16.3.10

Misericórdias temem agravamento da pobreza face ao PEC

in RR

O presidente da União das Misericórdias admite que as medidas incluídas no Programa de Estabilidade e Crescimento podem agravar a pobreza em Portugal.

As Misericórdias estão disponíveis para ajudar o Governo a ultrapassar este quadro de carências e apontam para a “prestação de serviços”.

Manuel de Lemos espera “uma estreita colaboração” com o Executivo e acrescenta que não é o facto do “complemento solidário para idosos ficar congelado que vai piorar a sua situação, até porque sabemos que muitas dessas verbas não eram aplicadas em benefício dos idosos, mas das suas famílias”.

Ficam alguns exemplos dos serviços que podem ser prestados pelas Misericórdias: “apoio domiciliário, acolhimento de idosos, refeições, serviços em detrimento de dinheiro”.

Por seu turno, a Rede Europeia Anti-pobreza, considera que tem de haver uma resposta estrutural para a pobreza, em que toda a sociedade tem de participar e não apenas o Governo.

O padre Jardim Moreira refere-se à necessidade de ser feito um plano nacional para combater este flagelo.