6.5.11

"A poupança é o próximo passo"

in Diário de Notícias

Depois do turbilhão da crise, a AIG reestruturou-se. Em Portugal, ficou como Alico. Agora foi comprada pela Metlife e é esta a marca presente no nosso mercado. A estratégia continua, como assegura o seu director-geral. E os clientes já são mais do que em 2007.

Quando ocorreu a mudança de nome e porquê?

No dia 28 de Fevereiro. A Metlife adquiriu a Alico e cada região escolheu se iria manter ou mudar para Metlife. Decidimos mudar para cortar com o passado. A imagem do Snoopy e a solvência que está por detrás da marca Metlife terminaram com as incertezas que pairaram nos últimos anos e com a imagem um pouco cinzenta. Agora temos uma imagem mais dinâmica.

Ainda será cedo para avaliar os resultados da mudança. Os clientes mantêm-se?

Mantiveram-se e estão a aumentar. Tivemos alguns problemas durante a crise do Lehman e da AIG (a que pertencia a Alico) e perdemos alguns clientes, sobretudo aqueles ligados a produtos de poupança e com mais idade, embora soubéssemos e informássemos que não havia risco. Mas as pessoas tinham a sua posição e a Alico não interferiu. Agora estamos com níveis melhores do que em 2007.

Mais clientes?

Sim. Isso verifica-se pelo rácio de fidelização daqueles que permaneceram connosco.

O que estão a oferecer de novo?

A estratégia mantém-se, somos uma seguradora de nicho. Ou seja, dar aos nossos clientes e fornecedores os produtos de que precisam. Mantemos uma rede de agências independentes que não vai mudar. Acreditamos muito numa venda consultiva feita por estes agentes, que têm produtos adaptados às necessidades de cada cliente. Por exemplo, há cerca de ano e meio temos um novo seguro de habitação, que está a ter muito sucesso, vendido através de um canal de brokers. Está apontado pela Deco como a escolha acertada entre estes produtos. Este é o nosso modo de trabalhar: identificamos um nicho e trabalhamos ofertas competitivas.

Estão mais ligados à área da poupança?

Foi mais no passado. Durante muitos anos estivemos focados no risco. Estamos também a apostar muito no marketing . Se para vender seguros automóveis não é tão necessário o marketing, nos seguros de vida, sim. Estamos a evoluir nesta área pela via do e-commerce . A poupança é o próximo passo e vamos trazer da Metlife produtos muito atractivos.

Os PPR estão a perder atractividade devido à retirada dos benefícios fiscais. Como ultrapassam isso?

Trazendo produtos um pouco diferentes, como de rentabilidade variável. Vamos tentar mostrar ao mercado que com esse tipo de produto se pode alcançar uma maior rentabilidade, apesar da perda dos benefícios fiscais. Temos de procurar alternativas. Já temos esses produtos e estamos a conversar com alguns bancos.

Mas actualmente a maior preferência é por depósitos a prazo. ..

Mas os nossos novos produtos são de capital garantido. Tenho a certeza absoluta de que as pessoas aderem a estes produtos. Serão lançados no último trimestre deste ano ou no princípio de 2012.

Onde procuram novos clientes?

Os seguros são uma necessidade, mas um produto pouco sexy para vender. Esperamos, através dos bancos, lançar produtos de protecção de créditos pessoais, de consumo, de cartões. Temos também uma carteira interessante de seguros de desemprego e vamos lançar um produto desta natureza que pode ser subscrito individualmente, sem recurso à banca.