1.8.13

Minho regista uma das melhores recuperações na insolvência de empresas

Pedro Vila-Chã, in Jornal de Notícias

O presidente da AIMinho, António Marques, diz que a "economia regional está a reagir e a fazer frente às insolvências".

Esta posição decorre dos números agora revelados que apontam Braga como o terceiro distrito onde se regista o maior número de insolvências (335, que corresponde a 10,1% do total nacional), mas que também apresenta os índices de recuperação mais positivos. No primeiro semestre de 2013, registaram-se menos 29% de insolvências.

No distrito de Viana do Castelo registou-se uma evolução muito positiva, tendo as insolvências diminuído neste primeiro semestre 26% (53, que corresponde a 1,6% do total nacional). Segundo o Presidente da AIMinho, António Marques, "nos distritos de Braga e de Viana do Castelo regista-se uma das maiores diminuições a nível nacional no número de insolvências (-27,5% de insolvências), o que comparado com a média nacional (-10%) é muito significativo!"

Lisboa (752, com aumento de 7%) e Porto (764, com redução de 15%), continuam a ser os dois distritos com mais insolvências em Portugal. Por oposto, a Madeira (-31%) regista a maior redução em termos homólogos, secundado pelos distritos de Braga (-29%) e Viana do Castelo (-26%).

"Os dois distritos da Região Minho registam reduções significativas, mostrando que a economia regional está de facto a reagir e a fazer frente às insolvências", diz António Marques. No primeiro semestre de 2013 registaram-se em Portugal 3.311 insolvências, uma redução de 10% relativamente ao período homólogo do ano passado.

As microempresas continuam a ser as mais afetadas (66,7%). 26% do total das empresas insolventes são do setor da construção e as empresas abrangidas por Planos Especiais de Revitalização (PER) estão a aumentar, tendo-se registado 577 casos no primeiro semestre de 2013.

No primeiro semestre de 2013, os sectores de atividade mais afetados pelo desaparecimento de empresas foram os sectores da Construção (26%) com 854 casos, dos Serviços (18%) com 597 casos, o Retalho (17%) com 565 casos e o sector Agroalimentar (6%) com 210 casos. No entanto, os sectores que registaram um maior crescimento homólogo, com mais de 50 de casos de insolvência, face a igual período do ano passado foram os sectores Serviços de TI e Automóvel com uma variação de 30% e 11% respetivamente.

O Presidente da AIMinho refere que, "embora os números de insolvências sejam ainda muito elevados na Região Minho, particularmente no distrito de Braga, estes são dados animadores tendo em conta o ambiente de crise económica e financeira agravadas por uma política pública que tem dado valorizado mais a austeridade do que o relançamento da economia e do crescimento".