29.4.22

Notícias dos bairros pobres

 in Diário de Aveiro


https://www.diarioaveiro.pt/noticia/82081



Portugal é a quarta das economias mais pobres a crescer menos


As mais recentes projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) dão conta que, entre 2019 (no período pré-pandemia) e 2027, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita português “deverá crescer, a preços contantes, cerca de 12 por cento”, um valor semelhante à média da União Europeia. No entanto, e de acor­do com o Instituto + Liberdade, a média da região é “influencia­da sobretudo pelas maiores economias (como a alemã e a francesa, por exemplo), que são economias mais desenvolvidas, consolidadas e ricas, pelo que apresentam menor crescimen­to potencial” - as previsões indicam um crescimento de apenas oito por cento para a Alemanha, e para a Fran­ça perspectiva-se um crescimento de seis por cento.
Apesar de o crescimento do PIB per capita português estar dentro da média da União Europeia, o Instituto + Liberdade alerta para um cenário “bem mais pessimista” quando se analisa Portugal com outras e­conomias “mais comparáveis”. “Todos os países do Leste europeu irão crescer consideravelmente mais do que Portugal”, revela, especificando que, “entre as 17 economias que estão abaixo da média da União Europeia (todas do Sul e Leste europeu), Portugal é superado por 13 países, incluindo as sete economias que ultrapassaram Portugal nos últimos 20 anos”, enumerando Malta, República Checa, Eslovénia, Lituânia, Estónia, Polónia e Hungria.
Segundo os dados apresentados, prevê-se que a Bulgária seja o país que apresentará maior crescimento (na ordem dos 28 por cento) do PIB per capita entre 2019 e 2027 no âmbito das economias da União Europeia que são mais pobres, seguindo-se a Polónia, com um crescimento de 26 por cento, e a Hungria e Roménia, cada um com um crescimento de 25 por cento.
“Apenas três países desta lista terão um crescimento inferior a Portugal: Itália [prevê-se um crescimento de 10 por cento], Espanha e Chipre [com crescimentos na ordem dos sete e seis por cento, respectivamen­te]”, remata o Instituto + Liberdade.