in IOl Diário
A coordenadora nacional dos Cuidados Continuados de Saúde garantiu, esta segunda-feira, que «nunca o diagnóstico de SIDA foi critério de exclusão de utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)». Inês Guerreiro reagia à interpelação colocada pelo Bloco de Esquerda (BE) na Assembleia da República sobre casos de doentes com VIH-SIDA alegadamente discriminados em instituições da RNCCI, questionando o Ministério da Saúde se tem conhecimento destas situações.
Em nota enviada à agência Lusa, Inês Guerreiro esclarece que a referenciação para a RNCCI é feita pelas equipas de gestão de altas hospitalares (EGA), que integram médico, enfermeiro e técnico de serviço social, de acordo com critérios que valorizam a situação de dependência física e social dos utentes.
A responsável enfatizou que «desde Janeiro de 2008 foram admitidos em unidades da Rede 195 utentes com o diagnóstico principal de SIDA e 324 com diagnóstico secundário» e que «519 doentes com SIDA em dois anos foram atendidos pelas unidades da RNCCI, de norte a sul do país».
O BE alegou ter conhecimento das «posturas discriminatórias» que algumas das instituições de saúde e de apoio social, públicas e privadas, que integram a RNCCI, têm adoptado com estes doentes, que estão num «estado avançado da sua doença e, por isso, particularmente fragilizados», relatando um caso concreto ocorrido no dia 16 de Fevereiro no serviço de Urgência do Centro Hospitalar Barreiro Montijo.


