26.7.11

Actividade económica no norte da península diminuiu 20% por causa das portagens

in Dinheiro Vivo

O secretário de Estado dos Transportes recebe quarta-feira uma delegação do Eixo Atlântico, entre autarcas do norte de Portugal e da Galiza, para discutir as dificuldades de mobilidade entre as duas regiões provocadas pelas portagens.

O pedido de reunião foi feito pelo secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Mao, com o objectivo de abordar, também, a ligação ferroviária entre Portugal e a Galiza.

Segundo aquela entidade transfronteiriça "a não usual celeridade da resposta" para esta reunião com o secretário de Estado, Sérgio Monteiro, demonstra a "predisposição do governo português para encontrar fórmulas que permitam uma saída para ambos os problemas".

"Com o secretário de Estado português abordar-se-ão os problemas de mobilidade na eurorregião, sobretudo no que diz respeito ao pagamento das portagens nas autoestradas portuguesas, e ao transporte ferroviário Vigo -Viana do Castelo - Porto", sublinha uma nota do Eixo Atlântico enviada hoje aos órgãos de comunicação social.

O pedido de reunião ao governo português foi formalmente decidido em 15 de Julho, após uma reunião do Eixo Atlântico e que juntou, em Vigo, autarcas do Norte de Portugal e da Galiza.

Xoán Mao admitiu a "inquietude" galega com as dificuldades na mobilidade entre as duas regiões e reconheceu que desde a introdução de portagens nas antigas SCUT do Norte de Portugal a actividade económica na eurorregião registou "uma redução na ordem dos 20%".

Dos dois lados da fronteira é exigida ao Governo português "uma solução que garanta segurança [no pagamento] e que não aumente a incerteza actual", relativamente aos utentes galegos.

Isto, tendo em conta as dificuldades que o sistema de cobrança virtual está a provocar aos automobilistas espanhóis. Reclamam, por isso, um sistema de pagamento das portagens "único" para Portugal e Galiza.

Outra solução apontada pelo Eixo Atlântico, para "facilitar" o pagamento de portagens aos automobilistas espanhóis, prevê a emissão de vinhetas de utilização, válidas para um dia, e de fácil aquisição em vários postos de venda.

Do lado português, dizem, a redução das deslocações de turistas galegos está a provocar uma quebra nos negócios de fronteira, sobretudo na hotelaria e restauração.

A delegação do Eixo Atlântico vai também pedir um investimento na modernização da linha ferroviária entre Porto e Valença, para tornar a ligação à Galiza mais competitiva, nomeadamente para que os comboios funcionem com tempos de viagem "mais curtos" e não as actuais mais de três horas do serviço.