3.12.15

Brincar e Sorrir

Nuno Gomes, in " Cais"

Raras vezes é dada a cada um de nós a possibilidade de falar aos outros, beneficiar da sua atenção e partilhar ideias para que nos inspiremos mutuamente. A CAIS é uma dessas raras oportunidades em que um objecto de grande consumo, uma revista, extravasa a lógica do mercado e invade a esfera privada de cada um de nós, no melhor que temos para dar. Sei que os leitores da CAIS, como eu, compram a revista pela nobreza da causa, pelo contacto com o vendedor que para ela trabalha e dela beneficia. É de reconhecer o mérito e o alcance da iniciativa. Isso é justo e fácil de fazer... Difícil é aproveitar da melhor maneira esta oportunidade de comunicar com tanta gente, desconhecida e no entanto unida nesta comunidade silenciosa de leitores da CAIS. Nos meus tempos de jogador, a comunicação era imediata, dezenas de milhares viam e sentiam o que eu fazia no jogo e transmitiam, ao momento, com estrondo, a sua partilha e incentivo. E eu jogava para eles, dava o máximo porque queria dar-lhes o máximo!

Somos assim, seres para quem o reconhecimento social, mais que protecção mútua e sobrevivência é uma necessidade emocional profunda, muitas vezes expressa pela negativa quando em momentos de desespero pessoas verbalizam "não valho nada...". Claro que não é verdade: Cada um de nós vale tudo, mas o mundo encarrega-se de produzir injustiças! A responsabilidade de todos nós é descobri-las, contrariá-las, corrigi-las... Mas como fazè-lo?

Nada podemos sozinhos. Somos profunda e estruturalmente sociais. A resposta é óbvia: devemos fazer o que podemos individualmente, melhorando o que se passa à nossa volta e devemos associar-nos para ganhar escala e dimensão. Assim podemos mudar o mundo em conjunto e melhorar sozinhos o bocadito que pisamos. Simples e eficaz! Sou dos que não pensam que o mundo está perdido, pelo contrário, sinto que cada vez somos mais a tentar mudá-lo e vejo coisas fantásticas e inspiradoras. Deixo-vos dois exemplos que me emocionam e fazem agir: o primeiro é internacional e chama-se Right to Play, o que, em inglês tem o duplo sentido de Direito a Brincar e Direito a Jogar. Esta ONG promove esse direito das crianças à escala global.

Trata-se de Futebol, claro, mas tem muito mais lá dentro... Brincar é aprender, interagir com o outro, socializar, dar e receber reconhecimento, motivar e ser motivado para os sonhos que comandam as vidas. Por isso, brincar não é uma brincadeira e sim um assunto muito sério na construção da humanidade. Se pensarmos bem, jogar e brincar são uma e a mesma coisa. O desporto ocupa um lugar central na nobre ocupação infantil que é brincar.

E aí, em lugar cimeiro,aparece o Futebol. O Grande Jogo das multidões. Aquele que elimina as diferenças entre os homens nos relvados. Há quem diga que é uma recreação da guerra, mas é muito mais que isso: a guerra destrói e o futebol une, sara e constrói. É por isso que brincar, "jogar à bola", faz tanta falta! O segundo exemplo é em Portugal e chama-se APLAS. A sigla nada diz, mas o nome por trás diz tudo: "Associação Princesa Leonor Aceita e Sorri". Como bem se lê, o resultado está no sorriso mas a chave, a coragem e a sabedoria destas crianças está na aceitação.

Não disse resignação, nem desistência. Disse aceitação, lucidez e esperança desmedida de gente pequena que luta de frente contra o pior dos medos dos adultos: o cancro. O mais importante dos direitos é o direito à felicidade, em qualquer idade, em qualquer parte ou condição. É uma avaliação individual entre o que somos o que queremos ser, entre o que temos e o que queremos ter, nos planos material e imaterial. Como tudo o que é importante é simples: a felicidade comunica-se pelo sorriso. Se alguma coisa de inspirador podemos comunicar uns aos outros, que interesse a todos, talvez seja Brincar e Sorrir

Barquinha: seminário sobre associativismo

In "Jornal Torrejano"

Barquinha: seminário sobre associativismo O município de Vila Nova da Barquinha e os bombeiros locais promovem seminário sobre associativismo no sábado, dia 21 de Novembro (10 horas), acção que se insere nas comemorações do 90.º aniversário daquela associação. O seminário vai decorrer na sede dos Soldados da Paz e o tema é “Associativismo e Voluntariado... Um Exercício de Cidadania”. A entrada é livre.

2.12.15

Refugiados em debate na Biblioteca

Célia Ramos Honorato, in "O Almonda"

“Por que é que não é normal ser diferente? — Refugiados” em debate na Biblioteca D epois da projeção de um filme alusivo à temática em reflexão e criado a partir de dúvidas e questões colocadas pelos próprios alunos em sala de aula. O primeiro painel moderado pela professora Ana Alves que, em colaboração com a professora Cristina Nunes, organizaram esta palestra, que contou com a presença de Constança Urbano de Sousa, Especialista em Direito das Migrações e por Daniel Oliveira, membro da Amnistia Internacional.

Durante este primeiro período de trabalhos, que se prolongou por todo o dia, foram analisadas as diferenças entre refugiado e emigrante, sendo que a principal oposição reside no facto de que os refugiados saem do seu país, não por vontade própria mas porque a Daniel Oliveira falou em seguida do que tem sido feito pela Amnistia Internacional na defesa dos Direitos Humanos.

“Sessenta milhões de pessoas em fuga com estatuto de refugiados e Portugal está preocupado porque vai receber quatro mil? E estes sessenta milhões onde estão? Oitenta e seis por cento estão em países em desenvolvimento como o Líbano, a Turquia ou o Egito. Quando fogem, fogem para onde podem. A Europa não está a ser invadida. Enquanto portugueses, não estamos a fazer nem metade do que nos compete”, defendeu.
Ao longo de todo o dia e para se juntarem a este debate tão atual, estiveram ainda entidades como o Conselho Português para os Refugiados, o Alto Comissariado para as Migrações, Associação “Famílias como a nossa” ou a Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas. Juntaram-se ainda a este debate o Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Torres Novas e os técnicos Margarida Trindade e Jorge Simões, da Divisão de Educação e Cultura da CMTN que viveram o drama dos refugiados na primeira pessoa recentemente em Lesbos, Grécia.

Célia Ramos isso são obrigados para fugir das perseguições, da guerra ou ainda por questões políticas.

Um emigrante, por seu lado, sai do seu país para fixar residência em outro diferente, à procura de melhores condições de vida. Constança Urbano de Sousa recordou o cenário vivido após a II Guerra Mundial em que 60 milhões de europeus fugiram para outras partes do mundo. Hoje são os Sírios que estão a fugir das barbaridades que estão a ser operadas naquele país.

Como não têm vistos para viajar comodamente de avião, fogem por terra e por mar, recorrendo a redes criminosas e por essa razão assistimos a tantas mortes, sobretudo no Mediterrâneo. Não há fronteiras que os detenham. A fronteira do Mar Mediterrâneo é a mais mortífera. Três mil morreram no ano de 2014, isto quando falamos de 4 milhões que já conseguiram fugir e vão para países como o Líbano, a Jordânia ou a Turquia, explicou a especialista que defendeu ainda que é obrigação dos países “proteger estas pessoas”.

“Vão ser recebidos por Portugal 4.500 refugiados. Apenas 15 por cento chegam à Europa. Isto quando, de Portugal, desde 2011, já saíram 411 mil portugueses à procura de melhores condições de vida.

Temos de proteger os refugiados senão estamos a negar os valores e a capitular perante o Estado Islâmico. Não nos podemos esquecer que no passado também outras nações acolheram refugiados portugueses e europeus.
Existem países muito mais pobres que Portugal que estão a acolher refugiados. Esta é uma questão de solidariedade.

Depois de um minuto de silêncio, às 11 horas em ponto, em memória das vítimas dos atentados em Paris a 13 de novembro, foi dada a palavra a Daniel Oliveira que defendeu que os portugueses têm de relativizar a chegada de refugiados ao nosso país.

“É obrigação de todos relativizar o que está a acontecer com esta questão da chegada de refugiados ao nosso país. Este pico de afluência resulta da nossa inação, de não termos tomado as decisões na hora certa. Muitos dos refugiados que vão chegar têm formação superior e poderão acrescentar bastante ao nosso país. O apoio social que lhes vai ser dado é temporário e indexado pelo mínimo. Só não podemos relativizar o sofrimento destas pessoas”, começou por dizer este responsável.

“Por que é que não é normal ser diferente?— Refugiados” foi o tema de mais uma Palestra de sensibilização e esclarecimento organizada pela Escola Profissional de Torres Novas e que teve lugar na Biblioteca Municipal de Torres Novas, na segunda-feira, dia 16.
Coube à professora Ana Alves, docente na Escola Profissional, abrir este espaço e tempo de reflexão, dizendo que neste quarto seminário realizado por esta escola num contexto de “esclarecer o mais possível e formar opiniões fundamentadas”, em debate está o drama dos refugiados com especial destaque para a Síria que se encontra em “guerra civil desde 26 de janeiro de 2011, tendo já morrido 70 mil pessoas e um milhão já saiu do país”.

Jornalista setubalense ganha prémio nacional de voluntariado

In "O Setubalense"

A jornalista setubalense Helena de Sousa Freitas foi distinguida, por unanimidade do júri, com o Prémio “Os Nossos Heróis”, iniciativa nacional da Associação Mutualista Montepio e da revista Visão destinada “a pessoas e empresas que se destaquem na sociedade pela sua veia solidária” e na qual os candidatos são propostos por terceiros. O galardão foi entregue na quinta-feira passada por Mercedes Balsemão, no auditório do Montepio, em Lisboa, no âmbito da “Grande Conferência Visão Solidária e Montepio”.

Com um percurso de voluntariado iniciado aos 15 anos e que passou por diversas organizações e projectos de índole ambiental, Helena Freitas foi distinguida pela sua iniciativa mais recente, o GARRRBAGE – Grupo de Acção pela Recolha, Reabilitação e Reutilização de Bens Aproveitáveis – Gerações Ecologistas, que funciona no Bairro da Bela Vista, em Setúbal. Prestes a celebrar um ano de existência, o GARRRBAGE surgiu por proposta da jornalista no âmbito do 2.º Encontro de Moradores “Nosso Bairro, Nossa Cidade”, promovido pela Câmara Municipal de Setúbal, que acolheu e apoiou a iniciativa desde o início.

O GARRRBAGE tem por objectivo resgatar e recuperar bens de que as pessoas se descartam um pouco por toda a cidade, nomeadamente junto dos contentores do lixo e ecopontos, mas que ainda podem ter uma “segunda vida”. O projecto dispõe actualmente de uma ofi cina num dos pátios da Bela Vista e de uma loja no Mercado 2 de Abril, ambas a funcionar em regime de voluntariado.

Para escolher o “Herói do Ano”, o júri avaliou “a qualidade das obras ou realizações do candidato, o impacto da sua acção na sociedade portuguesa, a superação dos limites anteriormente alcançados por acções semelhantes e o potencial que o projecto do candidato tem de ser replicado”.

Helena Freitas descobriu o interesse pelo voluntariado quando frequentava a Escola Secundária do Viso (actual ES 2,3 Lima de Freitas), com a criação do Clube do Ambiente, Saúde e Biologia naquele estabelecimento de ensino. Posteriormente, integrou o núcleo local da Quercus, a Caprosado – Comissão Ambiental Proteger o Sado, o clube juvenil CultuNatura e participou no programa Jovens Voluntários para a Solidariedade (JVS), do Instituto Português da Juventude. Foi ainda co-fundadora do GISA – Grupo de Acção e Sensibilização Ambiental. Já distinguida nas áreas académica, jornalística, literária e cinematográfi ca, Helena de Sousa Freitas recebeu agora, pela primeira vez, um prémio pela sua acção cívica.

Voluntários distribuem jantares de Consoada em Leiria

In "Diário de Leiria"

'Dar com o coração'. O tema da iniciativa sintetiza com rigor aquilo que Soraia Ribeiro pretendeu ao doar, no ano passado, refeições aos mais carenciados de Leiria na noite de Natal. Com o apoio da Cruz Vermelha, que disponibilizou uma carrinha, de vários estabelecimentos, como o Rei dos Frangos, que garantiram alimentos, e de alguns voluntários, a recém-empresária pôs 'mãos à obra' e garantiu uma refeição quente a várias pessoas, uma acção que este Natal torna a repetir.

No ano passado, a expectativa era a de que ninguém comparecesse ao 'convite'. "Uns dias antes do Natal andei a bater às portas de pessoas que vivem com dificuldades, sobretudo de idosos que vivem isolados, e disse-lhes que pelo menos um saco de comida e um abraço nós tínhamos para dar. Mas na verdade não esperávamos ninguém, tínhamos receio de que as pessoas não viessem buscar comida por vergonha", explicou.

O plano inicial era começar a acção pelas 17h00, mas os 'benfeitores' chegaram meia hora antes e já tinham gente à espera. "Às 19h00 já não tínhamos nada", conta, referindo que compareceram 100 pessoas.

As três equipas, uma que se deslocou a casa das pessoas, outra que passou por pontos da cidade referenciados como locais onde havia sem-abrigo, e outra que permaneceu junto à Sé, conseguiram reunir 100 pequenos cabazes, cada um composto por sopa quente, bacalhau, bolo rei e uma sandes de leitão, e distribuiu também aos mais necessitados outros produtos, alimentares e não só.

Para isso, a ajuda da restauração local foi crucial. Este Natal, a equipa espera atrair ainda mais pessoas "porque o nome 'Dar com o coração' já lhes é familiar" e porque são cada vez mais os que querem ajudar, acrescentou. Esta foi a forma que Soraia Ribeiro teve de "encher o coração" numa época em que o espírito solidário também aumenta e aquilo que reteve "foi do mais gratificante que há".

"Não temos noção daquilo que nos rodeia e percebemos isso quando as pessoas nos agradeceram por um prato de sopa ou uma garrafa de água, que para nós são bens quase adquiridos. E não estavam à espera de um cabaz tão bom", disse, sublinhando que "houve quem não esperasse pela noite para comer aquilo que tinha recebido".

Quem quiser contribuir com bens ou dar uma mão amiga neste dia poderá obter mais informações através do telefone 914449762. A acção vai acontecer a 24 de Dezembro, entre as 16h30 e as 19h00. | Voluntários distribuem jantares de Consoada em Leiria Solidariedade Grupo de leirienses volta a distribuir refeições quentes no dia 24 e procura voluntários ou espaços de restauração que queiram ajudar DR Acção solidária foi possível pelo apoio de espaços de restauração e de vários voluntários

Braga ilumina-se e mostra-se contra a pena de morte

In "Correio do Minho"

O edifício dos Paços do Concelho, em Braga encheu-se de luz para assinalar o Dia Internacional ‘Cidades Pela Vida – Cidades Contra a Pena de Morte’. Este acto simbólico, que decorreu ontem, foi uma forma de manifestação contra a pena capital com o intuito de despertar consciências e envolver instituições na procura de um sistema judicial que não incite à morte e respeite a vida.

O momento foi acompanhado pela actuação dos alunos da Companhia da Música da Fundação Bomfim e pela récita poética do professor José Miguel Braga.
O Município aderiu à rede ‘Cidades pela Vida’, dinamizada pela Amnistia Internacional Portugal e pela Comunidade de Sant’Egídio, dando o seu contributo para a valorização do papel dos municípios no processo abolicionista, promovendo iniciativas educativas e culturais que mantenham viva a atenção sobre a banalização da violência.

O Dia Internacional ‘Cidades Pela Vida – Cidades Contra a Pena de Morte’ comemora-se no aniversário da primeira abolição da pena de morte no mundo, que ocorreu no Grão-Ducado da Toscana (Itália), a 30 de Novembro de 1786. Neste dia, cidades de todo o mundo iluminam um monumento ou um local simbólico, de forma a sensibilizar os cidadãos para a abolição da pena de morte.

Desde 2002, data da primeira comemoração, mais de 2.000 cidades de vários pontos do mundo já se declararam ‘Cidades pela Vida’. Em Braga as luzes acenderamse nos Paços do Concelho, na Praça Municipal.

Braga ilumina-se e mostra-se contra a pena de morte NO DIA INTERNACIONAL ‘Cidades pela Vida - Cidades Contra a Pena de Morte’, Braga iluminou o edifício dos paços do concelho para chamar a atenção dos bracarenses para esta questão.

Edifício dos paços do concelho de Braga iluminou-se ontem para mostrar que Braga é uma das ‘Cidades Pela Vida e Contra a Pena de Morte’ O Município aderiu à rede ‘Cidades pela Vida’, dinamizada pela Amnistia Internacional Portugal e pela Comunidade de Sant’Egídio, dando o seu contributo para a valorização do papel dos municípios no processo abolicionista, promovendo iniciativas educativas e culturais que mantenham viva a atenção sobre a banalização da violência.

Ajudar a reconstruir vidas

Fátima Rodrigues Pereira, in "Mariana"

Na época do Natal, crescem campanhas como a Missão Sorriso e o Movimento Mais Para Todos, que conta com o alto patrocínio de Maria Cavaco Silva _ COMPORTAMENTO O outro lado do Natal Segundo o mais recente estudo do Observador Cetelem, mais de metade dos consumidores (55%) utilizam o subsídio de Natal para comprar presentes. Uma percentagem acima da que era registada em 2014 (46%), mas ainda assim, longe dos 82% verificados em 2011.0 mesmo estudo revela ainda que apenas cerca de 8% dos portugueses, afirmam não terem intenção de comprar prendas de Natal.

As estatísticas revelam que os que menos têm, são os que mais ajudam. Nesta época natalícia, são muitas as iniciativas para ajudar quem precisa, embora algumas associações façam disso o seu estandarte durante todo o ano. 'farto Fátima Rodrigues Pereira ONatal enfatiza a vontade de fazer bem sem olhar a quem, embora exis-tam associações que se dedicam a fazê-lo durante o ano todo. Uma delas é a Comunidade Vida e Paz, que, apesar das dificuldades, conta sempre com mais ajudas na época natalícia: "Nesta altura as pessoas estão sempre mais solidárias à causa, peias festividades e também por causa do frio. O tempo está mais desagradável, é uma época de solidariedade e gratidão e tudo isso faz com que fiquem mais atentas às pessoas em condição sem-abrigo. Nesta al- tura as nossas necessidades, também aumentam, porque organizamos uma Festa de Natal que são três dias e onde temos uma pequena cidade na Cantina da Cidade Universitária. Nesta festa disponibilizamos às pessoas em condição sem-abrigo vários serviços, desde cartão do ci- dadão, atendimento médico, dentista, barbeiro. duches, refeições, etc.

Esta festa é possível graças ao apoio de benfeitores particulares e empresariais, alguns já nos acompanham quase desde a primeira festa; conta à nossa revista Margarida Azeredo Alves, da Comunidade Vida e Paz. A mesma responsável exalta o povo português, que diz ser solidário, e não apenas nesta época: "Temos benfeitores que nos apoiam todo o ano. e quando lançamos campanhas de angariação de bens a resposta é sempre muito positiva.
Algumas das campanhas da Comunidade Vida e Paz 5 DE DEZEMBRO é Dia Internacional do Voluntariado Movimento Zero Desperdício Este movimento, em colaboração com a ASAE, conseguiu encontrar soluções que permitem a várias empresas doar os seus excedentes alimentares que são, à posteriori, distribuídos pelos mais carenciados. Desde 2012 e até ao presente, o Zero Desperdício já conseguiu mais de 2.200.000 refeições recuperadas para 60 entidades recetoras. cerca de 1600 famílias, mais de 8 mil pessoas apoiadas numa ação que envolve mais de 250 voluntários. dia leite, nós distribuímos cerca de 150 litros por dia e nessa altura tínhamos leite apenas para mais uma semana. Podemos dizer houve uma adesão muito grande e conseguimos angariar leite para o resto do ano. O mesmo aconteceu agora com a campanha das mantas, quando chega a esta altura os pedidos de mantas e sacos-cama aumentam e nós tivemos que lançar uma campanha para poder colmatar esta necessidade': refere. Mas desengane-se se pensa que a Comunidade Vida e Paz se limita a alimentar e vestir os sem-abrigo. A sua ação vai mais lon- ge e é Margarida quem conta: "Estamos a estudar várias hipóteses de sustentabilidade da instituição, lançámos recentemente um projeto - Peças que ajudam, serviços que cuidam que visa rentabilizar as oficinas-escola através da venda das peças que os utentes fazem durante o processo de tratamento nos nossos centros': E conclui: "Este ano, como todos os anos, queremos continuar com o nosso trabalho de reconstrução de projetos de vida, pois é por isso que todas as noites as nossas equipas saem à rua, para motivar as pessoas em condição sem-abrigo a mudar de vida': Pobres são mais solidários Quando questionados sobre a importância de ajudar o próximo. 86,5% das pessoas com o primeiro ciclo respondem afirmativamente. A percentagem baixa para 83,4% nos que têm o segundo ciclo e para 73.5% nos que completaram o terceiro ciclo. A percentagem sobe 76,2%, quando os inquiridos têm o secundário e baixa para 59,2% quando as respostas são de bacharéis. Quanto aos licenciados e doutorados, o resultado ficase pelos 53,1 por cento.

A Convenção da ONU para a Deficiência e os alunos com necessidades educativas na escola inclusiva

Manuel Ribeiro de Miranda, in "Diário de Coimbra"

A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi aprovada no Parlamento por todos os partidos e sem reservas, em 2009. O Estado está obrigado a dar-lhe cumprimento.

Pela Convenção, o Estado português reconhece “o direito das pessoas com deficiência à educação”, “sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades”, num “sistema de educação inclusiva a todos os níveis e uma aprendizagem ao longo da vida”, respeitando “a diversidade humana”. Exige que “as pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema geral de ensino gratuito e obrigatório”, e com as “adaptações razoáveis em função das necessidades individuais”, com garantias de “medidas de apoio individualizadas eficazes, com o objectivo de plena inclusão”.
Assim determina o Artigo 24º da Convenção.

E o que se lê nas notícias: A Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) considerou que se registou “um verdadeiro retrocesso nos direitos das pessoas com deficiência nos últimos quatro anos, nomeadamente ao nível da educação, saúde, emprego e acessibilidades”.
No que respeita à discriminação, uma mãe queixou-se de “colégio rejeitar” seu filho com atraso cognitivo depois de lhe ter sido prometida vaga. Uma outra mãe lamentava-se de não encontrar escola para seu filho, umas por não terem “espaço físico adaptado”, e outras de “não terem vagas”.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou que a escola pública está a ficar “perigosamente discriminatória para os alunos com necessidades educativas especiais”. Num levantamento em 204 escolas (cerca de 25% da totalidade do universo escolar) revelou insuficiência de apoios e “indícios de segregação”. Em conferência de imprensa, indicou que em dezenas de escolas onde o número de crianças com NEE aumentou, o de professores disponíveis para lhes dar apoio se manteve ou diminuiu. Apontou como exemplo a escola das Olaias, em Lisboa, em que o número de alunos com NEE subiu de 98 para 108 e o de professores baixou de oito para sete.

Na mesma linha, várias “organizações que representam as pessoas com deficiência acusaram o ministério da Educação de fazer “gestão merceeira” das necessidades educativas especiais.

E o vice-presidente da Fenacerci “explicou que o que está em causa é o modo de definição das necessidades de cada agrupamento escolar e a atribuição dos meios respectivos pelo Ministério da Educação”.

Há “alunos que só vão ter meia hora por semana de apoio”, porque “faltam recursos para educação de crianças com deficiência”.

Num agrupamento de escolas de Mangualde, um “técnico pode cuidar de 97 alunos”. Um caso muito especial de impossibilidade de ter resultados.
“Entre 2011 e 2015, as verbas atribuídas nos orçamentos do ministério para a educação especial tiveram uma redução de quase 60 milhões de euros”.
E a Segurança Social “poupou” 18,6 milhões de euros nos apoios às crianças com necessidades educativas especiais. Perante tantos cortes, as organizações que dão apoio especializado a milhares de crianças com necessidades educativas especiais, ameaçaram suspender os trabalhos por falta de financiamento. Recusam “pactuar com escola inclusiva de faz-conta”.

A Plataforma, Associações de Pais pela Inclusão, apresentou uma petição na Assembleia da República que defendia a revogação da Portaria n.º 275-A/2012 por considerar que “constituía um retrocesso nos desígnios de uma sociedade inclusiva, condicionando a aprendizagem e a profissionalização de muitos dos jovens com necessidades educativas especiais”.

E na confirmação dos desvios veio o Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos (ODDH), num estudo a pedido do Parlamento Europeu, com as recomendações de que Portugal tem de: - Aumentar o número de escolas de referência para a educação de alunos cegos e com baixa visão, e escolas de ensino bilingue de alunos surdos e intervenção precoce; - Reforçar os suportes materiais e humanos para a escola inclusiva e a formação dos professores e outro pessoal escolar; , Reforçar a dotação orçamental para os apoios à educação e intervenção precoce de crianças com deficiência; , Desenvolver apoios para as pessoas com deficiência frequentar o ensino superior e remover barreiras arquitectónicas; , Sensibilizar e informar os pais, alunos e demais profissionais das escolas para a temática da deficiência; , Incluir com carácter obrigatório a temática da deficiência na formação de todos os professores; , Promover a admissão de pessoas com deficiência como profissionais na escola de modo a facilitar a socialização para a deficiência.

Como complemento desta crónica, deixo aqui referência a um livro centrado na temática da sociedade e da escola Inclusiva e na linha da Convenção da ONU. O título: “Autonomia para a Inclusão , A importância da educação”, editora “Lápis de Memórias”, Coimbra.

Movimento ReFood vai chegar a Coimbra

In "As Beiras"

Projeto foi fundado há quatro anos, nos EUA, e já tem forte implantação em Portugal

A ReFood-movimento de voluntariado contra o desperdício alimentar, chegou a Coimbra e vai apresentar-se, publicamente, no próximo dia 9 de dezembro. A implementação do projeto em Coimbra acontece num momento de grande expansão do movimento internacional de voluntariado solidário, apesar da sua curta história de apenas quatro anos de existência – o ReFood foi fundado em 2011 pelo norte-americano Hunter Halder. Trata-se de um projeto e um movimento que pretende contrariar o desperdício e a carência alimentares, “fazendo a ponte humana entre prestadores de refeições e alimentos e as famílias carenciadas”, explica David Luís Castro, pioneiro da Refood Coimbra. De acordo com este promotor, o ReFood tem já uma “ramificação importante em todo o país”, com núcleos implantados e em pleno funcionamento em cidades de norte a sul. “O objetivo da nossa equipa de pioneiros é implementar um núcleo ReFood na nossa cidade e dar mais um passo na luta contra a fome e o desperdício alimentar”, adianta David Luís Castro. “De olhos postos no sucesso de outras edições noutras cidades – a última em Aveiro contou com 400 participantes – queremos apresentar este projeto a toda a comunidade e convidá-la a participar dando o seu tempo e energia para que mais pessoas possam ter a ajuda alimentar de que necessitam”, remata

Coimbra é a próxima cidade portuguesa a dispor de um núcleo ReFood

CrossFit Coimbra ajuda a Associação Integrar na recolha de produtos

In "As Beiras"

CrossFit Coimbra ajuda a Associação Integrar na recolha de produtos

Até sexta-feira, todos os interessados em ajudar a Associação Integrar podem fazer entrega dos donativos no CrossFit Coimbra, no número 11, da rua Casal de Vargas (junto da antiga fábrica de café), na Estrada da Beira. Os interessados em apoiar a instituição de Coimbra podem entregar, produtos alimentares não perecíveis, roupas quentes para o inverno, mantas e cobertores. Tudo o que possa ajudar a associação a apoiar os seus público-alvo como sem-abrigo; CAIS; integração sócio-profissional de pessoas desfavorecidas, através de ações de formação e de apoio social; a cozinha solidária, entre muitos outros.

Prendas solidárias em arca de Natal

In "Correio da Manhã"

Prendas solidárias em arca de Natal Não é a arca de Noé, mas foi uma arca de Natal, simbólica, que reuniu ontem mais de 3o instituições sociais no átrio da estação de S. Bento, no Porto, com o objetivo de angariar fundos para ajudar nas despesas das associações. Os produtos à venda foram feitos pelos utentes das instituições portuenses e não faltou variedade. "Estou a vender pão de ló, compota e bis coitos. É angariar para quem não pode comprar fraldas ou refeições", contou Maria Neves, utente do Centro Social das Antas do Porto. A arca de Natal está na 129 edição e termina hoje. Para além das bancas solidárias, a festa contou com música ao vivo e animação, numa iniciativa organizada pela Câmara do Porto

Eurodeputados portugueses querem Europa a assumir responsabilidades em Calais

in SicNotícias

Os eurodeputados Marisa Matias (BE) e Miguel Viegas (PCP) criticaram esta terça-feira as instituições europeias por não assumirem responsabilidades em relação a refugiados, como os que estão na denominada selva de Calais (França).
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Integrados numa delegação do Parlamento Europeu (PE) da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), os dois eurodeputados portugueses mantiveram durante todo o dia contactos com associações de apoio e habitantes do acampamento francês, situado junto à fronteira com o Reino Unido.

Depois de percorrer chão enlameado e ver tendas que servem de casas temporárias, Marisa Matias garantiu não ser aquela "seguramente a Europa que nós queremos" e que o "velho continente" deve "assumir responsabilidades pelas consequências associadas a conflitos".

Para a eurodeputada, "não pode ser possível achar que é possível conviver com estas condições de vida" sem "nenhum dos valores europeus associado".

Relatando a experiência de receber pessoas nomeadamente na fronteira da Síria em "situação muito dramática", a bloquista assumiu que para Calais tinha "expectativa e algum nervosismo" por ir encontrar pessoas que fizeram um caminho de "mais dois/três anos" até França.

"De certa maneira surpreendeu-me a calma, a organização, a forma como as pessoas se tentam organizar em comunidade, em circunstâncias abaixo de qualquer condição de dignidade humana. Mas obviamente não me descansa, não me resigna e é preciso vir aqui, vir aos sítios, não é só falar sobre as pessoas, é falar com as pessoas", resumiu.

Marisa Matias quer o fim da "lógica securitária e da criminalização das pessoas que procuram uma vida melhor", argumentando que os "países europeus têm obrigação de pôr a vida humana à frente dos negócios das armas e do petróleo".

"Aqui é mais um monumento à hipocrisia. Temos uma união europeia que manda bombas para a Líbia, para a Síria, para o Iraque, e para o Afeganistão e depois quando se trata de arcar com as consequências, assobia para o lado", afirmou, por seu lado, Miguel Viegas.

O eurodeputado do PCP notou que União Europeia "tem todas as condições para resolver desde que haja vontade política e assumir as suas responsabilidades", dizendo que as condições em que se encontram os refugiados em Calais deviam "levantar a maior indignação".

"É preciso resolver a questão da aspiração de qualquer pessoas de chegar a um destino e poder efetivamente optar por uma vida diferente da que tinha no país de origem", defendeu o português, que ouviu no acampamento exemplos de situações de famílias separadas.

Para o eurodeputado comunista, as "instituições europeias têm de olharem para este problema de frente, têm que se deixar de hipocrisias e devem dar condições para as pessoas viverem".

Pela sua parte, o eurodeputado garantiu que ir ao terreno deu "conhecimento concreto e mais força, alento e convicção para através de todos os instrumentos do PE confrontar a Comissão Europeia" e evitar que seja um assunto que seja esquecido.

Lusa

Riqueza e miséria lado-a-lado é uma “vergonha”, diz o Papa

in RR

Francisco recordou a sua viagem a África e sublinhou que a República Centro-Africana era mesmo o principal alvo da sua visita ao continente, explicando porque razão abriu lá uma porta santa.

O Papa considera “uma vergonha” que riqueza e miséria continuem a conviver em tantos locais, sem que se acabe de vez com a pobreza no mundo.

Francisco falava na audiência-geral desta quarta-feira, no Vaticano, onde recordou a recente viagem que fez a África, e deu como exemplo precisamente o que encontrou em Nairobi, uma das paragens da visita.

“Em Nairobi, a maior cidade da Africa Oriental, convivem riqueza e miséria, mas isto é um escândalo. Em todo o lado, não só em África, mas aqui também, a convivência entre riqueza e miséria é um escândalo, é uma vergonha para a humanidade”, afirmou.

O Papa referiu-se a cada uma das etapas da viagem, que o levou ainda ao Uganda e à República Centro-Africana, salientando mesmo que este foi o primeiro país que quis visitar e foi por isso que ali quis abrir a primeira Porta Santa do Jubileu da Misericórdia.

“Esta visita era na realidade a primeira que tencionava fazer, porque este país está a tentar sair de um período muito difícil, de conflitos violentos e de tanto sofrimento para a população. Por isso quis abrir lá, em Bangui, com uma semana de antecipação, a primeira porta santa do Jubileu da Misericórdia, num país que sofre tanto. E isto como sinal de fé e esperança para aquele povo e para todos os povos africanos”

Em entrevista à revista oficial do Jubileu, divulgada esta quarta-feira pelo Vaticano, Francisco diz esperar que o novo Ano Santo provoque uma “revolução da ternura” aos mais diversos níveis.

O Papa promete ter um “gesto” simbólico durante cada mês do Jubileu, que abrirá oficialmente na próxima semana, dia 8 de Dezembro.

Missão europeia já salvou mais de 5.700 vidas no Mediterrâneo

in RR

Último balanço do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados revela que 806.000 pessoas chegaram à Europa através do mar.

A Força Naval da União Europeia salvou mais de 5.700 vidas de migrantes no mar Mediterrâneo no âmbito da operação Sophia, que se iniciou em Junho e actualmente se encontra na segunda de quatro fases.

Em conferência de imprensa de balanço, em Bruxelas, o comandante da operação, Enrico Credendino, precisou que além de esta intervenção ser uma "demonstração efectiva da política europeia", contribuiu para 43 suspeitos de tráfico humano serem detidos, a destruição de 46 barcos e o salvamento de 5.723 migrantes.

O militar garantiu que até agora "não se teve que usar a força" nas operações, que envolvem seis países terceiros (Argélia, Tunísia, Egipto, Turquia, Estados Unidos e Líbia), agências europeias, a NATO, organizações não governamentais e instituições como a Liga Árabe e União Africana.

A EUNAVFOR MED integra a abordagem comunitária para responder à crise de migrantes, nomeadamente no combate às causas para a partida de pessoas dos seus países, como conflitos, pobreza, alterações climáticas e perseguições.

A Polícia Militar portuguesa também tem apoiado à Guarda-costeira grega, integrada na missão da agência FRONTEX, até ao dia 30 de Setembro de 2016. Até ao momento a equipa já resgatou, em segurança e transportou para terra, cerca de 1.300 refugiados e emigrantes, entre os quais 261 crianças e 282 mulheres.

Segundo a ONU, mais de 800 mil migrantes e refugiados chegaram em 2015 à Europa através do Mediterrâneo. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) revela que 806.000 pessoas atravessaram em 2015 o Mediterrâneo para chegar ao território europeu, dos quais a grande maioria, 660.700, passou pela Grécia e pelas ilhas gregas do mar Egeu.

Um total de 3.460 migrantes morreu ou desapareceu durante a travessia, indicaram os mesmos dados.

Cerca de 62% dos migrantes e refugiados que chegam à Grécia são oriundos da Síria, 23% do Afeganistão e 7% do Iraque, segundo a ONU.

Trabalhadores mais velhos são discriminados

Sónia Peres Pinto, in iOnline
Estudo diz que na hora de escolher gestores preferem profissionais mais novos.

Na hora da contratação ou da selecção de colaboradores para integrarem programas de formação, grande parte dos gestores discrimina os candidatos mais velhos e escolhe pessoas mais novas, apesar de reconhecerem qualidades positivas significativas nos trabalhadores com mais idade. Esta é a principal conclusão do estudo da Universidade de Aveiro (UA) liderado por Andreia Vitória, que colocou 224 gestores de todo o país a decidir o futuro profissional de dois trabalhadores de idades diferentes mas com as mesmas qualificações.

“Mesmo quando os trabalhadores mais velhos são descritos de forma mais vantajosa relativamente aos mais jovens, muitos gestores continuam a preferir os mais novos”, revela. Durante a investigação, Andreia Vitória entrevistou 224 gestores de todo o país e colocou-os em três cenários de forma a poder avaliar as respectivas decisões envolvendo trabalhadores mais velhos. No primeiro cenário pediu aos gestores que escolhessem entre dois candidatos de idades distintas sem diferenças nas qualificações académicas e profissionais. “A maioria escolheu o mais jovem. Apesar da diferença não ser muito significativa, verifica-se que não dando informações adicionais que distingam um candidato do outro, a maioria dos gestores tende a discriminar o mais velho”, aponta a investigadora.

No teste seguinte a investigadora colocou o gestor perante a decisão de escolher um trabalhador para um programa de formação, referindo que o mais velho está mais motivado para participar. “Apesar da maioria escolher o mais velho, uma percentagem ainda substancial (cerca de um terço) dos gestores escolhe o mais jovem, mesmo este sendo descrito como menos motivado para participar na acção de formação”, aponta Andreia Vitória.

Água. Governo vai rever regras

in iOnline

Governante sublinhou “a existência de problemas nos sistemas".

Porto O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, garantiu ontem que o governo vai rever as agregações das empresas de abastecimento de água em alta, nomeadamente “nos casos em que as autarquias foram contra”.

O governante reconheceu “a existência de problemas nos sistemas”, mas defendeu que as resoluções “não se fazem numa tarde, fazem-se de forma pensada”.

Paris entre o clima e a pobreza

Victor Ângelo, in Visão

Evitar o aquecimento global e eliminar a pobreza são as duas traves mestras do futuro


Apesar das declarações otimistas, ouvidas durante a cerimónia de abertura da conferência de Paris sobre as alterações climáticas (COP21), o resultado final deverá ficar aquém das expectativas. Terá, no entanto, valido a pena, mesmo considerando os custos ambientais que uma reunião desta magnitude irá ocasionar. Ao fim de 15 dias de discussão, a atmosfera terá recebido cerca de 21 000 toneladas de dióxido de carbono suplementares, sem contar com o impacto resultante das viagens de mais de 40 000 participantes. Mas atenção, está-se a procurar solucionar um dos dois desafios que mais pesam sobre o futuro da humanidade. E aqui, permitam-me um aparte. O outro grande desafio não é, na minha opinião e aí discordo do Presidente francês, o do terrorismo. A pobreza é a outra face da moeda. Trata-se, isso sim, de resolver as carências extremas relacionadas com a fome, a água potável, a habitação, a educação e os cuidados primários de saúde. Esquecer essas evidências é excluir da agenda global à volta de 2 mil milhões de pessoas. Evitar o aquecimento global e eliminar a pobreza são as duas traves mestras do futuro.

Vários governos estão na COP 21 depois de terem preparado um plano em cima do joelho, um faz-de-conta para conferencista ver, em vez de um quadro de ações concreto e verificável, o que seria um compromisso nacional de redução das emissões de carbono e de promoção de energias alternativas. Outros estão na reunião à espera de contribuições dos países mais ricos, no seguimento da proposta de criação de um fundo global que compense os países menos desenvolvidos, que são simultaneamente os que menos gases com efeito de estufa produzem. Outros ainda ir-se-ão opor a tudo o que possa soar a obrigação de agir.

O mais provável é que se fique, de novo, pelo menor denominador comum, no que respeita à parte governamental da COP 21. Mas temos que acreditar, pelo menos de vez em quando, no bom senso, no sentido histórico e na coragem dos políticos. Será agora?

Existe hoje uma consciência muito mais apurada da urgência da resposta ao aquecimento global. O processo que começou em 1992, com a conferência do Rio de Janeiro sobre o meio ambiente, ganhou uma vastíssima gama de apoiantes. Muita gente, um pouco por toda a parte, sobretudo nos países que mais pesam em termos de emissões de dióxido de carbono, sabe que é preciso tomar medidas que evitem um aquecimento superior a dois graus centígrados. A opinião pública pode, assim, exercer uma pressão significativa sobre as opções políticas.

Essa pressão já se nota. Não obstante as contradições internas com que se debatem, os EUA, a China e a UE vieram a Paris com a intenção clara de fazer avançar a agenda climática. As palavras ditas pelos líderes foram das mais apropriadas. É verdade que no caso americano a opinião mais retrógrada, ligada ao Partido Republicano, continua a negar a evidência sobre as causas das alterações climáticas. Mas também se deve reconhecer que a administração do Presidente Obama, bem como muitos líderes ao nível das cidades e de alguns estados têm transformado a maneira de produzir energia ao nível local. Por seu turno, diversas fundações filantrópicas estão prontas para canalizar muitos milhares de milhões para a investigação científica e tecnológica de ponta, colocando o acento na eficiência e na redução dos custos, para que as novas técnicas possam ser rentáveis. Também há vários exemplos de grandes corporações a ir no mesmo sentido. No caso europeu, há uma promessa formal de contribuir para o fundo global e de aumentar significativamente a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis.

A Índia veio para as negociações com uma posição muito crítica em relação ao mundo desenvolvido. Todavia, é justo fazer uma referência positiva à iniciativa que acaba de lançar, em parceria com a França. O objetivo é o de mobilizar meios que permitam uma expansão excecional – e em conta, a preços acessíveis – da utilização da energia solar nas zonas tropicais, entre os Trópicos de Câncer e de Capricórnio. A maioria das populações mais pobres encontra-se nessa faixa do globo. Se o projeto tiver sucesso contribuirá, nos próximos quinze anos, para uma melhoria considerável das condições de vida dessas pessoas. Terá também um efeito multiplicador sobre o crescimento económico. Deverá, no entanto, ser acompanhado, no meu entender, por uma revolução verde, ou seja, por uma modernização radical, sustentada e amiga da natureza, da agricultura desses países. Estaremos, então, mais próximos da resolução dos dois desafios que acima mencionei.

Fazer horas extra valoriza economia mas família e férias ficam em segundo plano

Sónia Peres Pinto, in iOnline



Trabalhar mais horas extra traduz-se muitos vezes no menor gozo de férias e pôr a vida pessoal em segundo plano.

Também a inovação e as novas soluções de negócio acabam por ser penalizadas. Empresários garantem
que “vale a pena”.

Os empresários das pequenas e médias empresas (PME) de todo o mundo contribuíram com mais de 8,3 triliões de dólares para a economia global, através de trabalho feito fora das horas normais em nome dos seus negócios. A conclusão é de um estudo da Sage, empresa que apresenta soluções integradas de gestão, contabilidade, salários e pagamentos. Portugal não foge a esta tendência e os empresários portugueses admitem que “pagam o preço desta contribuição sacrificando a vida pessoal e familiar ao sucesso do seu negócio”.

A verdade é que esta contribuição tem um preço. Globalmente, quase metade (46%) dos empresários trabalha mais de 40 horas por semana. E isso é visível pelo tecido empresarial alemão, em que 57% revelam que trabalha mais de 40 horas semanais. Já os empresários australianos garantem que estão a conseguir um maior equilíbrio entre o trabalho e a vida privada. Ali são 31% a dizer que trabalham mais de 40 horas por semana. Em Portugal, os empresários ficam ligeiramente abaixo da média global, com 42% a trabalharem além das 40 horas semanais.

Sacrifícios A Sage chama ainda a atenção para os verdadeiros sacrifícios feitos pelos empreendedores a nível global. Mais de um terço (36%) dos entrevistados disse ter sacrificado tempo com a família em nome dos negócios. No entanto, Portugal fica abaixo da média global, com 32% a reconhecerem que comprometem o tempo com a família. Este número é particularmente elevado na África do Sul, onde 44% dos donos de empresas têm escolhido o trabalho em detrimento da família.

O que é certo é que 44% dos empresários a nível global dizem que a dedicação à empresa afectou o seu relacionamento. “Talvez como resultado de semanas longas de trabalho, mais de metade (52%) dos empresários alemães dizem ter cancelado um encontro amoroso por causa do trabalho. Isto é particularmente elevado em comparação com a média global de 27%”, refere o estudo, acrescentando ainda que “em Portugal, um quarto dos empresários admite que já cancelou um encontro por razões profissionais”.

Sobrecarga horária Mas a par da vida pessoal há outras coisas que ficam para trás. Uma são as férias, já que, em média, 33% dos inquiridos nos 11 países gozaram menos de cinco dias de férias em relação ao ano anterior. No caso português, esse valor fica-se pelos 26%. Os mais sacrificados são os sul-africanos, com 53%.

Outro aspecto em que a sobrecarga horária dos donos de pequenos e médios negócios é penalizadora é a inovação. Cerca de um terço (32%) diz negligenciar novas ideias de negócio. Os empresários portugueses são dos que mais se queixam, com 36% a dizerem não dispor de tempo para desenvolver novas ideias e oportunidades de negócio. Pior que os portugueses só os espanhóis, com 38%.

O desenvolvimento de novas ideias é apontado como a primeira área negligenciada, com o contacto com clientes, a formação dos colaboradores e o pagamento das facturas no topo das prioridades. Num pequeno número de países, entre os quais se incluem a Grã-Bretanha e a Alemanha, os empresários disseram preferir gastar tempo em inovação a gastá-lo nas tarefas administrativas da empresa.

Mas a inovação não é a única a sofrer em resultado da escassez de tempo. Mais de um terço dos inquiridos (38%) diz que ela se traduziu na perda de clientes e fornecedores. No caso dos empresários portugueses, esse valor sobe aos 43%, nível só ultrapassado entre os brasileiros (52%) e os sul-africanos (49%).

Mas os empresários das PME estão abertos a soluções que os ajudem a dedicar mais tempo à inovação.

Compreender ou encontrar uma forma mais eficiente de aplicar as horas de trabalho é uma delas, para 28% na médiados empresários questionados e para 31% dos empresários portugueses. Mas a melhoria das competências dos seus colaboradores e dos procedimentos administrativos e tecnológicos ajudaria muito, para 51% de todos os empresários desta amostra (63% dos empresários portugueses).

Apesar das consequências que provoca o excesso de horas extra, mais da metade dos empresários (66%) dizem que as horas extra valem a pena. Mais de um terço (41%) são motivados pelo gosto no que fazem, enquanto 38% dizem estar motivados pelos objectivos. Os empresários sul-africanos são particularmente motivados: 51% dizem que são motivados pela paixão pelo seu negócio e 59% pelo gosto por atingir objectivos. Em Portugal, mais de metade (51%) dos portugueses dizem-se movidos pelo amor ao que fazem. Segue-se a motivação para fazer dinheiro (49%) e para impulsionar o crescimento e o sucesso do negócio (47%).
Trabalho Horas extra

Nobel da Economia diz que desigualdade e austeridade são escolhas políticas

in Jornal de Notícias

O prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz afirmou, esta terça-feira, em Lisboa, que a desigualdade e a austeridade são uma escolha política e que diferentes medidas podem ser tomadas para estimular o crescimento económico e reduzir a desigualdade.

"A desigualdade é uma escolha. Não uma escolha que os pobres fazem, mas uma escolha política. É um resultado das medidas que são tomadas", disse Joseph Stiglitz na conferência 'Desigualdade num Mundo Globalizado', que decorreu ao final da tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Mesmo num "contexto de austeridade" na zona euro, o Nobel da Economia considerou que a austeridade também é "uma escolha" e que "há várias medidas que podem ser tomadas", mesmo dentro desse contexto para estimular o crescimento económico.

Durante a conferência, o economista, que venceu o Nobel da Economia em 2001, destacou a redução dos salários médios entre as pessoas mais pobres dos Estados Unidos, nos últimos 60 anos, e o aumento dos recursos de 1% dos mais ricos do país, que "mais do que duplicou" nos últimos 30 anos.

Perante a crise económica mundial, o professor universitário disse ainda que as recessões económicas levaram a "brutais aumentos" na desigualdade: "Há mais desemprego, os salários são cortados e, principalmente onde a austeridade foi aplicada, há um corte nos serviços básicos, que são importantes para as pessoas com menos recursos", afirmou.

Joseph Stiglitz afirmou ainda que "91% da recuperação económica foi para os 1% com mais recursos" e criticou as celebrações de países europeus, como Espanha, da redução das taxas de desemprego para valores ainda "inaceitáveis".

"Estão a celebrar o fim da recessão com uma taxa de desemprego de 23% e de desemprego jovem perto de 50%. Para mim, isso é uma depressão e não um motivo de celebração", apontou, lembrando ainda que muitos jovens emigraram, deixando de entrar nas estatísticas de desemprego.

O Nobel concluiu que houve um "aumento global da desigualdade", que é "particularmente problemática" na Europa, e deixou uma questão: "Sabemos que a austeridade reduz a performance económica e promove a desigualdade".

"Mas não é economia. É política. Conseguiremos alcançar as mudanças políticas que levem a uma sociedade igualitária?", interrogou.

Autoridades avaliam envio de polícias europeias para África para travar fluxos migratórios

in o Observador

O diretor nacional adjunto do SEF, Luís Gouveia, disse que está a ser analisado o envio de polícias europeias para o Níger para limitar o fluxo de pessoas que pretendem chegar à Europa.

O diretor nacional adjunto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Luís Gouveia, disse que está a ser analisado o envio de polícias europeias para o Níger para limitar o fluxo de pessoas que pretendem chegar à Europa.

Luís Gouveia fala aos jornalistas no início de um encontro de altos funcionários e peritos de 55 países europeus e africanos a decorrer no Porto no âmbito do Processo de Rabat — Diálogo Euro-Africano sobre Migração e Desenvolvimento.

Na reunião serão discutidos os resultados da recente Cimeira de Valleta sobre migração, seguindo-se o trabalho em ações concretas contra a imigração ilegal organizada e o tráfico de seres humanos, nomeadamente projetos para o norte de África, África central e ocidental, bem como para a União Europeia.

Uma das medidas em análise será, precisamente, o envio de polícias europeias para o Níger e países daquela zona africana, por onde passam a maioria dos fluxos migratórios.

Questionado pelos jornalistas sobre datas e países participantes, Luís Gouveia disse não existirem ainda pormenores sobre esta operação, nem sobre a participação do SEF, uma vez que está dependente de “muitos fatores”, nomeadamente da autorização dos países em causa.

“Esta reunião, que inicia a quarta fase do Processo de Rabat, que é um diálogo intergovernamental que já decorre há 10 anos, visa, sobretudo, nesta fase, operacionalizar, tornar concretas as medidas quer do Programa de Roma, quer mais recentemente na Cimeira de Valleta onde foi aprovado um plano de ação”, referiu.

Nesse ponto de vista, “aquilo que vamos discutir com os parceiros africanos é quais são os projetos concretos e como é que se irão financiar esses projetos para implementar essas decisões politicas que foram tomadas pelos chefes de estado e de governo nessas importantes cimeiras que referi”.

O Processo de Rabat é um diálogo existente entre a União Europeia e países de África que visa abordar de uma forma global toda a questão das migrações, colocando ênfase não só nas questões securitárias, retorno, readmissão, controlo de fronteiras e luta contra o tráfico de seres humanos, mas também com as questões relacionadas com o desenvolvimento e as sinergias existentes entre o desenvolvimento e as migrações, tentando potenciar o desenvolvimento nos países de origem que no caso são os países africanos.

“Nesse ponto de vista, obviamente, que potenciando o desenvolvimento estamos também a contribuir para uma melhor gestão das migrações e de certa forma, também, limitar o fluxo de pessoas em busca de melhores condições de vida na Europa”, frisou.

Acrescentou que o que se está a tentar fazer neste encontro do Porto é “aumentar a cooperação e a troca de informações entre as autoridades quer dos países da União Europeia, quer dos países de África que neste caso participam neste diálogo regional que são os da África ocidental”.

Catarina Martins. Uma entre os 28 que estão a agitar a Europa

in o Observador

O site noticioso Politico elegeu 28 figuras, de 28 países, que estão a agitar a Europa. Catarina Martins, a mulher que levou a extrema-esquerda para o poder, figura em 27º lugar.

“Numa Europa mergulhada num clima de convulsão política, Portugal parecia um paraíso para os dois partidos do sistema… Até aparecer Catarina Martins“. Assim começa o retrato da porta-voz do Bloco de Esquerda pela lente do Politico. O site noticioso especializado em política preparou uma lista das 28 pessoas, de 28 países, que estão a moldar, a abanar e a agitar a Europa e a mulher que “levou Bloco de Esquerda ao terceiro lugar nas eleições de outubro, com um número recorde de parlamentares” figura no 27º lugar.

O Politico destaca, precisamente, o facto de Catarina Martins, sendo “a única mulher a liderar um grande partido”, ter conseguido levar a extrema-esquerda para o poder pela primeira vez em 40 anos de democracia. O caminho percorrido pela porta-voz bloquista foi longo e obrigou a cedências. Foram-se as exigências “mais radicais”, como a saída da NATO e o fim do Tratado Orçamental, mas ficaram os compromissos possíveis com socialistas e comunistas para um Governo antiausteridade. “Ainda assim”, mesmo sem as exigências mais radicais, “o sucesso de Martins enviou calafrios” pela espinha dorsal da Europa, argumenta o site noticioso.

“Com 42 anos, a atriz com propensão para jeans e blusas vermelhas abalou a cena política de Lisboa dominada por homens de terno“, combinando um “discurso claro” para atrair eleitores do centro e uma boa dose de “retórica” para atrair ativistas, escreve o Politico.

Ao lado de Marisa Matias, candidata presidencial, e Mariana Mortágua, deputada em destaque na comissão de inquérito ao Caso do BES, Catarina Martins reuniu um núcleo duro de mulheres que deram um novo rosto ao Bloco de Esquerda. Ao Político, a porta-voz bloquista explica que sempre lutou “por conseguir uma maior visibilidade das mulheres na esfera pública. É a única forma de obter igualdade”, argumenta. “Descobri que as mulheres se deixaram envolver realmente pelo facto de ser uma mulher a liderar a campanha [nas legislativas]. Isso criou uma proximidade que nos permitiu discutir certos temas e colocar mais assuntos na agenda política”.

A terminar, o Politico faz três perguntas de resposta rápida à coordenadora bloquista: Quem é a figura histórica que mais admira, quais são as três coisas que leva para qualquer lugar e que conselho tem para a Europa. A figura, Amílcar Cabral, líder da guerrilha que liderou a luta contra o domínio colonial português em Cabo Verde e na Guiné-Bissau. Os objetos, um livro, um par de sapatilhas e uma mochila. O conselho para a Europa: “Nós inventámos o Estado Social. Temos de o reinventar“.

Desemprego cai aos 10,7% na zona do euro e se mantém na UE

in Económico.pt

PIB da Espanha avança 0,4% no primeiro trimestre; país revisa taxa de desemprego

Euro: a Espanha continuou a ser, somente atrás da Grécia, o país com mais desemprego da UE, com uma taxa de 21,6%
Da EFE

Bruxelas - O desemprego caiu um décimo em outubro na zona do euro, para 10,7 %, e se manteve em 9,3% em toda a União Europeia em comparação com setembro, as taxas mais baixas desde janeiro de 2012 e setembro de 2009, respectivamente, informou nesta terça-feira a agência comunitária de estatística Eurostat.

A taxa de desemprego da zona do euro e da UE em outubro de 2014 tinha sido de 11,5% e de 10,1%, respectivamente.

A Espanha continuou a ser, somente atrás da Grécia, o país com mais desemprego da UE, com uma taxa de 21,6% em outubro, a mesma de setembro, embora menor do que a de um ano atrás, quando era de 23,9%.

A Eurostat calcula que havia 22,5 milhões de desempregados na UE em outubro, 17,2 deles nos 19 países que usam a moeda única.

Em comparação com setembro, o número de desempregados caiu em 13 mil pessoas na zona do euro e em 36 na UE.

Em comparação com um ano atrás, o número de desempregados diminuiu em 1,3 milhão de pessoas na zona do euro e em 1,9 milhão na UE.

Entre os Estados-membros, as taxas mais baixas de desemprego em outubro foram registradas na Alemanha (4,5%), na República Tcheca (4,7%), em Malta (5,1%), e as mais elevadas na Grécia (24,6%, em agosto) e na Espanha (21,6 %).

Em comparação com um ano antes, o desemprego diminuiu em 24 Estados-membros e aumentou em quatro.

As maiores quedas foram na Espanha, Eslováquia (de 12,7% para 10,7%), Irlanda (de 10,7 para 8,9%) e Croácia (de 17,6 a 15,8%).

Os quatro aumentos foram registrados na Finlândia (de 9% para 9,5%), na França (10,5% para 10,8%), na Bélgica (de 8,6% para 8,7%) e na Romênia (de 6,7% para 6,8%).

"Conseguimos o milagre de ter levado o país contra a parede"

in Notícias ao Minuto

No espaço de comentário semanal no programa 'Olhos nos Olhos' da TVI24, Henrique Medina Carreira abordou o tema que intitulou de impostos disfarçados de taxas.

"As autarquias e os Estados recebem quantias que são impostos, prestações exigidas aos cidadãos, mas não sabemos para onde é que o dinheiro vai. Mas há outra prestação pública, que é a taxa. Uma quantia exigida, como contrapartida de um serviço que lhes é prestado", comenta o economista.
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Como explicação, Medina Carreira indica que o "lançamento de taxas é permitido por lei aos municípios", mas "este é um sistema ‘facilitado’ para os municípios". O que tem levado a que "de repente levantem uma taxa em situações absurdas". Numa espécie de exemplo, o economista refere a água. "Não se paga a água pagam-se taxas. Isto é uma situação escandalosa", assegura.

"Temos em Lisboa 250 taxas. O caso da água é o mais expressivo de que algo não está bem. Isto é uma imoralidade. De vez em quando lançam mais qualquer coisa como taxa. Inventa-se e as anteriores vão-se acumulando", admite.

No comentário no programa 'Olhos nos Olhos', o economista afirma que "os dinheiros aqui em Portugal, sobretudo os públicos, são jogados com a maior desfaçatez e a maior irresponsabilidade".

Numa análise ao novo Governo empossado, tendo como primeiro-ministro António Costa, Henrique Medina acredita que "o que aí vem com estas novas decisões do Governo não podem deixar de provocar grandes agravamentos fiscais".

"O grande problema deste Governo é que vai aumentar a despesa de tal maneira que se repuserem as prestações ao nível de 2010 podemos endividar-nos em 20 mil milhões", indica.

Já em relação às privatizações das várias empresas que eram nacionais como a PT e a TAP, o comentador revela que foi conseguido um milagre. "Conseguimos o milagre de ter levado o país contra a parede. O resto foi tudo, tudo vendido. Não há nada que preste. Estamos a viver num país de estrangeiros. Foi uma série de ‘trafulhices’ e de tentativas de domínio político. Não temos nada português que seja grande e importante", termina.

Mais de 50% dos condutores não utilizam a melhor cadeira para as crianças

Romana Borja-Santos, in Público on-line

Estudo do Automóvel Club de Portugal alerta para a importância do uso de cadeiras completas em vez de "banquinhos". O ideal é prolongar o uso até aos 12 anos.

Dois em cada dez condutores portugueses consideram que os assentos elevatórios – conhecidos como “banquinhos” – são o melhor sistema de segurança para transportar crianças acima dos quatro anos. Mais de cinco em cada dez automobilistas optam mesmo por este modelo, sobretudo acima dos oito anos. Só 61% dos inquiridos num estudo do Automóvel Club de Portugal (ACP) indicam as cadeiras completas como o sistema mais seguro para transportar os menores até aos 12 anos ou até aos 1,35 metros de altura.

As conclusões antecipadas ao PÚBLICO fazem parte de um estudo feito pelo ACP com o apoio da Cybex, uma marca de cadeiras de segurança para crianças. O trabalho contou com um inquérito feito a mais de 2300 portugueses que no último ano tinham transportado no carro uma ou mais crianças com menos de 1,35 metros e com menos de 12 anos e 19% dos participantes ainda admitem que não distinguem as diferenças entre as cadeiras completas e os banquinhos. O inquérito surge na sequência de outros estudos do ACP sobre os hábitos e costumes dos condutores e a importância de as crianças viajarem no sentido contrário à marcha.

Quase 64% dos inquiridos eram homens, 48% tinham carta há mais de 26 anos e em 51% dos casos percorriam entre 30 e 200 quilómetros de carro por semana, acompanhados por crianças. Questionados sobre se os carros onde viajam têm um sistema de retenção de crianças conhecido como isofix, 55% disseram que sim, mas 10% não sabiam responder. Menos de 1% das pessoas estiveram envolvidas em acidentes com crianças mas, quando tal aconteceu, duas em cada dez pessoas não estavam a utilizar os sistemas de retenção adequados nos menores. Um trabalho publicado em 2014 pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil também alertava que, apesar de mais de 85% das crianças viajarem no automóvel com cadeirinha, só metade eram transportadas correctamente.

Os dados mostram também que quase 45% dos condutores consideraram as colisões traseiras como as mais frequentes, seguidas pelas colisões frontais, laterais e despistes. Contudo, a este propósito, o ACP salienta que os dados da realidade demonstram que 46% dos acidentes resultam de despistes, seguidos pelas colisões laterias, traseiras e frontais. Quanto à gravidade, neste caso 44% dos condutores identificam a colisão frontal como a pior, seguida dos despistes, colisões laterais e colisões traseiras. Neste caso, o ACP confirma que as percepções dos inquiridos vão ao encontro das estatísticas.

O ACP avança também no mesmo trabalho com os resultados de testes que avaliaram as consequências de impactos laterais consoante as cadeirinhas de transporte e alerta que “uma cadeira com encosto de cabeça e protectores laterais reduz seis vezes o risco de lesões na cabeça num impacto lateral quando comparado com um assento elevatório”. Para o ACP, esta conclusão reforça a “importância de transportar uma criança numa cadeira completa, com encosto de cabeça e protecções laterais durante o máximo de tempo possível”. No entanto, entre os inquiridos, quase 20% seleccionam o assento elevatório como a melhor forma de transportar as crianças com mais de 25 quilos (aproximadamente oito anos) e 7% dão a mesma resposta para os 18 quilos (quatro anos). Há 13% de inquiridos que admitem desconhecer as melhores soluções.

“A maioria dos inquiridos acha que as colisões na traseira e as frontais são os acidentes mais comuns, mas a realidade mostra que são os despistes e as colisões laterais os que mais acontecem. Quanto à gravidade dos acidentes, a percepção dos inquiridos e a realidade nas estradas portuguesas são coincidentes, pois as colisões frontais são de facto os acidentes mais gravosos, seguidas dos despistes e, em terceiro lugar, pelas colisões laterais”, lê-se no trabalho do ACP.

A acompanhar este estudo será lançada uma campanha, composta pela distribuição de folhetos informativos e por vídeos online, que pretende passar uma mensagem: “uma criança deverá viajar numa cadeira completa com encosto e protecção lateral até atingir a altura de 1,35 metros ou os 12 anos de idade”. Será também dada informação sobre as características a ter em consideração quando se compra uma cadeira de segurança e os cuidados a ter na sua utilização e instalação. Por exemplo, após um acidente o estado da cadeirinha deve ser sempre avaliado. O ACP explica que tanto a cadeira completa como o assento estão dentro da legislação, mas defende que “é possível melhorar a protecção e a segurança da criança” com a escolha do método mais completo.

Menos sinistralidade
Apesar das recomendações de uso de cadeira completa ou de banquinho, em média, a PSP tem detectado nos últimos anos mais de 1300 casos de condutores que transportavam crianças sem cadeirinha – quando esta força de segurança também recomenda que as crianças com menos de 1,35 metros usem sempre equipamentos homologados e adaptados ao seu tamanho e peso. A PSP recomenda também que a criança experimente sempre a cadeira antes de ser comprada e que o condutor verifique regularmente os cintos de fixação na cadeira e se está bem presa ao banco do carro, além de transportar a criança virada para trás até aos quatro anos.

Apesar do desconhecimento demonstrado por este e por outros trabalhos, nos últimos cinco anos os dados de sinistralidade rodoviária relativos a crianças têm vindo a melhorar, com uma redução de mais de 55% no número de vítimas mortais, de 22% nos feridos graves e de 19% nos feridos leves. No total, de 2010 a 2014 morreram 69 crianças nas estradas portuguesas, oito das quais no ano passado. A maior parte dos acidentes com vítimas aconteceram dentro das localidades, que concentram aliás 74% das crianças que perderam a vida.

“No mesmo período, a descida da sinistralidade de todos os grupos etários foi de 31,9% nas vítimas mortais, de 18,8% nos feridos graves e de 15,9% nos feridos leves. Isto significa que em 2010, as crianças (até aos 14 anos) vítimas mortais em acidentes rodoviários representavam 1,9% do total, e em 2014 apenas representaram 1,3%”, diz o ACP. No que diz respeito aos feridos graves, a percentagem de crianças foi de 5,1% do total em 2010 e de 4,8% em 2014, e os feridos leves foi de 6,5% do total em 2010 e de 6,2% em 2014.

Mães portuguesas que interrompem carreira têm as pensões mais baixas da OCDE

Raquel Martins, in Público on-line

Relatório alerta que as mulheres que ficam em casa para tratar dos filhos, interrompendo a vida activa por dez anos, terão uma perda de 21% na sua pensão, quase o dobro da média da OCDE.

As mulheres portuguesas que interrompem temporariamente a sua carreira para ficarem em casa a tratar dos filhos são as mais penalizadas, entre as mulheres dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), quando chega a hora de se reformarem. Os dados constam do relatório Pensions at a Glance de 2015, divulgado nesta terça-feira pela organização com sede em Paris, e apontam para uma perda de 21% em relação às pensões das mulheres que continuam a trabalhar, mesmo tendo crianças a cargo.

A OCDE traça dois cenários. Um em que compara a pensão atribuída a uma mulher com dois filhos, a receber um salário médio e que esteve fora do mercado de trabalho durante cinco anos com a pensão paga a uma mulher nas mesmas condições, mas que optou por continuar a trabalhar, e outro em que alarga o período de interrupção da vida laboral para dez anos.

No primeiro caso, as portuguesas que decidiram ficar em casa por cinco anos terão direito a uma pensão 10% inferior à que será paga a quem se manteve a trabalhar. Portugal ocupa o sexto lugar entre os países onde a diferença é mais significativa, depois da Alemanha, do México, da Islândia, de Israel e de Itália, ficando acima da média de 4,5% na OCDE. No segundo caso, o diferencial agrava-se e coloca Portugal no topo da tabela. A diferença entre o valor da pensão da mulher que esteve dez anos fora do mercado de trabalho e o da que se manteve activa é de 21%, quase o dobro da média de 11% para o conjunto da organização, e uma percentagem muito semelhante à do México, da Alemanha ou da Itália.

A OCDE conclui que a interrupção dos descontos para a Segurança Social “retira uma parte substancial aos rendimentos das pensões”, especialmente se o período se prolonga no tempo. E justifica que isso acontece porque em países como Portugal, Islândia, México e Israel as licenças para tratar das crianças não são consideradas para efeitos de reforma (aquilo a que a OCDE chama de créditos de pensão ou remunerações por equivalência à entrada de contribuições), ao contrário do que sucede em outros países.

No caso português, estes créditos de pensão apenas se aplicam às mulheres que trabalham a meio tempo, tendo justificado essa redução do tempo de trabalho com a necessidade de darem assistência aos filhos. Nesse caso, a Segurança Social considera que os descontos efectuados valem como se a trabalhadora tivesse um horário completo. Também quem está a receber subsídio de desemprego é considerado como se estivesse a descontar para efeitos de reforma durante o período em que recebe o apoio.

Alertas para o futuro
Olhando para os 34 países que representa, a OCDE alerta que a maioria dos trabalhadores que estão agora a entrar na reforma tiveram "quase sempre empregos estáveis", mas "o trabalho para a vida" é um bem cada vez mais escasso. Actualmente, nota a organização, os trabalhadores estão confrontados com “uma crescente insegurança no emprego”, as mulheres continuam a ter de conciliar a vida profissional e laboral, e os jovens adiam (ou vêem adiada) a sua entrada no mercado de trabalho. A estes problemas soma-se o desemprego que se mantém em níveis elevados em alguns países.

A consequência, diz a OCDE, é que os trabalhadores têm carreiras mais curtas e mais fragmentadas e isso terá reflexos no valor das suas pensões. As estimativas revelam que, por cada ano fora do mercado de trabalho, as pessoas têm uma penalização de 2% a 2,5% na pensão. Mas há mecanismos que amortecem este efeito, reduzindo-o para 1%, nomeadamente as pensões baseadas em carreiras contributivas mais curtas, a utilização das melhores remunerações como salário de referência para o cálculo da pensão ou possibilidade de os períodos de desemprego ou de licença serem contabilizados para efeitos de reforma.

No caso do desemprego, os efeitos nas pensões são muito semelhantes aos provocados pelas licenças para assistência à família. Já o adiamento da entrada no mercado de trabalho em cinco anos, provocará, segundo os cálculos da OCDE, uma redução de 6,4% no valor da pensão.

Os impactos mais significativos ocorrem no Chile, no México e na Suécia e os mais reduzidos no Luxemburgo e em França. Em Portugal, a entrada na vida activa aos 25 anos em vez de ser aos 20 não se reflecte no valor das pensões, os jovens têm é de permanecer no mercado até reunirem as condições necessárias para terem acesso à pensão completa.

60% recebe pensões mínimas
O relatório faz ainda uma análise aos vários sistemas de pensões e conclui que Portugal é o país onde mais pessoas recebem a pensão mínima (porque não cumprem os critérios necessários para receberem uma pensão de reforma normal). Quase 60% da população com mais de 65 anos está nessa situação, a percentagem mais elevada dos 13 países da OCDE que têm este tipo de pensões.

A situação dos idosos portugueses compara com os 47% da Finlândia, 37% de França ou os cerca de 30% de Itália, Luxemburgo ou Espanha a receber pensões mínimas.

A organização liderada por Angel Gurría, alerta ainda que em Portugal os gastos com pensões mais do que duplicaram nas últimas duas décadas (de 6,2% do PIB para 13%) e espera-se que continuem a aumentar até atingirem 14,6% do PIB em 2020. As projecções mostram que esta percentagem deverá continuar a subir e atingir os 15% do PIB em 2030, permanecendo acima dos 13% até 2060, com o país a gastar mais do que a média dos países da organização.

A OCDE elogia as reformas dos sistemas de pensões realizadas na última década nos vários países, mas recomenda que as próximas alterações devem focar-se na "sustentabilidade social" e no risco de pobreza da população com mais de 65 anos. Os desafios financeiros dos sistemas de pensões são, diz a organização, apenas "uma parte da equação", a outra parte “deve preocupar-se em garantir se no futuro [eles] serão suficientes para dar qualidade de vida adequada à população com mais de 65 anos".

“Crianças e jovens: o direito a ter direitos”

por Frederico Ribeiro, in Local.pt

CARREGAL DO SAL – O Núcleo Distrital de Viseu da Rede Europeia Anti Pobreza Portugal e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Carregal do Sal vão realizar a mesa redonda “Crianças e jovens: o direito a ter direitos”, no próximo dia 16 de dezembro, pelas 14h, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Carregal do Sal.

A temática central será a Convenção dos Direitos da Criança, contando esta atividade com alguns nomes de relevo nesta área.

A mesa redonda será conduzida pela jornalista Isabel Simões da Rádio Universidade de Coimbra.

Portugal aconselhado a acabar com reformas antecipadas

Lucília Tiago,in Jornal de Notícias

Os trabalhadores com carreiras contributivas muito longas (mais de 40 anos de serviço) vão ser um dos grupos beneficiados com a reforma do sistema de Segurança Social prevista no programa do novo Governo.

Mudanças Reformas antecipadas vão ficar descongeladas a partir de janeiro, masquem as pedir deve fazer contas às penalizações. OCDE defende a sua eliminação

Esta medida inclui-se no conjunto das que serão tomadas para reforçar a sustentabilidade do sistema e deverá contribuir para prolongar a vida ativa, numa altura em que a OCDE vem dizer que os países devem travar as saídas antecipadas para a reforma. Por cá, esta ferramenta está congelada desde 2012, mas vai regressar a partir de janeiro de 2016.

O regresso das reformas antecipadas ocorre numa altura em que a OCDE vem dizer que esta solução, além de desincentivar os trabalhadores de apostarem na sua empregabilidade, também os expõe a um maior risco de pobreza no futuro. Neste contexto, "os sistemas de reformas antecipadas deviam ser eliminados", ao mesmo tempo que os regimes de proteção no desemprego devem promover formas de manter as pessoas no mercado de trabalho por mais tempo.

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Artistas em diálogo com sem-abrigo

Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária

O músico Rui Reininho está entre os oradores do seminário «Que emprego? O caso das pessoas em situação de sem-abrigo»
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A relação das pessoas sem-abrigo e o emprego é um tema a abordar durante um seminário a realizar na cidade do Porto. O encontro terá lugar no Museu Nacional de Soares dos Reis, no próximo dia 11 de dezembro, entre as 10h00 e as 17h30.

A iniciativa é promovida pela EAPN Portugal – Rede Europeia Anti Pobreza e pela plataforma «As vozes do silêncio – Les Voix du Silence», que coloca artistas e cidadãos sem-abrigo em diálogo.

Durante o dia serão feitas intervenções com os temas «Novas formas do trabalho», «A responsabilidade social das empresas», «As políticas ativas de emprego na inclusão de grupos vulneráveis» e «Uma vida como a arte». Entre os oradores encontram-se Raquel Varela, do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, e Rui Reininho, músico.

Em comunicado, os organizadores do evento explicam que o seminário vai procurar dar resposta a questões como: «Podemos con­fiar no emprego como garante da nossa autonomia económica?» ou «Podemos integrar os grupos e indivíduos mais vulneráveis no mercado laboral?»

1.12.15

Workshop de Arte Urbana para idosos no Seixal

in Público on-line

Um grupo de idosos, com idades entre os 67 e os 92 anos, participa entre quarta e sexta-feira num 'workshop' de Arte Urbana, do projecto Lata 65, que inclui teoria e prática num muro.

Este 'workshop' é o primeiro a ser financiado por pessoas de vários países, contou à Lusa a mentora do Lata 65, a arquitecta portuguesa Lara Seixo Rodrigues.

Em maio, Lara Seixo Rodrigues lançou uma campanha de angariação de fundos que consiste na venda de crachás, sacos e t-shirts com o logótipo do projecto, que tem tido contribuições "oriundas de todo o mundo". Entre os países de origem dos contributos estão os Estados Unidos da América, a França, a Suíça, o Brasil e a Austrália.

"Esta foi uma das formas que encontrámos para podermos responder às inúmeras solicitações que nos chegam de todo o País, de instituições que não têm forma de suportar o custo do 'workshop'", explicou à Lusa Lara Seixo Rodrigues.

Em Portugal, referiu, "destacou-se uma contribuição do Seixal" e, por isso, foi pedido a quem a fez que sugerisse uma instituição daquela localidade para receber o Lata 65.

A instituição é a AURPIS - Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos do Seixal, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sem fins lucrativos, vocacionada para prestar apoio e assegurar o bem-estar físico e social a idosos, crianças, jovens e respectivas famílias.

O Lata 65 irá trabalhar com um grupo de idosos com idades entre os 67 e os 92 anos, residentes do lar de idosos da AURPIS.

Desde o primeiro 'workshop', realizado em Novembro de 2012 com idosos que frequentavam o Centro Paroquial de Alcântara, o "Lata 65" já "viajou" até Torres Vedras, Covilhã, Montemor-o-Velho, Castelo Branco, Ponta Delgada (Açores) e São Paulo (Brasil).

O número de alunos que frequentaram os 'workshops', com idades entre os 60 e 101 anos, já ultrapassou os 120, contou Lara Seixo Rodrigues.

No primeiro semestre deste ano, a iniciativa foi bastante divulgada a nível internacional, com artigos em jornais (online e em papel) em países como o Brasil, Estados Unidos da América, Reino Unido, França, Austrália e México.

Idosa doente que vive em pobreza extrema espera uma ajuda da Câmara Municipal do Porto

in Porto Canal

Maria da Glória, tem 66 anos, está ligada a uma máquina e vive numa casa degradada, em Campanhã, sem o mínimo de condições. Há vários anos que espera uma ajuda da Câmara Municipal do Porto.

“Afrouxámos os esforços, mas a sida ainda mata”

Marlene Carriço, in O Observador

No dia em que se comemora o Dia Mundial da Luta Contra a Sida, o Observador falou com o diretor do programa nacional para a infeção, que destacou os avanços - mas também o que ainda é preciso fazer.

Menos novos casos de infeção por VIH, menos casos de sida e menos óbitos associados ao VIH. As contas são de subtrair, os resultados do ano 2014 são bastante positivos e deixam Portugal mais próximo da média da União Europeia, sublinhou, em entrevista ao Observador, António Diniz, diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida.

Mas a verdade é que nem tudo são notas positivas. Há ainda muito a fazer neste capítulo, logo a começar pela questão da prevenção e do diagnóstico.

Em que ponto estamos em matéria de prevenção e controlo da infeção VIH/Sida, em Portugal?

Nos últimos anos creio que conquistámos algumas coisas importantes. Conquistámos uma melhor estrutura e uma melhor organização em termos de resposta de cuidados de saúde e os resultados começam a mostrar que nos estamos a aproximar, cada vez mais e de forma mais rápida, dos padrões da União Europeia.

Pode dar alguns exemplos?

Estamos a conseguir, apesar de ainda não ser de uma forma sustentada nem definitiva, diminuir o número de novos casos de infeção por VIH. Passámos de uma incidência de 14,2 por cada 100 mil habitantes em 2013 para 11,7 por 100 mil em 2014. Ainda estamos acima da média europeia, mas estamos a aproximar-nos. Aproximámo-nos também na proporção de casos de utilizadores de drogas injetáveis. No princípio do século XXI eram mais de 50% o número de novos casos de infeção por VIH que ocorriam em utilizadores de drogas injetáveis. Agora estamos com 3,9%. Além disso, estamos a diagnosticar as pessoas mais cedo e o número de casos de sida também tem descido.

O caminho que estamos a tomar é um caminho correto. Devemos estar satisfeitos com os resultados, mas estes resultados não são ainda suficientes.

Qual é o principal problema que ainda subsiste?

O principal problema e a principal limitação que nós temos para atingir as metas em 2020 ainda tem a ver com o diagnóstico: 49% de casos chegam tardiamente às consultas, o que ainda é uma percentagem elevada, mesmo que tenha havido um grande progresso nos últimos anos. Viemos de um valor na ordem dos dois terços, há quatro ou cinco anos, para um número abaixo dos 50% e em linha com os 47% registados na União Europeia.

E como se conseguiu este progresso em termos de diagnóstico?

Colocámos testes rápidos nos centros de saúde em dezembro de 2013, além de promovermos a abertura de concursos para organizações da sociedade civil para elas fazerem diagnóstico precoce nas populações mais vulneráveis. E fizemos sair, em dezembro de 2014, uma norma da DGS — com caráter de obrigatoriedade no Serviço Nacional de Saúde (SNS) — a dizer que todas as pessoas entre os 18 e os 64 anos deveriam, pelo menos uma vez, conhecer o seu estado em matéria de VIH.

Um dado curioso do relatório deste ano sobre o VIH/Sida é aquele que mostra que mais de um quarto dos novos casos ocorrem acima dos 50 anos e 7% acima dos 65. O que é que isto revela? E que medidas exige?

Por causa disso, ainda este ano devemos retirar o teto dos 64 anos da norma publicada há um ano pela DGS. Rapidamente vai cair. Este indicador revela que a vida sexual das pessoas se prolonga mais do que há uns anos e que esse grupo é o que tem o menor conhecimento da infeção, o que menos se protege através da utilização de preservativo e o que menos em risco se considera. Esta junção faz com que, naturalmente, os casos venham a aumentar progressivamente. Isto reforça a necessidade de promover a atuação junto destas pessoas, que ainda é mais difícil do que junto das pessoas mais jovens. Os cuidados de saúde primários têm um papel aqui muito importante, porque este é um grupo que vai já com alguma assiduidade ao médico de família.

Que desafios Portugal ainda tem pela frente em matéria de VIH/Sida?

As metas que a ONUSIDA estabeleceu no seu plano de ação 2016-2021 passam por conseguir que 90% das pessoas infetadas sejam diagnosticadas, que 90% das diagnosticadas sejam tratadas e que 90% das tratadas estejam controladas.

Ora, se queremos atingir esses objetivos – que eu acho possível — temos de aprofundar um conjunto de medidas. Temos de continuar a aprofundar a prevenção — através da educação, formação em todos os sítios e de uma melhor rede de distribuição de material de prevenção, com a ajuda de organizações não governamentais. Nas escolas, por exemplo, não existe isto de forma sistemática, nem em termos de educação, nem em termos de ter acesso a material de prevenção. Temos de mudar isso.

O número de novos casos por transmissão de homens que fazem sexo com homens caiu em 2014, mas o peso que estes casos assumem está a crescer. Porquê?

Seguramente porque assumem comportamentos de risco. Vai-se iniciar até ao fim do ano um estudo para tentar avaliar e perceber porque motivo os homens que têm sexo com homens adquirem a infeção. Este estudo será feito através de inquéritos a pessoas infetadas que estão a ser seguidas nos hospitais. As conclusões poderão contribuir para estabelecer medidas de prevenção mais eficazes e destinadas aos fatores que terão determinado que este grupo populacional esteja a crescer. Isto não é uma originalidade de Portugal. Este é o percurso da UE, onde a média de novos casos no grupo de homens que tem sexo com outros homens se situa nos 41%, acima dos 31% portugueses.

O facto de as pessoas terem noção que esta é uma doença crónica pode constituir um problema?

Esse é outro fator que pode contribuir para o aparecimento de novos casos. Como a perspetiva em relação à infeção se modificou drasticamente e passou de uma doença quase fatal a curto prazo para doença crónica, levou a que todos afrouxássemos um pouco a intensidade do esforço que se fazia. A importância que se dá hoje à infeção por VIH não é a mesma que se dava antigamente. Houve um afrouxar da vigilância da comunidade em geral e não só em Portugal.

De qualquer forma, lembro-lhe que ainda no ano passado houve óbitos. Sendo uma doença crónica, é uma doença que ainda não tem cura e que mata.

Acha que as pessoas já estão suficientemente informadas e que sabem o que é o VIH, o que é a sida e quais as vias de transmissão?

Todos os anos fazemos um inquérito à população para saber qual o conhecimento que ela tem e acho que a questão central não está atualmente na informação. As pessoas na generalidade respondem corretamente às questões. O problema não é saberem o que é certo ou errado, o problema é interiorizarem e passarem esse conhecimento para as atitudes diárias. É este passo entre o conhecimento intelectual da realidade e a aplicação diária e a interiorização deste processo por forma a modificar o comportamento que ainda não foi suficientemente dado.

Há ainda muito preconceito?

Estamos melhores em termos de discriminação. Não tem comparação com aquilo que se viveu nos anos 80 e 90, mas ainda existe. E ainda existe em todos os meios e em todos os contextos. Ainda existem situações de discriminação no meio laboral, no meio escolar, familiar, de saúde. E nunca será possível eliminar a 100% esta discriminação, mas será fundamental diminuir até para que uma pessoa consiga atingir todas as outras metas.

Sete associações de apoio a doentes com VIH estão a avisar que vão ficar sem dinheiro a partir de janeiro e que 1.500 doentes poderão perder o apoio. Como vê esta situação?

Essas organizações estão financiadas pela DGS e asseguram algumas estruturas de apoio social a pessoas afetadas: apoios domiciliários, estruturas residenciais e realização de tarefas. A 31 de dezembro acaba o financiamento desses projetos, mas eu acho que estas associações não vão fechar portas nem deixar de apoiar esses doentes. Dificilmente o Serviço Nacional de Saúde (SNS) conseguiria garantir os cuidados a estes doentes.

Eu gostaria que o concurso já tivesse sido aberto, mas nós precisamos de autorização. Depois, desde a data da abertura até à sua conclusão levará sempre alguns meses. O mais importante nesta altura é que se consiga assegurar às organizações que o financiamento vai chegar.

Desemprego regressa aos níveis de Maio, para 12,4%

Pedro Crisóstomo, in Público on-line

Números provisórios do INE apontam para 632 mil desempregados em Outubro. Emprego e desemprego sem alterações face a Setembro.

Afinal, o desemprego não baixou em Setembro, aumentou. A taxa subiu de forma ligeira para 12,4% e, em Outubro, manteve-se ao mesmo nível, superando nesses dois meses o nível de desemprego registado em Junho, Julho e Agosto.

Ao divulgar nesta segunda-feira os números do mercado de trabalho de Outubro, o Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou também o valor definitivo da taxa de desemprego de Setembro. E ao contrário da estimativa provisória, em que se apontava para uma descida do desemprego, o número agora divulgado vem mostrar uma tendência inversa: uma ligeira subida em Setembro e, agora, uma estagnação (12,3% em Julho e Agosto; 12,4% em Setembro e Outubro).

O desemprego está ao nível de Maio deste ano. Só durante alguns meses de Verão houve um período em que a taxa esteve ligeiramente abaixo dos 12,4%. Há 632,7 mil pessoas contabilizadas como desempregadas. Ainda que em termo absolutos o número tenha baixado em 1700 (um recuo de 0,3%), a descida de Outubro não foi suficiente para alterar a taxa. Do total de desempregados, 317,2 mil são homens e 317,1 mil são mulheres. Assim, enquanto na população masculina a taxa de desemprego é de 12%, na população feminina é um pouco mais alta, nos 12,7%.

Entre os jovens (a faixa etária entre os 15 e os 24 anos) há 118,2 mil pessoas registadas como estando fora do mercado de trabalho, o equivalente a uma taxa de desemprego de 31,8%. Este valor teve uma descida ténue em relação a Setembro, de apenas uma décima.

Emprego estagna
Em Outubro, a tendência de estagnação que se verificou no desemprego também aconteceu com o emprego, onde a taxa se manteve inalterada face a Setembro em 57,3%. O número de pessoas no mercado de trabalho é de 4,47 milhões, “o que representa uma diminuição de 1,9 mil face ao mês anterior e corresponde a uma variação relativa quase nula”.

A população empregada diminuiu para os homens (0,2%; 4,5 mil) e aumentou 0,1 % para as mulheres (2,7 mil). Entre os jovens, registou-se um aumento de 0,6% (1,5 mil), enquanto na população dos 25 aos 74 anos o emprego continuou praticamente inalterado em relação a Setembro.

As estatísticas mensais que o INE divulga sobre o mercado de trabalho referem-se a trimestres móveis, em que há um mês de referência (neste caso, Outubro) que corresponde sempre ao mês central desse trimestre (Setembro, Outubro e Novembro).

Paralelamente aos dados mensais, o INE publica as estatísticas trimestrais e, aí, já é possível perceber algumas tendências, vendo por exemplo como está a evoluir a população activa e a inactiva. A estimativa de desemprego mais recente é a do terceiro trimestre (de Julho a Setembro), altura em que a taxa estabilizou nos 11,9%, depois de uma forte queda na primeira metade do ano.

Os números mensais agora publicados são ainda provisórios, podendo ser revistos daqui a um mês – como sempre tem acontecido. O INE só começou a publicar desde há um ano estas estatísticas mensais (apresenta uma primeira estatística relativa ao mês anterior e, no mês seguinte, revela a definitiva). Porém, o fim da divulgação dos dados provisórios chegou a ser ponderado pelo INE, depois de uma polémica em torno da taxa de desemprego de Maio.

Tudo porque numa primeira estimativa o INE apontou para uma subida do desemprego de 13% em Abril para 13,2% em Maio (naquela que seria o primeiro agravamento do desemprego depois de três meses de descida). Mas com a divulgação do valor definitivo apontou antes para uma diminuição da taxa para 12,4%.

A cada vez que o INE divulga os dados do desemprego, é comum cada partido reagir publicamente. O caso gerou controvérsia durante a pré-campanha eleitoral. Foi então, em Agosto, que a presidente do INE, Alda Carvalho, veio admitir a possibilidade de apenas divulgar as estimativas definitivas, atrasando em um mês o acesso a estes números, mas até agora o instituto estatístico manteve-se fiel à ideia inicial.

Henrique Neto culpa troika e deputados de incapacidade para combater pobreza

Francisco Soares Graça, in Público on-line

O candidato presidencial fala de um “desfasamento das políticas com a realidade social” relacionado com austeridade imposta por Bruxelas e insubordinação dos deputados ao eleitorado.

Henrique Neto defende que “a luta contra a pobreza devia constar do programa de qualquer governo ou nas prioridades de qualquer Presidente da República” mas na realidade, desde que a troika interveio em Portugal, “o combate à pobreza deixou de ser um argumento da política”.

O candidato presidencial visitou neste sábado a sede da Rede Europeia Anti-Pobreza, na cidade do Porto, uma organização de âmbito europeu sem fins lucrativos. O empresário de 79 anos deixou muitas críticas às “políticas apenas sustentadas em medidas de austeridade e sem preocupações sociais” e argumentou que Bruxelas não deve considerar a pobreza como um problema nacional: “Numa economia globalizada é evidente que isso não é verdade”, até porque a Europa “já contabiliza 123 milhões de pobres”.

Henrique Neto deixou também uma análise negativa ao actual sistema político português, ao afirmar existir um “desfasamento das políticas com a realidade social”. O antigo deputado socialista diz que “os eleitos não são uma emanação da sociedade, mas sim da escolha feita pelos directórios partidários”. Visto que “as pessoas votam em listas fechadas, não conhecem a maior parte dos nomes propostos”.

Portanto, “os deputados sabem que não dependem do eleitorado e não pugnam pela satisfação das necessidades das pessoas”, conclui o candidato a Presidente da República. Notícia editada por Leonete Botelho.

Bancos contra a fome recolheram 2270 toneladas de alimentos

António Pedro Ferreira, in Expresso.pt

Os géneros alimentares recolhidos este fim de semana serão distribuídos por 2600 instituições de solidariedade social a mais de 425 mil pessoas com carências alimentares comprovadas

A presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet, diz que foram recolhidas 2270 toneladas de alimentos durante a campanha realizada no fim de semana, com o auxílio de mais de 42.000 voluntários.

"Na campanha de fim de semana, com recurso a voluntários, foram recolhidas 2270 toneladas de alimentos. Estes dados são praticamente finais. Falta apenas concluir um banco que faltava ainda transportar os alimentos de um supermercado mais distantes, mas são praticamente finais, não haverá grandes variações", contabiliza a responsável em declarações feitas esta manhã à agência Lusa.

Isabel Jonet adianta que os valores da campanha do fim de semana comparam com cerca de 2300 toneladas recolhidas na campanha de novembro de 2014. "Até dia 6 de dezembro [até ao final desta semana] as pessoas podem ainda contribuir sob a forma de um vale de alimentos, que está disponível nos supermercados ou através da campanha www.alimentestaideia.net, que é a plataforma na internet disponibilizada pelos bancos alimentares para a angariação de produtos e para a participação dos que estão mais longe e não tiveram a oportunidade de ir às compras no fim de semana", refere.

A campanha foi realizada em cerca de 2000 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, São Miguel, Terceira, Viana do Castelo e Viseu.

A campanha portuguesa coincidiu com iguais operações de recolha de géneros alimentares organizadas pelos 264 Bancos Alimentares Contra a Fome em atividade por toda a Europa, cujo lema foi "A sua ajuda é enorme por mais pequena que seja a sua contribuição".

Isabel Jonet destaca a importância dos voluntários e a adesão do público à campanha. "Tivemos muitos voluntários. Tivemos uma grande adesão, sobretudo no sábado. Tivemos muitos grupos de jovens, agrupamentos de escolas, escuteiros, guias, muitos colaboradores de empresas que levaram os filhos e muitas pessoas que a título individual marcaram presença. Estes voluntários são muito importantes", salienta.

Os géneros alimentares recolhidos serão agora distribuídos por um total de 2600 instituições de solidariedade social a mais de 425 mil pessoas com carências alimentares comprovadas. A atividade dos Bancos Alimentares Contra a Fome prolonga-se ao longo de todo o ano.

Em 2014, os 21 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 29.630 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 41.482 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 118 toneladas por dia útil.