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11.7.22

Um em cada 10 alunos do ensino profissional abandona a escola

 in SIC

Dados são do Ministério da Educação.

Um em cada dez alunos que frequentavam o ensino profissional abandonou os estudos em 2020 antes de acabar o curso, mas quase 70% das escolas conseguiram que os seus estudantes o terminassem no tempo esperado.

As conclusões resultam de uma análise feita pela agência Lusa, com base em dados divulgados pelo Ministério da Educação que permitem acompanhar o percurso dos alunos que em 2017/2018 seguiram do 3.º ciclo para o ensino profissional.

Num universo de 31.550 estudantes, cerca de 3.700 não chegaram ao final do curso e acabaram por abandonar a escola antes do tempo.

O número representa 12% dos alunos que tinham entrado no ensino profissional três anos antes, mas regista também uma ligeira descida de 0,7 pontos percentuais em relação ao ano letivo anterior.

Apesar desses casos, num universo de 695 escolas, a maioria (67,5%) conseguiu que pelo menos metade dos seus alunos terminasse o curso no tempo esperado.

Em 154 estabelecimentos de ensino, a taxa de sucesso foi de, pelo menos, 80% dos seus alunos, e houve até duas em que o feito foi conseguido por todos os estudantes: a escola Pedro Álvares Cabral, em Belmonte, e a escola António Nobre, no Porto.

Em sentido contrário, houve três escolas em que nenhum dos alunos concluiu, naquele ano, o curso no tempo esperado.

Comparando, por outro lado, com a média nacional das escolas cujos alunos tinham um perfil semelhante ao ingressarem no profissional, em termos de idade e de apoios, em mais de metade foram superadas, ou pelo menos igualadas, as expectativas.

Houve, no entanto, 239 escolas que ficaram abaixo da média nacional.

As bases de dados permitem ainda identificar as escolas que nos últimos três anos letivos estiveram sempre a melhorar as percentagens de alunos que conseguiram concluir os cursos no tempo esperado. Foram 223, enquanto em 42 o indicador piorou a cada ano letivo.

Através de um outro critério, introduzido no ano passado pelo Ministério da Educação, é igualmente possível fazer uma análise semelhante olhando para os alunos mais carenciados e em 2019/2020 houve um grupo de 124 escolas onde, pelo menos, metade terminou o curso em três anos e 90 que superaram a média nacional.

Média nacional

Neste caso, a média nacional é calculada tendo por base os alunos do país que, ao entrarem no ensino secundário profissional, tinham um perfil semelhante em termos de idade, apoios, habilitação da mãe e categoria da escola relativamente à percentagem de alunos com ação social escolar.

Essa comparação permite aferir o nível de "equidade" nas escolas, e a esse nível destaca-se o agrupamento de escolas Coimbra Oeste, que conseguiu que que 91% dos seus alunos com ação social escolar concluíssem o curso profissional nos três anos.

A nível nacional, foram apenas 55% os alunos com percursos semelhantes que conseguiram um feito semelhante.No que toca a garantir o sucesso académico dos alunos carenciados, seguem-se no topo deste 'ranking' escolas de Fernão do Pó, Bombarral, e Coelho e Castro, em Santa Maria da Feira, onde quase nove em cada dez estudantes carenciados fizeram o secundário em três anos, fixando-se 30 e 28 pontos percentuais acima da média, respetivamente.

Cursos mais populares

À semelhança dos anos anteriores, os cursos de Ciências Informáticas continuam a ser os mais populares, com mais de 15 mil estudantes, seguindo-se os de Hotelaria e restauração (cerca de 12 mil alunos), Áudiovisuais e Produção dos média, Desporto, e Turismo e lazer, estes três com mais de 10 mil inscritos em 2019/2020.

Por outro lado, os cursos ligados à Arquitetura e Urbanismo eram os menos aliciantes, com apenas 15 alunos), à semelhança das áreas do Artesanato (27 alunos) e Floricultura e jardinagem (33 alunos).

20.4.22

Mais estudantes com deficiência abandonaram o Ensino Superior durante a pandemia

in Semanário Expresso

Número de estudantes que concluíram o curso diminuiu aproximadamente 19,7%

O número de estudantes com necessidades especiais de educação (NEE) que abandonaram o ensino superior durante a pandemia aumentou. De acordo com os dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência a que o “Jornal de Notícias” teve acesso, 323 alunos com NEE desistiram dos seus cursos (7,1%).

Para além disso, o número de estudantes que concluíram o curso diminuiu cerca de 19,7%. O inquérito, realizado em 100 estabelecimentos de Ensino Superior e 287 unidades orgânicas, tanto públicas como privadas, revela a importância do ensino presencial”.

O presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, Fontainhas Fernandes, alerta que “é preciso obter mais informação, perguntar aos estudantes quais os motivos [da desistência], se financeiros ou de outro tipo”.

3.2.22

Escolas perderam 322 mil alunos numa década

in JN

As escolas, desde creches ao ensino superior, perderam mais de 322 mil alunos numa década, com destaque para o ensino básico que registou uma quebra de 15,5%, revela o relatório do Conselho Nacional de Educação (CNE).

"Em 2010/2011, 2.320.004 crianças, jovens e adultos frequentavam o sistema educativo português. Dez anos depois, em 2019/2020, contam-se menos 322.113 inscritos, correspondendo a uma quebra de 14%", regista o relatório Estado da Educação 2020.

Segundo a análise feita pelo CNE, a maior redução de alunos aconteceu no ensino básico, que perdeu 170.862 estudantes entre 2010 e 2020, o que representa uma quebra de 15,5%.

Em relação ao ano letivo de 2010/2011, houve menos 16,6% alunos no 1º ciclo, menos 18,6% no 2º ciclo e menos 12% no 3º ciclo.

A tendência de redução do número de alunos ao longo da última década é apenas quebrada num ano e num nível de ensino. No ano letivo de 2019/2020 na educação pré-escolar estavam inscritas 251.108 crianças, mais 7.389 do que no ano anterior, segundo os dados agora apresentados pelo CNE.

No geral, entre os anos letivos de 2010/2011 e 2017/2018, houve uma diminuição progressiva de crianças a frequentar a educação pré-escolar, "um fenómeno que abrangeu todas as idades entre os três anos e o início da escolaridade".

O relatório do CNE indica ainda que nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira as taxas de cobertura das respostas sociais para a primeira infância registaram um aumento progressivo ao longo da última década, enquanto em Portugal continental houve um aumento de oferta até 2015, ano em que começou a registar-se uma redução.

"Em dez anos, a taxa de pré-escolarização das crianças entre os três e os cinco anos registou, em Portugal, um aumento de 7,1 pontos percentuais (pp). Os acréscimos mais expressivos (cerca de oito pp) verificaram-se nos três e nos quatro anos", sublinha o relatório hoje divulgado, que aponta a Área Metropolitana de Lisboa como a região com a menor taxa de pré-escolarização das crianças entre os três e os cinco anos em 2019/2020, seguida dos Açores.

Nestas duas regiões, a taxa foi inferior a 90%.

A principal razão da diminuição sistemática dos inscritos na educação pré-escolar deve-se à redução da taxa de natalidade, o que explica igualmente a quebra que se verifica também nos ensinos básico e secundário.

A grande maioria (mais de 80%) das crianças e jovens de todos os níveis de ensino frequentam o sistema público de educação, com exceção do ensino pré-escolar, onde o setor privado assume mais força, acolhendo 53% das crianças inscritas.

Em 2020, havia cerca de 10,29 milhões de residentes em Portugal, dos quais 347 388 eram crianças dos zero aos três anos e 176.064 em idade pré-escolar (com quatro ou cinco anos), refere o CNE, lembrando que havia ainda 859.226 crianças e jovens com idade para frequentar o ensino básico e 319 059 o ensino secundário.

Taxa de abandono escolar entre os 18 e os 24 anos nos Açores é a mais alta da Europa

in Público on-line

A taxa regional é o triplo da média nacional e os Açores são “a região portuguesa onde há menos gente com o ensino superior”. Para o sociólogo Fernando Diogo, é importante estudar as causas deste fenómeno e promover o sucesso escolar.

O sociólogo e professor da Universidade dos Açores, Fernando Diogo, alertou esta quarta-feira para a estagnação da taxa de abandono escolar precoce de educação e formação entre os 18 e os 24 anos nos Açores, que é já a mais alta da Europa.

“Em 2020, acontecem duas coisas muito preocupantes. A taxa regional é o triplo da média nacional, por um lado e, por outro lado, infelizmente torna-se a taxa mais alta de entre todas as regiões da União Europeia”, afirmou, em declarações aos jornalistas em Angra do Heroísmo, à margem do Fórum da Educação, integrado no Conselho Coordenador do Sistema Educativo.

Segundo o sociólogo, é sobretudo “preocupante” a estagnação da taxa de abandono escolar precoce de educação e formação entre os 18 e os 24 anos, que em 2020 atingia os 27% na região, quando a média do país era de 8,9%.

“Até 2017, os Açores acompanhavam a tendência nacional de uma forma muito paralela de descida desta taxa, mas a partir de 2017 a taxa nacional continua a descer e a regional estabiliza”, explicou. “As outras regiões continuam a descer e a Guiana francesa, que era a mais alta, já está ligeiramente abaixo do valor dos Açores”.

Em causa estão jovens entre os 18 e os 24 anos, “que já deixaram o sistema de ensino e não completaram pelo menos o 12.º ano”.

Para o sociólogo, é importante estudar as causas deste fenómeno e promover o sucesso escolar para travá-lo. “O problema é conseguir que estes jovens tenham mais sucesso escolar, para quando chegarem aos 18 anos e estiverem a pensar em deixar a escola já tenham o 12.º ano, ou até continuem um pouco mais”, defendeu.

O especialista lembrou que os Açores são “a região portuguesa onde há menos gente com o ensino superior”.

"Excessivo foco” nas construções escolares

A proposta do Governo Regional de criação de uma estratégia da Educação para a década é vista com bons olhos por Fernando Diogo, que alerta ainda assim para o perigo de o programa se focar demasiado nas infra-estruturas e nas condições laborais dos professores.

“Uma primeira ameaça é ficar refém das reivindicações laborais dos professores, que são muito importantes, obviamente, mas que muito facilmente se sobrepõem a tudo o resto graças à dinâmica reivindicativa e capacidade de intervenção pública dos sindicatos”, frisou.

O investigador criticou por outro lado o “excessivo foco” nas construções escolares, alegando que as verbas da Educação no Plano e Orçamento da Região são praticamente destinadas às infra-estruturas. “É bom termos boas escolas, mas isso não é de todo importante, nem decisivo, para a questão que é fundamental, que é a construção do sucesso escolar dos alunos nas suas várias componentes”, apontou.

Fernando Diogo propõe uma estratégia com foco nos alunos e para isso defende uma maior aposta na “organização das escolas, na formação pós-escolar dos professores e na supervisão do trabalho dos professores”.

“O trabalho dos professores é totalmente decisivo para o sucesso escolar dos alunos, num contexto em que nós também sabemos que o principal preditor do sucesso escolar dos alunos é a escolaridade da mãe”, avançou.

“Num contexto de uma região autónoma onde as escolaridades são baixas, podemos esperar resultados baixos dos alunos e se nós queremos quebrar esse problema terá de ser por via do trabalho dos professores e da organização das escolas”, acrescentou.

Questionado sobre o programa Pro-Sucesso, implementado pelo anterior Governo Regional, o sociólogo reconheceu que teve “inúmeras coisas positivas e importantes”. “É preciso de facto sobretudo organizar melhor e não tanto deitar fora um trabalho que já está feito, porque recomeçar será ainda pior”, apelou.

25.1.22

Que fatores contribuem para o abandono escolar na comunidade cigana?

in CNN

A coordenadora do Observatório das Comunidades Ciganas, Maria José Casa-Nova, abordou na CNN Portugal a alta taxa de abandono escolar naquela comunidade.

De acordo com a responsável, há várias questões que acabam por levar ao desfecho, nomeadamente aquelas que estão relacionadas com motivos sociais.

11.10.21

Relatório OCDE: são necessárias cinco gerações para quebrar o ciclo da pobreza infantil

in Sapo

Em Portugal, a OCDE destaca o aumento do abandono escolar.

O relatório sobre educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revelou que as escolas em Portugal estiveram mais cinco dias fechadas do que a média dos países que fazem parte da organização. O documento revela também que são necessárias cinco gerações para vencer a pobreza das crianças mais desfavorecidas e as suas consequências.

Este ano, o relatório sobre a educação da OCDE analisa o impacto da Covid-19 na educação das crianças e jovens. Segundo o relatório, os alunos do 3º ciclo do ensino básico ficaram, em média, 97 dias sem entrar na escola, mas 5 dias do que a média dos 37 países que fazem parte da OCDE.

O mesmo documento revela que são necessárias cinco gerações para quebrar o ciclo da pobreza infantil, e das suas consequências. A escola presencial é extremamente importante para evitar a propagação do ciclo. Segundo a OCDE, é fundamenta que haja “formação de professores para que saibam lidar com a diversidade que encontram, quando chegam à sala de aula”.

Durante a pandemia, o fosso entre alunos favorecidos e desfavorecidos aumentou consideravelmente. Há medidas implementadas pelos países que podem minimizar a situação e Portugal é apontado como exemplo.

O analista Eric Chabornnier explica que o exemplo de Portugal é muito interessante, no que diz respeito à luta contra as desigualdades. “Há uma luta contra o abandono escolar, sobretudo nas zonas mais desfavorecidas, que coloca no lugar uma política inclusiva e que junta as autarquias, os atores sociais dessas autarquias, e as escolas que trabalham juntas com as famílias, para que seja implementada uma política que seja aceite por todos”, diz o analista da OCDE.

Outra das medidas em destaque é o investimento da formação de professores, para quepossuam capacidade de compreender as necessidades individuais dos alunos. De acordo com o estudo, ainda são muitos os adultos com baixa escolarização em Portugal.
Portugal surge ao lado da Colômbia, Costa Rica, Turquia e México como os cinco países com mais adultos sem o ensino secundário. Portugal aparece como um dos países qu teve o maio aumento de jovens adultos entre os 25 e os 24 anos que continuam a estudar depois de terminar o ensino obrigatório.

A OCDE destaca ainda que os salários dos professores com 15 anos de experiência aumentaram ligeiramente entre 2005 e 2020, menos em Portugal onde diminuíram cerca de 6%. Mas o relatório diz também que os professores portugueses trabalham menos horas do que a média da OCDE.

16.7.20

Educação: Abandono escolar em Portugal continua a recuar mas ainda está acima da média europeia

Por Sonia Bexiga, in Executivedigest

Em 2019, a média do abandono precoce da educação e formação (em percentagem da população com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos) entre os 27 Estados-membros da União Europeia foi de 10,2%, numa descida de 0,9 pontos percentuais face à última leitura realizada em 2014, segundo os dados do Eurostat, divulgados esta terça-feira.

A análise do gabinete de estatística da UE, no âmbito do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4) ‘Educação de qualidade’, mostra que em Portugal, em 2020, esta percentagem, é de 10,6%, sendo de destacar que tem, desde 2014, percorrido uma trajetória descendente. Em 2014, esta percentagem era de 17,4%.

Em Portugal, em 2020, em matéria de formação de adultos (dos 25 aos 64 anos) a média europeia é de 10,5%; em termos de ensino superior 36,2% terminam a sua formação e ainda que 80,3% da população com ensino superior conseguiu entrar para o mercado de trabalho.

Ainda sobre os 27, os números mostram que em matéria de formação de adultos (dos 25 aos 64 anos) a média europeia é de 10,8%; que em termos de ensino superior 40,3% terminam a sua formação e ainda que 80,9% da população com ensino superior conseguiu entrar para o mercado de trabalho.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4) ‘Educação de qualidade’ procura garantir o acesso a uma educação eqüitativa e de qualidade em todas as etapas da vida. Além das qualificações formais, o ODS 4 também visa aumentar o número de jovens e adultos com habilidades relevantes para emprego, empregos decentes e empreendedorismo.

Numa economia cada vez mais globalizada e baseada no conhecimento, a União Europeia precisa de uma força de trabalho qualificada e qualificada para competir em termos de produtividade, qualidade e inovação. A educação também reforça nosso desenvolvimento pessoal.

7.8.19

Portugal é o primeiro país da UE a legalizar o projeto que combate o abandono escolar

By Daniela Mendes Carvalho, in Comumonline

As Escolas de Segunda Oportunidade têm como objetivo combater casos graves de abandono escolar e consequente exclusão social. Este projeto entra em vigor no próximo ano letivo 2019/2020.

O Ministério da Educação publicou, esta terça-feira, um despacho que reconhece legalmente o projeto das Escolas de Segunda Oportunidade, que trabalham com jovens que abandonaram a escola sem dar por concluída a sua formação. Este modelo destina-se a jovens com mais de 15 anos que tenham deixado a escola há pelo menos um ano e que não tenham qualificação profissional.

O plano já existe há cerca de 11 anos em Portugal, com a criação da Escola de Segunda Oportunidade de Matosinhos, tendo-se desenvolvido mais nos últimos anos. A nível europeu estas escolas surgiram em 1999 após o reconhecimento, por parte da Comissão Europeia, da educação de segunda oportunidade. Portugal é o primeiro país a reconhecer formalmente este projeto.

O secretário de Estado da Educação, João Costa, explica que o despacho publicado vai permitir “institucionalizar um modelo que até agora não tinha enquadramento legal”. João Costa acredita ainda que haverá um alargamento da oferta neste tipo de formação, especialmente em zonas onde existem “focos grandes de exclusão social”, como é o caso da área metropolitana de Lisboa.

Os alunos que frequentem as Escolas de Segunda Oportunidade têm de estar formalmente inscritos num agrupamento de escolas pertencentes à rede pública. Apesar do despacho permitir a adoção de um “modelo pedagógico personalizado” enquadrado legalmente, estas escolas têm que garantir a formação dos alunos nos instrumentos de certificação disponíveis na lei. Os jovens podem integrar os cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), se tiverem mais de 18 anos, ou o Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF), indicado para idades dos 15 aos 18 anos em risco de exclusão escolar e social.

Em Portugal, as Escolas de Segunda Oportunidade existem na sua maioria na zona do Porto, encontrando-se espalhadas na Maia, Valongo, Arco Maior e a já referida em Matosinhos. Perto da capital apenas existe uma escola, em Samora.

Embora a taxa de abandono escolar tenha atingido o valor mais baixo de sempre no último ano – 11.8% – o diploma assinado esta terça-feira tem estabelecidas orientações para a criação de um plano a nível nacional que visa dar resposta aos jovens que abandonaram o sistema educativo e estão em risco de exclusão social.
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Educação de segunda oportunidade

21.4.16

Quem deixa os estudos mais cedo? Portugal (muito) perto do pódio

POR João Oliveira, in Notícias ao Minuto

Três primeiros lugares sao ocupados por Espanha, Malta e Roménia.

Dados de um estudo do Eurostat, relativos ao ano de 2014, colocam Portugal muito perto dos três países líderes no que diz respeito a abandonar os estudos mais cedo. Por abandono escolar, leia-se, estudantes (com idades entre os 18 e 24 anos) que deixam os estudos após o 12.º ano, ou seja, que não entram para o ensino superior.
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Nos dados desse estudo, Espanha é líder com quase 22% (21,9%) da população sem interesse ou acesso ao ensino universitário. Seguem-se Malta e Roménia, com 20,3% e 18,1%, respetivamente.

Em quarto lugar surge Portugal, onde 17,4% dos estudantes não chegam ao terceiro nível de ensino profissional, apresentando valores acima da média europeia, onde um em cada dez alunos abandona os estudos após o ensino secundário.

Essa meta, contudo, é uma das prioridades do programa de crescimento da União Europeia, que pretende que os níveis do abandono escolar “fiquem abaixo dos 10%”, de modo a impulsionar o emprego e por consequência reduzir os níveis de pobreza.

11.2.16

Taxa de abandono precoce desce para 13,7% em 2015

In "Correio da Manhã"

A taxa de abandono precoce de educação e formação aproxima-se da meta de 2020. A taxa de abandono precoce de educação e formação caiu para os 13,7%, em 2015, quase quatro pontos percentuais, quando comparado com o valor de 17,4%, registado em 2014, anunciou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com uma atualização de dados esta quarta-feira publicada no portal do INE, a taxa de abandono precoce entre os jovens residentes no país, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, caiu 3,7% no ano passado, ficando mais próxima da meta de 10%, a atingir até 2020, estabelecida para Portugal, no âmbito do programa comunitário Horizonte 2020. Os dados mostram que a taxa continua a ser mais elevada entre os homens do que entre as mulheres, com valores em 2015 que variam entre os 16,4%, para os homens, e os 11%, para as mulheres.

Em 2014, os valores fixaram-se em 20,7%, para os homens, e 14,1%, para as mulheres. Na região da Madeira, em 2015, cerca de um em cada quatro jovens, entre os 18 e os 24 anos (23,6%), abandonou o seu percurso de educação ou formação. A região da Madeira foi a única região do país a registar um aumento da taxa de abandono precoce, de 2014 para 2015, passando dos 22,7% para os 23,6%. Já nos Açores, a taxa de 2015 fixou-se em 28,8%, abaixo dos 32,8% de 2014.

13.11.15

Portugal tem a quarta taxa mais alta de abandono escolar

In TVI 24

Monitor da Comissão Europeia destaca progressos, mas que a redução para 17,4% está ainda muito longe da meta de 10%

O “Monitor da Educação e da Formação 2015” da Comissão Europeia, publicado nesta quinta-feira, destaca os “progressos significativos” feitos em Portugal no combate ao abandono escolar precoce, que continua ainda assim a ser o quarto mais elevado da União Europeia.

De acordo com o relatório anual sobre Educação elaborado pelo executivo comunitário, o abandono escolar precoce em Portugal baixou 30,9% em 2009 para 17,4% em 2014, o quarto valor mais alto entre os 28 Estados-membros (apenas superado por Espanha, Malta e Roménia), acima da média comunitária de 11,1% e “ainda muito longe” da meta de 10% estabelecida ao nível europeu para 2020, aponta o documento.

Dando conta de diversas iniciativas lançadas pelas autoridades para combater o abandono escolar, o relatório defende que “Portugal deve agora assegurar que os diversos programas” postos em prática “são complementares entre si e estão a trabalhar de forma efetiva para o mesmo objetivo”.

Relativamente ao ensino superior, o relatório adverte que a taxa “relativamente baixa” de recém-licenciados que encontram emprego (73,6%, comparada com a média europeia de 80,5%) pode tornar as universidades menos atrativas para os jovens em Portugal, que “parecem cada vez menos inclinados a acreditar no valor de estudos académicos”.

12.11.15

Progressos contra abandono escolar

In Correio da Manhã

O "Monitor da Educação e da Formação 2015" da Comissão Europeia, publicado esta quinta-feira, destaca os "progressos significativos" feitos em Portugal no combate ao abandono escolar precoce, que continua ainda assim a ser o quarto mais elevado da União Europeia. De acordo com o relatório anual sobre Educação elaborado pelo executivo comunitário, o abandono escolar precoce em Portugal baixou 30,9% em 2009 para 17,4% em 2014, o quarto valor mais alto entre os 28 Estados-membros (apenas superado por Espanha, Malta e Roménia), acima da média comunitária de 11,1% e "ainda muito longe" da meta de 10% estabelecida ao nível europeu para 2020, aponta o documento. Dando conta de diversas iniciativas lançadas pelas autoridades para combater o abandono escolar, o relatório defende que "Portugal deve agora assegurar que os diversos programas" postos em prática "são complementares entre sim e estão a trabalhar de forma efetiva para o mesmo objetivo".

12.5.15

Abandono escolar no superior é de quase 40% entre os alunos que entraram com 10 valores

Clara Viana, in Público on-line

Responsável da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência fala de "efeito mortal".

Quase 40% dos alunos que entram no ensino superior universitário com média de 10 valores abandonam os estudos passado um ano. Uma percentagem que desce para 6% entre os que que têm 15 valores como nota de ingresso.

São dados divulgados nesta quinta-feira de manhã por um dos responsáveis da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), João Baptista, num seminário sobre sucesso académico que decorrerá durante todo o dia.

Dez é a média mínima de ingresso no superior. “Não estava à espera desta dimensão”, admitiu João Baptista, que não hesita em descrever o impacto das notas de ingresso na probabilidade de abandono do ensino superior como um “efeito mortal”. Esta informação diz respeito aos alunos que entraram no ensino superior universitário pelo concurso nacional de acesso no ano lectivo de 2011/2012, o primeiro em que passou a existir informação sobre o percurso individual de cada estudante.

A variação faz-se logo sentir quando a média de ingresso passa de 10 para 11 valores, com uma redução da taxa de abandono passado um ano de 39% para 23,6%. “Se os números por vezes falam, estes aqui gritam”, comentou João Baptista, que desafiou as instituições do ensino superior a elaborar novas estratégias de acolhimento dos novos alunos com base no que os novos dados sobre abandono revelam.

No ensino superior politécnico, o “fenómeno é semelhante, embora com uma dimensão menor”, frisou o subdirector-geral da DGEEC, referindo que 18% dos que entraram com média de 10 valores neste subsistema de ensino já não estavam a estudar um ano depois de terem ingressado, descendo esta percentagem para 14% quando a média de entrada é de 11 valores.

Com base na informação sobre o percurso individual dos estudantes, a DGECC conseguiu calcular a taxa de abandono do ensino superior de uma forma “mais exacta” do que aquela utilizada até então e que resultava da proporção entre os que saíam do sistema de ensino e os que tinham entrado três anos antes. Para o fazer, foi tentar saber qual a situação em 2012/2013 dos alunos que se tinham inscrito no 1.º ano do superior, pela primeira vez, em 2011/2012. Resultado: 12% tinham abandonado os estudos, uma taxa que é três vezes inferior à registada quando o universo se restringe aos que entraram com uma média de 10.

A taxa geral de abandono passado um ano é idêntica no superior universitário e no politécnico públicos, mas sobe para 17% no privado.

Os números gerais relativos ao abandono foram utilizados no portal Infoescolas, lançado no ano passado pelo Ministério da Educação e Ciência, onde é possível saber quais as estatística nacionais e o que acontece curso a curso tanto no que respeita ao abandono como à empregabilidade.

Agora a DGEEC foi apurar também quais são os impactos das dificuldades económicas sentidas pelos estudantes na taxa de abandono e concluiu que é muito menor do que o revelado pelas dificuldades escolares, traduzidas nas médias de ingresso.

A taxa de abandono um ano depois do ingresso é menor (4%) no grupo de alunos que se candidataram a bolsas de estudo devido a carências do seu agregado familiar e que viram as suas candidaturas aprovadas. Esta percentagem passa para 9% entre os alunos que não se candidataram a bolsas, um resultado que se mantém quase inalterável quando os alvos de análise são os estudantes que viram recusada a bolsa e os que primeiro tiveram uma recusa, mas cuja situação foi depois reavaliada, levando à concessão deste apoio.

“Há muito poucos alunos nesta última situação, mas este é um indicador de que os alunos decidem abandonar logo no primeiro semestre”, frisou João Baptista. Em 2013/2014 foram apresentados 85.546 pedidos de bolsa de estudo. Destes, 62.125 foram aprovados.

O seminário sobre sucesso académico, que está a decorrer nesta quinta-feira, resulta de uma iniciativa conjunta do secretário de Estado do Ensino Superior e de várias instituições universitárias e politécnicas.

21.11.14

Uma em 30 crianças nos EUA não tem abrigo

in Jornal de Notícias

Uma em cada 30 crianças nos EUA não tem casa, um máximo histórico que é atribuído às altas taxas de pobreza no país, aos elevados custos das habitações e ao impacto da violência doméstica.

O relatório "Os marginais mais jovens dos EUA", publicado pelo Centro Nacional de Famílias Desamparadas, indica que cerca de 2,5 milhões de crianças norte-americanas estiveram sem casa em algum momento no ano de 2013.


"A falta de habitação entre as crianças alcançou proporções epidémicas. Há crianças sem casa esta noite em cada cidade, em cada condado, em cada Estado, em cada canto do país", assegurou Carmela DeCandia, coautora do estudo e diretora do centro encarregado da sua redação.

Apesar de DeCandia reconhecer que o governo federal conseguiu avanços na redução da falta de abrigo para veteranos de guerra e adultos, insistiu em que o número de crianças sem-abrigo aumentou 8% entre 2012 e 2013.

"Não se dirigiu o mesmo nível de atenção e recursos para ajudar as famílias e as crianças. Como sociedade, vamos pagar um preço alto, em termos humanos e económicos", acrescentou.

No documento explica-se que esta situação afeta a saúde dos menores de maneira drástica, uma vez que mais de 25% das crianças em idade pré-escolar sem-abrigo sofrem problemas mentais e requerem atenção médica, percentagem que aumenta para 40% no caso dos menores em idade escolar.

Muitos, adverte-se no relatório, lutam por ir à escola, perdem muitas aulas, repetem anos e acabam por abandonar a escola.

"Viver em refúgios, sótãos de vizinhos, carros, tendas de campismo e locais piores faz com que as crianças sem habitação sejam as pessoas mais invisíveis e esquecidas da nossa sociedade", disse Decandia, para quem, "sem uma ação decisiva imediata, o objetivo de acabar com a falta de habitação na infância até 2020 ficará fora de alcance".

15.4.14

Abandono escolar é preocupação sem rostos nem números

por Rui Marques Simões, in Diário de Notícias

Educação. Ainda não há estatísticas nacionais que o comprovem nem desistentes que aceitem dar a cara, mas os líderes de associações estudantis do ensino secundário e superior garantem que o abandono escolar está a aumentar. Estudo da Federação Académica do Porto estime em 500 mil as desistências do superior em década e meia


É uma inquietação recente, ainda sem suporte estatístico nem "vítimas" com vontade de contar a sua história. O abandono escolar, motivado por razões económicas, está a aumentar tanto no ensino secundário como no superior: é a convicção e a preocupação número um dos estudantes (e um sintoma da crise).

"O último relatório de atividade das comissões de proteção de crianças e jovens em risco qualifica como muito significativo o aumento das situações que comprometem o direito à educação. E quantifica o fenómeno: 22,2 % dos casos registados no primeiro semestre de 2013 são violações dos direitos dos menores à educação. O absentismo e o abandono escolar já são a segunda maior ameaça a menores na tipologia adotada pela Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco", elucida Santana Castilho, especialista em política educativa.

Mas nem seria necessário uma opinião especializada para mostrar a preocupação dos estudantes do ensino secundário e superior. Ela está-lhes nos discursos. "As estatísticas mostravam uma melhoria quanto ao abandono escolar, mas agora estamos a viver o inverso", diz o presidente da Federação Nacional do Ensino Superior Particular e Cooperativo, Joel Pereira. "De ano para ano, estas situações têm aumentado", acrescenta o líder da Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico, Daniel Monteiro. "É um problema crónico e negativo", sentencia, por sua vez, o presidente da Federação Académica do Porto, Rúben Alves.

E a inquietação até já chegou ao secundário: "Há cada vez mais pessoas com dificuldades em acabar o 12.º ano. As famílias não têm condições para pagar passes, refeições, livros e demais despesas. Há casos na minha escola de pessoas que deixaram de estudar por não conseguirem aguentar ou que passaram para o ensino noturno para trabalharem ao mesmo tempo", descreve, ao DN, Beatriz Pinto, membro da Direção da Associação de Estudantes da Escola Secundária António Sérgio (em Vila Nova de Gaia), que foi porta-voz dos estudantes do ensino básico e secundário, na última manifestação nacional, em março.

Na verdade, as estatísticas ainda não mostram o avolumar destes casos (e, por vergonha, nenhum ex-estudante aceita contar a sua história). Os últimos dados do Eurostat apontam uma taxa de abandono escolar precoce (relativo a quem tem entre 18 e 24 anos, não concluiu o ensino secundário e já não estuda) de 19,2% em 2013. O valor mostra uma evolução em relação a 2012, quando se situava nos 20,8%. E uma melhoria clara, em relação aos 28,7% de 2010 ou aos 41,2% de 2003. Essa evolução também é fruto do alargamento a 12 anos do ensino obrigatório (a partir de 2009). No entanto, Portugal mantém, ainda assim, o terceiro pior registo da União Europeia a 28 (só atrás de Espanha e Malta), bem longe da média de 12,0 e do objetivo europeu de 10,0 em 2020.

Quanto a dados mais atuais, o Ministério da Educação não respondeu em tempo útil ao pedido feito pelo DN. No ensino superior, Conselho de Reitores das Universidades Portugueses, Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado não dispõem de estatísticas. Mas os ecos dos abandonos por motivos financeiros foram surgindo nos últimos meses: 678 desistências na Universidade de Coimbra, 620 na do Porto, 600 no Minho, 168 no Algarve, 180 no Instituto Politécnico de Leiria, 111 no de Castelo Branco...

Um cálculo feito pela Federação Académica do Porto aponta mesmo para cerca de 500 mil desistências do ensino superior em 15 anos (entre 1996 e 2011). "Concluímos este número partindo dos dados disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior quanto ao número de inscritos em cada ano, quanto ao número de matriculados no primeiro ano pela primeira vez e quanto ao número de diplomados... chegando por defeito ao valor de desistências", explica Rúben Alves.

Agora, a preocupação é crescente. "A ação social não é suficiente tendo em conta os problemas das famílias", explica Daniel Monteiro. "As instituições estão a reagir tarde demais", aponta Rúben Alves, explicando que se devia prestar mais atenção "a indicadores como o não pagamento de propinas ou o insucesso escolar". "Há que criar mecanismos para perceber se o estudante está em risco. Não nos podemos dar ao luxo de perder estas pessoas", alerta, por seu lado, o presidente da Associação Académica de Coimbra, Ricardo Morgado.

Perante este cenário, e os "muitos pedidos de ajuda" que a federação de estudantes do privado tem recebido, Joel Pereira propõe-se mesmo a criar "um fundo de emergência", para acorrer aos pedidos mais urgentes, e "uma plataforma de aproximação entre empresas, instituições e alunos" (para motivar os estudantes que ponham o abandono como hipótese por temer a falta de empregabilidade).

Já o Governo vai lançar, com financiamento europeu, o programa Retomar, que pretende financiar com bolsas o regresso aos estudos de quem tenha deixado o ensino superior, nos últimos anos, por motivos económicos.

11.4.14

Eurostat. Há mais diplomados e menos abandono escolar em Portugal

in iOnline

Portugal está também longe da média da UE - 36,8%, em 2013, uma subida de 1,1% na comparação com o ano anterior e já perto do objetivo para 2020

O número de licenciados aumentou dois pontos percentuais em Portugal em 2013, face a 2012, e a taxa de abandono escolar prematuro sofreu um ligeiro recuo, mas as metas para 2020 continuam longe, divulga hoje o Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), em Portugal havia, em 2013, 29,2 por cento de diplomados do ensino superior, face aos 27,2 de 2012, sendo que a meta traçada para 2020 é de 40%.

Portugal está também longe da média da UE - 36,8%, em 2013, uma subida de 1,1% na comparação com o ano anterior e já perto do objetivo para 2020.

O Eurostat destaca, no entanto, a prestação de Portugal no longo prazo, tendo sido um dos dez estados-membros em que o número de pessoas entre os 30 e os 34 com diploma do ensino superior mais do que duplicou comparando com os 13% de 2002.

Os números do abandono escolar ou da formação registaram em Portugal uma ligeira melhoria de 2012 (20,8%) para 2013 (19,2%), sendo o objetivo para 2020 de 10%. A média da UE é, respetivamente, de 12,7% e 11,9%.

Mais uma vez, os progressos de Portugal são mais visíveis na comparação a longo prazo: a taxa de abandono escolar (população entre os 18 e os 24 anos que concluiu o primeiro ciclo do secundário, mas não estuda nem faz qualquer formação) era, em 2005, de 38,8%.

9.4.14

Grupo para a Integração dos Ciganos alerta para abandono escolar

in Sol

O Grupo Consultivo para a Integração das Comunidades Ciganas (CONCIG) alertou na terça-feira as autoridades judiciárias para a necessidade de encontrarem "caminhos que conduzam à inclusão" das crianças ciganas no sistema de ensino.

O alerta do CONGIG, divulgado no Dia Internacional dos Ciganos, que foi assinalado na terça-feira, surge na sequência de decisões judiciais que determinaram o arquivamento de processos referentes ao abandono escolar precoce de menores oriundos das comunidades ciganas, com "base nas suas especificidades étnicas e culturais".

Em comunicado, o grupo consultivo lembra que "a educação é um direito inalienável" e "fundamental enquanto garantia do acesso à igualdade de oportunidades, designadamente de género".

Salienta ainda que "é possível a conciliação entre o direito fundamental do acesso à educação e o direito à identidade cultural das crianças e jovens provenientes das comunidades ciganas".

Segundo o grupo, já existem práticas que têm sido implementadas nos últimos anos e que têm alcançado "resultados significativos" no combate ao abandono escolar precoce e na promoção do sucesso educativo.

Estas práticas, que passam por ofertas formativas diversificadas e pelo diálogo com os parceiros locais, famílias, mediadores e associações ciganas, evitam o "encaminhamentos de crianças ciganas de uma forma generalizada e injustificada".

O grupo anunciou que irá "dar conhecimento desta preocupação" junto do Governo e das autoridades judiciárias, nomeadamente da Procuradoria-Geral da República e do seu Conselho Consultivo, e alertar para "a necessidade de sensibilização dos decisores judiciários e demais autoridades para a procura de caminhos que conduzam à inclusão destas crianças no sistema de ensino.

Criado ao abrigo da Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas, o CONCIG é coordenado pela Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural e conta com representantes de sete ministérios, governos regionais dos Açores e da Madeira, dos municípios, das freguesias, de organizações da sociedade civil, de associações ciganas e de instituições do ensino superior.

Lusa/SOL

21.3.14

Portugal exibe elevada esperança de vida, alto desemprego e abandono escolar, segundo Eurostat

in Dinheiro Digital

Portugal é um dos países europeus com maior esperança média de vida, mas com um desemprego de longa duração e abandono escolar precoce mais elevados, revela hoje um estudo do Eurostat sobre qualidade de vida.

Este boletim do gabinete de estatísticas comunitário que analisa indicadores de qualidade de vida na União Europeia, com dados essencialmente de 2012, é publicado por ocasião do Dia Internacional da Felicidade, instituído pelas Nações Unidas e celebrado na quinta-feira, 20 de março.

Além do Produto Interno Bruto (PIB) 'per capita', tradicionalmente utilizado para medir o desenvolvimento económico e social, o Eurostat avalia oito outras dimensões: as condições materiais, atividade laboral ou produtiva, índices de saúde, educação, lazer ou atividades sociais, segurança económica e física, governação e direitos, condições de vida e de natureza.

O PIB português em paridades de poder de compra está abaixo da média europeia, de 25,5, com 19,4, apesar de, por exemplo, apenas 35,9% dos inquiridos dizerem não ter possibilidades para fazer frente a despesas inesperadas, à frente de países como o Reino Unido (42,9%), a Itália (42,5%) ou a Espanha (42,1%), que possuem índices de riqueza 'per capita' superiores ao português.

A esperança média de vida em Portugal é de 80,6 anos, ligeiramente acima dos 80,3 anos verificados em termos médios a nível europeu, enquanto a Espanha é o país com o valor mais elevado: 82,5 anos.

Já no abandono escolar precoce, Portugal está bastante acima da média europeia (12,7%), com 20,8%, sendo a Croácia o Estado-membro com menor taxa de abandono (4,2%) e Espanha com a maior (24,9%).

Também no desemprego de longo prazo, Portugal, com 7,7%, se mantém acima da média dos 28 países (4,7%), sendo a Grécia o país com a taxa mais alta (14,4%) e a Áustria com a mais baixa (1,1%).

Em relação, por exemplo, à taxa de homicídios, um dos indicadores de segurança, Portugal está em linha com a média europeia (1,1%), numa tabela que, neste aspeto, é liderada pela Lituânia, com 6,7%.

Dinheiro Digital com Lusa

19.3.14

Portugal com elevada esperança de vida, mas alto desemprego e abandono escolar - Eurostat

in Destak

Portugal é um dos países europeus com maior esperança média de vida, mas com um desemprego de longa duração e abandono escolar precoce mais elevados, revela hoje um estudo do Eurostat sobre qualidade de vida.

Este boletim do gabinete de estatísticas comunitário que analisa indicadores de qualidade de vida na União Europeia, com dados essencialmente de 2012, é publicado por ocasião do Dia Internacional da Felicidade, instituído pelas Nações Unidas e celebrado na quinta-feira, 20 de março.

Além do Produto Interno Bruto (PIB) 'per capita', tradicionalmente utilizado para medir o desenvolvimento económico e social, o Eurostat avalia oito outras dimensões: as condições materiais, atividade laboral ou produtiva, índices de saúde, educação, lazer ou atividades sociais, segurança económica e física, governação e direitos, condições de vida e de natureza.

30.9.13

Absentismo e abandono escolar já são a segunda maior ameaça a menores

Natália Faria, in Público on-line

Relatório sobre a actividade das comissões de protecção de crianças e jovens em risco regista "aumento muito significativo" de situações que comprometem direito à educação e que já são 22,2% do total de casos

A exposição a comportamentos que comprometem o bem-estar da criança, sobretudo a situações de violência doméstica, continua a ocupar o primeiro lugar das problemáticas identificadas pelas comissões de protecção de crianças e jovens. Mas, no primeiro semestre de 2013, o que mais aumentou foram as ameaças ao direito dos menores à educação. Houve 3147 novos casos sinalizados junto daquelas comissões.

A tendência para o aumento destes casos já vem de 2012 e, segundo o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJR), Armando Leandro, a explicação mantém-se: "O alargamento da escolaridade para o 12.º ano fez aumentar os casos de absentismo, abandono ou insucesso escolar". Não surpreende, assim, que sejam as escolas quem mais comunica situações de perigo às comissões (seguem-se a polícia e os pais ou cuidadores).

Em números, as escolas sinalizaram 5480 casos às comissões no primeiro semestre de 2013, ou seja, 31,6% do total de novos casos. No mesmo período de 2012, as escolas tinham sido responsáveis pela denúncia de 4533 casos.

Segundo o relatório da actividade das comissões de protecção de crianças e jovens relativo aos primeiros seis meses deste ano, aquelas acompanharam 53.494 processos. Mais 1328 do que nos primeiros seis meses de 2012. Daqueles, 35.087 processos tinham transitado de 2012. No total, foram instaurados 14.930 novos processos. Mais 418 casos do que no período homólogo anterior.

A exposição a comportamentos desviantes destaca-se por ocupar o primeiro lugar das problemáticas identificadas. A tendência foi inaugurada em 2012. Mas, apesar de terem sido sinalizados 3598 novos casos, e de estes pesarem 25,4% no total das situações de perigo identificadas, houve uma diminuição. É que no primeiro semestre de 2012 tinham sido já sinalizados 3608 casos relacionados, sobretudo, com a exposição a cenas de violência doméstica.

Nos primeiros seis meses de 2012, as comissões tinham já identificado 2505 novas situações de absentismo, abandono ou insucesso escolar. Estas eram já a terceira problemática mais sinalizada. Nos primeiros seis meses deste ano, o número de novos casos aumentou para os referidos 3147, o que fez com que passassem a constituir a segunda situação de perigo mais sinalizada às comissões.

O que aumentou também foram as situações em que a criança se coloca a ela própria em perigo. Houve 1834 novos casos nos primeiros seis meses deste ano, ou seja, 13% do total (1547 nos primeiros seis meses de 2012). Os consumos abusivos de álcool ou drogas contribuem grandemente para esta categoria, segundo Armando Leandro, que refere ainda "casos de indisciplina grave".

Em sentido contrário, diminuíram as situações de negligência (2932 novos casos, comparativamente com os 3681 de 2012) e de abuso sexual, abandono e mendicidade. Em igual rota descendente, as comissões registaram 782 novos casos de maus tratos físicos. No período homólogo de 2012, tinha havido 874 novos casos. Quanto aos maus tratos psicológicos, desceu-se de 549 novos casos no primeiro semestre de 2012 para 398 novos casos entre Janeiro e Junho de 2013.

Quanto aos casos de exploração de trabalho infantil, continuam residuais. Houve sete novos casos nos primeiros seis meses deste ano. Tinham sido seis, no primeiro semestre de 2012.

Ao longo de seis meses em que continuaram a agravar-se todos os indicadores sociais - da taxa de desemprego à diminuição dos apoios sociais -, o presidente da CNPCJR continua "sem dados objectivos" que permitam medir o impacto da crise na situação dos menores. "Temos que ter em atenção que nem todos os casos chegam às comissões de protecção. Muitos dos casos são resolvidos nos serviços de primeira linha", justifica.

Também no primeiro semestre de 2013, foram aplicadas 21.943 medidas de promoção e protecção. A maior parte (88,5%) correspondeu a medidas em meio natural de vida, ou seja, os menores mantiveram-se no seio da família. As medidas de institucionalização aplicaram-se a apenas 2533 casos, daquele universo de quase 22 mil.