25.5.23
SASUP aprovam Plano de Responsabilidade Social para os próximos anos
Documento reúne mais de 20 medidas de cariz social e ambiental a aplicar, até 2026, pelos Serviços de Ação Social da Universidade do Porto.
Os Serviços de Ação Social da Universidade do Porto (SASUP) validaram recentemente o seu Plano de Responsabilidade Social para os anos 2023-2026. Alinhado com o Plano Estratégico da U.Porto 2030, o objetivo deste plano é promover ações de cariz social e ambiental dentro da comunidade U.Porto.
No total, o novo Plano de Responsabilidade Social dos Serviços de Ação Social da U.Porto preconiza um total de 22 propostas de ações a desenvolver nos próximos três anos, em duas dimensões distintas: a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental.
A responsabilidade social tem como foco os estudantes, os seus colaboradores e a comunidade académica em geral. Tendo em vista o bem estar da comunidade U.Porto, o Plano de Responsabilidade Social dos SASUP enquadra medidas como uma política de igualdade e não discriminação, o equilíbrio entre a vida pessoal, profissional e familiar dos colaboradores e a melhoraria na acessibilidade para pessoas com capacidade diferenciada.
Já a responsabilidade ambiental abrange uma dimensão externa que procura salvaguardar a relação entre a comunidade local e o próprio meio ambiente. Algumas das ações do plano dos SASUP incluem a minimização do consumo de recursos, como energia, água e materiais, bem como a colaboração com associações ligadas à proteção ambiental.
O programa prevê ainda a implementação de várias outras ações como a implementação da “Pausa Ativa”, projetos de carácter cultural, ações de voluntariado e promoção de bolsas de apoio, workshops variados para os estudantes ou a promoção de programas de gestão de resíduos e desperdício.
Para mais informações, consultar o Plano de Responsabilidade Social dos SASUP 2023-2026.
24.2.21
ICTskills4All. Projeto explica aos mais velhos o que é um computador, a internet e para que serve um rato
in Visão
ICTskills4All é um website de acesso livre lançado pelo Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo e Saudável da Universidade do Porto e que pretende ajudar os mais velhos a tornarem-se infoincluídos
A página ICTskills4All é o resultado de um projeto de dois anos que envolveu 150 idosos de Portugal, Polónia, Lituânia, Reino Unido e Bélgica, numa abordagem colaborativa com cursos presenciais, testes de usabilidade e adequação dos materiais. O site pretende, de uma forma didática, promover as capacidades e competências digitais dos idosos e dos mais desfavorecidos.
Além de temas ligados ao manuseamento de computadores e outros suportes digitais, o site aborda temas como a segurança online. A página assume maior relevância especialmente em contexto de pandemia e de isolamento, onde muitas das respostas das entidades públicas passam por consultas médicas online regulares, acesso a prescrições médicas digitais ou muitos outros recursos que estariam habitualmente vedados a esta população.
Liliana Rodrigues, gestora do projeto, explica em comunicado que o objetivo não é “formar génios da informática, queremos dar-lhes ferramentas para comunicar com o mundo e vice-versa”.
A equipa trabalhou para ultrapassar também desafios colocados pelo modo de aprendizagem e ajustou os materiais e formas para que estes não fossem um fator de frustração, mas sim um facilitador de ensino e aprendizagem.
“Com os grupos com os quais trabalhamos, conseguimos desmistificar o smartphone e mostrar-lhes a sua versatilidade. Agora temos um grupo no WhatsApp, onde os alunos falam quase todos os dias. Tivemos também o caso de uma aluna que estava desempregada e, depois de conseguir fazer o seu currículo, arranjou emprego”, explica Kerolyn Ramos, um dos membros do projeto que também deu aulas presenciais.
A página vai continuar a ser atualizada e traduzida para quatro idiomas. O projeto internacional conta com financiamento do programa Erasmus+ da União Europeia.
19.11.20
Estudantes do Porto e Minho desenvolvem projeto para combater a fome
Projeto de data science criado por seis estudantes da Universidade do Porto e da Universidade do Minho vai permitir angariar mais doadores para o Banco Alimentar. O projeto foi o vencedor da segunda edição da Eurekathon.
Uma equipa composta por seis alunos de engenharia da Universidade do Porto e da Universidade do Minho – a “Hunger Byte”, criou um modelo que permite aumentar o número de doadores ao Banco Alimentar.
O projeto foi o vencedor da segunda edição da Eurekathon, a competição de data science promovida pela Porto Business School, LTPlabs e NOS, que, este ano, contou com a parceria do Banco Alimentar Contra a Fome, para serem encontradas soluções que potenciem e otimizem o trabalho da instituição por todo o país.
Os seis amigos que formaram a “Hunger Byte” recorreram à base de dados do Banco Alimentar e da NOS, cruzaram a informação com métricas sociais e demográficas e conseguiram identificar o perfil do “potencial doador” e as freguesias do país onde há maior discrepância entre esses e o número de doações feitas ao Banco Alimentar.
A partir dessa análise, “em menos de três dias de competição, os jovens estudantes desenvolveram um modelo prescritivo inovador, capaz de chegar às freguesias onde há margem para aumentar os doadores e a quantidade de alimentos doada por cada doador, mas também o contrário, ou seja, aquelas em que não valerá a pena investir”, lê-se na nota enviada à Renascença.
Os seis alunos das universidades do Porto e do Minho descobriram também que, “se o Banco Alimentar direcionar as suas campanhas de marketing, recorrendo ao envio de SMS e e-mail, de notas nas faturas da NOS ou de campanhas exclusivas para determinadas freguesias, conseguirá aumentar em oito vezes a capacidade de chegar a potenciais doadores, em vez de o fazer aleatoriamente”.
Acelerar soluções em benefício do Banco Alimentar
De acordo com Rui Coutinho, diretor executivo de Inovação e Crescimento da Porto Business School e um dos membros do júri da Eurekathon, “este é um programa de e sobre pessoas, de capacitação e talento exclusivo, que usa e trabalha os dados com foco na criação de um mundo melhor”.
“A Eurekathon tira partido da capacidade e criatividade de mais de 200 pessoas, que se dedicam voluntariamente a ajudar o Banco Alimentar, para solucionar um problema com grande impacto social”, assinala.
Rui Coutinho refere ainda que “para a Porto Business School é um orgulho muito grande vivenciar este processo” e avança que, “enquanto Escola de Negócios, o objetivo é que estas ideias vencedoras tenham continuidade”.
“Vamos, por isso, desafiar os alunos da nossa Pós-graduação em Business Inteligence e Analytics a pensar como podem acelerar as soluções aqui propostas, em benefício do Banco Alimentar, fazendo, assim, a diferença no terreno”, adianta o diretor executivo de Inovação e Crescimento da Porto Business School.
Já Isabel Jonet, presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, citada no comunicado, observa que “muitas vezes, achamos que as instituições de solidariedade social se limitam a exercer caridade, levando apenas afetos e produtos, nunca nos lembrando que, se trabalharmos dados, podemos estar a contribuir para a resolução de um problema”.
“Os bancos alimentares contribuem, hoje, para a alimentação de mais de 4% da população portuguesa, número que cresceu muito devido à pandemia. Se pudermos ajudar estas pessoas de uma maneira mais efetiva, com os dados que dispomos, todos ganham”, defende Isabel Jonet.
Com o projeto, que juntou diferentes ‘backgrounds’ das mais variadas áreas de engenharia, os seis vencedores da “Hunger Byte” conquistaram um prémio de dois mil euros, sendo que 400 euros serão doados a uma ONG.
O grupo concorreu com mais de 200 participantes de diferentes nacionalidades, distribuídos por 28 equipas, que foram acompanhados por diferentes mentores de empresas como a Bosch, Farfetch, Sport Lisboa e Benfica, Talkdesk, entre outras.
A segunda edição da maratona de geração de ideias teve como objetivo mitigar o problema da fome no país.
22.10.20
Contas xenófobas e racistas motivam alerta de reitor da Universidade do Porto
César Castro, in JN
A existência de contas anónimas em redes sociais como o Instagram ou o Twitter que disseminam conteúdo de "teor xenófobo, racista e misógino" levaram o reitor da Universidade do Porto a pedir que se honre o "caráter superior da instituição".Numa mensagem enviada esta terça-feira a toda a comunidade académica, António de Sousa Pereira condena quaisquer "atitudes difamatórias e atentatórias do bom nome e da dignidade individual".
Na nota a que o JN teve acesso, e que alude à Carta de Direitos e Deveres da Comunidade Académica da Universidade do Porto e ao Código Ético de Conduta Académica, é possível ler que não são toleráveis condutas que se traduzam em "abuso físico, verbal, intimidação, assédio, coação e outras condutas que possam ameaçar ou fazer perigar a integridade física ou moral de qualquer membro da comunidade académica, nacional ou internacional."
Fonte da reitoria da Universidade do Porto esclareceu ao JN que o conteúdo em causa, de "teor xenófobo, racista e misógino" e relacionado com a existência de contas anónimas nas redes sociais, já foi denunciado através dos sistemas do próprio Instagram e Twitter, mas também junto da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial. Refere ainda que a decisão de enviar a mensagem a cerca de 40 mil elementos da comunidade terá sido "iniciativa pessoal" do reitor.
"A Universidade do Porto é um espaço livre e inclusivo, mas a liberdade de cada um termina quando impede a liberdade e a dignidade do outro", lê-se na nota dirigida a todos os docentes, estudantes e trabalhadores não docentes da Universidade do Porto.
14.6.18
i3S distinguido por investigação sobre Alzheimer
A equipa liderada por Isabel Cardoso, do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, acaba de ser contemplada com um apoio de 37,5 mil euros, pela Fundação Millennium bcp para, nos próximos 24 meses, aprofundar o seu trabalho na Doença de Alzheimer. Com este apoio, a investigadora vai estudar a influência e interação no cérebro de algumas proteínas que estão na base do desenvolvimento desta patologia e avaliar o efeito de compostos terapêuticos nessas interações.
A Fundação Millennium bcp, instituída em 1991, desenvolve a sua ação mecenática em várias áreas: Cultura, Solidariedade Social, Ciência e Conhecimento. É no âmbito desta última que a Fundação vai apoiar o projeto de Isabel Cardoso no estudo de uma doença progressiva que atinge o cérebro e se caracteriza pela perda de memória e das capacidades de pensamento, e “que afeta atualmente cerca de 47 milhões de pessoas”, segundo a investigadora.
Esta equipa do i3S dedica-se ao estudo de uma proteína, a Transtirretina (TTR), que está envolvida em várias doenças neurodegenerativas. Segundo Isabel Cardoso, “a TTR está presente no sangue e no líquido cefalorraquidiano, tendo uma ação protetora na Doença de Alzheimer”, cuja origem está associada à deposição progressiva de um fragmento proteico, o Peptídeo Abeta, que a TTR tem capacidade de capturar. Através de uma série de mecanismos, a TTR consegue transportar este peptídeo até ao fígado onde ele é naturalmente degradado e eliminado, evitando que ele se acumule no cérebro.
Nos doentes de Alzheimer a estabilidade da TTR está diminuída e essa função de limpeza do Peptídeo Abeta fica comprometida. Segundo Isabel Cardoso, “no caso da Doença de Alzheimer parece haver problemas de instabilidade na TTR”, mas acrescenta que “a equipa já demonstrou ser possível estabilizar a TTR com pequenos compostos químicos que a ela se ligam”. Os “pequenos compostos químicos” que a equipa do i3S está a explorar são anti-inflamatórios não esteroides e alguns parecem melhorar a memória e performance cognitiva de ratinhos transgénicos, usados como modelo de estudo da doença de Alzheimer.
Contudo, “é preciso ainda muita investigação para identificar quais dessa compostos conseguem estabilizar a TTR e, em simultâneo, aumentar a sua interação com o péptido Abeta”, explica Isabel Cardoso. Por isso, a equipa irá, com o apoio dado pela Fundação Millennium bcp, aprofundar o estudo dos fatores que influenciam a estabilidade da TTR e a sua capacidade de ligação ao péptido Abeta, bem como escrutinar quais os compostos que podem ajudar nessa tarefa.
Isabel Cardoso licenciou-se em Bioquímica, pela Universidade do Porto, tendo de seguida desenvolvido o seu projeto de doutoramento na área da paramiloidose (Doença dos Pezinhos), contribuindo para a compreensão dos mecanismos subjacentes a esta doença, bem como para a identificação de compostos terapêuticos. Mais tarde, interessou-se pelas alterações que ocorrem no cérebro, como consequência do desenvolvimento da Doença de Alzheimer, área em que continua a trabalhar. Atualmente, investiga a ação neuroprotetora da proteina Transtirretina no cérebro e na Doença de Alzheimer, e interessa-se também pelas alterações que ocorrem nas barreiras cerebrais, em contextos patológicos.
12.7.16
Universidade do Porto novamente entre as 100 melhores do mundo no ensino
A qualidade da educação prestada e o prestígio dos professores e investigadores são dois dos principais critérios de avaliação do CWUR
A Universidade do Porto voltou a ser considerada uma 100 instituições de ensino superior a nível mundial com melhor qualidade do Ensino, de acordo com a edição 2016 do The Center for World University Rankings (CWUR 2015), ranking internacional que avalia as universidades em função da qualidade da educação que é dada aos estudantes, do prestígio dos professores e investigadores e da qualidade da investigação produzida.
Apesar da descida na posição absoluta (de 308º para 331º), explicada pelo alargamento do ranking a vários novos países, a U.Porto destaca-se em dois dos principais critérios de avaliação do ranking: a qualidade do Ensino (98.ª classificada) e a qualidade do corpo docente (153.ª classificada). Em ambos os casos foram tidas em conta o número de distinções internacionais atribuídas a antigos estudantes e a professores e investigadores das instituições, respetivamente.
Em relação à edição anterior do CWUR, a Universidade revela ainda uma tendência de crescimento nos diferentes critérios relacionados com a inovação e a investigação científica, traduzida numa subida nas classificações referentes ao número de publicações publicadas em revistas científicas de referência (de 266º para 258º) e ao número de patentes registadas (de 405º para 391º).
Na comparação com as restantes seis universidades portuguesas classificadas no CWUR, a U.Porto é a única a conseguir entrar no “top 100” dos diferentes critérios de avaliação. As outras instituições nacionais presentes são a Universidade de Lisboa, que ocupa o 275.º lugar a nível global, seguida das congéneres de Coimbra (481), Nova de Lisboa (581), Aveiro (585), Minho (595).
A nível global, o CWUR 2016 é liderado pelas universidades de Harvard, Stanford e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), que assim repetem o pódio de 2014 e 2015. No grupo das 10 melhores do mundo destacam-se oito instituições norte-americanas e duas do Reino Unido.
O CWUR tem sede na Arábia Saudita e elabora este ranking desde 2012.
O ranking completo pode ser consultado aqui.
20.6.16
Estudantes criam plataforma para gerir e incentivar o voluntariado na UPorto
Estudantes da Universidade do Porto criaram uma plataforma que permite às organizações e aos voluntários fazer uma gestão dos seus perfis e das atividades que realizam, de forma a coordenar eficazmente a Comissão de Voluntariado desta entidade de ensino.
Este sistema pretende ainda "recompensar o empenho dos voluntários, atribuindo-lhes diferentes medalhas (simpatia e espírito de equipa, por exemplo) e pontos, que os faz com que atingir vários níveis", disse hoje à Lusa Márcio Fontes, líder da empresa Ignite, responsável pela plataforma.
De acordo com o jovem, este complemento não foi criado para gerar competitividade entre os utilizadores mas sim para os motivar a continuar o voluntariado.
13.4.16
Porto quer ser centro de referência europeu no envelhecimento ativo
O Porto vai candidatar-se a Sítio de Referência Europeu na Área do Envelhecimento Ativo e Saudável. Dar mais qualidade de vida aos idosos é o objetivo do consórcio Porto4Ageing, que junta esforços de 76 entidades.
O Porto vai ser candidato a Sítio de Referência Europeu na Área do Envelhecimento Ativo e Saudável, classificação atribuída pela Comissão Europeia (CE). A candidatura vai ser submetida no dia 15 de abril pelo consórcio Porto4Ageing e foi apresentada esta segunda-feira, na Câmara Municipal do Porto (CMP).
O Porto4Ageing ambiciona formar um Centro de Excelência em Envelhecimento Ativo e Saudável e pretende dar resposta a um dos grandes desafios da sociedade atual – o envelhecimento da população.
Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, defendeu que o Porto4Ageing é um “espaço de discussão na região metropolitana”, que responde ao “desafio de viver com qualidade e com envolvimento”. Numa série de iniciativas de discussão multilateral sobre o envelhecimento, a população em geral e principalmente os idosos vão poder ter uma “participação contínua e ativa” para decidirem “soluções para os próprios problemas”.
“[O envelhecimento] é um processo que começa desde o dia em que nascemos”, frisou Rui Moreira, daí que não se justifiquem quaisquer “estereótipos negativos associados aos mais velhos”.
Sebastião Feyo de Azevedo, reitor da Universidade do Porto (UP) destacou a “abrangência da cooperação interna” do consórcio Porto4Ageing, o que vai ser um ponto a favor da candidatura à iniciativa europeia “European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing”.
“Cabe-nos agora aproveitar os recursos disponibilizados no programa europeu Horizonte 2020, tornando o Porto4Ageing um centro arrecador de competências e produção de conhecimento com valor socioeconómico. Estou certo de que o vamos fazer”, declarou o reitor na sessão de abertura da apresentação da candidatura.
Já Emídio Gomes, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), admitiu que “a ambição [da candidatura a Sítio de Referência Europeu na Área do Envelhecimento Ativo e Saudável] é muito grande” e vai ser levada a cabo “com ética, com honra, mas com convicção”.
Segundo Raquel Castello-Branco, diretora do Departamento Municipal de Desenvolvimento Social da CMP, os eixos de intervenção do Porto4Ageing baseiam-se na promoção de uma vida ativa e independente, na prevenção das fragilidades em idades avançadas e no tratamento e cura de problemas médicos ou doenças.
Algumas medidas de ação definidas pelo consórcio vão no sentido de oferecer consultas dentárias a pessoas mais velhas e distribuir medicamentos no domicílio. Do mesmo modo, o consórcio quer fazer a promoção do exercício físico e do desporto entre as pessoas idosas nos espaços portuenses, com acompanhamento técnico. A criação de uma aplicação, um Sistema de Itinerários Acessíveis (SIA) é outra das iniciativas que vão ser praticadas e disponibilizadas por consorciados.
Manuel Pizarro, responsável pelo pelouro da Habitação e Ação Social da Câmara do Porto, indicou que o consórcio vai incluir “políticas dirigidas a todas as pessoas”, mas com “especial aproximação” às pessoas com mais de 65 anos. Num panorama de “[grande] velocidade de mudança” a nível social e populacional, o consórcio vai procurar combater a “dificuldade da resposta”, na criação de melhores condições para o envelhecimento ativo e independente.
A Câmara Municipal, a UP e a CCDR-N juntaram-se a mais de 70 parceiros, com o objetivo de criar oportunidades ao nível da qualidade de vida em idades avançadas. A parceria vai permitir à população um contacto mais próximo com entidades académicas e de investigação, com a indústria, prestadores de cuidados e decisores políticos.
Maria João Ramos, Vice-Reitora da UP para a Investigação e Desenvolvimento, falou a propósito do futuro do Porto4Ageing. Se a candidatura à classificação europeia for recusada, “um cenário possível”, o consórcio vai corrigir a candidatura e tentar de novo a submissão. Por outro lado, Maria João Ramos levou a público o plano da criação do Centro Europeu para a Longevidade no Porto, uma ideia que pretende trazer mais importância aos inúmeros recursos existentes no Porto ao nível de cuidados de saúde para a população envelhecida, mas que precisa de muito investimento.
Entre muitos fatores, a qualidade de vida em idades avançadas depende da atividade física e inteletual, da satisfação de necessidades de afeto e combate à solidão e dos diagnósticos, cura e tratamento de doenças ou complicações médicas.
A candidatura do Porto a Sítio de Referência Europeu na Área do Envelhecimento Ativo e Saudável decorreu na Câmara Municipal do Porto, esta segunda-feira
Sebastião Feyo de Azevedo (UP), Rui Moreira (CMP) e Emídio Costa (CCDR-N) fizeram intervenções na sessão de abertura
Elísio Costa (UP), Raquel Castello-Branco (CMP) e Sónia Pereira (UP) apresentaram o consórcio Porto4Ageing
Maria João Ramos, vice-reitora da UP, também fez uma intervenção a propósito do futuro do consórcio
76 consorciados no Porto4Ageing
Aderiram ao consórcio 16 decisores a nível da prestação dos cuidados, entre as quais quatro instituições hospitalares prestadoras de cuidados: Centro Hospitalar do Porto, o Hospital São João, Instituto Português de Oncologia e a Ordem da Trindade. Outros decisores políticos ou da prestação de cuidados são a Câmara Municipal do Porto, a Área Metropolitana do Porto, a Santa Casa da Misericórdia, CCDR-N, e ARS Norte.
Entre 17 centros de investigação e de competências, enumeram-se quatro instituições de Ensino Superior, sendo que o consórcio teve um “empurrão muito grande” da reitoria da Universidade do Porto. Oito faculdades da UP preenchem o quadrante académico e de investigação. Outras três instituições de Ensino Superior no Porto e duas instituições de ensino não superior também fazem parte do Porto4Ageing.
A DECO, CA50+, a associação Mundo a Sorrir, entre outras entidades contam-se entre os 13 representantes da sociedade civil que aderiram.
A nível de indústria, vão cooperar 12 empresas, incluindo “startups” e empresas bem estabelecidas no mercado. A Mais Família, Cidade dos Cuidados, The travel health experience, a empresa farmacêutica Sanofi Pasteur e outras estão consorciadas. O agrupamento conta também com o apoio da Health Cluster Portugal, que, por sua vez, agrega 160 entidades da saúde.
12.4.16
Câmara e universidade do Porto juntam-se pelo envelhecimento ativo
A Câmara do Porto e a Universidade do Porto (UP) vão candidatar a região à classificação de Sítio de Referência Europeu na Área do Envelhecimento Ativo e Saudável, atribuída pela Comissão Europeia.
A classificação é atribuída no âmbito da European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing. Em comunicado, a UP garante que está a ser criado “um Centro de Excelência em Envelhecimento Ativo e Saudável, o Porto4Ageing, que tem como objetivo ser um centro agregador e um espaço de discussão de questões relacionadas com o envelhecimento ativo e saudável na região metropolitana do Porto”.
A candidatura à classificação da Comissão Europeia foi apresentada esta segunda-feira de manhã, nos Paços do Concelho, e o Porto4Ageing conta já com mais de 70 parceiros institucionais, entre universidades e centros de investigação, decisores políticos, utilizadores e indústria.
Além das duas entidades promotoras, contam-se entre os parceiros o IPO do Porto, a Santa Casa da Misericórdia do Porto, a Área Metropolitana do Porto, a CCDR-N, o Centro Hospitalar São João ou o Centro Hospitalar do Porto, além de profissionais de várias áreas ligadas à medicina.
17.3.16
Estudantes da U.Porto levam um “Porto com + Saúde” a quem precisa
A partir desta terça-feira, dia 1 de março, os utentes das farmácias Aliança, Pombeiro, Vitália e Lemos, situadas em plena Baixa do Porto, vão ser confrontados com um convite especial: ajudar a pagar os medicamento de um grupo de idosos carenciados da cidade. O desafio insere-se no “Porto com + Saúde”, um projeto desenvolvido pela Associação Cura+, uma associação de voluntariado fundada e composta por estudantes da Universidade do Porto.
Numa primeira fase do projeto, o alvo desta campanha serão os utentes do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Vitória que sofram de uma doença crónica e que não tenham possibilidades financeiras (com um rendimento per capita inferior a 100 euros) para comprar a sua medicação sujeita a receita médica. Para alertar para este problema, os estudantes vão estar duas horas por dia nas diferentes farmácias com o objetivo de dar a conhecer o projeto e apresentar a lista de medicamentos correspondente a cada doente. Em paralelo, irão decorrer outras “iniciativas que pretendem sensibilizar os utentes regulares das farmácias para que doem o valor de um ou mais medicamentos sujeitos a receita médica”, explica Joana Carvalho Presidente da Associação Cura+ .
Para participar na campanha basta deixar o donativo pretendido numa das quatro farmácias aderentes – Farmácia Aliança (Rua da Conceição), Farmácia Lemos (Praça de Carlos Alberto), Farmácia Pombeiro (Rua Campo dos Mártires da Pátria) e Farmácia Vitália (Praça da Liberdade). Em alternativa, é possível fazer o donativo através de uma transferência bancária para o NIB da Associação Cura+: 0033 0000 4547 4174 5320 5. 0033 0000 4547 4174 5320 5. Os interessados podem ainda associar-se à campanha como voluntários.
Associação Cura+, equipa
Fundada por estudantes da FFUP, a associação conta hoje com um banco de 60 voluntários provenientes das várias faculdades da U.Porto. (Foto: Associação Cura +)
O “Porto com + Saúde” é a face mais visível do trabalho desenvolvido pela Associação Cura+ desde que a sua fundação, em 2015, por um conjunto de estudantes do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da U.Porto (FFUP), motivados pela necessidade de sensibilizar a sociedade para as desigualdades existentes no acesso a cuidados de saúde. “Como futuros profissionais de saúde, surgiu a necessidade de colmatar uma lacuna existente ao nível do voluntriado social, sendo o objetivo principal fazer com que os indivíduos mais necessitados tenham acesso à medicação que carecem”, revela Joana Carvalho.
Entre os projetos da associação inclui-se um outro projeto – “Polimedicação + Segura” – que tem como objetivo, por um lado, educar os profissionais que lidam com doentes polimedicados sobre os aspetos gerais da polimedicação, dos perigos associados e de como preveni-los. A outra vertente dirige-se aos idosos que frequentam os centros de dia/lares de idosos e as as farmácias aderentes ao projeto “Porto com + Saúde” e pretende esclarecer aquela popukação acerca do comportamento que devem adotar enquanto indivíduos polimedicados.
Em qualquer dos casos, qualquer centro de dia/lar ou outro tipo de entidade que deseje, poderá contactar a Associação Cura+ para a realização gratuita das sessões educativas que serão ministradas por voluntários formados com o apoio de docentes da FFUP. Para tal, basta contactar a Associação Cura+ através do e-mail: geral@curamais.com.
Distinguida pela Associação Nacional das Farmácias (ANF) com a a última edição do Prémio João Cordeiro – Inovação em Farmácia, na categoria de responsabilidade social, a Associação Cura+ conta atualmente com um banco de 60 voluntários onde se incluem estudantes de outras faculdades da U.Porto (ex. Belas Artes e Economia). “O único requisito fundamental para integrar este banco é ser-se estudante do Ensino Superior”, traça Joana Carvalho. De resto, a diversidade é uma mais valia para a associação liderada por Joana Carvalho: “O objetivo é permitir que o voluntário possa desenvolver e complementar as suas competências e, simultaneamente, aplique os conhecimentos e conceitos que adquire ao longo do seu percurso académico, assegurando a formação de equipas multidisciplinares que estimulem a convergência de pareceres”.
Os interessados podem contactar a associação através do e-mail geram@curamais.com. Para quem tem dúvidas, Joana Carvalho deixa o convite: Acreditamos que com a Associação Cura+ conseguiremos implementar valores sociais que poderão ter um enorme impacto na qualidade da vida da população, permitindo que os estudantes se aproximem da realidade de uma perspectiva diferente do habitual – ao fazer o que melhor sabem e o que mais apreciam!”.
25.2.16
Universidade do Porto dedica 29 de fevereiro ao voluntariado
A Universidade do Porto vai organizar, a 29 de fevereiro, um evento de sensibilização para o trabalho social, juntando-se a mais de 20 associações que lutam pelos desfavorecidos na Invicta.
“Se 2016 tem 366 dias, porque não aproveitar o dia extra do ano bissexto para ajudar quem mais necessita?”, desafia a Universidade do Porto (UP) em comunicado.
Entre as 10h e as 18h, os espaços junto à Reitoria da UP e as estações de metro da Trindade e São Bento terão várias ações de sensibilização feitas pelas associações que se juntaram à instituição.
Na Reitoria vai ter lugar uma recolha de alimentos, roupa, brinquedos, produtos de higiene e produtos para animais, entre outros itens, com as receitas a reverterem para o Banco Alimentar Contra a Fome.
Entre as atividades a decorrer durante todo o dia contam-se exposições fotográficas e audiovisuais, vendas solidárias, atuações musicais de tunas e grupos de fados e uma aula de fitness.
Cerca de duas dezenas de associações estão ao lado da UP na intenção de oferecer o dia extra do ano a quem mais precisa, como a Câmara do Porto, a Associação Miacis, a Ajudaris, a Fundação Infantil Ronald McDonald, o G.A.S. Porto, os Leigos para o Desenvolvimento, o Mundo a Sorrir ou a Associação de Voluntariado Universitário, entre outros.
11.12.15
UP: UE e refugiados em discussão na reitoria
A reitoria da Universidade do Porto (UP) recebeu na passada segunda feira uma conferência com o tema “União Europeia e os Refugiados”. A sessão foi organizada pelo Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais e contou com a presença de Marisa Matias.
A conferência começou com a intervenção de John Greenfield. “Situação sem uma solução à vista” foram as palavras do diretor do curso de Línguas e Relações Internacionais da Faculdade de Letras da Univesidade do Porto (FLUP) para descrever a crise de migrantes. Acrescentou que a crise não se limita ao fluxo de refugiados, mas à chegada destes aos novos países.
A presidente do Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais (NERI-UP), Inês Consonni, apresentou a mesa que contava com Marisa Matias, André Matos, Manuel Cunha e Irmã Irene.
André Matos foi o primeiro a falar e fez o enquadramento jurídico do tema. Destacou, ainda, o papel normativo e não militar da União Europeia (UE). O professor da Universidade Portucalense (UPt) afirmou que “garantir os direitos de asilo aos refugiados não é uma cortesia, é o cumprimento de uma obrigação internacional.”
Seguiu-se Marisa Matias, candidata pelo Bloco de Esquerda (BE) à presidência da República, que iniciou o discurso pondo em causa a sobrevivência da UE a uma possível “sobreposição de crises”: financeira, económica, humanitária e, no futuro, identitária. Para a eurodeputada, a única saída é “a resposta solidária” e a “não conivência com os regimes ditatoriais”.
Manuel Cunha foi o terceiro a falar e centrou-se em caracterizar o papel da Amnistia Internacional. “Não somos humanitários nem assistencialistas, lutamos pelos direitos” admitiu. Finalizou a intervenção, relembrando que a “luta pelos direitos civis também é importante em democracia”.
Depois da pausa para almoço, iniciou-se o debate com André Matos, Manuel Cunha e Irmã Irene. Discutiram-se temas como a segurança hoje no espaço europeu, terrorismo, democracia, xenofobia e racismo.
A conferência terminou com declarações da presidente do NERI-UP. “Seremos nós que decidiremos que tipo de Europa somos”, rematou a estudante. Em conversa com o JPN, Inês Consonni explicou que o objetivo da conferência foi “corrigir alguns pontos de vista que estão a ser divulgados pelos media”.
Sobre o balanço, a estudante da FLUP afirmou: “fomos definitivamente uma máquina bem oleada, todos trabalharam e houve muita comunicação. A reitoria recebeu-nos muito bem. Foi essencial ter o apoio do director de curso e dos colegas”.
Para o próximo semestre a presidente garante que vão realizar as Jornadas de Relações Internacionais. “Vai ser um grande evento do segundo semestre que vai mobilizar ainda mais pessoas”, referiu.
28.10.15
Saúde: Estudantes juntam-se para combater o estigma das doenças mentais
É preciso combater o estigma das doenças mentais. Para isso, três instituições do Ensino Superior da cidade associam-se à Porto Lazer para formar um logótipo humano, no próximo sábado dia 31 de outubro, na praça D. João I, no centro do Porto.
Esperam-se 500 pessoas, no sábado de manhã, na praça D. João I. O objetivo é que a massa humana se organize, de forma a criar um logótipo humano, no âmbito do World Dignity Project, um movimento mundial para combater o estigma relacionado com a saúde mental. A campanha foi lançada pela World Federation for Mental Health (WFMH) que pretende quebrar os rótulos associados às pessoas com deficiência mental e abordar a temática da dignidade dos doentes e das doenças mentais.
A iniciativa surge no seguimento das comemorações do Dia da Saúde Mental, comemorado no passado dia 10 de outubro. António Marques, vice-presidente do Instituto Politécnico do Porto (IPP) explica ao JPN que inicialmente o logótipo humano seria realizado no pólo da Asprela, por aí se concentrarem grande partes das faculdades do Porto. No entanto, através da articulação com a Porto Lazer, a atividade foi transferida para o coração da cidade, o que cria, de acordo com o vice-presidente do IPP, “um impacto completamente distinto”. Ainda assim, os estudantes continuam a ser o principal foco de intervenção.
Se por um lado, o propósito da iniciativa passa por “passar uma mensagem aos estudantes mais presente do que é hoje ter uma doença mental e romper com este estigma da doença mental”, por outro é preciso transmitir a imagem que os estudantes são preocupados e ativos no que diz respeito à participação nesta causa. “O objetivo é também contribuir para a própria de desestigmatização que há com os jovens, de que a malta que se envolve nas tunas e nas praxes não são pessoas interessadas nestas coisas. Desta forma contribuímos para mostrar que os estudantes do Ensino Superior, das tunas e das praxes, também são estudantes que se movem por causas sociais de revelo”, considera António Marques, também membro integrante do Laboratório de Reabilitação Psicossocial.
António Marques é da opinião que, nos últimos tempos, têm sido muitas as mensagens negativas em torno dos estudantes do Ensino Superior. A participação dos mesmo na formação do logótipo humano vem mostrar “a questão, mas no sentido inverso”. Dos 500 participantes no projeto do próximo dia 31, a grande maioria são, assim, estudantes. “O principal público que nós queríamos envolver nesta iniciativa eram os estudantes, como uma forma também de fazer chegar esta mensagem aos estudantes, sobretudo aos futuros profissionais de saúde, líderes de organizações e que, de alguma forma, se começasse a desconstruir, a partir da população estudantil, também o estigma que existe em torno da doença mental e das pessoas com este tipo de doença”, elucida o vice-presidente do Politécnico do Porto.
Desta forma, a organização contactou com as mais variadas associações de estudantes, tunas académicas e comissões de praxe, que vão formar a grande massa humana dia 31. Assim, no sábado de manhã, por volta das 10h, o espaço junto ao teatro Rivoli vai ser preenchido de pessoas vestidas de branco, uma das exigências da organização. A tarefa é simples: os participantes têm apenas de formar uma fila e erguer um cartão colorido. A intervenção será filmada por um meio aéreo para registar o momento. António Marques conta ao JPN que o presidente da World Federation for Mental Health, Gabriel Ivbijaro, também vai lá estar para marcar o lançamento da campanha no Porto.
Para além disso, aquando da formação do logótipo, os estudantes Associação Cultural e Recreativa da Tuna de Tecnologia da Saúde do Porto e pessoas com doença mental vão dar um concerto, no âmbito do projeto Contratempo. O objetivo é a completa abertura e desmistificação do estigma associado à doença mental.
A programação que tem vindo a ser realizada no âmbito do Dia Mundial da Saúde Mental é da responsabilidade da Rede de Apoio a Reabilitação Psicossocial para Pessoas com Doença Mental na Área Metropolitana do Porto (RARP-AMP), da qual fazem parte as três principais instituições do Ensino Superior, ou seja, a Universidade do Porto (UP), o Instituto Politécnico do Porto (IPP) e a Universidade Católica do Porto (UCP) e ainda todas as instituições comunitárias que intervêm neste domínio.
Também no próximo dia 30 de outubro, na Universidade Católica do Porto o dia será dedicado à temática, através do Fórum Dignidade em Saúde Mental e do Primeiro Fórum Português de Saúde Mental e Empresas.
12.9.14
UMinho ajuda na educação de crianças em zonas de conflito
O Instituto de Educação da Universidade do Minho vai participar na «definição e implementação» de políticas e práticas educativas em países em conflito ou «crise crónica», através da Rede Interinstitucional para a Educação em Situações de Emergência (INEE).
Em comunicado enviado à agência Lusa, a academia minhota anunciou ter sido selecionada, «entre diversas candidaturas internacionais», para integrar o Grupo de Trabalho em Educação e Fragilidade daquela rede mundial, que engloba instituições como a UNESCO, UNICEF, Banco Mundial, entre outras.
A INEE é uma rede informal com mais de 10.000 membros em 170 países, que visa assegurar o direito de todas as pessoas à educação de qualidade, em particular nos contextos de emergência ou fragilidade.
«O objetivo é participar nos próximos três anos na definição e implementação de políticas e práticas educativas de qualidade em países com contextos de fragilidade, afetados por conflitos ou em crise crónica, como Palestina, Síria, Mali, Chade e Timor-Leste», explica o texto.
Para o presidente do Instituto de Educação da UMinho, José Augusto Pacheco, «esta parceria é uma oportunidade para desenvolver projetos em contextos de emergência ou fragilidade e atuar com agências internacionais e outros agentes que intervêm ao mais alto nível na agenda humanitária».
Segundo o comunicado, «a UMinho tem vindo a trabalhar em articulação com a INEE» e o objetivo da instituição é «ter uma voz ativa neste âmbito», pelo que pondera «envolver os alunos em projetos de voluntariado internacional, favorecendo a sua formação pessoal e o espírito crítico e cívico».
O primeiro encontro do Grupo é de 29 de setembro a 2 de outubro em Doha, no Qatar, contando com o coordenador do novo Centro de Recursos para a Cooperação e Desenvolvimento da UMinho, Júlio Santos.
As ações da INEE «passam por fomentar o trabalho colaborativo entre os parceiros locais e internacionais, criar ferramentas e recursos para quem trabalha e investiga promover a qualidade, reflexão e sistematização das práticas educativas». A Rede é coordenada por elementos do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, da UNESCO, da UNICEF, do Banco Mundial, da ChildFund International, da Save the Children Alliance, do Refugee Education Trust, do International Rescue Comittee, do Open Society Institute e da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional.
Temas: Causas
7.7.12
Universidade do Porto gera 23 ME de lucros em 2011
A Universidade do Porto (UP) apresentou, em 2011, um lucro de 23,3 milhões de euros, aumentando o resultado líquido em 143 por cento face a 2010, revela o Relatório de Contas daquela instituição universitária.
A "redução de custos provenientes do subsídio de férias não pago" aos funcionários da Universidade do Porto, equivalente a sete milhões de euros, é uma principais razões para o aumento de lucro da Universidade do Porto em 2011, explicou à Lusa o assessor de comunicação, Raul Santos.
O acréscimo de receitas de propinas em atraso que foram recuperadas, equivalente a mais de quatro milhões de euros, e o aumento do número de estudantes e de receitas oriundas das propinas são outras razões que justificam o aumento do resultado líquido da UP, acrescentou Raul Santos.
As "prestações de serviços" da UP e os "novos critérios de contabilidade", este último item equivalente a cerca de um milhão de euros, são também justificações para o aumento do lucro, revela a mesma fonte.
"Os resultados da Universidade do Porto evidenciam em 2011 um comportamento bastante favorável face a 2010. O resultado líquido do exercício ascendeu a 23,3 milhões de euros, tal como decorre da análise detalhada efetuada aos custos e proveitos", lê-se no Relatório de Gestão e Contas de 2011 da UP.
O resultado líquido é o lucro que a empresa apresenta num dado período, ou seja, aquilo que resta da sua receita, depois de considerados todos os custos do exercício.
Em 2010, a UP registou um resultado líquido na ordem dos 9,6 milhões de euros, ou seja, em 2011, houve um aumento de lucro de 143 por cento.
O novo sistema de contabilidade da UP, designado por "Primavera", "permite ter uma "contabilização em tempo real", facto que veio ajudar a aumentar os lucros da instituição.
Os proveitos da UP vão servir para apoiar a investigação científica e o ensino, adianta o assessor de comunicação.
Segundo os dados mais recentes, a UP foi a universidade portuguesa mais bem classificada em sete dos principais rankings internacionais e está entre as 100 melhores universidades da Europa.
"São oito os rankings em que estamos entre as 350 melhores do mundo" e cinco os "rankings" em que estamos "entre as 100 melhores da Europa", disse à Lusa vice-reitor da Comunicação, Imagem e Relações Internacionais, António Marques, explicando que o facto se deve a "uma verdadeira universidade de investigação".


