que Portugal se prepara para receber vão ter médico de família no prazo de uma semana e estarão isentos do pagamento de taxas moderadoras.

O Diretor-Geral da saúde espera que o país entenda a assistência que este imigrantes vão receber. Francisco George salienta que, acima de tudo, está aqui em causa um direito.

"Os portugueses vão compreender e aceitar. São pessoas que atravessam mares e fronteiras, como vemos nas imagens chocantes que noc chegam, por isso, é uma questão, direi, de direito internacional".

Francisco George acrescenta que o plano para a integração dos refugiados está ser articulado com as Administrações Regionais da Saúde, que depois dão orientações aos centros de saúde.

SEF deteve mulher suspeita de tráfico de menores de África para a Europa

in o Observador

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras deteve esta quarta-feira uma cidadã estrangeira, de 43 anos, suspeita de tráfico de menores de África para a Europa.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve esta quarta-feira uma cidadã estrangeira, de 43 anos, suspeita de tráfico de menores de África para a Europa.

Segundo adianta o SEF, durante a investigação foram efetuadas duas buscas domiciliárias na Amadora, tendo sido apreendida diversa documentação, telemóveis e outros indícios da atividade criminosa.

O processo crime – sublinha o SEF – teve origem no posto de fronteira do Aeroporto de Lisboa, em setembro último, quando se verificou a tentativa de fazer entrar em Portugal uma menor de seis anos, vinda de Angola.

A menor vinha acompanhada de uma mulher que afirmava ser sua mãe, sendo porém portadora de passaporte falsificado, razão pela qual lhes foi recusada a entrada em território nacional, recorda o SEF.

Existindo indícios de tráfico de menores, a criança retornou a Luanda acompanhada por elementos do SEF que a entregaram às autoridades angolanas, a quem informaram dos contornos da situação detetada em Lisboa.

No decurso do inquérito aberto pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, o SEF efetuou várias diligências de investigação, incluindo troca de informação com as autoridades angolanas e francesas, as quais permitiram identificar a mulher agora detida.

A mulher é ainda suspeita de ter participado em outras situações de entrada e encaminhamento de crianças para a Europa. A arguida será submetida a interrogatório judicial paraa aplicação de medidas de coação.

5.11.15

Fábrica da Triunfo fecha e deixa 100 pessoas no desemprego

In TVI 24

Empresa Mondeléz anunciou que vai encerrar fábrica em Mem Martins. Cerca de 100 trabalhadores vão ficar no desemprego

A empresa Mondeléz anunciou esta segunda-feira que vai encerrar a sua fábrica de bolachas em Mem Martins, Sintra, durante o próximo ano, transferindo a produção para a República Checa e despedindo cerca de uma centena de trabalhadores, informou fonte sindical.

Segundo avançou em comunicado o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos (Sintab), a multinacional Mondeléz do setor da alimentação (bolachas) comunicou hoje aos trabalhadores que vai encerrar a fábrica em Mem Martins, "no terceiro trimestre de 2016".

"A direção do Sintab já manifestou a sua discordância face à deslocalização do nosso país, desta unidade fabril, provocando a destruição de cerca de uma centena de postos de trabalho", acrescentou a nota sindical.

A Mondeléz Internacional, que sucedeu à Kraft Foods, é dona das marcas Triunfo e Proalimentar, produzidas na fábrica do concelho de Sintra, e detentora das bolachas Oreo e dos chocolates Cadbury.
"A fábrica tem outras capacidades de produção, que estão subaproveitadas, mas isso é da responsabilidade da empresa, que foi esvaziando a capacidade produtiva da unidade", disse à Lusa Fernando Rodrigues, do Sintab.

O responsável sindical adiantou que a empresa possui 97 trabalhadores efetivos, mas que o encerramento da fábrica "vai afetar entre 100 a 120 trabalhadores", tendo em conta os funcionários temporários que costumam trabalhar na unidade de Mem Martins, consoante os ciclos de produção.

O encerramento da fábrica terá ainda consequências para outras unidades portuguesas fornecedoras de matérias-primas e Fernando Rodrigues explicou que, apesar de a empresa pretender negociar, o Sintab "não está disponível para fechar empresas" e só aceitará assegurar os direitos dos trabalhadores.

"Há casais a trabalhar nesta empresa e a maioria dos postos de trabalho são ocupados por mulheres, que vão ficar sem emprego, numa área onde existe um elevado nível de desemprego", lamentou o sindicalista.

O sindicato, afeto à CGTP-IN, vai promover plenários de trabalhadores e pedir audiências aos grupos parlamentares da Assembleia da República para contestar o encerramento da fábrica, e pedir a intervenção da Câmara de Sintra.

A Mondeléz International alegou, em comunicado, que a unidade utiliza "apenas 35% da sua capacidade de produção, um cenário que se verifica já desde 2012".

A empresa explicou que, nos últimos três anos, investiu cerca de quatro milhões de euros na aquisição de equipamento e transferiu volume de produção de outras marcas para Portugal, com o objetivo de impulsionar a produção na fábrica nacional, mas não conseguiu "os níveis de eficiência adequados".

Por isso, conclui na mesma nota, "a maioria da produção da fábrica portuguesa vai ser transferida para a fábrica de Opava na República Checa".

Ansião – Novo projecto teve hoje o seu início

In Radio 97FM Pombal

Em Ansião arrancou, esta segunda-feira, o novo projecto “Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS-3G)”, que ficará, em execução, até Novembro de 2018.

Tendo como finalidade promover a inclusão social dos cidadãos, “através de acções a executar em parceria, de forma a combater a pobreza persistente e a exclusão social”, o novo projecto ficará instalado na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, num edifício em que estão concentrados os serviços de apoio social do Município ansianense, junto ao pelourinho da vila.

O “CLDS-3G” de Ansião tem, como entidade promotora, a Associação de Desenvolvimento e Iniciativas Locais do Concelho de Ansião (Adilcan), “e aponta, como principais objectivos, promover a criação de circuitos de produção, divulgação e comercialização de produtos locais ou regionais, de modo a potenciar o território e a empregabilidade”.

Promover o desenvolvimento de “instrumentos facilitadores da mobilidade de pessoas a serviços de utilidade pública, a nível local, promover o desenvolvimento de instrumentos capacitadores das instituições da economia social, promovendo a implementação de serviços partilhados, que permitam uma maior racionalidade de recursos e a eficácia de gestão, e promover a inclusão social dos cidadãos, de forma multi-sectorial e integrada”, são outros objectivos do novo projecto.

Os eixos 1 (emprego, formação e qualificação), 2 (intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil) e 3 (capacitação da comunidade e das instituições) foram identificados como necessários para atingir os objectivos propostos pelo “CLDS-3G” de Ansião.

Uma técnica do serviço social, uma animadora sócio-educativa e duas psicólogas, integram a equipa técnica deste projecto.

Investigadores falam sobre economia social em Coimbra

Juliana Baptista, in Fátima Missionária

Vários investigadores nacionais e estrangeiros vão participar num seminário internacional sobre economia social que terá lugar na cidade dos estudantes

Seminário internacional para aprofundar a reflexão sobre o futuro do terceiro sector, ou economia social, como tem vindo a ser designada em Portugal, vai realizar-se no auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, no próximo dia 13 de novembro, entre as 14h00 e as 17h00.

«Impactos do Terceiro Sector em Contexto de Crise» é o nome do colóquio que irá abordar «o modo como a crise tem vindo a moldar as estratégias de resposta e a própria identidade do terceiro sector».

Ao longo da tarde, os participantes vão assistir à intervenção de Bernard Enjolras, diretor e professor de investigação do Institute for Social Research, em Oslo (Noruega), e diretor do Center for Research on Civil Society and the Voluntary Sector.

Também vai intervir o sociólogo Pedro Hespanha, que tem investigado e publicado diversos conteúdos nas áreas dos estudos rurais, políticas sociais, sociologia da medicina, pobreza e exclusão social.

Entre os vários oradores está também a investigadora Sílvia Ferreira que tem estudado o empreendedorismo social no terceiro sector e na economia social, o voluntariado, a governação através de parcerias locais Estado/terceiro sector.

A iniciativa é organizada pelo MISIE (Mestrado em Intervenção Social, Inovação e Empreendedorismo) de Coimbra e também pela EAPN – Portugal (Rede Europeia Anti-Pobreza).

MultiOpticas Solidária no mês em que se celebra o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Frederico Ribeiro, in Local

No mês em que se celebra o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a MultiOpticas leva a cabo 3 iniciativas solidárias

A MultiOpticas continua a reforçar a sua vertente solidária e o forte apoio às famílias portuguesas. No mês em que se celebra o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a empresa entregou um donativo a duas instituições e é patrocinadora oficial da 5ª Corrida Solidária Internacional da ONG HELPO, que terá lugar amanhã, às 10H no Complexo Desportivo do Jamor, em Oeiras.

O Centro Comunitário Paroquial de Famões, de Odivelas e a Associação de Pais e Amigos dos Diminuídos Mentais de Penafiel, APADIMP, em Penafiel, foram as duas instituições presenteadas com o donativo da GrandVision, resultado da campanha solidária que entregava 1€ por cada par de óculos de sol comprados, valor que foi duplicado pela marca no final da iniciativa.

Dr. Rui Borges, CEO da MultiOpticas, ciente do importante papel destas iniciativas explica “Uma empresa líder também deve liderar em responsabilidade social. Por essa razão, a MultiOpticas sente a responsabilidade de ter um papel ativo na sociedade, levando a cabo ações que fazem a diferença no dia-a-dia dos portugueses.”

Nestas iniciativas, como outras que desenvolve na sua política de responsabilidade social, ano após ano, a MultiOpticas procura, através da sua atividade, contribuir para a resolução de problemas reais da sociedade.

Por esta razão, a Marca de Confiança tem vindo a apoiar várias instituições e iniciativas de solidariedade entre as quais a Cáritas, a Lions Club International, a Helpo e a Entreajuda.

Casa Jubileu, um caso de sucesso

In Sic Notícias

A casa Jubileu, em Cascais, acolhe sem-abrigo, toxicodependentes e antigos presidiários que precisam de uma nova oportunidade. Uma residência de passagem para pessoas em situação de exclusão social que já detém uma taxa de sucesso de mais de 70%.

3.11.15

Sabrosa disse SIM à erradicação da pobreza e solidariza-se com Santa catarina

In O Arrais

A Câmara Municipal de Sabrosa congratula-se com o sentido solidário e a adesão manifestada pelas instituições e população do concelho através das várias iniciativas levadas a cabo no passado sábado no seu Auditório Municipal, para assinalar o Dia Internacional do Erradicação da Pobreza. Esta iniciativa na qual o Município colaborou, através do seu pelouro da ação social, foi inserida na Programação Distrital alusiva à jornada e coordenada pelo Núcleo Distrital de Vila Real da Rede Europeia Anti Pobreza, EAPN.

Nela participaram também as crianças do 1° e 2° ciclo do Agrupamento de Escolas, sensibilizadas igualmente para esta causa humanitária dirigida ao combate a este flagelo social. A representação da peça de teatro, "O saco das nozes" pelo grupo "A Filandorra- Teatro do Nordeste", bem como a participação do grupo juvenil "Amigos da Dança", emprestaram animação e cor a um dia muito rico no exaltação de valores de partilha com os mais carenciados. Neste sentido, o executivo municipal registou também com satisfação as muitas ofertas da população solicitadas por iniciativa da Rede Social do Concelho de Sabrosa e destinadas a ajudar aqueles que mais precisam.

Mais de 200 pessoas aderiram a este apelo doando cerca de 300 kg de géneros alimentícios, muito vestuário, material escolar, calçado e dezenas de brinquedos. O dia foi ainda preenchido com uma pintura coletiva de um mural e mensagens referentes à pobreza, escritas pelas crianças.

Elevando ainda mais, neste evento, a palavra solidariedade num sentido universal, todo o material didático e escolar recebido será destinado à comunidade estudantil mais carenciada de Santa Catarina na ilha de Santiago em Cabo Verde, no âmbito do protocolo de colaboração recentemente celebrado entre os dois Municípios.

Os outros bens serão encaminhados para as famílias mais necessitadas do concelho de Sobros° beneficiárias de RSI e sinalizadas pela CPCJ, através das respetivas entidade competentes. Reconhecendo que a jornada foi um êxito e um ato importante para sensibilizar toda a comunidade para o problema crescente da pobreza, a Câmara Municipal de Sabrosa não deixa contudo de manifestar uma vontade que é uma ambição comum a todos aqueles que perfilham os mesmos valores solidários de fraternidade e de combate às desigualdades sociais. Ou seja, que todos os dias possam ser de luta contra a pobreza, através da definição e execução de políticas adequadas a este fim.

Géneros angariados em manhã solidária vão beneficiar cerca de 50 famílias

In O Arrais

Na semana pelo combate à pobreza e à exclusão social, a Câmara Municipal de Mesão Frio, em parceria com a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, a Santa Casa da Misericórdia e o núcleo distrital de Vila Real da European Anti Poverty Network (EAPN - Rede Europeia Anti-Pobreza) prepararam uma manhã solidária com a finalidade de angariar géneros que, segundo a contabilização da Rede Social do município, vão fazer face às dificuldades de aproximadamente cinquenta famílias.

Na manhã de 16 de outubro, data que antecedeu o dia internacional para a erradicação da pobreza, quem esteve em Mesão Frio, teve a oportunidade de participar numa aula de ginástica gratuita, ao ar livre, orientada pelo professor André Osório e aberta a toda a comunidade.

No Avenida Conselheiro Alpoim, onde aconteceu a atividade desportiva, foi colocado um ponto de recolha de géneros, onde a população entregou, essencialmente, géneros alimentares, roupas e brinquedos. Sensibilizar os cidadãos para as situações de pobreza e de exclusão social e apelar a uma maior solidariedade, atendendo às dificuldades das famílias que mais necessitam, foi o grande objetivo desta iniciativa que, demonstrou, uma vez mais, a generosidade da população do concelho.

Projeto de voluntariado internacional para o Baixo Sabor vence prémio

In A Voz de Trás os Montes

“Associação Respiro Sabor” propõe atração de jovens para a região, através de estágios e programas de voluntariado

Colocar a região do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes, na rota do voluntariado internacional foi a ideia que deu o 1º lugar à equipa da Universidade Autónoma de Lisboa, na 9ª edição do EDP University Challenge.

Inspirados pelo crescente número de jovens que percorrem o mundo em programas de voluntariado, campos de trabalho, intercâmbios, campos de férias e estágios, os cinco estudantes vencedores propuseram a criação de uma associação sem fins lucrativos, baseada nos quatro concelhos abrangidos pela barragem do Sabor. Em estreita colaboração com entidades e comunidades locais, a “Associação Respiro Sabor” propõe-se atrair para a região jovens, nacionais e estrangeiros, interessados na conservação da natureza e na descoberta de hábitos e tradições associadas ao mundo rural. A proposta, classificada como inovadora e ajustada às necessidades da região, recebeu um prémio de 5.000 euros, com possibilidade de estágio na EDP para os autores.

O segundo melhor projeto foi apresentado por uma equipa da Universidade da Beira Interior, que lançou a ideia de criar um parque temático assente numa das espécies emblemáticas da região, a águia. Em 3º lugar ficou uma das equipas do ISCTE, cuja proposta contempla a criação de uma marca para a região, agregando todos os recursos com interesse turístico num site e numa aplicação móvel, prevendo ainda formas de promoção e comunicação destes canais, bem como ações de sensibilização ambiental junto das comunidades locais.

Os 185 estudantes de marketing, comunicação e gestão, de 35 universidades, que entraram na edição deste ano do University Challenge, superaram o desafio, constituindo-se como parceiros da EDP na missão de promover o desenvolvimento sustentável na região do Baixo Sabor, com particular incidência nos concelhos de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo.

O University Challenge é um concurso internacional para estudantes universitários que abrange já Portugal, Espanha, Brasil e Polónia. Visa aproximar a EDP do conhecimento e talento existente no mundo académico e contribuir para a formação das novas gerações dando-lhes oportunidade de conhecerem melhor a lógica das estratégias empresariais.

Conservatório marcou presença nos concertos Portugal Solidário

Luís Melo, in A Voz de Trás os Montes

O Conservatório Regional de Música de Vila Real e o Teatro Ribeiro Conceição, de Lamego, associaram-se ao evento “Portugal Solidário”, que contou com a participação do Nuno Guerreiro e de Manuel Paulo, dos Ala dos Namorados, bem como de Ricardo Parreira, exímio tecnicista e virtuoso na guitarra portuguesa.

Este evento abrangeu a realização, em simultâneo, no dia 25, pelas 21h00, de 10 concertos a nível nacional, em múltiplos palcos nacionais (Bragança, Lamego, Espinho, Coimbra, Covilhã, Lisboa, Faro, Elvas, Funchal e Ponta Delgada), e que contaram com a participação especial de figuras consagradas do panorama musical português, de diversos géneros musicais, acompanhados por orquestras clássicas constituídas, na sua maioria, por jovens alunos das escolas de ensino vocacional da Música. As receitas de bilheteira foram doadas, na íntegra, a duas associações portuguesas de apoio aos refugiados: o Conselho Português para os Refugiados (CPR) e a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).

A extensa lista dos artistas que aderiram à iniciativa de forma "totalmente desinteressada", desde a área do Jazz, até à música Pop, passando pelo Fado e também por solistas do Clássico, incluiu nomes como Rita Red Shoes, Mafalda Veiga, Miguel Gameiro, António Vitorino d’Almeida, Sónia Tavares e Nuno Gonçalves (dos The Gift), Tiago Bettencourt, Nuno Guerreiro e Manuel Paulo dos Ala dos Namorados, Mísia, Maria João e Mário Laginha, Otto Pereira e Mafalda Arnauth, entre muitos outros.

Relativamente ao concerto realizado em Lamego, a Camerata do Conservatório Regional de Música de Vila Real abriu o espetáculo, acompanhando o virtuosismo, na viola portuguesa, de Ricardo Parreira que brindou a plateia com uma performance brilhante, a recordar-nos a mestria de Carlos Paredes.

A este grande momento musical sucedeu o concerto intimista dos Ala dos Namorados, inicialmente com um quarteto, de piano, voz, baixo e percussão, onde, após mais de duas décadas, continuam a sobressair a mestria da composição do Manuel Paulo e a voz absolutamente original, com um registo de contratenor, de Nuno Guerreiro.

Também esta banda contou com o apoio de quase quatro dezenas de músicos da Orquestra de Câmara do Conservatório Regional de Vila Real, que abrilhantaram a sua performance merecendo, da parte dos artistas referidos, rasgados elogios quer à sua capacidade musical, quer pelo seu apoio a uma Causa Cívica como seja a tentativa de consciencializar as pessoas para a dimensão do drama e da catástrofe humana dos refugiados.
Este espetáculo terminou, em apoteose, com a Orquestra de Câmara do Conservatório Regional de Vila Real a tocar a música do filme “A lista de Schindler”, tema muito apropriado para nos recordar os horrores da guerra, tendo como solista o violinista Edmundo Pires, que também assumiu a direção musical deste espetáculo. Mais uma vez o Conservatório Regional de Música está de parabéns pela qualidade artística dos seus alunos, que muito dignificam quer a instituição quer a cidade de Vila Real.

Manhã solidária ajuda cerca de meia centena de famílias

In Voz de Trás os Montes

Na semana pelo combate à pobreza e à exclusão social, a Câmara Municipal de Mesão Frio, em parceria com a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, a Santa Casa da Misericórdia e o núcleo distrital de Vila Real da European Anti Poverty Network (EAPN - Rede Europeia Anti-Pobreza) prepararam uma manhã solidária com a finalidade de angariar géneros que, segundo a contabilização da Rede Social do município, vão fazer face às dificuldades de aproximadamente cinquenta famílias.

Na manhã de 16 de outubro, data que antecedeu o dia internacional para a erradicação da pobreza, quem esteve em Mesão Frio, teve a oportunidade de participar numa aula de ginástica gratuita, ao ar livre, orientada pelo professor André Osório e aberta a toda a comunidade. Na Avenida Conselheiro Alpoim, onde aconteceu a atividade desportiva, foi colocado um ponto de recolha de géneros, onde a população entregou, essencialmente, géneros alimentares, roupas e brinquedos.

Sensibilizar os cidadãos para as situações de pobreza e de exclusão social e apelar a uma maior solidariedade, atendendo às dificuldades das famílias que mais necessitam, foi o grande objetivo desta iniciativa que, demonstrou, uma vez mais, a generosidade da população do concelho.

Amnistia reúne jovens de todo o País até domingo em Leiria

In Diário de Leiria

DEBATE A Amnistia Internacional (AI) Portugal realiza em Leiria o Encontro Nacional de Jovens, de hoje a domingo (dia 1 de Novembro), com um programa que incide “nos direitos humanos e na aprendizagem do activismo”.

A 16.ª edição da iniciativa destina-se a jovens dos 15 aos 18 anos, e tem um programa com debates, dinâmicas de grupo, workshops sobre as campanhas da Amnistia Internacional, nomeadamente ‘STOP Tortura’ e ‘O Meu Corpo, os Meus Direitos’, entre outros temas de direitos humanos com expressão na actualidade, como a crise global de refugiados.

“É promovido, simultaneamente, o activismo, com a aprendizagem da criação de planos e organização de acções de rua, recolhas de assinaturas para petições e dinamização de grupos de estudantes activistas pelos direitos humanos nas escolas”, faz saber a AI numa nota de imprensa. O encontro, que tem como mote ‘Bring Yourself (ie)’, decorre no Estádio Municipal de Leiria.

MARCO DE CANAVESES: Município acolhe apresentação de estudo sobre a pobreza

In TâmegaSousa

Auditório Municipal do Marco de Canaveses acolhe, na sexta-feira, pelas 14:30, um seminário denominado "O impacto das representações sociais na luta contra a pobreza em Portugal", onde será apresentado o resultado de um estudo sobre o tema, informou fonte da autarquia.

Trata-se de uma iniciativa concelhia pelo combate à Pobreza e Exclusão Social, que será dirigida pela Cláudia Albergaria, da EPAN.

O seminário terá como principais objetivos dar a conhecer os resultados do estudo com o mesmo título, promovendo a reflexão e o debate, e apresentando propostas para o combate a estereótipos no âmbito desta temática.

Esse estudo, que motiva a realização do seminário, é o projeto "Bem-me-quer, Mal-me-quer - O impacto das representações sociais na luta contra a pobreza em Portugal", promovido pela Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal, entre novembro de 2013 e dezembro de 2014.

O estudo consistiu na realização de uma investigação/estudo para analisar as representações sociais que técnicos e dirigentes de instituições públicas e privadas, que trabalham na área social, têm relativamente aos fenómenos de pobreza e exclusão social e o impacto dessas representações no trabalho que desenvolvem.

O seminário é promovido pela Câmara do Marco de Canaveses, pela sua Rede Social e em parceria com a Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal - EPAN, pelo seu Núcleo Distrital do Porto.

A entrada é livre.

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

In Terra a Terra

A Câmara de Castelo de Vide associou-se ao Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza para a comemoração do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, assinalando esta data com a decoração de árvores no Parque João José da Luz, com o contributo de algumas entidades, como o infantário e os lares. Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

Escolas de música dão concerto de apoio aos refugiados

In O Interior

O Teatro Municipal da Covilhã recebe no domingo à noite (21 horas) um dos dez concertos de apoio aos refugiados do Médio Oriente promovidos em simultâneo noutras nove cidades do país. Por cá, a EPABI é a entidade promotora, em conjunto com outras escolas de música, deste espetáculo cujas receitas vão reverter integralmente para o Conselho Português para os Refugiados (CPR) e a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).

A orquestra deste recital será formada por jovens instrumentistas da EPABI, dos Conservatórios da Covilhã, Castelo Branco, S. José da Guarda e da Escola de Música do Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral (Belmonte). Serão executadas obras de Joly Braga Santos, Mozart, Paganini (com o solista Pedro Meireles) e de Zipoli (solistas Nelson Ferreira e Francisco Luís Vieira).

O concerto contará ainda com a participação da cantora Viviane, vocalista dos extintos Entre Aspas. Os bilhetes custam 10 euros e podem ser adquiridos diretamente na bilheteira o Teatro Municipal da Covilhã ou em cada uma das escolas envolvidas.

Rede Anti Pobreza exige «estratégia nacional» para «travar flagelo» de 2,8 milhões de portugueses

In A Defesa

A Rede Anti Pobreza (EAPN) em Portugal exigiu, no passado dia 15 de Setembro, “uma estratégia nacional” para a “erradicação” de um problema que, segundo as últimas estatísticas, ameaça actualmente 2,8 milhões de pessoas, 30 por cento da população do País.

Numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA, no contexto do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de Outubro), o organismo sublinha “a urgência de travar este fl agelo” e chama à responsabilidade o sector político, “que não pode, de forma nenhuma, alegar desconhecimento para a falta de acção”.

“Se olharmos apenas para os números, sabendo que é preciso ir muito para além deles, ficaremos assustados com as crianças que, em Portugal, se encontram em risco de pobreza e, ou exclusão social; e ficamos igualmente assustados com os números da emigração e com os números do desemprego jovem”, realça a organização.

De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, cerca de 2 milhões e oitocentos mil portugueses convivem hoje com o risco de pobreza ou de exclusão social.

A EAPN Portugal recorda a situação das “novas gerações”, que “não vislumbram oportunidades no país”, dos “adultos em idade activa” que se debatem com “elevadas taxas de desemprego”, e “o número de trabalhadores pobres” que é hoje “surpreendentemente alto”.
O organismo presidido pelo padre Jardim Moreira aponta também o drama do “índice envelhecimento” da população portuguesa, que “é elevadíssimo”, sendo que as previsões para o futuro são “muito pouco animadoras”.

“Este é o retrato breve do País real!”, alerta a EAPN, que desafi a os portugueses, sobretudo os mais pobres, para no próximo domingo e “em todos os dias, levantarem incansavelmente a voz” contra a desigualdade e a injustiça que marca a sociedade.
“A pobreza não é um problema de escassez de recursos. Se evitarmos a ganância e o desperdício e partilharmos o que temos de forma equitativa e sustentável, através de uma distribuição mais justa, é possível erradicar a pobreza! Não se trata de utopia, trata-se de encarar o problema de uma outra forma”, acrescenta a organização.

Instituído em 1987 pela Organização das Nações Unidas, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza está este ano enquadrado pelo esforço da ONU em adotar uma nova agenda mundial para o desenvolvimento sustentável até 2030.
O evento acontece também num contexto de “crise humanitária, na sequência de guerras e confl itos” que têm como face “mais visível uma enorme vaga de refugiados”.

“A incerteza na tomada de decisão por parte dos líderes europeus face a este fenómeno, as consequentes manifestações xenófobas que se vão registando um pouco por toda a Europa, questionando a indispensável solidariedade no seio da União Europeia, levam-nos a temer um futuro de forte instabilidade e desesperança”, conclui a EAPN Portugal.

O Papa associou-se, no dia 14 de Outubro, no Vaticano ao Dia Mundial para a Erradicação da Miséria, que se celebrou a 17 de Outubro, e defendeu os direitos “fundamentais” de todos os seres humanos.

“Este dia propõe-se aumentar os esforços para eliminar a pobreza extrema e a discriminação, assegurando que cada um possa exercitar plenamente os seus direitos fundamentais”, disse Francisco.

Pobreza, um bom negócio?

M. Oliveira de Sousa, in Correio do Vouga

Porque passou esta semana o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Celebrou-se a 17 de outubro. A data foi comemorada oficialmente pela primeira vez em 1992, com o objetivo de alertar a população para a necessidade de defender um direito básico do ser humano.

A erradicação da pobreza e da fome é um dos oito objetivos de desenvolvimento do milénio, definidos no ano de 2000 por 193 países membros das Nações Unidas e várias organizações internacionais.

A pobreza no mundo, segundo dados revelados pela UNESCO, aponta que 842 milhões de pessoas continuaram a sofrer de fome crónica entre 2011 e 2013.
Contudo, a pobreza está a diminuir a uma taxa sem precedentes. Em 1990, 43% da população mundial vivia em pobreza extrema, com menos de 1,25 dólares por dia. Este número reduziu para 21%, mas há ainda muito trabalho pela frente, especialmente no continente africano.

Por sua vez, em Portugal o número de pobres e de pessoas que passam fome tem vindo a aumentar, em resultado da crise. Segundo dados revelados pela Rede Europeia Anti-Pobreza, 18% dos portugueses são pobres. De acordo com esta organização, o número europeu que serve de referência para definir a pobreza equivale a um vencimento mínimo mensal de 406 euros.

Portugal surge na 141.ª posição do top dos países mais pobres do mundo, com um PIB (PPC) per capita de 23,185 dólares. As instituições de apoio e caridade social – não são necessários pruridos semânticos o que vale mais entre caridade e solidariedade, trataremos disso no próximo Correio do Vouga - têm registado um aumento significativo do número de pedidos de apoio por parte das famílias portuguesas.

E voltando ao título, será um bom negócio? A Fundação Lusitânia defende, tendo vindo a trabalhar nesse sentido, sob o princípio que a economia é uma ciência social, tendo havido uma evolução anormalmente do ponto de vista técnico e científico, mas com sérios retrocessos sociais e humanos.

As pessoas são parte da solução para os problemas económicos e deveriam ter as ferramentas para serem autossuficientes. E propôs áreas (Zonas Especiais de Economia Social de Mercado) com autonomia fiscal, administrativa e jurídica, que garantam um ambiente seguro para o início de um processo produtivo sustentado, em que o ser humano seria o centro. No fundo, zonas protegidas, com uma cultura própria, onde as infraestruturas já existentes são aproveitadas, de forma a tornar os locais intervencionados autossuficientes e até exportadores de recursos, acabando com a subsidiodependência. Se sem crescimento económico não há progresso, uma ZEESM só é autossustentável se for rentável, criar riqueza é mais importante do que fazer dinheiro. A ideia de que todos os ricos são os responsáveis pela pobreza e que para combater a pobreza é preciso combater a riqueza é algo profundamente errado. As ZEESM propõem formas mais eficazes e mais rentáveis de continuar a criar riqueza, abrindo novos mercados, isto é, a partir do fator social, se combatermos a pobreza de forma adequada, vai-se criar mais riqueza. Portanto, um bom negócio.
Refletindo sobre a origem da expressão (negação do ócio), porque não? Pobreza, um bom negócio?

Instituições lutam contra a pobreza

In Jornal E

O Clube dos Direitos Humanos da Escola Secundária Rainha Santa Isabel de Estremoz (ESRSI) em parceria com o Núcleo de Estremoz da Amnistia Internacional, realizou entre os dias 12 a 19 de outubro, uma recolha de leite, papas lácteas e material escolar, que revertem a favor do Centro Social e Paroquial de Santo André, em Estremoz.

A iniciativa integra-se na Campanha Nacional “Contra a Pobreza e a Exclusão Social” e conta também com a colaboração da Academia Sénior de Estremoz.

Os pontos de “recolha” foram a própria ESRSI e o Centro Cultural Dr. Marques Crespo. O ‘E’ associa-se à iniciativa e saúda publicamente os seus promotores.

Géneros angariados em manhã solidária vão beneficiar cerca de 50 famílias

In Notícias de Vila Real

Na semana pelo combate à pobreza e à exclusão social, a Câmara Municipal de Mesão Frio, em parceria com a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, a Santa Casa da Misericórdia e o núcleo distrital de Vila Real da European Anti Poverty Network (EAPN Rede Europeia Anti-Pobreza) prepararam uma manhã solidária com a finalidade de angariar géneros que, segundo a contabilização da Rede Social do município, vão fazer face às dificuldades de aproximada- mente cinquenta famílias.

Na manhã de 16 de outubro, data que antecedeu o dia internacional para a erradicação da pobreza, quem esteve em Mesão Frio, teve a oportunidade de participar numa aula de ginástica gratuita, ao ar livre, orientada pelo professor André Osório e aberta a toda a comunidade.

Na Avenida Conselheiro Alpoim, onde aconteceu a atividade desportiva, foi colocado um ponto de recolha de géneros, onde a população entregou, essencialmente, géneros alimentares, roupas e brinquedos.

Sensibilizar os cidadãos para as situações de pobreza e de exclusão social e apelar a uma maior solidariedade, atendendo às dificuldades das famílias que mais necessitam, foi o grande objetivo desta iniciativa que, demonstrou, uma vez mais, a generosidade da população do concelho.

Campanha recolhe 4.888 quilos de bens

In Região Leiria

No concelho de Alcobaça foram angariados 4.888 quilos de produtos alimentares e bens de primeira necessidade, no âmbito de uma Campanha de Recolha de Alimentos organizada pela Missão Continente e Cruz Vermelha Portuguesa.

Através do Banco Local de Voluntariado 12 voluntários estiveram no hipermercado Continente apelando à participação dos clientes. A campanha decorreu nos dias 16, 17 e 18 de outubro e recolheu bens essenciais como arroz, massa, enlatadas, leite, açúcar, sal, bolachas, papas para bebé, café, chá e barras energéticas, entre outros.

Apelo aos jovens em Leiria para defender direitos humanos

In Região Leiria

O Encontro Nacional de Jovens da Amnistia Internacional (AI) Portugal decorre este fim de semana no estádio de Leiria, centrando-se nos direitos humanos e na aprendizagem do ativismo.

A 164 edição do encontro destina-se a jovens com idades entre os 15 e os 18 anos, convidados a participar em debates, dinâmicas de grupo, workshops sobre as campanhas "STOP Tortura" e "O Meu Corpo, os Meus Direitos", da AI, e outros temas de direitos humanos com expressão atual, como a crise global de refugiados.

A organização tem ainda por objetivo promover o ativismo, com a aprendizagem da criação de planos e organização de ações de rua, recolhas de assinaturas para petições e dinamização de grupos de estudantes ativistas pelos direitos humanos nas escolas.

A inscrição custa 15 euros e inclui alojamento no estádio e as refeições nos dias de atividades. Mais informações pelo 963 689 890.

Direitos humanos

Sophie Marchal, in Açoriano Oriental

Em 2014, as violações dos direitos humanos foram registadas em 160 países a nível global, incluindo, entre outras, atos de tortura, expulsões forçadas, assassinatos ilegítimos e violência contra as mulheres.

Se a Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos", na prática tal não se verifica para muitas pessoas.

Segundo a Amnistia Internacional, o ano de 2014 foi, e 2015 continua a ser, catastrófico em termos de vítimas civis de conflitos. Os crimes de guerra foram cometidos em 18 países, nomeadamente no Iraque, na Síria, na Líbia, no Sudão do Sul e em Israel.

Nos 197 países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas, 62 países têm prisioneiros de consciência. 28 países aindatêm leis que proíbem o aborto, mesmo nos casos em que a vida da mulher está em perigo ou em casos de violação. As leis que criminalizam as relações sexuais entre adultos do mesmo sexo estão em vigor em 78 países.

Cerca de três quartos dos países do mundo violam o direito fundamental da liberdade de expressão, enquanto 82% continuam a torturar e a maltratar pessoas. Com 50 milhões de refugiados registados em 2014, este fenómeno nunca foi tão proeminente desde a Segunda Guerra Mundial. Os direitos humanos, a boa governação e as estratégias de desenvolvimento não só são complementares mas reforçam-se mutuamente.

Por exemplo, a pobreza extrema é ao mesmo tempo uma causa e uma consequência da violação dos direitos humanos, como o direito à alimentação, à saúde, à educação ou à segurança social. Do mesmo modo, não há dúvida que os governos corruptos têm um efeito devastador sobre o desenvolvimento das sociedades. A corrupção custa todos os anos, segundo o Banco Mundial, entre 20 e 40 biliões de dólares aos países em desenvolvimento.

Porque o cumprimento dos direitos humanos e dos governos democráticos é um pré-requisito para o desenvolvimento global, a União Europeia (UE) está ativamente empenhada neste desafio, lutando contra a pena de morte, a tortura, a violência contra mulheres e apoiando a liberdade de religião ou de crença, os direitos dos LGBT (comunidade Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero) e a liberdade de expressão.

Para alcançar estes objetivos nas suas relações externas, a UE recorre sobretudo à diplomacia e à política externa. Além disso, a UE incluiu uma cláusula relativa aos direitos humanos em todos os seus acordos de comércio e de cooperação com os países terceiros (mais de 120), que em caso de incumprimento pode resultar em sanções. Por exemplo, a UE aplicou sanções ao regime sírio de Bacharel -Assad por recorrer à violência contra manifestantes. Estas medidas, que entraram em vigor em maio de 2011, incluíram os congelamentos de ativos e restrições às viagens para os altos funcionários sírios envolvidos na referida situação. Para 2014-2020, a UE dedicou 1,33 biliões de euros ao Instrumento Europeu para a Democracia e os Direitos Humanos, cujos principais objetivos são: reforçar o papel da sociedade civil e apoiar missões de observação eleitoral, através de recomendações por forma a melhorar os processos eleitorais democráticos. *A publicação deste artigo é da responsabilidade do Centro de Informação Europe Direct dos Açores.
In DECO Proteste

Só para instituições reconhecidas DONATIVOS Se quer contribuir para o apoio aos refugiados, conheça as entidades às quais pode fazer um donativo. Ao ajudar quem precisa, contribui para uma causa justa e pode usufruir de benefícios fiscais. A UNICEF Portugal é uma das entidades válidas.

A Amnistia Internacional também faz parte da lista da consignação fiscal. Todas as entidades internacionais, sem número fiscal português, não entram na lista da consignação, nem podem entrar como donativo, pelo mesmo motivo.

Pode doar 0,5% do seu IRS a uma entidade particular ou de solidariedade social, religiosa ou de utilidade pública reconhecida pelo Estado. Preencha a declaração de IRS com o nome da instituição e o número de contribuinte em NIPC. Mas, antes, consulte a lista completa das entidades que podem consignar. exemplo na parcela pode doar valor entregue do imposto liquidado todos os anos à instituição EUR 5000 0,5% C 25

Iniciativas: "Mais para todos" encerrou no Porto

In Jornal de Notícias

Iniciativas "Mais para todos" encerrou no Porto SOLIDARIEDADE O roadshow do movimento solidário "Mais para todos" terminou ontem, no Palácio de Cristal, no Porto. A iniciativa, promovida pelo Lidl, que desde abril percorreu o pais, visava entregar produtos não alimentares a instituições, ações de sensibilização e workshops gratuitos para IPSS.

2.11.15

Calendário com idosas mostra que a sensualidade não tem idade

Susana Laires, in TVI 24

Casa do Povo de Ermesinde publica calendário para 2016, com 13 fotos irreverentes. Há apenas uma peculiaridade: todas as modelos têm mais de 60 anos

Quem disse que a sensualidade tem idade? A casa do Povo de Ermesinde decidiu desafiar as convenções sociais, lançando um calendário com 13 fotos irreverentes, que faz lembrar os editoriais das coelhinhas da Playboy. Há apenas uma peculiaridade: todas as modelos têm mais de 60 anos.

É Rosa Sousa, de 91 anos, que abre a edição do calendário. Com uma cigarrilha na mão, plumas vermelhas e meias de renda, a idosa posa na capa, com inspiração nos anos 20.

A imagem deixa antever o que se segue, assim que se viram as páginas: 12 fotografias, uma para cada mês, onde mulheres idosas exibem poses sensuais. E há fantasias para todos os gostos. Em fevereiro, uma modelo vestida de Capuchinho Vermelho; em março, uma coelhinha da Páscoa, e até uma Marilyn Monroe. Para celebrar o regresso às aulas, há também uma colegial, em setembro, e uma Mãe Natal, em dezembro.

Excetuando a miss março, que tem apenas 63 anos, todas as outras manequins têm mais de 70 anos. As septuagenárias estão a mostrar a Ermesinde, e ao resto do país, sem pudor, que a sensualidade não tem idade.

As fotos foram publicadas no Facebook da Casa do Povo de Ermesinde e estão a fazer furor. A publicação já tem quase 2.500 partilhas, centenas de gostos e dezenas de comentários.

As vendas do calendário para 2016, que custa três euros, servirão para ajudar a instituição.

Recorde de 218 mil migrantes atravessaram o Mediterrâneo em outubro

In Sic Notícias

Mais de 218 mil migrantes e refugiados atravessaram, em outubro, o Mediterrâneo para a Europa, o que representa um recorde mensal e quase o mesmo número de travessias registado em todo o ano passado, anunciou hoje a ONU.

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"No mês passado foi um mês recorde para as chegadas", disse Adrian Edwards, porta-voz do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), sublinhando que "as chegadas em outubro foram equivalentes a todo o ano de 2014".

Em outubro, 218.394 pessoas realizaram a perigosa travessia para chegar - à exceção de oito mil - à Grécia.

No ano passado, chegaram à Europa 219 mil pessoas, de acordo com dados da ONU.

Casais com filhos vivem sem rendimentos devido a atrasos da Segurança Social

Andrea Neves, Miguel Cervan, in RTP

Várias pessoas denunciam atrasos no pagamento de subsídios da Segurança Social. Muitas famílias estão sem rendimentos por não terem recebido o subsídio de parentalidade, mas há também atrasos quanto a ajudas especializadas. O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública admite que a falta de recursos humanos contribui para a situação. O tema foi discutido esta sexta-feira no programa Sexta às 10 da RTP3.

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Inverno faz cada vez mais vítimas entre os refugiados

Manuela de Sousa, Cristina Gomes, in RTP

Sessenta migrantes morreram nos últimos dias, cerca de 30 eram crianças.

Tentavam chegar às ilhas gregas.

Com a chegada do Inverno, estas viagens vão ser ainda mais perigosas.

Mesmo que cheguem à costa grega, espera-os uma viagem de muitos dias em transportes lotados e alojamentos demasiado cheios.

Contudo a maioria não desiste. Recusam regressar a lugares onde a violência não dá tréguas e está por todo o lado.

Voluntários recebem formação para acolher refugiados

Ana Luísa Rodrigues, António Antunes, Miguel Teixeira, in RTP

Portugal tem já 6.500 voluntários disponíveis para ajudar a receber os 4.500 refugiados que o país vai acolher.

Ainda não se sabe quando chegam mas os preparativos já começaram

Casas já estão prontas para acolher refugiados

João Torgal, in Antena 1

A Antena 1 foi visitar uma casa localizada no Alto Lumiar, em Lisboa, que será habitada por um casal sírio com dois filhos. A habitação foi cedida pela Câmara Municipal de Lisboa e as instituições já se preocupam com a integração desta família na comunidade.

Até ao final desta semana, deverão chegar a Portugal 45 refugiados, vindos da Síria, Eritreia e Sudão. As habitações de acolhimento estão localizadas em Lisboa, Cacém e Penela.

Este grupo, atualmente instalado no Egito, está longe dos países de origem há já vários anos e não faz parte dos cerca de quatro mil refugiados definidos pela União Europeia na sequência do recente fluxo de migrantes que tem dado entrada na Europa nos últimos meses, mas de uma quota anual definida entre Portugal e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Portugal está "muito bem preparado" para receber refugiados, garante o SEF

Nuno Rodrigues, in Antena 1

Em entrevista à Antena 1, Luís Gouveia, diretor-adjunto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, refere que ainda não há uma data fixa para começar a receber os cerca de 4500 mil refugiados definidos pela União Europeia e explica as dificuldades inerentes ao processo de realocação.

O grupo de 45 refugiados que chega esta semana a Portugal não faz parte dos cerca de 4 mil definidos pela União Europeia na sequência do recente fluxo de migrantes que tem dado entrada na Europa nos últimos meses.

Luís Gouveia, diretor-adjunto do SEF, refere que estes refugiados vêm da Síria, Eritreia e do Sudão, vivem no Egito há alguns anos e chegam a Portugal ao abrigo da quota anual entre Portugal e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Quanto à quota de refugiados definido pela Comissão Europeia, ainda não há data prevista para a chegada do primeiro grupo a solo português. O SEF explica que é um processo moroso, sobretudo devido aos fluxos "mistos" que chegam à Grécia e Itália, onde é difícil distinguir entre refugiados e migrantes económicos, todos sem documentação.

Luís Gouveia esclarece que o primeiro grupo a chegar a Portugal deverá ter cerca de 100 pessoas e constitui um teste no acolhimento e integração destas pessoas na sociedade. Uma missão que, segundo o diretor-adjunto do SEF, será de fácil cumprimento para as organizações da Sociedade Civil. Segundo o representante do SEF, Portugal está "muito bem preparado" para receber "bastantes" refugiados.

Em entrevista na manhã informativa da Antena 1, Luís Gouveia desaconselha situações em que as pessoas procurem trazer refugiados para o país pelas próprias mãos. Refere ainda que esse comportamento, apesar de generoso, não é o melhor para os próprios refugiados: "As pessoas que vêm ao abrigo do programa europeu de realocação têm apoios que lhes facilitam o processo de integração", acrescenta.

Porto recebe deslocados há cinco anos

Emanuel Boavista, Paulo Maio Gomes, Virgílio Matos, in RTP

A vaga de refugiados que procuram uma vida melhor na Europa não é uma realidade só de agora. No Porto há um centro que nasceu há cinco anos.

A estrutura nasceu depois de centenas de pedidos de ajuda de deslocados que chegavam ao país e não tinham apoio.

A RTP foi conhecer o Centro São Cirilo, por onde já passaram cinco mil pessoas de 96 nacionalidades.

Brasileiras retidas em salas dos aeroportos

Dina Margato, in Jornal de Notícias

O consulado brasileiro recebeu dezenas de queixas de brasileiras que se sentiram discriminadas à chegada ao Aeroporto de Faro, na altura da passagem pela Alfândega.

São relatos de mulheres que são separadas dos outros estrangeiros e encaminhadas para a vistoria numa sala, normalmente com recurso a uma frase jocosa dita com sotaque: "Já para a salinha e abrir a malinha". Acontece quando viajam sozinhas.

O tratamento discriminatório nos aeroportos de Lisboa e Porto também é mencionado por outras imigrantes brasileiras, embora a sua frequência seja pontual.

Dolce Vita Douro ajuda jovens a sair do desemprego

Gerson Ingrês, in Local

VILA REAL – O Dolce Vita Douro recebe o Dia Aberto às Empresas, uma iniciativa organizada pela UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, no dia 30 de Outubro, no âmbito do Consórcio Maior Empregabilidade.

Neste dia, o Centro Comercial abre as suas portas aos jovens e mostra-lhes como funciona o Dolce Vita Douro e o que procura quando faz um processo de recrutamento. Esta iniciativa tem como objetivo principal aproximar os estudantes dos Ensinos Secundário, Profissional e Superior da realidade das empresas e instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. Quebrando, desta forma, barreiras entre os possíveis empregadores e quem está à procura de uma oportunidade de integração no mercado de trabalho.

O Dolce Vita Douro ao participar neste Dia acredita estar a cumprir uma importante função social. Associa-se a dezenas de empresas em todo o país que dão a oportunidade aos jovens de conhecer por dentro diversas funções, ramos de atividades e organizações, de maneira a poderem encontrar gostos e vocações que lhes permitam definir o seu futuro profissional.

O Dolce Vita Douro assume, através desta iniciativa, o compromisso ajudar e apoiar os jovens portugueses que lutam por um lugar no mercado de trabalho.

Beja contabilizava 1 842 desempregados em Setembro

In Radio Pax

No concelho de Beja estavam inscritos no Centro de Emprego, em Setembro passado, 1 842 indivíduos.

Os serviços contabilizaram menos 44 desempregados do que em Setembro do ano passado. Os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) indicam que face ao mês anterior (Agosto) inscreveram-se mais 206 pessoas.
No mês de Setembro o desemprego atingia no concelho de Beja 850 homens e 992 mulheres. Do total de desempregados, 950 não tinham trabalho há mais de um ano. O desemprego atingia sobretudo o grupo etário dos 35 aos 54 anos e indivíduos com o ensino secundário.

O número de inscritos nos Centros de Emprego do Alentejo desceu em Setembro face a período homólogo. Os dados do Instituto de Emprego indicam que naquele mês estavam inscritos na região 24 mil 787 indivíduos, menos 11,7% do que em igual mês do ano passado. Comparativamente com o mês anterior (Agosto), o desemprego aumentou 2,8%.

Uma solução para o desemprego

António Manuel de Paula Saraiva, in Sol

Ultimamente vieram a lume notícias de que o desemprego havia baixado – dos 17% em 2013 para apenas 12%.

Independentemente de uma discussão sobre as causas dessa baixa, ou sobre a forma como são calculados os valores, uma coisa há a notar: parece estarmos muito contentes com tal valor – que de facto é apenas ligeiramente superior ao que existe na maior parte dos países europeus. Porque quanto a países subdesenvolvidos essa taxa é ainda (bastante) maior.

Entretanto – “visão das direitas” - afirma-se que os subsídios de desemprego e o rendimento mínimo mais não fazem que incentivar a preguiça e carregar quem trabalha com impostos; enquanto na “visão das esquerdas” o desemprego é uma chaga social que acarreta miséria, e importa combater dificultando os despedimentos.

Parece então que afinal o desemprego não é assim tão bom.

Mas o desemprego tem ainda outra faceta, muito pouco referida, mas não menos nociva que as anteriores: a de deprimir, transmitir uma sensação de inutilidade, a quem por ele é afetado. Depois de um jovem ter estudado durante 15 anos ou mais, em que os pais e professores o incentivaram (quando não obrigaram) a esforçar-se, e ele próprio teve muitas vezes de vencer o cansaço e o desânimo – depara-se agora com a inutilidade do seu estudo. E se o desemprego bater à porta de alguém com cinco décadas de vida esse alguém (homem ou a mulher) pode facilmente pensar que está “acabado”, que a sua vida terminou.

Ora não se pode viver sem esperança.

Não falando que a falta de empregos provoca uma competição exagerada, que começa por vezes desde os bancos da escola - os colegas deixam de ser “colegas” para passarem a ser “concorrentes” ou mesmo “ameaças”; e na desatualização e perda de competências que a inatividade acarreta.

Mas agora – perguntemos: e porquê tais níveis de desemprego?

A resposta é fácil – porque hoje cada homem dispõe, hoje em dia e em média, do equivalente a 100 escravos – sob a forma de máquinas que lhe aquecem a água do banho, acendem o fogo, o transportam, lavram e colhem, fabricam os mais variados objetos, copiam livros, ensinam, trocam dinheiro...

É por isso, para “dar que fazer” a tanto “escravo”, que uma boa parte da população vive afogada em objetos – pares de sapatos, livros, roupas, maquinaria vária, brinquedos... E como ainda assim ficaria muita gente desempregada há que mascarar o desemprego: e para tal, nos países ricos, multiplica-se o número de pessoas que trabalham em atividades culturais, desportivas, que estudam ou fazem estágios, etc.; enquanto nos países pobres se recorre sobretudo ao aumento do exército e da função pública.

Creio ser tempo de encarar o assunto de frente. Se há tanta gente desempregada e outros tantos em empregos de interesse pelo menos duvidoso é porque não é preciso trabalhar tanto. E para que todos trabalhassem (haverá sempre 1 ou 2 % residuais que por desadaptação não conseguem emprego) o trabalho existente seria dividido por todos, tendo assim cada trabalhador de trabalhar menos horas. De facto esta é a tendência histórica – no início da Revolução Industrial os operários chegavam a trabalhar 16 horas por dia. Em França as 12 horas de trabalho foram conseguidas após a revolução de 1848, as 8 horas vieram em 1936. Em Portugal as 8 horas de trabalho datam da 1ª República.

Entretanto estas reduções, embora tornadas possíveis pela crescente mecanização, foram resultado de movimentações sindicais; já a redução das horas de trabalho para criar mais emprego é um movimento recente. Esta solução iniciou-se no ano de 2000 em França (35 horas de trabalho e 5 semanas de férias), e está em expansão atualmente na Suécia (6 horas de trabalho por dia, sem implicar redução de salários); mas não foi favoravelmente recebida pela generalidade do patronato e capital internacional, que via diminuídos os seus lucros (embora na Suécia as 6 horas de trabalho já sejam praticadas pela Toyota desde há 13 anos; e o famoso Henry Ford praticasse, nas suas fábricas, horários de 8 horas, o que para a época era um horário reduzido). Em Portugal, recentemente, optou-se pela oposta, aumentando o número de horas de trabalho na esperança de assim tornar os investimentos mais rentáveis e aumentar o seu número; mas a nível global este tipo de soluções terá pouco efeito, dado apenas deslocar o desemprego de uns países para outros.

Desta forma, e para que não se invocasse que a redução de horas de trabalho iria pôr as empresas em situação difícil, esta redução de horas seria acompanhada por uma redução de ordenados - embora numa proporção ligeiramente menor que a redução de horas de trabalho, pois trabalhando menos horas o trabalhador ficará menos cansado e terá maior rendimento horário (sem contar que a redução não poderia passar certos limites pois atualmente em Portugal muitos ordenados estão quase ao nível da sobrevivência). Essa redução de ordenados só aparentemente se traduziria num “castigo” para o trabalhador, ou mesmo para o capital: para o trabalhador pois o atual desempregado está a ser sustentado – seja pelo Estado, pelos pais, pela mulher, ou, inclusive, por atividades ilícitas – e diminuindo os desempregados famílias e Estado ficariam mais aliviados. Numa família em que, p. ex., apenas a mulher estivesse a trabalhar ganhando 800 euros, e o marido desempregado, baixando o salário da mulher para 700 euros, mas passando o marido a estar empregado o rendimento do casal passaria para 1400 euros; e pagariam menos impostos pois as verbas para o desemprego baixariam. Para o capital também traria benefícios, pois os impostos diminuiriam (dada a diminuição dos gastos em subsídios de desemprego; e a . previsível diminuição de baixas por doença, pois o stress diminuiria). Mais: arriscamo-nos a prever que o número de crianças aumentaria, pois a atual instabilidade a nível de empregos (sobretudo para os jovens) é uma das causas que leva a adiar a maternidade/paternidade (ainda que continuasse a instabilidade os períodos sem emprego seriam muito mais reduzidos).

E – last but not least – os pais teriam mais tempo para brincar e acompanhar os filhos.

E então – poderá perguntar o leitor - como é que se levavam as firmas a tal solução? E não haveria empresas em que os empregados trabalhariam legalmente seis horas mas na prática oito ou dez? E...

Como em tudo os problemas (supostos ou reais) seriam muitos. Mas não se pode prever como iremos educar os filhos antes destes nascerem. Para nos orientarmos na vida há no entanto que saber para onde queremos ir.

Empresários: vai ser difícil criar emprego até janeiro

Luís Reis Ribeiro, in Dinheiro Vivo

Dirigentes da indústria, do comércio e dos serviços estão claramente mais pessimistas quanto à sua capacidade de criar emprego nos próximos três meses. Ainda por cima o Orçamento do Estado de 2016 foi adiado, o que complica a situação

A maioria dos empresários está bem mais pessimista quanto à sua capacidade de criar emprego nos próximos três meses. Indústria, comércio e serviços interromperam em outubro a tendência positiva iniciada em 2012-2013 mostra o Instituto Nacional de Estatística INE no inquérito à confiança de vários sectores, publicado esta semana.

A taxa de desemprego mensal ajustada da sazonalidade aliviou uma décima em setembro, para 12,2% da população ativa, mas o horizonte de curto prazo não é propriamente animador, tendo em conta a opinião de dirigentes empresariais ouvidos pelo INE.

Esta informação é tanto mais preocupante quando se sabe que, embora a intensidade do desemprego esteja a cair, a criação de emprego parece ter sido interrompida. Segundo o INE, foram destruídos 21 mil empregos nos últimos dois meses (agosto e setembro), interrompendo seis meses consecutivos de recuperação.

O inquérito à confiança empresarial, realizado junto de 4620 responsáveis, mostra várias coisas. Na indústria transformadora, onde foram inquiridos 1200 gestores e empresários, “as perspetivas de emprego [a criar nos próximos três meses] agravaram-se entre agosto e outubro, de forma mais acentuada no último mês, interrompendo o perfil crescente observado desde o início de 2013”.

No comércio, o inquérito a 1125 responsáveis permitiu concluir que “as perspetivas de emprego agravaram-se em outubro, após terem atingido em setembro o máximo desde julho de 2001, suspendendo o perfil positivo iniciado no final de 2012”.

Nos serviços, setor onde foram consultados quase 1500 empresários, as expectativas “agravaram-se ligeiramente no último mês, interrompendo o perfil positivo observado desde maio”.

Apenas os empresários da construção (foram ouvidos 835) mostraram algum desanuviamento. Segundo o INE, “as perspetivas de emprego recuperaram nos últimos três meses, após o agravamento registado entre abril e julho”. Promoção Imobiliária e Construção de Edifícios lideraram a melhoria na confiança. Estão menos céticos, embora este grupo de empresários continue a ser o mais pessimista do país.

O problema do atraso no OE

Um dos fatores que poderá estar a influenciar negativamente a opinião dos empresários será a ausência de uma proposta de Orçamento do Estado por causa das eleições. Normalmente, o OE é apresentado até 15 de outubro de cada ano.

O Orçamento é um documento estruturante para a economia nacional pois organiza incentivos, além de implicar uma injeção de 80 mil milhões de euros anuais (despesa total das administrações públicas) por via do pagamento de salários, pensões e outras prestações sociais e de compras de bens e serviços, investimentos vários e apoios a empresas e bancos.

A maioria desse dinheiro é financiada por impostos, claro, sendo complementado com dívida pública uma vez que o governo gasta mais do que recebe (tem défice).

A economia portuguesa está avaliada em 178 mil milhões de euros. A despesa total equivale, portanto, a 46% do Produto Interno Bruto.

Por que razão o atraso no OE é um problema?
Porque o OE define um plano de injeção de dinheiro na economia no valor de 80 mil milhões de euros.
Consumidores também pressentem dificuldades

Não são apenas os responsáveis das empresas que estão mais inquietos quanto ao futuro próximo. O mesmo INE diz que “o indicador de confiança dos consumidores diminuiu ligeiramente em outubro, após registar o valor mais elevado desde junho de 2001, interrompendo a tendência ascendente observada desde o início de 2013”.

Razão? Essa quebra na confiança dos consumidores “refletiu o contributo negativo das expectativas relativas à evolução do desemprego e da situação económica do país, mais significativo no primeiro caso”.

Por uma estratégia de progresso social

Glória Rebelo, in Diário de Notícias

Em geral o período de férias de verão é propício para viajarmos pelo país, quer conhecendo novas paragens quer regressando a outras. E é propício também para aquilatar do sentido de desenvolvimento do país.

Ora, para quem neste ano viajou por Portugal, do litoral para o interior, não deixa desde logo de ser observável uma inquietante acentuada e incessante desertificação do interior do país.

A verdade é que as políticas de austeridade aplicadas nestes últimos quatro anos forçaram muita da população ativa a emigrar e, como se sabe, os portugueses emigrados representam hoje mais de 20% da população residente no país. Mas são também visíveis as "sequelas" das políticas de austeridade que conduziram o país a uma recessão económica e à deslocalização de investimento para fora do país, com as consequentes repercussões sociais, como a destruição de emprego e o aumento do desemprego: o aumento das falências e dos encerramentos de empresas, notório sobretudo na indústria e no pequeno comércio.

Em particular no que se refere ao desemprego, importará referir que, de acordo com os dados do INE relativos ao segundo trimestre de 2015, do total da população desempregada, estimada em 620,4 mil pessoas, 64% encontrava-se em situação de desemprego de longa duração, ou seja desempregada há 12 meses ou mais. E acresce um outro problema emergente: desde 2011 aumentou a percentagem de trabalhadores a receber o salário mínimo nacional, de 11,3% para 19,6%. É um aumento de 73,6%. E, em consequência desta forte desvalorização salarial, hoje um em cada cinco trabalhadores aufere o salário mínimo nacional.

Aqui recordo as acertadas palavras do ensaísta português António Sérgio: "Enquanto não desempobrecermos (...) não será a nação uma realidade humana mas a simples vacuidade de um palavrão retórico." Ora, é preciso contrariar esta tendência para o empobrecimento, a destruição de emprego e o aumento das desigualdades sociais em Portugal.

E quando se fala em progresso social e reduzir a taxa de emprego mediante o propósito de criar emprego, é preciso saber que emprego devemos ambicionar criar. Porque tão ou mais inquietante do que o desemprego jovem é o emprego precário dos jovens em Portugal. De facto, ante a forte deterioração do mercado de trabalho - que vai forçando a maioria dos jovens a um percurso sucessivo de estágios, falsas prestações de serviços, contratos de trabalho a termo e temporários - a dimensão de incerteza criada pela falta de estabilidade no emprego, a par de severas medidas de austeridade, tem conduzido a uma inédita situação demográfica.

Nesta medida urge recuperar a confiança das pessoas no futuro, em todos os domínios da sociedade. Acima de tudo, Portugal precisa de uma estratégia de progresso social, que combata a precariedade laboral e pugne por uma criação de emprego digno, que corrija o movimento de aumento das desigualdades sociais assim como da pobreza, que possa ser decisiva para promover o bem-estar social e a qualidade de vida das pessoas no país.

Eliminar a fome é possível, diz Mattarella ao fim da Expo

In Notícias UOL

ROMA, 31 OUT (ANSA) - "O evento de hoje não é um adeus, mas uma passagem. O início de um novo empenho cívico", disse o presidente italiano, Sergio Matarella, durante o encerramento da Expo 2015, em Milão.

Segundo ele, o maior sucesso da exposição mundial foi ter ajudado a alimentação e a nutrição a se tornarem uma língua comum da população, uma "expressão de diálogo e de valorização da biodiversidade".

"Alimentar o planeta sem excluir ninguém é possível. Eliminar a fome é possível e representa um elemento indispensável para a construção da paz", concluiu.

Cursos ensinam a animar idosos e ciganos

In Fátima Missionária

O Núcleo distrital de Bragança da Rede Europeia Anti-Pobreza está a aceitar inscrições para duas ações de formação, que têm como objetivo capacitar os formandos para o desenvolvimento de planos de animação na área do terceiro setor e de intervenção social, junto as comunidades ciganas.

O primeiro curso, dedicado à animação da terceira idade, está agendado para 18 de novembro, na sede do núcleo distrital de Bragança da entidade promotora. A ação será dinamizada pela socióloga Catarina Matos, diretora técnica da Seniormais e consultora na área da qualidade para o terceiro setor.

A segunda formação decorre a 24 de novembro, no auditório municipal de Mirandela, e será orientada por Maria José Vicente, socióloga com experiência em projetos de intervenção, nacionais e europeus, com comunidades ciganas. Os cursos têm ambos a duração de seis horas e um limite máximo de 20 participantes.

Desemprego na UE: uma em cada 5 pessoas arranjou emprego

Lucília Tiago, In Dinheiro Vivo

Um em cada cinco (18,6%) dos europeus que estavam desempregados no primeiro trimestre de 2015, conseguiram arranjar um emprego nos três meses seguintes. Este movimento abrangeu 4,1 milhões de pessoas, segundo o Eurostat. O número é inferior aos 5 milhões de pessoas que no mesmo período perderam o emprego (2,2 milhões) ou passaram para a inatividade (2,8 milhões).

Pela primeira vez o Eurostat publicou informação sobre os movimentos de entrada e saída do desemprego e também da inatividade. Os dados não estão ajustados do efeito da sazonalidade e mostram que a situação em Portugal foi ligeiramente mais favorável do que a observada no conjunto da UE, já que um em cada quatro dos portugueses (25%) que se en

O que são os inativos?
São pessoas que que não estão empregadas nem desempregadas, incluindo neste conceito estudantes, reformados ou donas de casa que não estão disponíveis nem procuram trabalho.
contravam desempregados no primeiro trimestre deste ano conseguiu arranjar um trabalho nos três meses seguintes.

No total ha 12 Estados-membros onde a percentagem de desempregados que começou a trabalhar nos segundo trimestre deste ano é mais elevada do que a média de 18,6% observada no conjunto da UE. A Dinamarca surge mesmo como o país onde este movimento foi mais acentuado: entre os primeiro e o segundo trimestres 38,4% dos desempregados conseguiu arranjar alguma espécie de trabalho. Segue-se, na tabela do Eurostat, a Suécia (29,6%), a Estónia (29,2%), a Áustria (26,3%)Finlândia e Portugal com 25,6% e 25%, respetivamente.

Traduzindo em números, o que estes dados revelam é que do total de desempregados registados na UE no primeiro trimestre, 14,2 milhões mantiveram esta situação e 4,1 milhões ocuparam um emprego – sendo certo que em termos estatísticos é considerada empregada a pessoa com registo de pelo menos uma hora de trabalho com registo de remuneração na semana anterior à que serve de referência para o apuramento da informação.

No mesmo período, houve igualmente mudanças no entre o universo de pessoas que estão na inatividade e o que os dados mostram é que 3,4 milhões de inativos encontraram emprego mas que 4,2 milhões passaram a ser classificadas como desempregadas. Para as autoridades estatísticas, são consideradas inativas as pessoas que não estão empregadas nem desempregadas, incluindo neste conceito estudantes, reformados ou donas de casa que não estão disponíveis nem procuram trabalho.

Entre o primeiro e o segundo trimestres, conta-se ainda um universo de 5 milhões de pessoas que estavam a trabalhar mas que entretanto ficaram desempregadas (2,2 milhões) ou passaram a para a situação de inatividade (2,8 milhões).

O Instituto Nacional de Estatística publica no próximo dia 29 de outubro as habituais estatísticas mensais do desemprego, altura em que será anunciada a estimativa provisória da taxa de desemprego em setembro e a definitiva para agosto. Uma semana depois, a 4 de novembro, será publicada a estatística do emprego (com os dados do 3º trimestre deste ano). Em agosto, a taxa de desemprego em Portugal foi de 12,4%.

Desemprego na zona do euro cai a 10,8% em setembro, o mais baixo desde 2012

In Folha Vitória

Bruxelas - A taxa de desemprego da zona do euro recuou de 10,9% em agosto (dado revisado, de 11% antes calculado) para 10,8% em setembro, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires previam que a taxa ficasse em 11%. Com o resultado, ela chegou ao patamar mais baixo desde janeiro de 2012 na região da moeda comum.

O número de desempregados na zona do euro recuou em 131 mil em setembro, para 17,323 milhões. O resultado foi puxado pelo desempenho positivo das economias da Espanha e da Itália.

Ainda que tenha recuado, a taxa de desemprego continua bem acima de outras economias desenvolvidas. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela ficou em 5,1% em setembro. Os altos níveis de desemprego são um sinal de que a economia continua com uma grande quantidade de capacidade ociosa, o que gera pouca pressão sobre os preços.

Projeto Bem Envelhecer III - Utentes de instituições do concelho de Terras de Bouro de visita a Braga

In Correio do Minho

No âmbito do Projeto Bem Envelhecer III várias instituições sociais do concelho de Terras de Bouro e os restantes parceiros do projeto, proporcionaram aos seus beneficiários uma enriquecedora jornada de índole cultural, social e de convívio na cidade de Braga.

A visita foi organizada pela Fundação Bomfim, CVP Braga e pelo Centro Social S. Victor, iniciou-se pela recepção na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, onde todos os participantes tiveram a ocasião de presenciar a projeção do filme português “Os gatos não têm vertigens”.

Depois do almoço convívio, realizado na Cooperativa João Paulo II, no Seminário Menor, os seniores tiveram ainda oportunidade de assistir a um espetáculo de música ao vivo.

Parceiros do projeto presentes na atividade: Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, Santa Casa da Misericórdia de Vieira do Minho, Fundação Bonfim, Centro Social e Paroquial de S. Vítor, Centro Social e Paroquial de Cervães, Centro Social e Paroquial de Cibões, Centro Social e Paroquial de Chorense, Centro Social e Paroquial de Souto, Centro Social e Paroquial de Vilar, Centro Social e Paroquial de Vilar da Veiga, Centro Social de Rio Caldo, Centro Social e Paroquial de Moimenta, Cruz Vermelha Portuguesa/Delegação de Braga (SAD Braga) Município de Terras de Bouro e EAPN Portugal.

Indicadores europeus e nacionais sobre pobreza

César Cruz, in Capeia Arraiana

Recentemente foi colocado à disposição um documento que reúne a última informação estatística a nível europeu e nacional, sobre a pobreza e a exclusão. Estes dados foram publicados pela EAPN que aqui sintetizamos. A Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal (EAPN Portugal) é uma organização sem fins lucrativos europeia, a atuar em Portugal desde 1991, que tem por objetivos essenciais o combate à pobreza e à exclusão social.
Enquanto ultimamente se tem falado de recuperação económica, os últimos dados nacionais e europeus referentes à pobreza e exclusão social refletem o impacto que a crise económica e as várias medidas de austeridade implementadas após 2008 tiveram nestes fenómenos e nas pessoas que se encontram nestas situações. Afinal, temos medo de um papão chamado mercado mas não temos medo de um outro papão maior, chamado de pobreza e exclusão social. Sem mais, neste artigo reproduzimos dados divulgados há pouco mais de uma semana. A austeridade foi uma boa política? Boas políticas fazem-se para as pessoas. Ora vejamos:
• Em 2013, 27,5 por cento da população portuguesa era considerada como estando em risco de pobreza e/ou exclusão social, de acordo com a definição adotada pela Estratégia 2020;
• Em termos de género, são as mulheres que se encontram em maior risco de pobreza e de exclusão social.
• Na Europa, o grupo com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos encontra-se em maior risco de pobreza e de exclusão social. As crianças, com idades até aos 18 anos, constituíam o segundo grupo mais vulnerável à pobreza e à exclusão social. No que diz respeito às pessoas mais idosas (65 e mais anos), a percentagem tem sido das mais reduzidas.
• Tendo em conta a composição do agregado familiar verificou-se que o risco de pobreza e exclusão social para as famílias monoparentais com um ou mais filhos a cargo manteve-se elevado – quase 50 por cento.
• As pessoas com nível de escolaridade inferior ao secundário encontram-se em risco de pobreza e de exclusão social (três vezes mais em risco quando comparadas com outros grupos com nível de escolaridade superior).
• Estima-se que mais de 10 por cento da população em Portugal se encontre em situação de privação material severa.
• No conjunto de todos os grupos etários, é junto dos trabalhadores jovens que se encontra a taxa mais elevada de pobreza. É junto dos jovens que a taxa de desemprego atinge valores mais elevados. Em 2014, mais de um terço dos jovens entre os 15 e os 24 anos que se encontravam disponíveis para trabalhar estavam em situação de desemprego.

• Em Portugal, segundo o Eurostat, as disparidades salariais entre homens e mulheres situaram-se nos 13 por cento.
• Estima-se que o impacto do envelhecimento demográfico no seio da UE seja significativo nas próximas décadas. As pessoas com idades entre os 0 e os 14 anos correspondiam a 15.6 por cento da população da UE28; as pessoas em idade ativa, ou seja, com idades entre os 15 e os 64 anos, correspondiam a 66.5 por cento da população e as pessoas idosas, com idades de 65 e mais anos, detinham a parcela de 17,9 por cento da população.
• O índice de dependência dos idosos está projetado para aumentar o que implica que das 4 pessoas em idade ativa que existem para cada pessoa com mais de 65 anos, passarão a existir 2 pessoas em idade ativa.
• Em Portugal, segundo o INE, em 2013, 19,5 por cento das pessoas estavam em risco de pobreza em 2013. Os últimos dados do INE indicam que, em 2014, 27.5 por cento da população residente em Portugal encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social.
• Em 2013, 20 por cento da população com maior rendimento recebia aproximadamente 6.2 vezes o rendimento dos vinte por cento da população com o rendimento mais baixo. Esta desigualdade é ainda maior quando verificamos que 10 por cento da população mais rica aufere 11.1 vezes o rendimento dos 10 por cento da população mais pobre.
• Tanto para as crianças como para os adultos entre os 18 e os 64 anos, a taxa de risco de pobreza de 2013 é a mais elevada dos últimos 10 anos. Desde 2007, as crianças apresentam-se como o grupo etário com maior vulnerabilidade à pobreza

Setúbal - EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza Promove Ação de formação Iniciativas de Transição no Combate à Pobreza

In Rostos

A ação de formação “Cidades de Transição no Combate à Pobreza”, promovida pela EAPN Portugal / Núcleo Distrital de Setúbal em parceria com a Cooperativa Biovilla, vai realizar-se nos dias 10 e 11 de Novembro, entre as 09h30m e as 17h30m, com a duração de 14 horas.

A formação será ministrada pelos Formadores André Vizinho e Gil Penha Lopes, decorrendo nas instalações da Biovilla, sita em Parque Natural da Serra da Arrábida – Vale de Barris.

O valor da inscrição é de 35 euros para Associados/as da EAPN e/ou Cooperantes da Biovilla e de 55 euros para Não Associados e/ou Cooperantes. Estes são os valores em vigor, ao contrário do que por lapso consta no cartaz de divulgação.

Às/aos interessadas/os solicita o envio da ficha de inscrição até ao próximo dia 06 de Outubro, estando o grupo de formação limitado a 20 participantes.

Mais pobreza e exclusão entre deficientes

Miguel Marujo, in Fátima Missionária

«A maioria dos países baseiam os seus sistemas de proteção social numa abordagem médica à deficiência», disse Catalina Devandas Aguilar, relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com deficiência, perante a Assembleia Geral da ONU.

Sob este modelo, Catalina Devandas Aguilar disse que as pessoas com deficiência são vistas como incapazes de estudar, trabalhar ou viver de forma independente na sociedade. «Essa abordagem promove uma falsa sensação de bem-estar e proteção», advertiu a especialista.

«Sim, as pessoas com deficiência obtêm serviços e benefícios, mas muitas vezes à custa da sua autonomia e independência. Essa abordagem tem, sem dúvida, resultado em mais pobreza, segregação, estigmatização e exclusão».

Desemprego jovem motiva troca de argumentos entre maioria e oposição

Jorge Freitas Sousa, in dnotícias

Carolina Silva fez uma intervenção na ALM, no período antes da ordem do dia, em que abordou a situação dos jovens em Portugal, destacando o alheamento da política e intervenção cívica e reconheceu as dificuldades que enfrentam, sobretudo ao nível do mercado de trabalho.

A deputada do PSD acredita que deverá ser a dinamização dos órgãos representativos da juventude uma forma de promover o debate e a participação.

Carolina Silva foi confrontada, pela oposição, com a situação laboral dos jovens. Carlos Costa (JPP) recordou que 34% dos jovens portugueses estão desempregados e 63% têm trabalho precário.

A deputada espera que a crise política que o país atravessa não impeça que sejam adoptadas medidas para promover o emprego jovem.

Taxa de cobertura do subsídio de desemprego cai para nível mais baixo desde 2001

Raquel Martins, in Público

As novas regras de acesso ao subsídio de desemprego, introduzidas em 2012, contribuíram para uma redução do peso dos desempregados inscritos nos centros de emprego e que estão a receber prestações para fazer face a esta eventualidade. A conclusão é do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS), que olhou para os últimos 15 anos e concluiu que a taxa de cobertura das prestações de desemprego tem vindo a ressentir-se e em 2014 atingiu o nível mais baixo desde 2001.

No ano passado, o IGFSS dá conta de 639.187 desempregados registados, dos quais 338.482 estavam a receber subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego,uu seja, apenas 53%. É preciso recuar ao ano de 2001 para encontrar uma taxa de cobertura mais baixa (de 52,1%). Na comparação com 2013, o peso dos desempregados a receber estas prestações passou de 56,1% para 53%.

“O diferencial entre o número de desempregados totais e aqueles que estão a receber prestações de desemprego reduziu-se entre 2005 e o final de 2007. Porém, a partir de 2008 o diferencial foi-se agravando, significando que um número cada vez maior de desempregados não se encontrava a receber prestações de desemprego", realça o instituto no relatório da conta da Segurança Social de 2014. Esta diferença, acrescenta, "acentuou-se nos anos mais recentes, a que não serão alheias as alterações legislativas que introduziram limites e restrições à atribuição das respectivas prestações”.

A reforma das prestações de desemprego de 2012 veio alargar o universo de potenciais beneficiários (ao reduzir o prazo de garantia necessário para se ter direito à prestação de 15 para 12 meses), mas ao mesmo tempo reduziu a duração máxima do subsídio. A aplicação da “condição de recursos” no subsídio social de desemprego, e a suspensão, em 2010, de medidas temporárias, também influenciam estes resultados.

A redução do número de beneficiários também pode estar relacionada com a melhoria dos indicadores associados ao mercado de trabalho verificada em 2014. Essa melhoria é visível na despesa com as prestações de desemprego (subsídio de desemprego, subsídio social e outras prestações de desemprego) que, em 2014, alcançou os 2,2 milhões de euros, um decréscimo de 18,2% face a 2013.

Reforma de 2012 levou a aumento das despesas com subsídios
No relatório agora divulgado, o IGFSS faz também uma análise ao impacto financeiro da redução do prazo de garantia (tempo de descontos) para aceder ao subsídio de desemprego, da introdução de um valor máximo na prestação, da redução de 10% após seis meses de atribuição e de outras medidas introduzidas com a reforma de 2012.

A conclusão é que estas mudanças levaram a um aumento da despesa com o subsídio de desemprego, porque o incremento dos gastos decorrentes da redução do prazo de garantia foi maior do que a poupança conseguida com a introdução de um limite máximo no valor da prestação e com a redução de 10% após os primeiros seis meses de concessão.

Olhando para os números, em 2014 a despesa aumentou em 157,8 milhões de euros com a medida que permitiu que mais pessoas pudessem aceder ao subsídio de desemprego, enquanto as duas principais medidas de contenção apenas permitiram poupar 39,4 milhões de euros. E a diferença ainda é maior quando se junta a majoração do subsídio para casais desempregados ou famílias monoparentais com filhos e outras medidas, que levaram a um aumento da despesa na ordem dos 7,2 milhões de euros.

O impacto líquido das medidas no total da despesa da Segurança Social, conclui-se da leitura do relatório, atingiu os 125,6 milhões de euros no ano passado.

“Até ao final do mês de Dezembro de 2014, o impacto financeiro do conjunto destas medidas ocorreu no sentido do crescimento da despesa, devido ao maior efeito da medida que resultou da redução do prazo de garantia no acesso ao subsídio de desemprego e ainda pelo menor impacto das restantes medidas aplicadas no sentido restritivo da despesa”, refere o IGFSS.

Mas nem sempre foi assim. Em 2012, no primeiro ano de aplicação das novas regras, a Segurança Social conseguiu que as poupanças conseguidas com os cortes no valor do subsídio (na ordem dos 38 milhões de euros) superassem o aumento da despesa (de 22,3 milhões de euros) decorrente das mudanças no prazo de garantia para aceder à prestação.

Na análise, o IGFSS não teve em conta o impacto da redução do prazo máximo de concessão do subsídio para 18 meses porque “não existem dados estatísticos disponíveis que permitiam aferir” o efeito da medida.

O instituto nota ainda que o aumento da despesa decorrente das mudanças no prazo de garantia foi também influenciado pelos elevados níveis da taxa de desemprego, “apesar de em 2014 este indicador apresentar uma evolução positiva, traduzindo uma melhoria dos principais indicadores associados ao mercado de trabalho”.

O IGFSS fez também um levantamento do número médio mensal de pessoas abrangidas pelas medidas. Em média, no ano passado, 34.253 desempregados tiveram acesso ao subsídio por causa da redução do prazo de garantia de 15 para 12 meses. Trata-se do valor mais elevado dos últimos três anos.

As medidas restritivas abrangeram um universo menor de pessoas. Em média, 12.500 beneficiários de subsídio de desemprego viram a prestação limitada a 1048 euros (a média mais alta dos anos analisados) e mais de 10.200 foram confrontados com o corte de 10% após os primeiros seis meses de subsídio.

O relatório revela ainda que a média mensal de casais ou famílias monoparentais que beneficiaram das majorações de 10% por estarem no desemprego e terem filhos a cargo reduziu-se entre 2013 e 2014, depois de ter registado um aumento entre 2012 e 2013. Assim, em cada mês de 2014, 4388 casais viram o seu subsídio aumentar 10% e 2032 famílias monoparentais também.

Desemprego no valor mais baixo desde janeiro de 2012

In Diário de Notícias

Em Portugal, a taxa de desemprego terá igualmente recuado

A taxa de desemprego na zona euro atingiu em setembro o valor mais baixo desde janeiro de 2012, ao fixar-se nos 10,8%, contra 10,9% no mês anterior e 11,5% em setembro de 2014, revelou o Eurostat.

Os dados do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE) revelam ainda que a taxa de desemprego no conjunto da União a 28 recuou igualmente 0,1 pontos percentuais face ao mês anterior, ao cair de 9,4% em agosto para 9,3% em setembro, que é por seu turno o valor mais baixo desde setembro de 2009 (em setembro de 2014 era de 10,1%).

Em Portugal, tal como anunciou na quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística na sua estimativa provisória, a taxa de desemprego terá igualmente recuado uma décima, em linha com a tendência verificada tanto na zona euro como na UE, ao descer em setembro para 12,2% (contra 13,4% um ano antes, em setembro de 2014).

Taxa de desemprego deverá ter descido para 12,2% em setembro

Ainda assim, Portugal registou em setembro a quinta taxa de desemprego mais elevada da UE, suplantada apenas por Grécia (25%, dados de julho), Espanha (21,6), Croácia (15,4) e Chipre (15,1).

No extremo oposto da lista, os países com taxas de desemprego mais baixas em setembro foram a Alemanha (4,5%), República Checa (4,8%) e Malta (5,1%).

No que respeita ao desemprego jovem, a taxa registada foi de 22,1% na zona euro e de 20,1% na UE, em baixa face aos valores de 23,4% e aos 21,8% registados, respetivamente, um ano antes, em setembro de 2014.

Em Portugal, a taxa de desemprego homóloga entre os trabalhadores com menos de 25 anos baixou em setembro para os 31,2%, face aos 32,8% em setembro de 2014.

Auditório Municipal do Marco acolhe seminário “O impacto das representações sociais na luta contra a pobreza em Portugal”

In A Verdade

Amanhã, dia 30 de outubro, sexta-feira, a partir das 14h30, o Auditório Municipal de Marco de Canaveses vai acolher o seminário “O impacto das representações sociais na luta contra a pobreza em Portugal”, organizado pela Câmara Municipal do Marco de Canaveses, pela sua Rede Social e em parceria com a Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal - EPAN, pelo seu Núcleo Distrital do Porto.

Esta iniciativa concelhia pelo combate à Pobreza e Exclusão Social será dirigida pela Cláudia Albergaria, da EPAN.

Tem como principais objetivos dar a conhecer os resultados de um estudo com o mesmo título, “promovendo a reflexão e o debate, e apresentando propostas para o combate a estereótipos no âmbito desta temática”.

O estudo que motiva a realização do seminário, é o projeto “Bem-me-quer, Mal-me-quer – O impacto das representações sociais na luta contra a pobreza em Portugal”, promovido pela Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal, entre novembro de 2013 e dezembro de 2014, “e que consistiu na realização de uma investigação/estudo para analisar as representações sociais que técnicos e dirigentes de instituições públicas e privadas, que trabalham na área social, têm relativamente aos fenómenos de pobreza e exclusão social e o impacto dessas representações no trabalho que desenvolvem”, divulgou a autarquia.

1.11.15

Violência doméstica é crime e deve ser denunciado

Ricardo Perna, in "Família Cristã"

Situações como a da Maria, que contámos no artigo anterior, são comuns no nosso país. A violência doméstica não tem um perfil ainda definido, nem de vítimas nem de agressores, pelo que o trabalho a fazer é o da sensibilização para a importância da denúncia e o apoio rápido e eficaz para as vítimas que têm a coragem de se chegarem à frente para denunciar a situação. Foram mais de 24 mil os casos de violência doméstica registados pelo Ministério da Administração Interna, só o ano passado. Como a situação da Maria, retratada no artigo anterior, tendem a ser cada vez menos, já que as mulheres estão menos tempo sob o jugo dos agressores. «88% das vítimas de violência doméstica são mulheres», diz Daniel Cotrim, da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima). «Quando começámos nisto, há 25 anos, as primeiras mulheres que nos chegavam tinham 50 e 60 anos e já viviam uma situação de abuso e violência há 30 ou 40 anos. Hoje, felizmente, as mulheres que nos chegam têm entre 25 e 45 anos de idade, e o crime durou cerca de 6 anos, o que nos deixa satisfeitos», afirma.

4' Atualmente levantam-se outras preocupações. «O tipo de violência exercido hoje é muito pior. Passa-se muito rapidamente da violência psicológica à física. Este ano, as tentativas de homicídio aumentaram e a perspetiva de aumento dos homicídios é real», lamenta este responsável, que aponta a «sazonalidade» do crime. «A violência doméstica é um crime sazonal, acontece mais em casos de férias prolongadas, no Natal, que são alturas de maior choque, depois estabiliza com o início do ano letivo. Também diminuem as denúncias, porque as pessoas não querem retirar as crianças da escola, e aguentam até às férias», explica. Muitas mulheres não arriscam a denúncia por causa da perceção de que o caso não se vai resolver e que só piorará a sua situação. «Algumas dessas perceções não estão erradas. A ideia que as pessoas têm é que os processos demoram muito tempo, que se arrastam por muito tempo na justiça, que as pessoas são obrigadas a sair das suas casas, a perceção que as pessoas têm é de que o número de mulheres assassinadas tem aumentado, etc.», enumera. É por isso que se justifica falar numa «cifra negra», de dimensões impossíveis de calcular. «O número de mulheres que não participam as situações de violência doméstica pode ser muito maior do que aquele que pensamos», lamenta. Este é uni drama que preocupa a APAV, principalmente por ser muito difícil de detetar. «Penso que sempre o foi, mas hoje a violência doméstica é um crime perfeitamente transversal a idades, estatutos, sexo, raça ou credo», refere. Na tentativa de conhecer melhor «o perfil do agressor e da vítima», um projeto-lei aprovado no início de setembro permitirá a criação de um grupo de estudo «que vai mapear a violência doméstica, onde acontece e a quem, para se fazer perfil da vítima e do agressor», afirma Daniel Cotrim. portuguesa de Apoio à Vítima
Outra das críticas deste responsável é à discriminação territorial no sentido do apoio às vítimas. «Em Lisboa, há profissionais da polícia preparados para lidar com a violência doméstica e tem urna secção própria do DC1AP para lidar com isto, mas em cidades do interior isso não acontece, há um país de primeira e um país de segunda ou terceira», critica. Segundo este responsável, «das mais de 2 mil pessoas que atendemos em Lisboa, apenas 300 eram de Lisboa, o resto era de regiões à volta. Os planos regionais deveriam criar standards mínimos obrigatórios para que a mulher que vive em Condeixa-a-Nova não seja discriminada em relação à mulher que vive em Lisboa. Espero não me enganar, mas não é assassinada na cidade de Lisboa uma mulher desde 2011, o que é muito bom. Muitas mulheres foram assassinadas no distrito de Coimbra, onde não há resposta para estas mulheres, que estão longe dos pontos de apoio», avisa. Hoje em dia, a crise económica veio trazer problemas acrescidos na autonomização das vítimas de violência doméstica que são obrigadas a refugiar-se em casas-abrigo e não só. «Neste período de crise, aumenta o número de meses que as mulheres permanecem nas nossas casas. Se antes ficavam quase um ano, agora são quase dois. Esta mulher precisa de ter um emprego, mas as mulheres são as que ganham menos, e arranjam empregos precários, de escravatura, das 5 da manhã às 20, passando por não sei quantos escritórios a limpar. Enquanto estão na casa-abrigo, isto é possível, mas depois não dá. Onde ficam os filhos? Não há estrutura de apoio», sustenta. Os municípios criaram uma estrutura de apoio, e o Governo tem algumas bolsas de alojamento, mas muitas destas mulheres não as usam, pois as casas ficam longe das casas-abrigo, e é ali que estão os profissionais que trabalham com elas. Mais difícil é a autonomização das pessoas «maiores». «Nas mulheres mais velhas, é mais difícil a autonomização. Não podemos dizer a uma senhora com 60 anos "agora vá arranjar um emprego". Esta é a resposta que falta pensar agora», conclui. in 40 tipo de violência exercido hoje é muito pior. Passa-se muito rapidamente tia violência psicológica à física.»