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19.12.22

Livro “A Diversidade no Envelhecimento” apresentado e debatido no Instituto Piaget em Viseu

in  Viseu Now, notícias online

A Biblioteca do Campus de Viseu do Instituto Piaget, recebeu, no passado dia 30 de novembro, a apresentação do livro “A Diversidade no Envelhecimento”. Coordenado por Zaida Azeredo, a publicação engloba autores de diferentes profissões e disciplinas, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, musicólogos, biólogos, educadores de atividade física e desporto, e, educadores sociais, estando, assim, representadas as duas linhas de investigação da RECI (Research Unit and Community Intervention), nomeadamente a ‘Educação ao longo da Vida’ e a ‘Intervenção Comunitária’.


«Seguindo o lema do Professor Abel Salazar de que “um médico que só sabe medicina, nem medicina sabe” o Director do Campus de Viseu – Professor Doutor Paulo Alves – lançou, muito antes da pandemia, à comunidade académica de Viseu, o desafio de todos os meses ser apresentado um livro que serviria para iniciar uma discussão científica sobre um tema. Este desafio tinha por objectivo não só ampliar conhecimentos numa perspectiva multidisciplinar, mas também motivar docentes e discentes à leitura extra-curricular», contextualiza a coordenadora Zaida Azeredo.

A profissional refere que «a ideia de publicar, anualmente (apenas com a interrupção nos anos da pandemia), um livro multidisciplinar e multiprofissional dedicado ao envelhecimento e/ou ao Idoso, surgiu, entre um grupo de investigadores e académicos interessados neste tópico, por Portugal estar com um índice de envelhecimento muito elevado, e ser um dos países europeus e do mundo mais envelhecido. Há, pois, necessidade de se juntar esforços multidisciplinares e transdisciplinares, num contributo para a compreensão do envelhecimento e do idoso em Portugal. Sendo o século XXI a era da mobilidade, da globalização e das TIC, este livro engloba, para além dos autores portugueses, autores do Brasil e de Angola, que connosco partilham preocupações e pensamentos sobre este tema.»

Terceiro de uma série sobre envelhecimento, publicado dentro da Colectânea Epistemologia e Sociedade, «este livro, sem querer ter a veleidade de ser exaustivo, procura nos seus capítulos abordar algumas das dimensões do envelhecimento. Assim, começa-se com um primeiro capítulo em que é feita uma reflexão sobre o idoso na sociedade portuguesa atual. Seguem-se vários capítulos relacionados com a funcionalidade do idoso e a atividade física como contributo para o envelhecimento ativo. Aborda-se, também, a qualidade de vida do idoso e as suas emoções. A necessidade de os serviços de saúde se adaptarem a um envelhecimento individual e coletivo também é mencionada em várias vertentes, nomeadamente no que diz respeito à humanização e à segurança», acrescenta a autora.

A apresentação contou, ainda, com as intervenções da professora e enfermeira Isabel Martins, que escreveu, em coautoria, o capítulo sobre ‘O papel do enfermeiro de família na capacitação do cuidador informal’; e do médico e provedor do estudante na Universidade da Beira Interior, Jorge Pereira, que além de falar sobre o capítulo em que é coautor, abordou a atividade física nas diversas faixas etárias e envelhecimento. Jorge Pereira é, igualmente, cronista do Portal Viseu Now.

A sessão foi seguida de um debate, «que dado o interesse que a temática despertou se prolongou mais do que o tempo que estava previsto. A interacção entre docentes e discentes foi muito profícua e interessante, estando o espaço para o evento completamente cheio, tendo mesmo havido necessidade de colocar algumas cadeiras suplementares. Este facto, por si só, revela a importância que o envelhecimento demográfico e a problemática do idoso estão já a ter em Portugal e nos concelhos do interior como Viseu», conclui Jorge Pereira.

19.2.21

Viseu: 74 empregos criados para pessoas em exclusão social e com deficiência

por Redação, in Jornal do Centro

Setenta e quatro empregos foram criados em Viseu no âmbito do Programa Incorpora, da Fundação La Caixa, durante o último ano.

O balanço foi feito esta quinta-feira (18 de fevereiro) pela entidade organizadora do projeto, que visa promover a contratação de pessoas com deficiência e em situação de exclusão social nas empresas.

De acordo com a Fundação La Caixa, foram criados 72 postos de trabalho para pessoas “em situação de exclusão social” e dois para “pessoas com alguma incapacidade física/intelectual”.

“Grande parte das contratações aconteceram já no período atual de pandemia Covid-19. Devido ao fecho de inúmeras empresas, especialmente dos setores da restauração e do turismo, o Programa adaptou-se para aproveitar as oportunidades que surgiram noutros setores, como, por exemplo, no das limpezas de hospitais, higienização, assistência a pessoas idosas em lares ou ao domicílio, escolas e refeitórios, entre outros”, explicou em comunicado.

As instituições responsáveis pela implementação do Programa Incorpora em Viseu foram a Associação de Paralisia Cerebral de Viseu e a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Viseu.

A nível nacional, o Programa Incorpora estendeu-se a todo o país, tendo passado a contar com 58 entidades colaboradoras. Os 113 técnicos da iniciativa partilharam informação sobre ofertas de trabalho e acompanharam as pessoas apoiadas nos processos de seleção e inserção, tanto nas empresas locais como nos processos de recrutamento promovidos por empresas de base nacional.

O programa criou, em 2020, 1.333 postos de trabalho em Portugal e contou com a colaboração de 508 empresas.

28.7.20

Catarina vive sozinha com 4 filhos e 100€ por mês

Liliana Carona, in RR

Por causa da pandemia, a Cáritas de Viseu viu os pedidos de ajuda aumentarem 75% face ao mesmo período do ano passado. Chegam, sobretudo, de mulheres.

“Sou sozinha, não tenho suporte familiar”, conta Catarina, uma das mulheres que recorre à Cáritas Diocesana de Viseu para suprir as dificuldades que a pandemia de Covid-19 veio aumentar. Esta mulher vive sozinha com quatro filhos e cem euros por mês.

A instituição admite estar a passar por “um momento muito difícil”. Os pedidos de ajuda, comparativamente com o período homólogo de maio/junho, aumentaram 75%.

O “lay-off”, o desemprego, problemas de saúde fazem com que, atualmente, 1.683 pessoas sejam ajudadas todos os dias por esta Cáritas Diocesana. A grande parte dos pedidos (80%) que chegam ao atendimento são mulheres.

“Ficaram completamente desprotegidas nesta situação da Covid-19. Tendo trabalhos precários e não havendo contrato de trabalho, foram as primeiras a ficar desprotegidas”, explica a diretora técnica da Cáritas Diocesana de Viseu, Manuela Alberto.

À instituição pedem, acima de tudo, alimentos e fraldas para os filhos.

É o caso de Catarina. Chega à Cáritas de Viseu com pressa. Tem em casa quatro filhos – rapazes menores com 15, 9, 4 anos e ainda o mais novo, com 5 meses. E não tem retaguarda familiar.

Aos 32 anos, vive sozinha com as crianças, depois de um casamento em que foi vítima de violência doméstica.

“Sou sozinha, não tenho suporte familiar, não estou junta, mas mesmo assim ele [ex-marido] faz-me a vida num inferno”, revela.

“Sofri violência doméstica durante 11 anos, não tinha onde pedir ajuda se não aqui, na Cáritas”, garante, confidenciando ainda o modo como reagiu a família quando contou que ia deixar o casamento para trás.

“Quando contei em casa da minha família, só ouvi: ‘eu também apanhei e aguentei’”.

Catarina não tem emprego. “Tem feito formações profissionais, mas na sequência da Covid-19 foram suspensas e só agora recomeçam”, explica a diretora técnica da Cáritas Diocesana de Viseu.

Recebe o Rendimento Social de Inserção (RSI) no valor de 400 euros. “Depois de pagar as contas e o T3, de renda de 300 euros”, sobram-lhe menos de 100.

“Como é que a D. Catarina pode viver com 100€?”, questiona Manuela Alberto.

O sonho desta mulher era “trabalhar num restaurante. Sempre adorei cozinha”. Mas também gostaria de fazer “limpezas”. No fundo, “trabalho honesto e ter uma vida mais ou menos”, sorri.

O senhor Fernando é a raridade

Aos 52 anos, Fernando é o caso raro de homens que chegam à Cáritas Diocesana de Viseu.

A exceção é justificada pela doença da mulher, que não se consegue deslocar ao atendimento da Cáritas, na avenida Alexandre Herculano. É doente oncológica e os medicamentos que tem de comprar são pagos pela Cáritas, depois de ter as receitas da farmácia à vista. É Fernando que os vai pedir.

Mas há mais. Fernando tinha um contrato com o fundo de desemprego de Tondela para ir para uma quinta de vinhas, mas, também por causa da pandemia, voltou ao subsídio de desemprego de 430€.

“Fiquei sem transportes, perdi o contrato”, lamenta em declarações à Renascença, debaixo da compreensão de Manuela Alberto.

“Neste rendimento, 56 euros são para medicação”, acrescenta a diretora técnica. “Se nós não apoiarmos, vai falhar noutras necessidades do agregado”, explica.

“Até estudantes ajudamos”, mas “sobrevivemos de donativos”

Foi a partir de março que o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, Monteiro Marques, começou a verificar um aumento dos pedidos de ajuda. Mas o “pior foi nos meses de maio e junho. Foi muito a sério”.

“Em 2019, tínhamos nesse período 403 atendimentos e, em 2020, 764. Num universo de 305 famílias em 2019, passámos para 541 famílias em 2020. No ano passado, em maio/junho, tínhamos 957 pessoas e este ano temos 1.683 pessoas a serem ajudadas – ou seja, um aumento de 75% nos pedidos de ajuda”, revela sem papas na língua.

Monteiro Marques destaca a interação “com 20 Cáritas paroquiais da diocese de Viseu, onde as comunidades brasileiras, angolanas e ucranianas têm surgido com mais frequência a pedir ajuda.

“Vêm fruto do ‘lay-off’, do desemprego, dos problemas de saúde, das idas ao médico… até estudantes ajudamos”, sublinha.

Os números não param de crescer e o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, há seis anos no cargo, não esconde as dificuldades.

“Temos duas fontes importantes de rendimento: a Semana Cáritas e os peditórios das missas. Não tivemos nem uma nem outra. Zero. Sobrevivemos, por isso, dos donativos”, lamenta.

O responsável adianta, a propósito, que, para fazer donativos através do “pagamento de serviços” (no multibanco ou no “homebanking”) todos os campos – referência e entidade – são preenchidos com o número 7.

Mas “através do site da Cáritas Diocesana de Viseu também podem ajudar”, acrescenta em jeito de apelo.

De doador a ajudado

“Temos pessoas que vêm ter connosco, que já contribuíram para a Cáritas e que nunca lhes passou pela cabeça virem pedir. Eu próprio já não sei, se de um momento para o outro, também não vou precisar”, admite Monteiro Marques, concluindo que o mais importante é que “quem venha à Cáritas saia de cá, pelo menos, com o seu problema parcialmente resolvido”.

Para o presidente da Cáritas Diocesana de Viseu, a experiência dos incêndios de outubro de 2017, ensinou-se lhe que é sempre possível ajudar.

“Os incêndios alteraram a nossa vida, mas se me dissessem que íamos ter necessidade de 500 mil euros para resolver os 45 casos mais urgentes, eu não acreditaria e ultrapassou-se. Temos fé”, afirma, apelando mais uma vez aos donativos.

“Quem tiver hipótese, passe por aqui. Passamos por um momento difícil, estamos na avenida Alexandre Herculano e, se tiver hipótese de ajudar, nós canalizaremos para quem mais precisa”, apela. 




5.12.19

Envelhecimento está mais presente no distrito de Viseu, do que na cidade

José Carreira, in Jornal do Centro

O envelhecimento e isolamento da população são problemáticas que afetam a região de Viseu. Temas que são prioridade para o Projeto Envelhecer, criado recentemente. O promotor José Carreira fala de uma realidade mais presente no distrito do que no concelho de Viseu.

“Considera-se que em Viseu não há uma problemática muito forte de envelhecimento, mas sabemos que o distrito é um dos mais envelhecidos do país, juntamente com Vila Real e Guarda, mas temos outras questões como o isolamento e a solidão não-desejada, porque há muitas pessoas que se sentem sós”, diz em declarações ao programa Centro Solidário da Rádio Jornal do Centro.

O promotor revela que a pessoa idosa típica em situação de solidão é “mulher e vive numa aldeia muitas vezes afastada da cidade e dos serviços”.

José Carreira sublinha ainda que a solidão também é vivida no meio urbano e que as pessoas que vivem nessa situação “têm muitas dificuldades em sair de casa, devido às acessibilidades”. Um problema que, considera, tem vindo a ser resolvido por exemplo pelos programas da Câmara de Viseu que visam melhorar a qualidade de vida.

O Projeto Envelhecer está esta semana no programa Centro Solidário, que pode ouvir esta quarta-feira (4 de dezembro) às 23h00 na Rádio Jornal do Centro, com repetição às 13h45 de quinta-feira (dia 5) e durante o fim de semana.

A entrevista a José Carreira pode ser acompanhada brevemente na edição impressa e no site do Jornal do Centro.

30.11.18

Viseu desafiado a criar núcleo para organizar greve feminista em 2019

in Notícias ao Minuto

A plataforma Rede 8 de Março desafiou na quinta-feira várias entidades de Viseu para a criação de um núcleo para ajudar organizar a greve feminista em 2019.

Mobilizámos pessoas que pertencem a diversas associações de Viseu e também ao Bloco de Esquerda, para criarem um núcleo em Viseu que tem como objetivo organizar na cidade, em sintonia com a plataforma nacional, a greve feminista de 08 de março de 2019", afirmou à agência Lusa a representante da Coletiva, organização que integra a plataforma.

Patrícia Martins adiantou que a plataforma nacional Rede 8 de Março vai ser apresentada publicamente no dia 08 de dezembro, no Porto, onde acontecerá a primeira assembleia nacional de forma a organizar a greve do próximo ano.

A greve tem como base a defesa da igualdade da mulher principalmente em quatro contextos, o laboral, doméstico, escolar e académico, precisou a responsável.

"Mas abrange muito mais áreas, porque, infelizmente, a desigualdade entre géneros é comum em quase todos os contextos", declarou.

Patrícia Martins adiantou que "a ideia é chegar a todas as mulheres".

"A iniciativa quer-se nacional, por isso é que a plataforma se está a apresentar em várias cidades do país para constituírem núcleos para dinamizar a greve em todas as localidades", explicou.

A iniciativa de quinta-feira à noite decorreu na Escola Superior de Educação de Viseu, onde está sediada a associação Jovem pela Igualdade que pertence à plataforma, assim como outras associações, coletivos, organizações políticas, sindicatos e pessoas a título individual sem que pertençam a qualquer organismo.

Viseu junta-se agora a Amarante, Coimbra, Lisboa, Braga, Covilhã, Vila Real e Porto na criação de um núcleo para organizar localmente a greve 08 de março de 2019, à semelhança da que aconteceu em Espanha, este ano, que assinalou o Dia Internacional da Mulher com uma greve feminista à escala nacional.

Naquele dia, mais de dez mil pessoas concentraram-se na Praça Cibeles, no centro de Madrid, capital espanhola, para uma manifestação com o lema "Vivas, livres e unidas pela igualdade", num dia em que a Espanha realizou uma greve do género qualificada pelos sindicatos como "um êxito rotundo".

20.7.16

Saiba quais são os dois distritos com mais idosos a viverem sozinhos

in Visão Solidária

Os cerca de 300 militares da GNR envolvidos na operação "Censos Sénior 2016" sinalizaram 43 322 idosos em todo o país que vivem sozinhos, isolados ou em situação de vulnerabilidade


Quase oito mil idosos moram sozinhos ou isolados em Viseu e na Guarda, os distritos do país com mais pessoas nestas condições, segundo dados da operação "Censos Sénior 2016" divulgados.

Tal como em 2015, Viseu é o distrito com o maior número de casos, onde foram sinalizados pelos militares da GNR 4 113 idosos a viverem nestas condições, mais 358 do que no ano anterior.

Já no distrito da Guarda foram sinalizados 3 870 idosos que vivem sozinhos ou isolados, mais 634 do que em 2015, referem os dados da operação, que decorreu entre 1 e 30 de abril em todo o país. Em terceiro lugar surge o distrito de Vila Real, com 3 455 idosos sinalizados.

Segundo os dados, os distritos do Porto e de Lisboa foram os que registaram menos pessoas que vivem sozinhas ou isoladas, com 1 134 e 972 idosos sinalizados, respetivamente.

Os distritos que registaram o maior aumento de idosos a viver nestas condições foram Braga, que passou de 1 647 em 2015 para 3 022 em 2016 (45%), Leiria, que subiu de 882 para 1 380 (40%) e Faro, que aumentou de 1 977 para 3 048 (35%).

Os cerca de 300 militares da GNR envolvidos na operação "Censos Sénior 2016" sinalizaram 43 322 idosos em todo o país que vivem sozinhos, isolados ou em situação de vulnerabilidade, mais 4 106 em relação ao ano anterior (9,4%).

A GNR adianta que continuará, ao longo ano, a acompanhar os idosos sinalizados, realizando visitas regulares às suas residências, no sentido de promover mais ações de sensibilização e fazer uma avaliação da sua segurança.

8.6.16

Diocese tem as portas abertas para receber refugiados

In "Jornal A Beira"

O Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, disse na passada segunda-feira, 23 de maio, que a Diocese tem as “portas abertas” para receber refugiados, mas lembrou que muitas vezes “a política não facilita” essa vinda, exigindo muitos protocolos.

D. Ilídio falava na abertura da Semana Solidária da Freguesia de Viseu que aconteceu na Escola Secundária Alves Martins e abriu na segunda-feira com a conferência ‘A(B)raços com o Voluntariado’ que juntou numa ‘mesa redonda’ a Cáritas Diocesana, a Amnistia Internacional e a ‘From Kimera With Love’, um projeto de voluntariado criado pela portuguesa Marta Baeta. O Bispo de Viseu lembrou alguns momentos da ação do Papa Francisco no caso específico dos refugiados, e referiu que “num mundo em que se globaliza a indiferença”, em que “ficamos insensíveis às imagens que passam nas televisões”, as pessoas devem procurar ver na solidariedade uma forma de conhecerem o outro, as suas necessidades, de forma a transmitir um “acolhimento humano” tão necessário aos mais necessitados.

Antes, o presidente da junta de Viseu, Diamantino Santos, apresentou alguns dos momentos da Semana Solidária, enfatizando que “há em Viseu uma comunidade que se preocupa, que é solidária”. Dirigindo-se aos muitos alunos presentes no auditório, o autarca incentivou-os a darem “um bocadinho de nós aos outros. Uma palavra amiga é por vezes fundamental”, apelando a que “participem e sejam solidários”.
A Semana Solidária está a decorrer até domingo, 29 de maio. Para esta quinta-feira, dia 26, está marcada uma edição especial do Mercado ‘Indo Eu’, no Mercado 2 de Maio. Na sexta-feira, dia 27 será dedicada ao Associativismo, com a realização da conferência ‘O Associativismo em Portugal: Metas e desafios’, marcada para as 14h30 na sede da Associação Comercial. Durante o encontro, várias instituições nacionais darão a conhecer o trabalho que estão a desenvolver na área do associativismo, enquanto que as associações locais irão apresentar “casos de sucesso” em áreas como a juventude, turismo, desporto, cultura e apoio social.

Sem – abrigo de viseu com cuidados de saúde na rua a partir de junho

In "Jornal do Centro"


A Saúde em Português – Delegação Regional do Centro vai avançar em Viseu com consultas de rua para a população sem-abrigo. O projeto entra em julho no terreno e estende-se por 12 meses. Vai envolver voluntários da área da Saúde que, utilizando as suas competências profissionais, recursos disponibilizados e experiência no terreno, pretendem intervir na saúde física e psicológica das pessoas em condição de sem-abrigo.

Esta Organização Não Governamental (ONG) foi uma das contempladas com um apoio nanceiro no âmbito do Apoio ao Associativismo da Junta de Freguesia de Viseu. “O voto de confiança do Apoio ao Associativismo da Freguesia de Viseu ao nanciar o projeto Saúde sem Teto é fundamental para a sua concretização e a Delegação Regional do Centro de Saúde em Português agradece em nome de todos os seus futuros beneficiários”, realça Vítor Martins, secretário da Saúde em Português – Delegação Regional do Centro.

São parceiros envolvidos neste projeto a Junta de Freguesia de Viseu, a ASCEV e a associação Bora Lá. Este é o segundo projeto que a “Saúde em Português” coloca no terreno. O primeiro dado a conhecer envolve a prestação de cuidados de saúde na população que trabalha na prostituição. As consultas móveis para a população começam em agosto. A prestação dos cuidados de saúde complementares vai se feita por uma Unidade Móvel de Saúde (disponibilizada pela autarquia viseense), em articulação com a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados D. Duarte.

Outra parceria será com o CAD de Viseu que permitirá, por exemplo, a realização de testes rápidos VIH/SIDA no local. No âmbito deste projeto, será construída uma base de dados, identificação dos principais fatores de risco, avaliação das mudanças de comportamento de risco e aferição do impacto do projeto na população- alvo. A ONG pretende, depois, fazer a apresentação dos resultados nais, nomeadamente o número de pessoas alcançadas. “Este é um projeto que tem a característica de poder ser replicado em qualquer distrito do país, com vantagens em termos sociais e de saúde pública”, sublinham os promotores.

A inovação do “Saúde na Esquina” foi um dos projetos distinguidos pelo Movimento Mais para Todos, lançado pela SIC Esperança e pela cadeia de distribuição alimentar Lidl. A delegação de Viseu vai ainda desenvolver outras iniciativas, como a “Saúde na Prisão” e “Saúde Rural” que tem como missão “levar médicos de família a freguesias com carências”. O objetivo de todo este projeto é o de levar a “saúde ao encontro de uma população tantas vezes marginalizada”.

Criada em 12 de dezembro do ano passado, a delegação para a Região Centro da “Saúde em Português” decidiu colocar em Viseu a sua sede com o objetivo de promover o desenvolvimento regional e estimular melhores condições sociais. A organização existe há 22 anos e está sediada em Coimbra. Trabalha com bolsas de exclusão e tem sido reconhecida pelo seu trabalho voluntário nas comunidades dos países de língua portuguesa e em territórios de con ito, guerra e catástrofes. “Apesar do nosso trabalho ser mais reconhecido a nível internacional, continuamos a desenvolver a nossa missão na promoção da igualdade de oportunidades”, sublinha Hernâni Caniço, presidente da ONG.

1.6.16

Sem-abrigo de Viseu com cuidados de saúde na rua | Parceria entre ‘Saúde em Português’ e Freguesia de Viseu

In "Dão e Demo"

A Saúde em Português – Delegação Regional do Centro vai avançar, em Viseu, com consultas de rua para a população sem-abrigo. Esta Organização Não Governamental (ONG) foi uma das contempladas com um apoio financeiro no âmbito do Apoio ao Associativismo da Junta de Freguesia de Viseu. O projeto entra em julho no terreno e estende-se por 12 meses. Vai envolver voluntários da área da Saúde que, utilizando as suas competências profissionais, recursos disponibilizados e experiência no terreno, pretendem intervir na saúde física e psicológica das pessoas em condição sem-abrigo. “O voto de confiança do Apoio ao Associativismo da Freguesia de Viseu ao financiar o projeto Saúde sem Teto é fundamental para a sua concretização e a Delegação Regional do Centro de Saúde em Português agradece em nome de todos os seus futuros beneficiários”, realça Vitor Martins, secretário da Saúde em Português – Delegação Regional do Centro. São parceiros envolvidos neste projeto a Junta de Freguesia de Viseu, a ASCEV e a associação Bora Lá.

24.5.16

Freguesia de Viseu dedica semana à solidariedade

José Fonseca, in "Diário de Viseu"

A Freguesia de Viseu vai realizar, entre os dias 23 e 29 deste mês, a Semana Solidária. O presidente da junta viseense, Diamantino Santos, explicou ao Diário de Viseu que a iniciativa tem como objectivo dar visibilidade às colectividades que actuam na área social e angariar apoios, como, por exemplo, vestuário e bens alimentares, que será entregue às instituições que auxiliam os munícipes mais desfavorecidos, nomeadamente, ao Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu, a Cáritas Diocesana e a Cáritas Paroquial e as Conferências de São Vicente de Paulo.
Segundo o autarca, estão previstas dezenas de actividades, ao longo de sete dias, em diversos locais da freguesia de Viseu, que terão como eixos fundamentais o apoio e a solidariedade, a saúde e o associativismo. “Queremos mostrar o que de bom se faz na freguesia, promover o trabalho em rede e sensibilizar a comunidade para a solidariedade”, referiu Diamantino Santos.

Das diversas acções previstas, destaque para um concerto solidário, marcado para o dia 25, que juntará no Adro da Sé Catedral o artista das mil vozes Fernando Pereira e a Orquestra Ligeira do Exército.

Para assistir ao espectáculo será necessário entregar um bem alimentar num dos três pontos de recolha que existirão no local.
A abertura da Semana Solidária está marcada para as 14h30, do dia 23, na Escola Secundária Alves Martins, com a realização da palestra “(A)Braços com o voluntariado”, que contará com a presença do bispo de Viseu, D.
Ilídio Leandro.

No dia seguinte, realiza-se, ao longo de todo o dia, numa tenda gigante que ficará montada junto à Escadaria da Igreja dos Terceiros, a Feira da Saúde.
Os interessados poderão percorrer um circuito de diversos rastreios. Além disso, também estão previstos workshops e acções de sensibilização, que terão como temas a importância de uma alimentação saudável e a dor crónica, por exemplo. Será dada também a possibilidade de aprender manobras de Suporte Básico de Vida e de participar numa aula de Zumba.

O dia 24 ficará também marcado pela realização da 1.ª sessão plenária da Comissão Social da Freguesia de Viseu, cujo regulamento foi aprovado recentemente pela Assembleia de Freguesia de Viseu. A sessão está prevista para as 21h00, no Auditório da Freguesia de Viseu.

O dia 27 será dedicado ao associativismo. Nas instalações da Associação Comercial do Distrito de Viseu realizar-se-á, a partir das 14h30, a conferência “O Associativismo em Portugal: metas e desafios”. Instituições nacionais darão a conhecer o trabalho que têm vindo a desenvolver, enquanto que associações de Viseu terão a oportunidade de apresentar casos de sucesso em áreas como a juventude, o turismo, o desporto, a cultura e o apoio social.

A Junta de Viseu irá aproveitar para também proceder à entrega dos apoios ao associativismo relativos a este ano e para apresentar o Guia do Associativismo da Freguesia de Viseu, que tem como objectivo dar a conhecer as associações da freguesia, o trabalho que desenvolvem e a melhor forma para serem contactadas, servindo de apoio a quem procura auxílio e a quem pretende parceiros para projectos.
Refood na freguesia A Junta de Viseu realiza, no dia 25, no Auditório Mirita Casimiro, a conferência “Ser Sociedade , Desafios Globais para uma sustentabilidade local”, que contará, entre outros, com a presença dos responsáveis pelo ReFood em Coimbra. Segundo Diamantino Santos, o projecto, que consiste na distribuição por famílias carenciadas de comida recolhida em restaurantes, poderá vir a ser implementado na freguesia de Viseu.

Carrinha a circular pela freguesia Durante a realização da Semana Solidária, uma carrinha irá percorrer a freguesia de Viseu com o objectivo de “auscultar” a população. A Junta viseense pretende recolher sugestões e saber quais são os problemas que mais afligem os habitantes das diversas localidades e bairros que compõem a freguesia.

| Freguesia de Viseu organiza Semana Solidária Iniciativa Evento realiza-se entre os dias 23 e 29 deste mês e visa dar visibilidade às instituições que actuam no âmbito social Concerto solidário vai juntar Fernando Pereira e a Orquestra Ligeira do Exército no Adro da Sé No dia 26, feriado, realiza-se uma edição especial do Mercado Indo Eu, que terá como palco o Mercado 2 de Maio
Freguesia de Viseu dedica semana à solidariedade De 23 a 29 de Maio

30.3.16

Unidade móvel vai prestar apoio médico a prostitutas e sem-abrigo em viseu

Nuno Noronha, in "Sapo"

Projeto “Saúde na Esquina” da ONG Saúde em Português quer abranger a população que vive à margem dos cuidados do Sistema Nacional de Saúde.

A notícia é avançada pelo jornal Público.

A organização não-governamental (ONG) “Saúde em Português” vai avançar, em Viseu, com consultas médicas na rua para pessoas sem-abrigo e prostitutas.

A unidade móvel de saúde começa a percorrer as estradas do concelho a partir de agosto.

"Além das consultas, vamos dar conselhos de promoção de saúde e apoio social", explica Inês Figueiredo, delegada em Viseu da ONG que foi criada em finais do ano passado (2015), citada pelo referido jornal.

"Esta população terá, simultaneamente, acesso a apoio psicossocial tanto em ambiente de consulta como em ambiente informal de rua", nomeadamente com a realização de testes rápidos de VIH/SIDA no local, por exemplo.

7.1.16

Crise ´pede´ mais voluntariado

In "Notícias de Viseu"

"Em momentos de crise como o actual, que extravasam os parâmetros meramente económico/financeiros, o voluntariado volta a ter necessidade de encontrar soluções para problemas gerados por uma sociedade à procura de um novo rumo". A afirmação é da coordenadora do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, Maria Elisa Borges, e foi proferida sábado passado, 5 de dezembro, na conferência que celebrou o Dia Internacional dos Voluntários, em Moimenta da Beira, promovida pelo Banco Local de Voluntariado em que a Câmara Municipal, como entidade enquadradora, deu o devido acolhimento. A responsável deu exemplos de novos problemas que emergiram com a crise: "o envelhecimento das sociedades, a solidão, a perda de laços afectivos, a ilusória sustentabilidade dos sinais exteriores de riquezas, as medidas de política que condicionam a organização do trabalho e a utilização do tempo livre, a necessidade de conhecimento da aprendizagem ao longo da vida, entre muitos outros, que estão na ordem do dia".

Maria Elisa Borges, que apelou ao reforço do número de novos voluntários, lembrou contudo que para se ser voluntário "é preciso existir uma motivação, ter perfil para a actividade, estabelecer um compromisso, ter a formação adequada, ter o enquadramento adequado por parte de uma instituição, e uma coordenação convincente por parte da mesma, para que a sua acção seja realmente eficaz". A conferência contou ainda com outros quatro oradores (José Requeijo, Alexandre Monteiro, Rosa Silva e Sara Guia) e o testemunho (Cacilda Lopes) de uma voluntária. A sessão de abertura foi feita por Hélder de Jesus Tavares, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moimenta da Beira, e presidida pelo chefe do Executivo Municipal, José Eduardo Ferreira. A de encerramento, por Susana Lemos, Vereadora da Acção Social. Para a inscrição de mais voluntários, o Banco Local de Voluntariado funciona nos serviços municipais de Acção Social (254 520 074 ou 925 200 200, ; bancodevoluntariado@cm-moimenta.pt).

14.2.12

Mangualde recebe formação sobre “Intervenção com Famílias Pobres”

in Diário de Viseu

Iniciativa do Núcleo Distrital de Viseu da EAPN – Rede Europeia Anti
Pobreza/Portugal, em parceria com a Câmara Municipal,realiza-se no próximo mês de Março.

[Leia aqui o artigo na íntegra]