in o Observador
Duas mil famílias foram sinalizadas com carências habitacionais pela Rede Europeia Anti-Pobreza. O presidente da Câmara afirma que os valores de arrendamento são um "obstáculo intransponível".
A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) sinalizou 2.000 famílias no Funchal com carências habitacionais, indicou esta quarta-feira o presidente da Câmara Municipal, Miguel Silva Gouveia, realçando a existência de “vários níveis de vulnerabilidade”.
“Temos pessoas que têm uma situação socioeconómica bem estabelecida, no entanto, os valores que atualmente se praticam no mercado de arrendamento acabam por ser um obstáculo intransponível“, explicou, adiantando haver também famílias que necessitam de habitação social.
Miguel Silva Gouveia falava na apresentação do Diagnóstico Social do Funchal, elaborado pela Rede Europeia Anti-Pobreza, que aponta para a necessidade de intervenção urgente ao nível da habitação, das pessoas em situação de sem-abrigo e da qualificação e emprego, sublinhando ainda a importância da cooperação interinstitucional.
A EAPN destaca que os custos com a habitação no Funchal são “muito elevados”, tanto na aquisição como no arrendamento, o que “dificulta grandemente” o acesso dos públicos mais vulneráveis.
“Em termos de habitação, estamos a falar num universo de 2.000 famílias, sendo que algumas — cerca de 200 — estão na condição de uma necessidade efetiva de habitação social“, afirmou Miguel Silva Gouveia.
O autarca, da coligação Confiança (PS/BE/MPT/PDR e Nós, Cidadãos!), referiu que o executivo camarário definiu uma Estratégia Local de Habitação, financiada pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), destinada a apoiar as famílias mais vulneráveis e, por outro lado, procura estimular a colocação de mais casas no mercado.
“É necessário procurar que sejam colocadas no mercado mais habitações porque temos no Funchal muitas habitações devolutas por opção do proprietário e há que estimular os proprietários a colocar esses prédios no mercado de arrendamento”, disse, reforçando: “É necessário que mais habitações entrem no mercado de arrendamento para poder baixar os preços”.
4.10.21
"Portugal é um dos países com mais pobreza energética. O custo da transição não pode cair no consumidor"
Sara Cerdas, in TSF
Sara Cerdas está otimista quanto à ambição do executivo comunitário de implementar medidas para efetivar a transição verde, mas sublinha que o custo da transição não pode cair sobre o consumidor. Devem, em vez disso, ser partilhados a 27 na União Europeia.
Sara Cerdas defende que é preciso desburocratizar e avançar rapidamente com a transição ecológica e digital, porque em 11 anos será atingido o ponto de não-retorno, de acordo com o último relatório das Nações Unidas, relativos à questão das alterações climáticas. A eurodeputada socialista está satisfeita com as medidas ambientais europeias, inseridas no Fit for 55. "São 12 propostas legislativas muito importantes, que são a implementação da Lei do Clima, para atingirmos os objetivos do Pacto Ecológico Europeu. Sabemos que temos 11 anos para atuar e não podemos continuar com as conversas, temos de partir para a ação."
"Pelo discurso de Frans Timmermans, vice-presidente responsável pelo Pacto Ecológico Europeu, tivemos garantias muito boas. Isto é um pacote robusto, mas é como Frans Timmermans diz: nós não podemos alterar uma proposta sem mexer nas outras. Sempre que formos mais ambiciosos, temos de ser mais flexíveis com as outras propostas."
Um dos problemas referidos pela eurodeputada é o da pobreza energética, no qual Portugal está no topo. "Queremos tornar os nossos edifícios mais eficientes do ponto de vista energético, e Portugal é um dos países com maior pobreza energética nos seus edifícios. Não podemos ser um dos países mais penalizados. O custo da transição não pode cair sobre o consumidor." Sara Cedas considera que "os custos e benefícios têm de ser partilhados a 27 na União Europeia", e que nos próximos anos é necessário "tirar mais partido das energias renováveis", do mar, e melhorar as infraestruturas.
O mar e as pescas são um "setor muito importante para Portugal", e torná-lo sustentável é uma prioridade. "consumo adequado" a cada espécie, salienta.
"Sabemos que as alterações climáticas têm um papel determinante para as migrações, e sabemos que muitas migrações advêm de as pessoas estarem num espaço que se tornou inabitável. Tivemos temperaturas superiores a 45º C em várias zonas do globo, neste verão, isso é assustador." A transição digital e verde não pode acontecer sem justiça social, sustenta a socialista. E "a transição justa" é "não deixarmos ninguém para trás". É uma prioridade que diz ser "muito importante" para o grupo político dos Sociais-democratas no Parlamento Europeu.
Contudo, a crise pandémica ainda não ficou para trás das costas. Sara Cerdas acredita que "esta pandemia expôs várias fragilidades dos sistemas de saúde"
Foi por isso aprovado um pacote legislativo da UE para a saúde. "Os tratados de funcionamento dizem que a prestação de cuidados é da competência de cada país, mas a proteção da saúde pública é algo partilhado entre a União Europeia e os países que compõem a União Europeia", esclarece. A eurodeputada diz-se ainda defensora de um espaço europeu de dados em saúde, de forma a tornar a União Europeia "mais robusta para responder a ameaças em saúde pública"
"Para isso temos um pacote legislativo robusto, que é a União Europeia Para a Saúde, e da qual eu sou uma relatora, quanto às ameaças transfronteiriças na União Europeia. Agora com a população vacinada e pensando que já estamos numa segunda fase da pandemia, é importante que não esqueçamos o que nos levou a este ponto."
Sara Cerdas está otimista quanto à ambição do executivo comunitário de implementar medidas para efetivar a transição verde, mas sublinha que o custo da transição não pode cair sobre o consumidor. Devem, em vez disso, ser partilhados a 27 na União Europeia.
Sara Cerdas defende que é preciso desburocratizar e avançar rapidamente com a transição ecológica e digital, porque em 11 anos será atingido o ponto de não-retorno, de acordo com o último relatório das Nações Unidas, relativos à questão das alterações climáticas. A eurodeputada socialista está satisfeita com as medidas ambientais europeias, inseridas no Fit for 55. "São 12 propostas legislativas muito importantes, que são a implementação da Lei do Clima, para atingirmos os objetivos do Pacto Ecológico Europeu. Sabemos que temos 11 anos para atuar e não podemos continuar com as conversas, temos de partir para a ação."
"Pelo discurso de Frans Timmermans, vice-presidente responsável pelo Pacto Ecológico Europeu, tivemos garantias muito boas. Isto é um pacote robusto, mas é como Frans Timmermans diz: nós não podemos alterar uma proposta sem mexer nas outras. Sempre que formos mais ambiciosos, temos de ser mais flexíveis com as outras propostas."
Um dos problemas referidos pela eurodeputada é o da pobreza energética, no qual Portugal está no topo. "Queremos tornar os nossos edifícios mais eficientes do ponto de vista energético, e Portugal é um dos países com maior pobreza energética nos seus edifícios. Não podemos ser um dos países mais penalizados. O custo da transição não pode cair sobre o consumidor." Sara Cedas considera que "os custos e benefícios têm de ser partilhados a 27 na União Europeia", e que nos próximos anos é necessário "tirar mais partido das energias renováveis", do mar, e melhorar as infraestruturas.
O mar e as pescas são um "setor muito importante para Portugal", e torná-lo sustentável é uma prioridade. "consumo adequado" a cada espécie, salienta.
"Sabemos que as alterações climáticas têm um papel determinante para as migrações, e sabemos que muitas migrações advêm de as pessoas estarem num espaço que se tornou inabitável. Tivemos temperaturas superiores a 45º C em várias zonas do globo, neste verão, isso é assustador." A transição digital e verde não pode acontecer sem justiça social, sustenta a socialista. E "a transição justa" é "não deixarmos ninguém para trás". É uma prioridade que diz ser "muito importante" para o grupo político dos Sociais-democratas no Parlamento Europeu.
Contudo, a crise pandémica ainda não ficou para trás das costas. Sara Cerdas acredita que "esta pandemia expôs várias fragilidades dos sistemas de saúde"
Foi por isso aprovado um pacote legislativo da UE para a saúde. "Os tratados de funcionamento dizem que a prestação de cuidados é da competência de cada país, mas a proteção da saúde pública é algo partilhado entre a União Europeia e os países que compõem a União Europeia", esclarece. A eurodeputada diz-se ainda defensora de um espaço europeu de dados em saúde, de forma a tornar a União Europeia "mais robusta para responder a ameaças em saúde pública"
"Para isso temos um pacote legislativo robusto, que é a União Europeia Para a Saúde, e da qual eu sou uma relatora, quanto às ameaças transfronteiriças na União Europeia. Agora com a população vacinada e pensando que já estamos numa segunda fase da pandemia, é importante que não esqueçamos o que nos levou a este ponto."
Jornal de Leiria ganha prémio com reportagem sobre inclusão
in Jornal de Leiria
Trabalho Pedro viveu “quase 30 anos na rua”, realizado por Anabela Silva e Ricardo Graça, conquistou o primeiro lugar na categoria de Imprensa Regional
A jornalista do JORNAL DE LEIRIA, Anabela Silva, e o fotojornalista Ricardo Graça, conquistaram o 1.º prémio na categoria de Imprensa Regional da III Edição do Prémio de Jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”, com o trabalho Pedro viveu “quase 30 anos na rua”. Agora, “tem uma cama em condições”, publicado a 22 de Outubro de 2020.
A reportagem premiada conta a história de Pedro Gonçalves, sem abrigo durante quase 30 anos. Arrumador de carros e com uma vida de vícios, Pedro foi tirado da rua pelo projecto Morada Certa, promovido pela associação InPusar.
O homem mostrou querer começar do zero e referiu, na ocasião, ser bom “acordar de manhã e poder ir para debaixo do chuveiro” ou, simplesmente, “ter uma cama em condições para descansar”.
Segundo a informação avançada pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, a entidade promotora do concurso, o obejctivo deste prémio é distinguir trabalhos jornalísticos “que abordem a pobreza e a exclusão social de forma digna, livre de preconceito e de outras representações”.
Os 38 trabalhos jornalísticos seleccionados, 18 nacionais e 20 regionais, foram avaliados pelo Júri dos Concelhos Locais de Cidadãos e pelo Júri da academia.
Os vencedores receberão um certificado e uma peça assinada pela artista Teresa Almeida.
A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no dia 14 de Outubro, às 17:30 horas, na Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira.
A nível nacional, o 1º prémio foi conquistado pela jornalista Ana Tulha e pelo fotojornalista Rui Oliveira, com o trabalho Os sem-abrigo da Covia, publicado na revista Notícias Magazine. Gonçalo Fonseca, do Expresso, conquistou o segundo lugar, e Ana Mafalda Inácio e Paulo Pranger, do Diário de Notícias, foram distinguidos com a terceira posição. Na categoria Imprensa Regional, o segundo lugar foi conquistado por Altino Pinto, do Jornal + Aguiar da Beira, e o terceiro por Maria Simiris, do Jornal Barlavento.
Trabalho Pedro viveu “quase 30 anos na rua”, realizado por Anabela Silva e Ricardo Graça, conquistou o primeiro lugar na categoria de Imprensa Regional
A jornalista do JORNAL DE LEIRIA, Anabela Silva, e o fotojornalista Ricardo Graça, conquistaram o 1.º prémio na categoria de Imprensa Regional da III Edição do Prémio de Jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”, com o trabalho Pedro viveu “quase 30 anos na rua”. Agora, “tem uma cama em condições”, publicado a 22 de Outubro de 2020.
A reportagem premiada conta a história de Pedro Gonçalves, sem abrigo durante quase 30 anos. Arrumador de carros e com uma vida de vícios, Pedro foi tirado da rua pelo projecto Morada Certa, promovido pela associação InPusar.
O homem mostrou querer começar do zero e referiu, na ocasião, ser bom “acordar de manhã e poder ir para debaixo do chuveiro” ou, simplesmente, “ter uma cama em condições para descansar”.
Segundo a informação avançada pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, a entidade promotora do concurso, o obejctivo deste prémio é distinguir trabalhos jornalísticos “que abordem a pobreza e a exclusão social de forma digna, livre de preconceito e de outras representações”.
Os 38 trabalhos jornalísticos seleccionados, 18 nacionais e 20 regionais, foram avaliados pelo Júri dos Concelhos Locais de Cidadãos e pelo Júri da academia.
Os vencedores receberão um certificado e uma peça assinada pela artista Teresa Almeida.
A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá no dia 14 de Outubro, às 17:30 horas, na Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira.
A nível nacional, o 1º prémio foi conquistado pela jornalista Ana Tulha e pelo fotojornalista Rui Oliveira, com o trabalho Os sem-abrigo da Covia, publicado na revista Notícias Magazine. Gonçalo Fonseca, do Expresso, conquistou o segundo lugar, e Ana Mafalda Inácio e Paulo Pranger, do Diário de Notícias, foram distinguidos com a terceira posição. Na categoria Imprensa Regional, o segundo lugar foi conquistado por Altino Pinto, do Jornal + Aguiar da Beira, e o terceiro por Maria Simiris, do Jornal Barlavento.
Rede Europeia Anti-Pobreza. Setor público e privado ainda “andam de costas voltadas”
Cristina Nascimento , André Peralta (sonorização), in RR
Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza defende uma revisão dos acordos com a Segurança Social para poder melhorar os salários dos recursos humanos nas instituições sociais.
A pandemia ainda não acabou mas a Rede Europeia Anti-Pobreza já tirou lições deste tempo. Lançou um inquérito às instituições que trabalham na área para saber que dificuldades enfrentaram e uma das primeiras conclusões a que chegaram é que tinham limitações.
Jardim Moreira, presidente desta rede, explica que a necessidade obrigou a que as instituições “tivessem aberto um pouco mais a porta e ter sentido necessidade de trabalhar mais em rede”, pois “sentiram a sua limitação de recursos humanos”.
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza explica que os recursos humanos das instituições sociais trabalharam em “esforço”, com “maior exigência” que resultou, depois, em “stress, burnout, desânimo, medo”.
Contratar mais pessoas foi difícil não só porque não abundam profissionais com experiência e também porque as remunerações são pouco atrativas.
Assim, defende uma revisão dos “protocolos com a Segurança Social para poder aumentar as verbas, para poder pagar minimamente aos técnicos, aos recursos humanos, senão não temos recursos humanos capazes de oferecer respostas às pessoas.”
Além das questões relacionadas com os recursos humanos foram identificadas necessidades também a nível informático.
“Era necessário que as instituições se preparem e se equipem com maior capacidade de computadores, recursos de informática e capacitação técnica suficiente para usar essa tecnologia”, explica.
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza diz que, com mais ou menos dificuldades, os problemas foram sendo ultrapassados, mas muitos ainda persistem.
“[Tivemos de dar] apoio às famílias que se viram no desemprego, dar apoio alimentar a essas famílias, dos idosos e até das crianças e apoio psicológico, porque muitas pessoas começaram a ficar desorientadas. Houve aqui grandes dramas que muitos deles não estão resolvidos”, descreve.
Como lição para o futuro, Jardim Moreira aconselha uma aproximação do setor público e privado que, diz, ainda agem de costas voltadas.
O presidente da rede diz que “muitas vezes as instituições públicas acham que o privado é desonesto e este espírito negativo não ajuda nada”, remata.
Respostas Sociais à Pandemia é uma rubrica da Renascença com apoio da Câmara Municipal de Gaia que surge no seguimento da Conferência "Pandemia: Respostas à Crise" onde se debateu em maio de 2021 o papel das Instituições Sociais e do Poder Local.
Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza defende uma revisão dos acordos com a Segurança Social para poder melhorar os salários dos recursos humanos nas instituições sociais.
A pandemia ainda não acabou mas a Rede Europeia Anti-Pobreza já tirou lições deste tempo. Lançou um inquérito às instituições que trabalham na área para saber que dificuldades enfrentaram e uma das primeiras conclusões a que chegaram é que tinham limitações.
Jardim Moreira, presidente desta rede, explica que a necessidade obrigou a que as instituições “tivessem aberto um pouco mais a porta e ter sentido necessidade de trabalhar mais em rede”, pois “sentiram a sua limitação de recursos humanos”.
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza explica que os recursos humanos das instituições sociais trabalharam em “esforço”, com “maior exigência” que resultou, depois, em “stress, burnout, desânimo, medo”.
Contratar mais pessoas foi difícil não só porque não abundam profissionais com experiência e também porque as remunerações são pouco atrativas.
Assim, defende uma revisão dos “protocolos com a Segurança Social para poder aumentar as verbas, para poder pagar minimamente aos técnicos, aos recursos humanos, senão não temos recursos humanos capazes de oferecer respostas às pessoas.”
Além das questões relacionadas com os recursos humanos foram identificadas necessidades também a nível informático.
“Era necessário que as instituições se preparem e se equipem com maior capacidade de computadores, recursos de informática e capacitação técnica suficiente para usar essa tecnologia”, explica.
O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza diz que, com mais ou menos dificuldades, os problemas foram sendo ultrapassados, mas muitos ainda persistem.
“[Tivemos de dar] apoio às famílias que se viram no desemprego, dar apoio alimentar a essas famílias, dos idosos e até das crianças e apoio psicológico, porque muitas pessoas começaram a ficar desorientadas. Houve aqui grandes dramas que muitos deles não estão resolvidos”, descreve.
Como lição para o futuro, Jardim Moreira aconselha uma aproximação do setor público e privado que, diz, ainda agem de costas voltadas.
O presidente da rede diz que “muitas vezes as instituições públicas acham que o privado é desonesto e este espírito negativo não ajuda nada”, remata.
Respostas Sociais à Pandemia é uma rubrica da Renascença com apoio da Câmara Municipal de Gaia que surge no seguimento da Conferência "Pandemia: Respostas à Crise" onde se debateu em maio de 2021 o papel das Instituições Sociais e do Poder Local.
Os sem-abrigo da covid
por Ana Tulha (texto), Rui Oliveira e Pedro Granadeiro (fotografia), in Notícias Magazine
A covid fez aumentar o número de despedimentos disparar, causando pobreza e criando novos sem-abrigo
Gente que se vê pela primeira vez a viver na rua. Gente que volta à rua quando a rua já lhe estava a sair do corpo. Gente que veio para Portugal a sonhar com uma vida melhor e só graças à ação social não permanece no fundo do poço. Gente no limbo, sem trabalho e sem comida, a cama a ameaçar fugir a qualquer instante. Histórias que a covid traçou. De desemprego e pobreza. De solidão e desespero. De vergonha também.
Pedro Rocha, 47 anos, habituou-se a trabalhar ainda catraio. Logo aos 16 anos, foi a França com um amigo, só para gozar umas férias, e acabou por ficar por lá a ganhar a vida, na construção civil. Assentava azulejos e tijoleira. A aventura durou uns dois anos. Só porque o pai adoeceu e ele decidiu voltar. Mas nunca mais virou costas ao trabalho. Primeiro pelo país fora, depois na Holanda, onde esteve durante nove anos, foi-se especializando em serralharia. Pelo meio foi pai. Sem que a labuta o assustasse nunca. Nos Países Baixos, chegou até a permitir-se alguns luxos. “Tinha uma casa só para mim, mandava dinheiro para a minha filha e ainda me sobrava para sair com os meus amigos e divertir-me.” Quando voltou, trabalhou numas quantas fábricas do norte do país. Recebia menos, mas dava para se ir sustentando.
A vida começou a complicar-se há um ano, quando se separou da companheira. Sem casa, com a vida virada do avesso, aceitou o desafio do irmão que vive em França, para se mudar para lá. “Aqui arranjas trabalho.” Só que a promessa saiu furada. Pedro só se ia safando a desbloquear telemóveis e computadores. Para piorar, veio a covid, a pandemia que dizimou vidas e sonhos. E empregos, pois. Não querendo ser mais um peso para o irmão, voltou para Portugal. Foi há mais ou menos um mês. Desde então, os dias só se fizeram mais penosos.
“Bati a tudo o que é porta, mas não tenho conseguido ajuda. Tentei os albergues, a Segurança Social, o Centro de Emprego. Nada. Farto-me de ligar para aqui e para ali à procura de trabalho, mas estamos em crise, não há trabalhos.” E então não lhe sobraram mais opções. Aos 47 anos, viu-se, pela primeira vez na vida, na situação que nem os dias mais pessimistas lhe permitiram prever: sem cama, sem teto, sem-abrigo. Todas as noites, pega num cartão e encosta-se nas arcadas do Tribunal de Instrução Criminal, no Porto, ali paredes-meias com a Estação da Trindade. “Desde que voltei, há quatro semanas, que estou a dormir na rua.” Na verdade, só por boa vontade lhe pode chamar dormir. “Durmo mais durante o dia. Durante a noite ninguém consegue. Muitos carros, muita confusão.”
Pelo meio, faz umas horas nas obras, para uma pessoa conhecida. Dinheiro a conta-gotas que mal lhe chega para o tabaco e outras pequenas despesas. Sempre que pode, aproveita para tomar um banho na obra. Jantar vai buscá-lo à Igreja do Marquês, onde todos os dias a iniciativa Porta Solidária entrega refeições quentes e um kit com umas sandes e mais qualquer coisa. Anda sempre com uma grande mochila vermelha, onde carrega o mínimo indispensável para a vida que nunca quis: uma toalha, um cobertor, algumas roupas. O pior, garante, é não ter com quem falar – só com a filha, via Internet. E a miséria que todos os dias lhe passa à frente dos olhos. “Tenho visto coisas que nunca pensei ver. Casais, idosos, jovens. Fiquei parvo com a quantidade de gente que encontrei na rua.”
Saltar do circo, sem trapézio
A história de Luciano Fialho, 34 anos, com grande parte da vida feita na Margem Sul, é um bom exemplo disso. Encontramo-lo agora do outro lado do Tejo, no Complexo Desportivo Municipal do Casal Vistoso, um dos quatro centros de acolhimento de emergência para sem-abrigo que a Câmara Municipal de Lisboa criou para dar resposta a situações-limite, como a de Luciano. Nascido e criado numa família circense – os avós tinham um circo, que a mãe herdou, o pai era equilibrista -, foi lá que viveu desde que se conhece. “Aliás, eu quase nasci no circo, depois de um espetáculo da minha mãe”, conta, um sorriso a furar-lhe o desalento. Até há bem pouco tempo, trabalhava “num dos maiores circos de Portugal”. Ajudava a montar e a desmontar, lidava com a parte elétrica também.
Mas depois veio a pandemia. O espetáculo, como quase tudo o resto, parou e ele deixou de ter rendimentos para conseguir pagar a caravana em que vivia. Sem pais que lhe pudessem valer – o pai morreu tinha ele 14 anos, a mãe sofre de doença psíquica crónica e está internada numa instituição -, ainda encontrou refúgio temporário na casa de uma prima. Só que acabou por se sentir um estorvo. “Então menti-lhe. Uma mentira inofensiva. Disse-lhe que tinha uns amigos em Lisboa que me podiam ajudar.” Não tinha. Esteve várias noites a dormir numa das salas de espera da Gare do Oriente. Até que um casal que também por lá pernoitava lhe falou do centro de acolhimento junto ao Areeiro. “Achei que era mais um albergue, mas quando aqui cheguei percebi que não. Estou eternamente agradecido.”
Apontar o caminho para um destino melhor, com independência e longe das ruas, é precisamente a meta maior da equipa que lidera o trabalho feito nos quatro centros de acolhimento que a Câmara de Lisboa tem em funcionamento. “O objetivo é que as pessoas saiam daqui com autonomia. Esta será sempre uma solução transitória”, frisa Teresa Bispo, coordenadora do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo de Lisboa e assessora de Manuel Grilo, vereador da autarquia lisboeta com o pelouro da Educação e dos Direitos Sociais. Pensado em “meia dúzia de dias”, mas aperfeiçoado “diariamente”, desde que, em meados de março, se abriu o primeiro espaço, o projeto dos centros de acolhimento já serviu de bengala a centenas de pessoas.
Os últimos números oficiais, relativos ao primeiro trimestre de execução (março-junho) apontavam para 562 pessoas acolhidas nos quatro centros. Mas a estimativa é de que já por lá tenham passado mais de 700 pessoas. Destas, muitas conseguiram, entretanto, voltar aos trilhos. Entre os que chegam, uns foram parar à rua recentemente, como que por acidente, muito por culpa da pandemia. Outros já lá andavam há mais tempo. Largos anos, em vários casos. “Aqui tanto damos a mão ao sem-abrigo crónico como a alguém que acaba de cair na rua”, explica Teresa Bispo, enquanto nos vai mostrando os vários espaços do pavilhão desportivo do Casal Vistoso, agora transformado em casa-abrigo de nove dezenas de pessoas (o número máximo de gente que ali pode estar instalada em simultâneo).
O espaço conta com duas amplas camaratas, a maior para homens, outra para mulheres e casais. Pessoas com mobilidade condicionada ou acompanhadas por animais também são acolhidas. Aqui e ali, há cães a circular por um centro que também conta com espaços e atividades de lazer. No largo da entrada, uma dúzia de pessoas assiste ao filme que vai passando no canal Hollywood. No pátio, arejam-se ideias e cigarros. O bom funcionamento do espaço é assegurado por uma vasta equipa, que vai de vigilantes a polícias, passando por técnicos de apoio social, equipas de limpeza, motoristas, médicos e enfermeiros. Até porque todos os dias, a partir das 16 horas, é feita a triagem à covid. “Até hoje só tivemos um caso”, orgulha-se Teresa Bispo.
Da vasta engrenagem fazem também parte técnicos e responsáveis de várias associações. Cláudia Pereira, 20 anos de experiência na área da intervenção social, hoje coordenadora de investigação e desenvolvimento na Ares do Pinhal, é uma delas. “Temos sempre pessoas novas a tentar entrar, mas damos prioridade às que vêm sinalizadas pelas equipas de rua”, justifica. De resto, a realidade que lhe passa todos os dias à frente dos olhos não deixa grande margem para dúvidas: o número de pessoas a precisar desesperadamente de ajuda está a aumentar. “Chega-nos aqui muita gente que trabalhava na restauração, na hotelaria, na construção civil.” Tudo atividades que sofreram um forte abalo com a pandemia. “Muitos arrumadores também.” O pior, testemunha Cláudia, é para quem vem de fora e se vê num aperto, sem rede que possa servir de suporte. “A maior parte são estrangeiros, diria que a partir dos 35 anos.”
Vir a Portugal encontrar a miséria
Maria Socorro, natural de Cabo Verde, 50 anos no B.I. ainda que o rosto lhe esconda uns quantos, sabe bem o que é partir do país de origem em busca de uma vida melhor e acabar igualmente condenada a dias de miséria. Em África, andou nos campos, de enxada em riste, apanhou bananas, jura que até pedras na cabeça carregou. Depois, ousou mudar-se para Portugal. Já lá vão 19 anos. Veio para tratar uma filha pequena. Maria não contém as lágrimas. A descendente morreria anos depois, quando estava grávida. Mas ela não mais saiu de Portugal. “Quis continuar aqui para trabalhar para os outros filhos.” Teve nove, ao todo. Dois acabariam por lhe ser retirados cá, por não ter casa. Os olhos voltam a encher-se de água. Estilhaços de uma vida sempre levada aos solavancos, entre restaurantes e limpezas. “Trabalhei, parei, trabalhei, parei, foi sempre assim.” Por isso, até já tinha estado dois anos a viver na rua.“Mesmo com dores, gosto de trabalhar – e quero trabalhar para pagar um quarto”, garante Maria
A covid fez aumentar o número de despedimentos disparar, causando pobreza e criando novos sem-abrigo
Gente que se vê pela primeira vez a viver na rua. Gente que volta à rua quando a rua já lhe estava a sair do corpo. Gente que veio para Portugal a sonhar com uma vida melhor e só graças à ação social não permanece no fundo do poço. Gente no limbo, sem trabalho e sem comida, a cama a ameaçar fugir a qualquer instante. Histórias que a covid traçou. De desemprego e pobreza. De solidão e desespero. De vergonha também.
Pedro Rocha, 47 anos, habituou-se a trabalhar ainda catraio. Logo aos 16 anos, foi a França com um amigo, só para gozar umas férias, e acabou por ficar por lá a ganhar a vida, na construção civil. Assentava azulejos e tijoleira. A aventura durou uns dois anos. Só porque o pai adoeceu e ele decidiu voltar. Mas nunca mais virou costas ao trabalho. Primeiro pelo país fora, depois na Holanda, onde esteve durante nove anos, foi-se especializando em serralharia. Pelo meio foi pai. Sem que a labuta o assustasse nunca. Nos Países Baixos, chegou até a permitir-se alguns luxos. “Tinha uma casa só para mim, mandava dinheiro para a minha filha e ainda me sobrava para sair com os meus amigos e divertir-me.” Quando voltou, trabalhou numas quantas fábricas do norte do país. Recebia menos, mas dava para se ir sustentando.
A vida começou a complicar-se há um ano, quando se separou da companheira. Sem casa, com a vida virada do avesso, aceitou o desafio do irmão que vive em França, para se mudar para lá. “Aqui arranjas trabalho.” Só que a promessa saiu furada. Pedro só se ia safando a desbloquear telemóveis e computadores. Para piorar, veio a covid, a pandemia que dizimou vidas e sonhos. E empregos, pois. Não querendo ser mais um peso para o irmão, voltou para Portugal. Foi há mais ou menos um mês. Desde então, os dias só se fizeram mais penosos.
“Bati a tudo o que é porta, mas não tenho conseguido ajuda. Tentei os albergues, a Segurança Social, o Centro de Emprego. Nada. Farto-me de ligar para aqui e para ali à procura de trabalho, mas estamos em crise, não há trabalhos.” E então não lhe sobraram mais opções. Aos 47 anos, viu-se, pela primeira vez na vida, na situação que nem os dias mais pessimistas lhe permitiram prever: sem cama, sem teto, sem-abrigo. Todas as noites, pega num cartão e encosta-se nas arcadas do Tribunal de Instrução Criminal, no Porto, ali paredes-meias com a Estação da Trindade. “Desde que voltei, há quatro semanas, que estou a dormir na rua.” Na verdade, só por boa vontade lhe pode chamar dormir. “Durmo mais durante o dia. Durante a noite ninguém consegue. Muitos carros, muita confusão.”
Pelo meio, faz umas horas nas obras, para uma pessoa conhecida. Dinheiro a conta-gotas que mal lhe chega para o tabaco e outras pequenas despesas. Sempre que pode, aproveita para tomar um banho na obra. Jantar vai buscá-lo à Igreja do Marquês, onde todos os dias a iniciativa Porta Solidária entrega refeições quentes e um kit com umas sandes e mais qualquer coisa. Anda sempre com uma grande mochila vermelha, onde carrega o mínimo indispensável para a vida que nunca quis: uma toalha, um cobertor, algumas roupas. O pior, garante, é não ter com quem falar – só com a filha, via Internet. E a miséria que todos os dias lhe passa à frente dos olhos. “Tenho visto coisas que nunca pensei ver. Casais, idosos, jovens. Fiquei parvo com a quantidade de gente que encontrei na rua.”
“Bati a tudo o que é porta mas não tenho conseguido ajuda. Não há trabalhos”, reconhece Pedro Rocha
Não se deixa vergar, ainda assim. De alguma forma, descansa-o o facto de a filha, que sempre ajudou, estar agora orientada, a trabalhar e capaz de se autossustentar. E ele até já vislumbra um horizonte mais risonho. “Tenho um grande amigo na Finlândia que me chamou para ir para lá, ajudar a construir barcos. Estou só a tratar dos papéis. Tem sido difícil, porque a cada passo que dou parece que há uma parede à minha frente. Mas acredito que dentro de duas semanas possa ter tudo resolvido.” Até lá, continua a enganar o sono na rua, o único lugar onde nunca imaginou ter de dormir.
A história de Pedro conta um dos lados mais perversos do vírus que virou o Mundo do avesso. Do desemprego e da pobreza que vem com ele. De como há novas pessoas a serem atiradas para a rua. O próprio presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou, no mês passado, um inquietante aviso. “Encontramos, além dos antigos sem-abrigo, muita gente, portugueses e estrangeiros, que são os novos sem-abrigo e muito novinhos”, alertou o chefe de Estado, durante uma iniciativa na Associação das Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel (Coimbra). A ideia de que o número de pessoas nesta situação tem aumentado carece ainda de números atualizados para ser oficialmente comprovada, mas vai sendo constatada por associações e entidades de norte a sul. Por testemunhos na primeira pessoa também.
Não se deixa vergar, ainda assim. De alguma forma, descansa-o o facto de a filha, que sempre ajudou, estar agora orientada, a trabalhar e capaz de se autossustentar. E ele até já vislumbra um horizonte mais risonho. “Tenho um grande amigo na Finlândia que me chamou para ir para lá, ajudar a construir barcos. Estou só a tratar dos papéis. Tem sido difícil, porque a cada passo que dou parece que há uma parede à minha frente. Mas acredito que dentro de duas semanas possa ter tudo resolvido.” Até lá, continua a enganar o sono na rua, o único lugar onde nunca imaginou ter de dormir.
A história de Pedro conta um dos lados mais perversos do vírus que virou o Mundo do avesso. Do desemprego e da pobreza que vem com ele. De como há novas pessoas a serem atiradas para a rua. O próprio presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou, no mês passado, um inquietante aviso. “Encontramos, além dos antigos sem-abrigo, muita gente, portugueses e estrangeiros, que são os novos sem-abrigo e muito novinhos”, alertou o chefe de Estado, durante uma iniciativa na Associação das Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel (Coimbra). A ideia de que o número de pessoas nesta situação tem aumentado carece ainda de números atualizados para ser oficialmente comprovada, mas vai sendo constatada por associações e entidades de norte a sul. Por testemunhos na primeira pessoa também.
Saltar do circo, sem trapézio
A história de Luciano Fialho, 34 anos, com grande parte da vida feita na Margem Sul, é um bom exemplo disso. Encontramo-lo agora do outro lado do Tejo, no Complexo Desportivo Municipal do Casal Vistoso, um dos quatro centros de acolhimento de emergência para sem-abrigo que a Câmara Municipal de Lisboa criou para dar resposta a situações-limite, como a de Luciano. Nascido e criado numa família circense – os avós tinham um circo, que a mãe herdou, o pai era equilibrista -, foi lá que viveu desde que se conhece. “Aliás, eu quase nasci no circo, depois de um espetáculo da minha mãe”, conta, um sorriso a furar-lhe o desalento. Até há bem pouco tempo, trabalhava “num dos maiores circos de Portugal”. Ajudava a montar e a desmontar, lidava com a parte elétrica também.
Mas depois veio a pandemia. O espetáculo, como quase tudo o resto, parou e ele deixou de ter rendimentos para conseguir pagar a caravana em que vivia. Sem pais que lhe pudessem valer – o pai morreu tinha ele 14 anos, a mãe sofre de doença psíquica crónica e está internada numa instituição -, ainda encontrou refúgio temporário na casa de uma prima. Só que acabou por se sentir um estorvo. “Então menti-lhe. Uma mentira inofensiva. Disse-lhe que tinha uns amigos em Lisboa que me podiam ajudar.” Não tinha. Esteve várias noites a dormir numa das salas de espera da Gare do Oriente. Até que um casal que também por lá pernoitava lhe falou do centro de acolhimento junto ao Areeiro. “Achei que era mais um albergue, mas quando aqui cheguei percebi que não. Estou eternamente agradecido.”
“Achei que isto era mais um albergue mas quando aqui cheguei percebi que não. Estou eternamente agradecido”, assegura Luciano Fialho
No pavilhão do Casal Vistoso, encontrou, algures no início de maio, teto e cama, agasalhos e conforto, refeições e banho certos, apoio e novos amigos, uma promessa de rumo também. “Entretanto já estou a trabalhar, comecei há uma semana. Trabalho em carpintaria, em remodelações do interior de casas.” E a nova labuta até lhe está a correr melhor do que tinha sonhado. “O patrão diz que sou muito habilidoso, quem vem do circo tem de saber fazer um bocado de tudo.” Volta a sorrir, uma pontinha de orgulho que a humildade teima em disfarçar. Luciano tem outro grande motivo para sorrir. No centro, apaixonou-se (“Foi amor à primeira vista – e olhe que eu nunca acreditei nisso.”) e até já se está a preparar para ser pai pela primeira vez. “Há males que vêm por bem”, desabafa, feliz, a fé num futuro mais doce a querer agora sobrepor-se aos dias de agruras que a pandemia lhe trouxe.
Apontar o caminho para um destino melhor, com independência e longe das ruas, é precisamente a meta maior da equipa que lidera o trabalho feito nos quatro centros de acolhimento que a Câmara de Lisboa tem em funcionamento. “O objetivo é que as pessoas saiam daqui com autonomia. Esta será sempre uma solução transitória”, frisa Teresa Bispo, coordenadora do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo de Lisboa e assessora de Manuel Grilo, vereador da autarquia lisboeta com o pelouro da Educação e dos Direitos Sociais. Pensado em “meia dúzia de dias”, mas aperfeiçoado “diariamente”, desde que, em meados de março, se abriu o primeiro espaço, o projeto dos centros de acolhimento já serviu de bengala a centenas de pessoas.
Os últimos números oficiais, relativos ao primeiro trimestre de execução (março-junho) apontavam para 562 pessoas acolhidas nos quatro centros. Mas a estimativa é de que já por lá tenham passado mais de 700 pessoas. Destas, muitas conseguiram, entretanto, voltar aos trilhos. Entre os que chegam, uns foram parar à rua recentemente, como que por acidente, muito por culpa da pandemia. Outros já lá andavam há mais tempo. Largos anos, em vários casos. “Aqui tanto damos a mão ao sem-abrigo crónico como a alguém que acaba de cair na rua”, explica Teresa Bispo, enquanto nos vai mostrando os vários espaços do pavilhão desportivo do Casal Vistoso, agora transformado em casa-abrigo de nove dezenas de pessoas (o número máximo de gente que ali pode estar instalada em simultâneo).
O espaço conta com duas amplas camaratas, a maior para homens, outra para mulheres e casais. Pessoas com mobilidade condicionada ou acompanhadas por animais também são acolhidas. Aqui e ali, há cães a circular por um centro que também conta com espaços e atividades de lazer. No largo da entrada, uma dúzia de pessoas assiste ao filme que vai passando no canal Hollywood. No pátio, arejam-se ideias e cigarros. O bom funcionamento do espaço é assegurado por uma vasta equipa, que vai de vigilantes a polícias, passando por técnicos de apoio social, equipas de limpeza, motoristas, médicos e enfermeiros. Até porque todos os dias, a partir das 16 horas, é feita a triagem à covid. “Até hoje só tivemos um caso”, orgulha-se Teresa Bispo.
Da vasta engrenagem fazem também parte técnicos e responsáveis de várias associações. Cláudia Pereira, 20 anos de experiência na área da intervenção social, hoje coordenadora de investigação e desenvolvimento na Ares do Pinhal, é uma delas. “Temos sempre pessoas novas a tentar entrar, mas damos prioridade às que vêm sinalizadas pelas equipas de rua”, justifica. De resto, a realidade que lhe passa todos os dias à frente dos olhos não deixa grande margem para dúvidas: o número de pessoas a precisar desesperadamente de ajuda está a aumentar. “Chega-nos aqui muita gente que trabalhava na restauração, na hotelaria, na construção civil.” Tudo atividades que sofreram um forte abalo com a pandemia. “Muitos arrumadores também.” O pior, testemunha Cláudia, é para quem vem de fora e se vê num aperto, sem rede que possa servir de suporte. “A maior parte são estrangeiros, diria que a partir dos 35 anos.”
Vir a Portugal encontrar a miséria
Maria Socorro, natural de Cabo Verde, 50 anos no B.I. ainda que o rosto lhe esconda uns quantos, sabe bem o que é partir do país de origem em busca de uma vida melhor e acabar igualmente condenada a dias de miséria. Em África, andou nos campos, de enxada em riste, apanhou bananas, jura que até pedras na cabeça carregou. Depois, ousou mudar-se para Portugal. Já lá vão 19 anos. Veio para tratar uma filha pequena. Maria não contém as lágrimas. A descendente morreria anos depois, quando estava grávida. Mas ela não mais saiu de Portugal. “Quis continuar aqui para trabalhar para os outros filhos.” Teve nove, ao todo. Dois acabariam por lhe ser retirados cá, por não ter casa. Os olhos voltam a encher-se de água. Estilhaços de uma vida sempre levada aos solavancos, entre restaurantes e limpezas. “Trabalhei, parei, trabalhei, parei, foi sempre assim.” Por isso, até já tinha estado dois anos a viver na rua.“Mesmo com dores, gosto de trabalhar – e quero trabalhar para pagar um quarto”, garante Maria
Socorro
Nos últimos tempos, a vida parecia tentada a endireitar-se. Maria trabalhava como copeira num restaurante “que tinha muita gente, muitos turistas”, sem contrato mas com o mínimo para ir vivendo. Desde outubro que estava num quarto, com o companheiro de há um ano. Mas depois veio a pandemia. O restaurante ficou à míngua de gente e o patrão anunciou-lhe: “Maria, vou ter de te mandar embora. Não há clientes. Se a situação melhorar, eu volto a chamar-te [até hoje não chamou].” Maria já nem sabe dizer quando foi. Tem a cabeça às voltas com os socos que tem levado. Sabe que chorou. Que, sem trabalho, deixou de ter dinheiro para pagar o quarto e acabou a dormir nas escadas de um prédio. Outra vez. Só não ficou lá mais tempo porque um “senhor português” que a encontrou a levou até ao Casal Vistoso. Agora, tem uma cama e o mínimo de dignidade. “Vou agradecer até morrer o que eles têm feito por mim.” Até já voltou a arranjar um “trabalhito” nas limpezas. Mesmo que o calcanhar lhe doa tanto que tem de andar de muletas. “Mesmo com dores, gosto de trabalhar – e quero trabalhar para conseguir voltar a pagar um quarto”, atira, determinada a encontrar abrigo em dias melhores.
Também Abm Wahiduj Jaman, 51 anos, natural do Bangladesh, viu em Portugal (e no Porto) o destino perfeito para viver em tranquilidade com a mulher e as três filhas. Veio em turismo e acabou por ficar a trabalhar, na premissa de criar condições para que a companheira e as descendentes se pudessem juntar a ele. Trabalhou em restaurantes e em lojas de souvenirs. Era numa das últimas que estava nos últimos meses. E ia dando para viver. Mesmo que partilhasse casa com mais de uma dezena de pessoas. Mas depois veio a covid. Há mês e meio, ficou infetado e passou quase duas semanas internado. Teve de sair da casa onde estava (até porque havia lá mais casos positivos) e ainda ficou sem contrato de trabalho – portanto, sem meios de pagar um novo quarto. Primeiro arranjaram-lhe um albergue, mas foi uma solução temporária. Depois ainda passou duas noites a dormir na cave da loja do patrão. Mas por ser asmático não aguentou. Agora, sobrevive graças à ajuda da União de Freguesias do Centro Histórico, que todas as semanas entrega comida a várias pessoas da comunidade. E à boa vontade de um amigo, que lhe emprestou uma cama por 15 dias. Mas continua a ter três prestações da renda da última casa em atraso. E a não ter trabalho para as pagar. “Tenho tentado tudo, mas até agora não consegui nada.”
Nos últimos tempos, a vida parecia tentada a endireitar-se. Maria trabalhava como copeira num restaurante “que tinha muita gente, muitos turistas”, sem contrato mas com o mínimo para ir vivendo. Desde outubro que estava num quarto, com o companheiro de há um ano. Mas depois veio a pandemia. O restaurante ficou à míngua de gente e o patrão anunciou-lhe: “Maria, vou ter de te mandar embora. Não há clientes. Se a situação melhorar, eu volto a chamar-te [até hoje não chamou].” Maria já nem sabe dizer quando foi. Tem a cabeça às voltas com os socos que tem levado. Sabe que chorou. Que, sem trabalho, deixou de ter dinheiro para pagar o quarto e acabou a dormir nas escadas de um prédio. Outra vez. Só não ficou lá mais tempo porque um “senhor português” que a encontrou a levou até ao Casal Vistoso. Agora, tem uma cama e o mínimo de dignidade. “Vou agradecer até morrer o que eles têm feito por mim.” Até já voltou a arranjar um “trabalhito” nas limpezas. Mesmo que o calcanhar lhe doa tanto que tem de andar de muletas. “Mesmo com dores, gosto de trabalhar – e quero trabalhar para conseguir voltar a pagar um quarto”, atira, determinada a encontrar abrigo em dias melhores.
Também Abm Wahiduj Jaman, 51 anos, natural do Bangladesh, viu em Portugal (e no Porto) o destino perfeito para viver em tranquilidade com a mulher e as três filhas. Veio em turismo e acabou por ficar a trabalhar, na premissa de criar condições para que a companheira e as descendentes se pudessem juntar a ele. Trabalhou em restaurantes e em lojas de souvenirs. Era numa das últimas que estava nos últimos meses. E ia dando para viver. Mesmo que partilhasse casa com mais de uma dezena de pessoas. Mas depois veio a covid. Há mês e meio, ficou infetado e passou quase duas semanas internado. Teve de sair da casa onde estava (até porque havia lá mais casos positivos) e ainda ficou sem contrato de trabalho – portanto, sem meios de pagar um novo quarto. Primeiro arranjaram-lhe um albergue, mas foi uma solução temporária. Depois ainda passou duas noites a dormir na cave da loja do patrão. Mas por ser asmático não aguentou. Agora, sobrevive graças à ajuda da União de Freguesias do Centro Histórico, que todas as semanas entrega comida a várias pessoas da comunidade. E à boa vontade de um amigo, que lhe emprestou uma cama por 15 dias. Mas continua a ter três prestações da renda da última casa em atraso. E a não ter trabalho para as pagar. “Tenho tentado tudo, mas até agora não consegui nada.”
“Tenho tentado todo o tipo de trabalho, mas até agora não consegui nada”, afirma Wahiduj Jaman
As dificuldades com que Abm Wahiduj Jaman se depara são comuns a muitos dos cerca de 600 bangladeshianos que atualmente vivem no centro da cidade, garante Alam Kazol, fundador e presidente da Comunidade de Bangladesh no Porto. “Há muita gente que perdeu o emprego. A maior parte das pessoas trabalhava em lojas de souvenirs, na restauração, na construção. Muitas lojas de souvenirs estiveram quatro e cinco meses fechadas. E mesmo agora que abriram não há movimento. Na restauração também houve uma quebra muito grande. Tenho conhecimento de muita gente a dormir em lojas, porque não têm trabalho e não conseguem pagar renda.”
O limbo, sem perspetivas, a vergonha
As dificuldades de Abm são também reflexo do ponto a que muitos vão chegando. Estrangeiros e portugueses. O ponto em que, não sendo ainda sem-abrigo, se encontram já em situações altamente precárias, sobrevivendo a custo, sem perspetivas para o dia de amanhã. É nessa bolha de angústia que Ricardo Guedes, 44 anos, natural do Porto, vive há semanas. Desde o início de ano que tem sido apanhado numa espécie de tempestade perfeita. Na altura, vivia ele tranquilamente com a mulher e dois filhos numa moradia T2+1 em Ermesinde, a pagar 250 euros por mês, quando foi despejado. “Não por haver problemas com rendas. O senhorio vendeu a casa e no espaço de 15 dias tivemos de sair.” Para piorar, o contrato anual de trabalho que tinha assinado com a Junta de Freguesia de Ermesinde – trabalhava na área da jardinagem – tinha terminado pouco antes. “Passado um, dois meses, iam renovar. É sempre assim. Mas precisava de estar a viver em Ermesinde.” Só que isso implicava ter de pagar dois meses de entrada de renda de uma nova casa. E ele não tinha como.
As dificuldades com que Abm Wahiduj Jaman se depara são comuns a muitos dos cerca de 600 bangladeshianos que atualmente vivem no centro da cidade, garante Alam Kazol, fundador e presidente da Comunidade de Bangladesh no Porto. “Há muita gente que perdeu o emprego. A maior parte das pessoas trabalhava em lojas de souvenirs, na restauração, na construção. Muitas lojas de souvenirs estiveram quatro e cinco meses fechadas. E mesmo agora que abriram não há movimento. Na restauração também houve uma quebra muito grande. Tenho conhecimento de muita gente a dormir em lojas, porque não têm trabalho e não conseguem pagar renda.”
O limbo, sem perspetivas, a vergonha
As dificuldades de Abm são também reflexo do ponto a que muitos vão chegando. Estrangeiros e portugueses. O ponto em que, não sendo ainda sem-abrigo, se encontram já em situações altamente precárias, sobrevivendo a custo, sem perspetivas para o dia de amanhã. É nessa bolha de angústia que Ricardo Guedes, 44 anos, natural do Porto, vive há semanas. Desde o início de ano que tem sido apanhado numa espécie de tempestade perfeita. Na altura, vivia ele tranquilamente com a mulher e dois filhos numa moradia T2+1 em Ermesinde, a pagar 250 euros por mês, quando foi despejado. “Não por haver problemas com rendas. O senhorio vendeu a casa e no espaço de 15 dias tivemos de sair.” Para piorar, o contrato anual de trabalho que tinha assinado com a Junta de Freguesia de Ermesinde – trabalhava na área da jardinagem – tinha terminado pouco antes. “Passado um, dois meses, iam renovar. É sempre assim. Mas precisava de estar a viver em Ermesinde.” Só que isso implicava ter de pagar dois meses de entrada de renda de uma nova casa. E ele não tinha como.
“Se não fosse a pandemia acho que a minha situação já estava resolvida. Só que não há trabalho”, explica Ricardo Guedes
Então foi com a mulher (que sofre de uma anemia grave e não trabalha) para uma pensão do Porto, “sem condições nenhumas”. Os filhos, de 13 e 15 anos, ficaram com uma tia. Depois, foram passar férias com a avó, no Alentejo. Era a janela de tempo de que precisava para voltar a arranjar algo e endireitar a vida, pensava Ricardo. Só não contava com a pandemia. “Se não fosse isto acho que a minha situação já estava resolvida. Só que não há trabalhos. Vejo tudo, peço ajuda a toda a gente, mas até agora nada. Vou só arranjando uns biscates aqui e ali.” Entretanto, teve de deixar os filhos ao cuidado do Terço, uma IPSS que acolhe crianças e jovens em risco. Mesmo que não abdique de estar com eles todos os dias. “São a minha motivação. Quando acordo de manhã até tremo, só de pensar como vou arranjar dinheiro para pagar mais um dia na pensão. Até já tive um princípio de um ataque cardíaco. Sou honesto, não sei como isto vai ser.” E o desespero cola-se-lhe ao rosto.
Para não passar fome, vai buscar comida à Porta Solidária, no Marquês. Todos os dias, a partir das 17. 30 horas, há refeições prontas a serem distribuídas. E cada vez mais gente a solicitá-las. “Em março, distribuíamos mais ou menos 160 kits por dia. Agora, o número ronda os 500”, elucida Marta França, 42 anos, voluntária na Porta Solidária desde 18 de março, algures nos primórdios da pandemia. “Temos um bocado de tudo. Brasileiros, alemães, africanos. No outro dia, até uma senhora do Uzbequistão nos apareceu aqui, com duas filhas.” Portugueses também. Do técnico superior de informática ao instrutor de fitness, passando pela velhinha de 90 anos e o casal com dois filhos que não falha um dia. E cabeleireiras. Esteticistas. “Há muita gente que vem aqui porque perdeu o emprego por causa da pandemia”, observa Marta, habituada a meter conversa com quem lá vai. Há muita vergonha também. “Volta e meia aparecem pessoas de máscara, óculos escuros e carapuço, em que não se vê rigorosamente nada.”
Então foi com a mulher (que sofre de uma anemia grave e não trabalha) para uma pensão do Porto, “sem condições nenhumas”. Os filhos, de 13 e 15 anos, ficaram com uma tia. Depois, foram passar férias com a avó, no Alentejo. Era a janela de tempo de que precisava para voltar a arranjar algo e endireitar a vida, pensava Ricardo. Só não contava com a pandemia. “Se não fosse isto acho que a minha situação já estava resolvida. Só que não há trabalhos. Vejo tudo, peço ajuda a toda a gente, mas até agora nada. Vou só arranjando uns biscates aqui e ali.” Entretanto, teve de deixar os filhos ao cuidado do Terço, uma IPSS que acolhe crianças e jovens em risco. Mesmo que não abdique de estar com eles todos os dias. “São a minha motivação. Quando acordo de manhã até tremo, só de pensar como vou arranjar dinheiro para pagar mais um dia na pensão. Até já tive um princípio de um ataque cardíaco. Sou honesto, não sei como isto vai ser.” E o desespero cola-se-lhe ao rosto.
Para não passar fome, vai buscar comida à Porta Solidária, no Marquês. Todos os dias, a partir das 17. 30 horas, há refeições prontas a serem distribuídas. E cada vez mais gente a solicitá-las. “Em março, distribuíamos mais ou menos 160 kits por dia. Agora, o número ronda os 500”, elucida Marta França, 42 anos, voluntária na Porta Solidária desde 18 de março, algures nos primórdios da pandemia. “Temos um bocado de tudo. Brasileiros, alemães, africanos. No outro dia, até uma senhora do Uzbequistão nos apareceu aqui, com duas filhas.” Portugueses também. Do técnico superior de informática ao instrutor de fitness, passando pela velhinha de 90 anos e o casal com dois filhos que não falha um dia. E cabeleireiras. Esteticistas. “Há muita gente que vem aqui porque perdeu o emprego por causa da pandemia”, observa Marta, habituada a meter conversa com quem lá vai. Há muita vergonha também. “Volta e meia aparecem pessoas de máscara, óculos escuros e carapuço, em que não se vê rigorosamente nada.”
“Não gosto de pedir, tenho muita vergonha. Mas estou a tentar evitar ir por caminhos que não são corretos”, conta João Cândido
É o caso de João Cândido. Junta-se à fila da Porta Solidária de carapuço, meio a um canto. Vai falando por simpatia, mas prefere esconder o rosto. Trabalha como oficial eletricista, na construção civil. Ou trabalhava. Passou os últimos oito anos a trabalhar em Espanha. Vivia confortável, assegura. Mas com o fecho das fronteiras “só quase ficaram a trabalhar lá os espanhóis”. No regresso, há quatro meses, ainda arranjou que fazer, numa empresa de construção civil. “A trabalhar no negro.” Mas também acabou dispensado. “Era uma empresa pequena, ficaram só os familiares diretos do patrão.” Desde então, depende da boa vontade das instituições para almoçar e jantar. Espera nervosamente pelo RSI para ver se consegue continuar a pagar os 150 euros do quarto onde está. E vai pedindo umas moedas para poder tomar o pequeno-almoço no café e folhear o JN em busca de emprego. “Não gosto de pedir, tenho muita vergonha. Mas estou a tentar evitar ir por caminhos que não são corretos. A pandemia veio virar tudo do avesso. Tinha uma vida estável, contava voltar a Portugal só daqui a dez anos, já tranquilo. E agora estou assim.” E segue rua fora, o carapuço preto a disfarçar-lhe o rosto e a vergonha, o medo de que, em breve, também ele deixe de ter para onde ir, depois de apanhar o saco com o jantar.
É o caso de João Cândido. Junta-se à fila da Porta Solidária de carapuço, meio a um canto. Vai falando por simpatia, mas prefere esconder o rosto. Trabalha como oficial eletricista, na construção civil. Ou trabalhava. Passou os últimos oito anos a trabalhar em Espanha. Vivia confortável, assegura. Mas com o fecho das fronteiras “só quase ficaram a trabalhar lá os espanhóis”. No regresso, há quatro meses, ainda arranjou que fazer, numa empresa de construção civil. “A trabalhar no negro.” Mas também acabou dispensado. “Era uma empresa pequena, ficaram só os familiares diretos do patrão.” Desde então, depende da boa vontade das instituições para almoçar e jantar. Espera nervosamente pelo RSI para ver se consegue continuar a pagar os 150 euros do quarto onde está. E vai pedindo umas moedas para poder tomar o pequeno-almoço no café e folhear o JN em busca de emprego. “Não gosto de pedir, tenho muita vergonha. Mas estou a tentar evitar ir por caminhos que não são corretos. A pandemia veio virar tudo do avesso. Tinha uma vida estável, contava voltar a Portugal só daqui a dez anos, já tranquilo. E agora estou assim.” E segue rua fora, o carapuço preto a disfarçar-lhe o rosto e a vergonha, o medo de que, em breve, também ele deixe de ter para onde ir, depois de apanhar o saco com o jantar.
Reportagem da “Notícias Magazine” com sem-abrigo vence prémio da Rede Europeia Anti-Pobreza
in Notícias Magazine
Trabalho, da jornalista Ana Tulha e dos repórteres fotográficos Pedro Granadeiro e Rui Oliveira, foi distinguido com o 1.º lugar do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”.
A reportagem “A pandemia deixou-os sem chão e sem teto”, publicada na edição 23 de agosto de 2020 da “Notícias Magazine”, foi distinguida com o 1.º lugar do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa” (categoria nacional), atribuído anualmente pela EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza.
O trabalho, da autoria da jornalista Ana Tulha e dos repórteres fotográficos Pedro Granadeiro e Rui Oliveira (disponível no site da NM com o título “Os sem-abrigo da covid”) centra-se nas histórias de pessoas que, à custa da pandemia, foram atiradas para a rua – ou que a ela voltaram depois de já lhe terem conseguido fugir.
Na terceira edição deste prémio, que “visa distinguir trabalhos jornalísticos que abordem a pobreza e a exclusão social de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas sobre estas matérias”, foram ainda premiados os trabalhos “O desespero de quem sonha com um teto”, publicado no jornal “Expresso” (2.º prémio), e “Dever dinheiro a alguém é um factor de risco para a saúde mental” (3.º prémio), publicado no DN.
Trabalho, da jornalista Ana Tulha e dos repórteres fotográficos Pedro Granadeiro e Rui Oliveira, foi distinguido com o 1.º lugar do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”.
A reportagem “A pandemia deixou-os sem chão e sem teto”, publicada na edição 23 de agosto de 2020 da “Notícias Magazine”, foi distinguida com o 1.º lugar do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa” (categoria nacional), atribuído anualmente pela EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza.
O trabalho, da autoria da jornalista Ana Tulha e dos repórteres fotográficos Pedro Granadeiro e Rui Oliveira (disponível no site da NM com o título “Os sem-abrigo da covid”) centra-se nas histórias de pessoas que, à custa da pandemia, foram atiradas para a rua – ou que a ela voltaram depois de já lhe terem conseguido fugir.
Na terceira edição deste prémio, que “visa distinguir trabalhos jornalísticos que abordem a pobreza e a exclusão social de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas sobre estas matérias”, foram ainda premiados os trabalhos “O desespero de quem sonha com um teto”, publicado no jornal “Expresso” (2.º prémio), e “Dever dinheiro a alguém é um factor de risco para a saúde mental” (3.º prémio), publicado no DN.
Governo quer integrar o pré-escolar no ensino obrigatório
in RTP
O Governo quer que o acesso ao ensino pré-escolar seja tendencialmente gratuito e obrigatório a partir dos três anos.
A criança é de resto a figura central da maioria das propostas que constam da versão preliminar da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2023 e que deve chegar em breve à discussão pública.
O Governo quer que o acesso ao ensino pré-escolar seja tendencialmente gratuito e obrigatório a partir dos três anos.
A criança é de resto a figura central da maioria das propostas que constam da versão preliminar da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2023 e que deve chegar em breve à discussão pública.
Estratégia contra a pobreza segue para consulta pública
in o Observador
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza para 2021-2030 foi aprovada e vai agora ser submetida a consulta pública. O documento terá medidas específicas para diferentes públicos-alvo.
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030 foi aprovada pelo Governo esta quinta-feira e segue agora para consulta pública, segundo comunicado do Conselho de Ministros.
“A estratégia constitui um elemento central do objetivo de erradicação da pobreza, enquadrado no desafio estratégico de redução das desigualdades”, tenso sido aprovada na generalidade “a fim de ser submetida a consulta pública”, refere o comunicado emitido no final da reunião desta quinta-feira do Conselho de Ministros.
“Tem por base uma abordagem global, multidimensional e transversal de articulação das políticas públicas e atores, definindo prioritariamente seis Eixos de intervenção, em estreita articulação com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais e o respetivo Plano de Ação e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030”, lê-se no mesmo documento.
Em entrevista à Lusa em julho, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social adiantou que o documento iria ter medidas especificas para diferentes públicos-alvo, como as crianças, os jovens ou os trabalhadores e que seria apresentado até ao final do mês de setembro.
“Procuramos que esta estratégia nacional de combate à pobreza seja organizada e direcionada em função de públicos-alvo para termos medidas dirigidas em função de grupos específicos onde pode fazer diferença a implementação de medidas concretas”, disse, na altura, adiantando que a estratégia iria incluir, por exemplo, medidas “decisivas” e que podem “fazer a diferença” no combate à pobreza infantil, que é aquela que “pode levar a quebrar os ciclos intergeracionais de pobreza”.
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030 terá também medidas dirigidas aos jovens, aos trabalhadores e aos públicos mais vulneráveis, além de “medidas transversais de preocupação com a coesão territorial”, garantindo uma “intervenção local cada vez mais com capacidade para respostas personalizadas, localizadas no território para garantir o combate às assimetrias, até no acesso aos serviços essenciais”.
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza para 2021-2030 foi aprovada e vai agora ser submetida a consulta pública. O documento terá medidas específicas para diferentes públicos-alvo.
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030 foi aprovada pelo Governo esta quinta-feira e segue agora para consulta pública, segundo comunicado do Conselho de Ministros.
“A estratégia constitui um elemento central do objetivo de erradicação da pobreza, enquadrado no desafio estratégico de redução das desigualdades”, tenso sido aprovada na generalidade “a fim de ser submetida a consulta pública”, refere o comunicado emitido no final da reunião desta quinta-feira do Conselho de Ministros.
“Tem por base uma abordagem global, multidimensional e transversal de articulação das políticas públicas e atores, definindo prioritariamente seis Eixos de intervenção, em estreita articulação com o Pilar Europeu dos Direitos Sociais e o respetivo Plano de Ação e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030”, lê-se no mesmo documento.
Em entrevista à Lusa em julho, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social adiantou que o documento iria ter medidas especificas para diferentes públicos-alvo, como as crianças, os jovens ou os trabalhadores e que seria apresentado até ao final do mês de setembro.
“Procuramos que esta estratégia nacional de combate à pobreza seja organizada e direcionada em função de públicos-alvo para termos medidas dirigidas em função de grupos específicos onde pode fazer diferença a implementação de medidas concretas”, disse, na altura, adiantando que a estratégia iria incluir, por exemplo, medidas “decisivas” e que podem “fazer a diferença” no combate à pobreza infantil, que é aquela que “pode levar a quebrar os ciclos intergeracionais de pobreza”.
A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030 terá também medidas dirigidas aos jovens, aos trabalhadores e aos públicos mais vulneráveis, além de “medidas transversais de preocupação com a coesão territorial”, garantindo uma “intervenção local cada vez mais com capacidade para respostas personalizadas, localizadas no território para garantir o combate às assimetrias, até no acesso aos serviços essenciais”.
Faro | Reforçada Parceria na Intervenção junto das Pessoas em Situação de Sem-abrigo
in Mais Algarve
A rede de parceiros que constituem o Núcleo de Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro (NPISA Faro) passou a contar, desde o passado dia 09 de setembro, com três novas entidades.
Em cerimónia realizada no salão nobre da Câmara Municipal de Faro, assinalou-se a adesão àquela rede da Cáritas Diocesana do Algarve, da Guarda Nacional Republicana de Faro e o Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP.
O NPISA tem por trabalhar em parceria na problemática das pessoas em situação de sem-abrigo.
Recorde-se que Faro foi o primeiro Município do Algarve a formalizar, a 14 de dezembro de 2010, por protocolo, a criação do Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro.
A 12 de novembro de 2020, procedeu-se à assinatura da atualização do Protocolo de Parceria do Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro, com o objetivo de adequar o anterior Protocolo em à nova Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2017-2023 (ENIPSSA 2017-2023).
Com a adesão dos novos parceiros, a rede passa a contar com as seguintes entidades:
• Município de Faro
• União de Freguesias de Faro (Sé e São Pedro)
• Comando Distrital de Faro – Polícia de Segurança Pública
• Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – Direção Regional do Algarve
• Instituto de Segurança Social, IP- Centro Distrital de Faro
• Grupo de Ajuda a Toxicodependentes
• Movimento de Apoio à Problemática da Sida
• Santa Casa da Misericórdia de Faro
• Fábrica da Igreja de São Pedro de Faro
• Fábrica da Igreja da Paróquia de São Luís
• Centro Hospitalar Universitário do Algarve
• Administração Regional de Saúde do Algarve I.P
• Centro de Apoio aos Sem-Abrigo
• Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Faro-Loulé
• Rede Europeia Anti Pobreza
• Cáritas Diocesana do Algarve
• Guarda Nacional Republicana de Faro
• Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP
Durante a cerimónia de adesão dos novos parceiros, foram apresentados dois projetos que se encontram a funcionar, no âmbito da intervenção com as pessoas em situação de Sem Abrigo, bem como uma nova candidatura com carácter inovador a nível nacional, que se encontram em curso no concelho, com o apoio do Município.
O Projeto TMN – Tua, Minha, Nossa, que está a ser desenvolvido pelo MAPS – Movimento de Apoio à Problemática da SIDA, tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo na sociedade, com acesso imediato a uma habitação partilhada, como primeiro passo para a inserção da pessoa na sociedade.
O Projeto TMN, com seis meses de existência em Faro, apresenta resultados que servem de referência como Boas Práticas, a nível Nacional. Durante o seu ainda curto período de existência, já passaram pelos dois apartamentos partilhados um total de 18 utentes, sendo que 6 utentes já foram integrados na sociedade.
O Projecto LEGOS, uma parceria com o GATO, MAPS, CASA, APF, GRATO, tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo em conjunto com a rede de parceiros existente, promover a implementação do modelo de intervenção integrado de todos os agentes que, no respetivo concelho, atuam com e para a população em situação de sem abrigo.
O Projeto visa implementar a figura do gestor de caso, o qual ficará diretamente responsável por esses utentes, focando a sua atuação na construção dos projetos individuais de intervenção, tendo por base uma relação de proximidade e confiança, criando a aproximação necessária para em conjunto com o utente atingir o sucesso.
Este é o projeto de 7 concelhos, 5 parceiros, 1 região e 1 única candidatura.
A candidatura em curso, visando o Projecto Porta Xis1 apresentado pela associação MAPS -Movimento de Apoio à Problemática da Sida em parceria com o com a Associação Xis – Grupo para a Promoção e Protecção LGBTI, e com o Município de Faro, tem como objetivo a celebração de protocolo para o funcionamento de apartamentos partilhados para pessoas LGBTIQ + em situação de sem abrigo.
O Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro é tido como exemplo de boas práticas no seu funcionamento e intervenção em função da problemática das Pessoas em situação de sem-abrigo.
Para o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, este modelo de intervenção visa um acompanhamento de proximidade que assenta numa premissa de qualificação e rentabilização de recursos humanos e financeiros, estando demonstrada a sua importância e utilidade, face aos resultados apresentados.
A rede de parceiros que constituem o Núcleo de Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro (NPISA Faro) passou a contar, desde o passado dia 09 de setembro, com três novas entidades.
Em cerimónia realizada no salão nobre da Câmara Municipal de Faro, assinalou-se a adesão àquela rede da Cáritas Diocesana do Algarve, da Guarda Nacional Republicana de Faro e o Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP.
O NPISA tem por trabalhar em parceria na problemática das pessoas em situação de sem-abrigo.
Recorde-se que Faro foi o primeiro Município do Algarve a formalizar, a 14 de dezembro de 2010, por protocolo, a criação do Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro.
A 12 de novembro de 2020, procedeu-se à assinatura da atualização do Protocolo de Parceria do Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro, com o objetivo de adequar o anterior Protocolo em à nova Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2017-2023 (ENIPSSA 2017-2023).
Com a adesão dos novos parceiros, a rede passa a contar com as seguintes entidades:
• Município de Faro
• União de Freguesias de Faro (Sé e São Pedro)
• Comando Distrital de Faro – Polícia de Segurança Pública
• Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – Direção Regional do Algarve
• Instituto de Segurança Social, IP- Centro Distrital de Faro
• Grupo de Ajuda a Toxicodependentes
• Movimento de Apoio à Problemática da Sida
• Santa Casa da Misericórdia de Faro
• Fábrica da Igreja de São Pedro de Faro
• Fábrica da Igreja da Paróquia de São Luís
• Centro Hospitalar Universitário do Algarve
• Administração Regional de Saúde do Algarve I.P
• Centro de Apoio aos Sem-Abrigo
• Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Faro-Loulé
• Rede Europeia Anti Pobreza
• Cáritas Diocesana do Algarve
• Guarda Nacional Republicana de Faro
• Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do Instituto do Emprego e Formação Profissional, IP
Durante a cerimónia de adesão dos novos parceiros, foram apresentados dois projetos que se encontram a funcionar, no âmbito da intervenção com as pessoas em situação de Sem Abrigo, bem como uma nova candidatura com carácter inovador a nível nacional, que se encontram em curso no concelho, com o apoio do Município.
O Projeto TMN – Tua, Minha, Nossa, que está a ser desenvolvido pelo MAPS – Movimento de Apoio à Problemática da SIDA, tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo na sociedade, com acesso imediato a uma habitação partilhada, como primeiro passo para a inserção da pessoa na sociedade.
O Projeto TMN, com seis meses de existência em Faro, apresenta resultados que servem de referência como Boas Práticas, a nível Nacional. Durante o seu ainda curto período de existência, já passaram pelos dois apartamentos partilhados um total de 18 utentes, sendo que 6 utentes já foram integrados na sociedade.
O Projecto LEGOS, uma parceria com o GATO, MAPS, CASA, APF, GRATO, tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo em conjunto com a rede de parceiros existente, promover a implementação do modelo de intervenção integrado de todos os agentes que, no respetivo concelho, atuam com e para a população em situação de sem abrigo.
O Projeto visa implementar a figura do gestor de caso, o qual ficará diretamente responsável por esses utentes, focando a sua atuação na construção dos projetos individuais de intervenção, tendo por base uma relação de proximidade e confiança, criando a aproximação necessária para em conjunto com o utente atingir o sucesso.
Este é o projeto de 7 concelhos, 5 parceiros, 1 região e 1 única candidatura.
A candidatura em curso, visando o Projecto Porta Xis1 apresentado pela associação MAPS -Movimento de Apoio à Problemática da Sida em parceria com o com a Associação Xis – Grupo para a Promoção e Protecção LGBTI, e com o Município de Faro, tem como objetivo a celebração de protocolo para o funcionamento de apartamentos partilhados para pessoas LGBTIQ + em situação de sem abrigo.
O Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro é tido como exemplo de boas práticas no seu funcionamento e intervenção em função da problemática das Pessoas em situação de sem-abrigo.
Para o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, este modelo de intervenção visa um acompanhamento de proximidade que assenta numa premissa de qualificação e rentabilização de recursos humanos e financeiros, estando demonstrada a sua importância e utilidade, face aos resultados apresentados.
Estratégia de combate à pobreza: “mercado social de emprego” e “uma transição mais suave” para a reforma
Natália Faria, in Público on-line
Para combater a pobreza entre quem trabalha, o Governo propõe-se pôr travão à “excessiva fragmentação” do mercado de trabalho e reforçar a protecção social no desemprego dos mais velhos e dos mais precários.
Num país em que o desemprego é meio caminho andado para se ser pobre, fazer baixar os mais de dois milhões de portugueses que estão em risco de pobreza passa – e muito – pelo mercado de emprego. Daí que o lançamento de um programa nacional de mercado social de emprego seja um dos pontos fortes da versão preliminar Estratégia Nacional de Combate à Pobreza que o Governo vai pôr em discussão pública e que deverá vigorar até 2030.
Sem pormenorizar como é que isto será feito, o documento a que o PÚBLICO teve acesso refere que uma das ideias será desenvolver projectos de criação de emprego, “que decorram de um projecto de empreendedorismo social, criadores de valor social”.
Ver mais sobre a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza
E, porque 11% dos trabalhadores portugueses são pobres, ainda que com contratos e salários fixos, a promoção de “uma política salarial adequada” surge também enunciada, “incluindo a valorização da retribuição mínima mensal garantida”.
Para o Governo, combater a pobreza entre quem trabalha pressupõe o “combate à precariedade e à excessiva segmentação do mercado de trabalho” e a promoção da negociação colectiva. Assim, deverão ser reforçados os “estímulos à contratação sem termo, em particular dos jovens”, tal como proposto também no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Isto implica a revisão de algumas das alterações introduzidas em 2019 ao Código do Trabalho (que incluíram o alargamento do período experimental de contratos sem termo para 180 dias, por exemplo).
No desemprego, a cobertura da protecção social deverá ser reforçada, “em particular no que diz respeito ao desemprego de muito longa duração e para os trabalhadores mais velhos”, bem como aos que saíram de “formas atípicas de emprego”, “com impacto particular nos jovens, desproporcionalmente afectados pela precariedade dos vínculos” laborais.
Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para este ano, recorde-se, deu-se já uma extensão extraordinária do subsídio de desemprego por mais seis meses, tendo o limite mínimo da prestação subido para um novo limite de 504 euros, mais próximo, portanto, do limiar de pobreza.
Por último, e em nome de um “envelhecimento bem-sucedido no mercado de trabalho” e da prevenção de “fenómenos de exclusão prolongada” das pessoas, o Governo propõe-se ponderar a criação de “mecanismos de saída progressiva” do mercado de trabalho, isto é, “ajustando tempos de trabalho nos anos finais das carreiras e promovendo assim “uma transição mais suave para a reforma”.
Para combater a pobreza entre quem trabalha, o Governo propõe-se pôr travão à “excessiva fragmentação” do mercado de trabalho e reforçar a protecção social no desemprego dos mais velhos e dos mais precários.
Num país em que o desemprego é meio caminho andado para se ser pobre, fazer baixar os mais de dois milhões de portugueses que estão em risco de pobreza passa – e muito – pelo mercado de emprego. Daí que o lançamento de um programa nacional de mercado social de emprego seja um dos pontos fortes da versão preliminar Estratégia Nacional de Combate à Pobreza que o Governo vai pôr em discussão pública e que deverá vigorar até 2030.
Sem pormenorizar como é que isto será feito, o documento a que o PÚBLICO teve acesso refere que uma das ideias será desenvolver projectos de criação de emprego, “que decorram de um projecto de empreendedorismo social, criadores de valor social”.
Ver mais sobre a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza
E, porque 11% dos trabalhadores portugueses são pobres, ainda que com contratos e salários fixos, a promoção de “uma política salarial adequada” surge também enunciada, “incluindo a valorização da retribuição mínima mensal garantida”.
Para o Governo, combater a pobreza entre quem trabalha pressupõe o “combate à precariedade e à excessiva segmentação do mercado de trabalho” e a promoção da negociação colectiva. Assim, deverão ser reforçados os “estímulos à contratação sem termo, em particular dos jovens”, tal como proposto também no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Isto implica a revisão de algumas das alterações introduzidas em 2019 ao Código do Trabalho (que incluíram o alargamento do período experimental de contratos sem termo para 180 dias, por exemplo).
No desemprego, a cobertura da protecção social deverá ser reforçada, “em particular no que diz respeito ao desemprego de muito longa duração e para os trabalhadores mais velhos”, bem como aos que saíram de “formas atípicas de emprego”, “com impacto particular nos jovens, desproporcionalmente afectados pela precariedade dos vínculos” laborais.
Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para este ano, recorde-se, deu-se já uma extensão extraordinária do subsídio de desemprego por mais seis meses, tendo o limite mínimo da prestação subido para um novo limite de 504 euros, mais próximo, portanto, do limiar de pobreza.
Por último, e em nome de um “envelhecimento bem-sucedido no mercado de trabalho” e da prevenção de “fenómenos de exclusão prolongada” das pessoas, o Governo propõe-se ponderar a criação de “mecanismos de saída progressiva” do mercado de trabalho, isto é, “ajustando tempos de trabalho nos anos finais das carreiras e promovendo assim “uma transição mais suave para a reforma”.
“Outubro MAIOR” 2021 destaca “A importância do Cuidar ao longo da vida”
in CluturadeBorla
O “Outubro MAIOR” 2021 tem como tema “A importância do Cuidar ao longo da vida, numa sociedade mais digital” e, durante todo o mês, vai proporcionar um conjunto de atividades dirigidas à população idade+ (sénior) e famílias do concelho de Palmela.
O programa é organizado pela Câmara Municipal de Palmela e parceiros locais, para assinalar o Dia Internacional da Pessoa Idosa (1 de outubro), com a sessão de abertura a ter lugar no dia 1, às 18h00, no Auditório Municipal de Pinhal Novo.
Na área da cultura, destaque para as iniciativas “Vem à Janela” - Música nas Estruturas Residenciais para Idosos - 2.ª edição - Clarinetes de Santiago, “Palmela Chá-dançante” nos Centros de Dia, “No meu tempo…” - Visitas Orientadas por Ferroviários, “Conversas de Carruagem: o Museu A Estação vai às IPSS”, para a Festa de Encerramento do “Outubro MAIOR” 2021 “Celebrar a Longevidade” - Concerto com João Mendonza e para as exposições “Coletivamente - Telas com CriativIDADE”, Álbum de Família e Manta de Retalhos “Rede de Cumplicidades”.
O programa alerta também para a importância do exercício físico e de cuidar da saúde, através das atividades “Respira Ar Livre” - Dança Idade+, “Bem-estar e Saúde Digital” - Unidade Móvel de Saúde, Check-up Individual “Avalie-se a si próprio, cuide da sua saúde” e da Campanha “Vamos falar, porque há conversas que devemos ter”.
A formação também está presente, com o Ciclo Formativo: Envelhecimento e Gestão Emocional em Crise, dirigido a colaboradoras/es das IPSS, e o Webinar “Tempo de investir nas pessoas: a cultura do cuidado para uma sociedade equilibrada e harmoniosa em que todos contam”.
O “Outubro MAIOR” (em conjunto com a Receção à Comunidade Educativa e o Dia Internacional das Cidades Educadoras 2021) integra a campanha “Educação com sentido é ir no sentido de todos”. Esta campanha reforça o posicionamento de Palmela Município Educador, Território de Convivência e está alinhada com os ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4 - Educação de Qualidade).
Mais informações e inscrições: decs@cm-palmela.pt ou 212 336 606.
Programa
1 de outubro | 18h00 | Auditório Municipal de Pinhal Novo
Sessão de Abertura: “Outubro MAIOR” 2021 no Dia Internacional da Pessoa Idosa
Celebrar a conquista da longevidade e sublinhar a importância do cuidar ao longo da vida, de cada um/a, das/os outras/os e do Planeta, numa sociedade com novos desafios, entre eles, o acesso às ferramentas digitais enquanto oportunidade de inclusão de todas/os.
Destinatários: entidades parceiras
Com: Associação Juvenil Odisseia
4 e 27 de outubro | 16h00
“Aquele Abraço” entre Gerações na Rádio Popular FM - 2.ª edição
Voltamos a esperar pela população de idade+, na rúbrica do programa “Sintonia do Sucesso” da Popular FM, em 90.9 FM. Ligue 212 387 210 para partilhar uma mensagem, um poema, mas também uma receita, ou dedicar uma canção a alguém ou, simplesmente, conversar. Vamos desmultiplicar gestos simples que aconchegam, fortalecem e quebram momentos de solidão e valorizar “o tempo para ter tempo”: dar “Aquele Abraço”.
Destinatários: população idade+ das IPSS
Com: Popular FM
6 de outubro | 15h00 | Fundação COI, Pinhal Novo
7 de outubro | 15h00 | Associação dos Lares dos Ferroviários, Pinhal Novo
8 de outubro | 15h00 | Santa Casa da Misericórdia de Palmela
“Vem à Janela” - Música nas Estruturas Residenciais para Idosos - 2.ª edição - Clarinetes de Santiago
Os Clarinetes de Santiago convidam a tecer novas e velhas memórias, a partir da música que acontece em espaço exterior. Deixe-se contagiar por um momento inspirador e reconfortante.
Paralelamente, será distribuída a gravação do reportório aos Centros de Dia das IPSS.
Destinatários: população idade+ das IPSS
7 e 14 de outubro
9h30 | Polidesportivo da Terra do Pão, Palmela
10h30 | Jardim adjacente ao Centro Social de Quinta do Anjo
11h30 | Anfiteatro do Jardim José Maria dos Santos, Pinhal Novo
12 de outubro
10h00 | Fonte Centenária, Águas de Moura
11h00 | Jardim Ferreira da Costa, Poceirão
“Respira Ar Livre” - Dança Idade+
Atividades de curta duração ao ar livre, adaptadas ao perfil das/os participantes, promotoras da melhoria da condição física e da capacidade funcional da idade+.
Participação gratuita, de acordo com as normas de segurança.
Destinatários: população idade+
Com: Palmela Desporto, E.M.
7 de outubro | 10h00-12h00 | Largo de S. João, Palmela
14 de outubro | 10h00-12h00 | Junto aos Pinheirinhos, Pinhal Novo
21 de outubro | 10h00-12h00 | Junto ao Centro Social de Quinta do Anjo
28 de outubro | 10h00-12h00 | Junto ao jardim de Poceirão
“Bem-estar e Saúde Digital” - Unidade Móvel de Saúde
Ao longo do mês, nas diferentes freguesias do concelho esperamos por si. Monitorize a sua saúde: Sinais vitais (temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial), glicémia e IMC. Fique ainda a saber como emitir o certificado digital COVID-19, através do projeto “Clique Sem Idade”.
Destinatários: população idade+
11 a 25 de outubro | 15h00-16h00 | Instituições Particulares de Solidariedade Social
“Palmela Chá-dançante” nos Centros de Dia
Às segundas, quartas e sextas-feiras, no conforto de cada uma das IPSS do concelho, reinventa-se e valoriza-se “o tempo para ter tempo”, o cuidar e os afetos. Ao som da acordeonista Sara Pessoa, permanece a alegria e a boa disposição, pretexto para dar “um pé de dança”, sem esquecer as regras de segurança.
Destinatários: população idade+ das IPSS
13 de outubro | 10h00 | Pista Check-Up, Quinta do Anjo
Check-up Individual “Avalie-se a si próprio, cuide da sua saúde”
Realize o seu Check-Up e avalie vários indicadores de saúde. Fique mais desperto para a importância do autocuidado regular, porque cada indivíduo é responsável e cuidador da sua saúde!
Participação gratuita, de acordo com as normas de segurança.
Destinatários: população idade+
16 de outubro | 10h00 | Museu A Estação, Pinhal Novo
“No meu tempo…” - Visitas Orientadas por Ferroviários
Visite o Museu A Estação, conheça histórias de outros tempos e o trabalho na ferrovia pela voz dos ferroviários.
Frequência gratuita
Destinatários: população em geral
Limite de inscrições: em função das orientações da Direção-Geral daa Saúde (inscrições até às 12h00 do dia 14 de outubro).
Informações e inscrições: patrimonio.cultural@cm-palmela.pt
Com: Museu Municipal
19 de outubro | 10h00 | Estrutura Residencial dos Ferroviários
19 de outubro | 15h00 | Fundação COI
28 de outubro | 15h00 | Santa Casa da Misericórdia de Palmela
“Conversas de Carruagem: o Museu A Estação vai às IPSS”
Dar voz à idade+ e recordar vivências e memórias da Estação de Caminhos de Ferro de Pinhal Novo, a partir da partilha de um objeto. São conversas dinamizadas pela Associação Juvenil Odisseia, que ajudam a compreender melhor o presente.
Destinatários: população idade+ das ERPI’s
Com: Associação Juvenil Odisseia
26 de outubro
Ciclo Formativo: Envelhecimento e Gestão Emocional em Crise
Inicio das ações de formação/capacitação para as IPSS locais, que decorrem até ao primeiro trimestre de 2022. Pretendem responder às necessidades locais diagnosticadas e aos novos desafios do Envelhecimento Saudável, qualificando as dinâmicas interventivas.
Destinatários: colaboradoras/es das IPSS
Com: EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza
29 de outubro | 15h00-16h30
Webinar “Tempo de investir nas pessoas: a cultura do cuidado para uma sociedade equilibrada e harmoniosa em que todos contam”
Toda a pessoa, à medida que envelhece, deve continuar a desfrutar de uma vida plena, independente, autónoma, com saúde, segurança, integração e participação ativa no ambiente familiar e social em que se insere.
O contexto da pandemia COVID-19 tem conduzido a profundas alterações na vida das/os cidadãs/ãos, nas organizações e na sociedade em geral. Os seus impactos ultrapassam as questões de saúde pública, apresentam fortes repercussões na vida social e exponenciam riscos ao desenvolvimento humano e social.
Que novos desafios se apresentam no direito a ser cuidado, num período que se prevê perdurar e impactar a sociedade a médio e longo prazo?
Destinatários: população em geral
31 de outubro | 15h00 | Cine-Teatro S. João, Palmela
Festa de Encerramento do “Outubro MAIOR” 2021
“Celebrar a Longevidade” - Concerto com João Mendonza
Num Município de todas as idades, uma “Educação com sentido é ir no sentido de todos”.
Entrada gratuita, com inscrição prévia e mediante levantamento de bilhete
Destinatários: população em geral
Em destaque
10, 22 e 29 de outubro
Campanha “Vamos falar, porque há conversas que devemos ter”
Prevenção e promoção da saúde mental em Palmela, Município Educador e Saudável
Em outubro, no Dia Mundial da Saúde Mental (10 outubro) e às sextas-feiras, vamos falar de saúde mental na idade+.
O Município de Palmela é parceiro desta campanha nacional, da responsabilidade da Associação de Psicologia e Desenvolvimento Comunitário (APDC), com o apoio da Direção-Geral da Saúde (DGS). Reduzir o estigma e promover o conhecimento sobre a saúde mental são os seus objetivos centrais.
Com: APDC
Exposições
1 a 31 de outubro | Auditório Municipal de Pinhal Novo
“Coletivamente - Telas com CriativIDADE”
Trabalho coletivo realizado em 2020, durante a fase de confinamento, pelos adultos idade+ das IPSS. A partir de uma tela em branco, a criatividade dá expressão às rotinas diárias, inevitavelmente deslocadas para o espaço casa e/ou institucional. Visa reforçar o sentido de pertença à instituição e à comunidade e contribuir para o bem-estar social e cognitivo da idade+.
Destinatários: população idade+ das IPSS
Com: IPSS - área do envelhecimento
15 a 31 de outubro | Biblioteca Municipal de Pinhal Novo
Álbum de Família
Mostra de fotografias recolhidas ao longo do projeto que, entre 2016 e 2019, percorreu as freguesias do concelho a identificar e registar as memórias de cada localidade, a partir de fotografias de família.
Com: Museu Municipal
15 a 31 de outubro | Local a confirmar
Manta de Retalhos “Rede de Cumplicidades”
Reutilização de tecidos, linhas, lãs, dando-lhes um novo rumo, que conjuga vontades e reforça a dimensão da participação das diferentes gerações. Partilham-se ideias, recursos, sugestões de melhoria, desejos de mudança, estados de espírito e emoções, em torno de uma Educação no sentido de todos.
Realizado em 2019, alinhado com os princípios do Projeto Educativo Local, este trabalho coletivo envolveu as Escolas Secundárias de Palmela e de Pinhal Novo e adultos idade +.
O “Outubro MAIOR” 2021 tem como tema “A importância do Cuidar ao longo da vida, numa sociedade mais digital” e, durante todo o mês, vai proporcionar um conjunto de atividades dirigidas à população idade+ (sénior) e famílias do concelho de Palmela.
O programa é organizado pela Câmara Municipal de Palmela e parceiros locais, para assinalar o Dia Internacional da Pessoa Idosa (1 de outubro), com a sessão de abertura a ter lugar no dia 1, às 18h00, no Auditório Municipal de Pinhal Novo.
Na área da cultura, destaque para as iniciativas “Vem à Janela” - Música nas Estruturas Residenciais para Idosos - 2.ª edição - Clarinetes de Santiago, “Palmela Chá-dançante” nos Centros de Dia, “No meu tempo…” - Visitas Orientadas por Ferroviários, “Conversas de Carruagem: o Museu A Estação vai às IPSS”, para a Festa de Encerramento do “Outubro MAIOR” 2021 “Celebrar a Longevidade” - Concerto com João Mendonza e para as exposições “Coletivamente - Telas com CriativIDADE”, Álbum de Família e Manta de Retalhos “Rede de Cumplicidades”.
O programa alerta também para a importância do exercício físico e de cuidar da saúde, através das atividades “Respira Ar Livre” - Dança Idade+, “Bem-estar e Saúde Digital” - Unidade Móvel de Saúde, Check-up Individual “Avalie-se a si próprio, cuide da sua saúde” e da Campanha “Vamos falar, porque há conversas que devemos ter”.
A formação também está presente, com o Ciclo Formativo: Envelhecimento e Gestão Emocional em Crise, dirigido a colaboradoras/es das IPSS, e o Webinar “Tempo de investir nas pessoas: a cultura do cuidado para uma sociedade equilibrada e harmoniosa em que todos contam”.
O “Outubro MAIOR” (em conjunto com a Receção à Comunidade Educativa e o Dia Internacional das Cidades Educadoras 2021) integra a campanha “Educação com sentido é ir no sentido de todos”. Esta campanha reforça o posicionamento de Palmela Município Educador, Território de Convivência e está alinhada com os ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4 - Educação de Qualidade).
Mais informações e inscrições: decs@cm-palmela.pt ou 212 336 606.
Programa
1 de outubro | 18h00 | Auditório Municipal de Pinhal Novo
Sessão de Abertura: “Outubro MAIOR” 2021 no Dia Internacional da Pessoa Idosa
Celebrar a conquista da longevidade e sublinhar a importância do cuidar ao longo da vida, de cada um/a, das/os outras/os e do Planeta, numa sociedade com novos desafios, entre eles, o acesso às ferramentas digitais enquanto oportunidade de inclusão de todas/os.
Destinatários: entidades parceiras
Com: Associação Juvenil Odisseia
4 e 27 de outubro | 16h00
“Aquele Abraço” entre Gerações na Rádio Popular FM - 2.ª edição
Voltamos a esperar pela população de idade+, na rúbrica do programa “Sintonia do Sucesso” da Popular FM, em 90.9 FM. Ligue 212 387 210 para partilhar uma mensagem, um poema, mas também uma receita, ou dedicar uma canção a alguém ou, simplesmente, conversar. Vamos desmultiplicar gestos simples que aconchegam, fortalecem e quebram momentos de solidão e valorizar “o tempo para ter tempo”: dar “Aquele Abraço”.
Destinatários: população idade+ das IPSS
Com: Popular FM
6 de outubro | 15h00 | Fundação COI, Pinhal Novo
7 de outubro | 15h00 | Associação dos Lares dos Ferroviários, Pinhal Novo
8 de outubro | 15h00 | Santa Casa da Misericórdia de Palmela
“Vem à Janela” - Música nas Estruturas Residenciais para Idosos - 2.ª edição - Clarinetes de Santiago
Os Clarinetes de Santiago convidam a tecer novas e velhas memórias, a partir da música que acontece em espaço exterior. Deixe-se contagiar por um momento inspirador e reconfortante.
Paralelamente, será distribuída a gravação do reportório aos Centros de Dia das IPSS.
Destinatários: população idade+ das IPSS
7 e 14 de outubro
9h30 | Polidesportivo da Terra do Pão, Palmela
10h30 | Jardim adjacente ao Centro Social de Quinta do Anjo
11h30 | Anfiteatro do Jardim José Maria dos Santos, Pinhal Novo
12 de outubro
10h00 | Fonte Centenária, Águas de Moura
11h00 | Jardim Ferreira da Costa, Poceirão
“Respira Ar Livre” - Dança Idade+
Atividades de curta duração ao ar livre, adaptadas ao perfil das/os participantes, promotoras da melhoria da condição física e da capacidade funcional da idade+.
Participação gratuita, de acordo com as normas de segurança.
Destinatários: população idade+
Com: Palmela Desporto, E.M.
7 de outubro | 10h00-12h00 | Largo de S. João, Palmela
14 de outubro | 10h00-12h00 | Junto aos Pinheirinhos, Pinhal Novo
21 de outubro | 10h00-12h00 | Junto ao Centro Social de Quinta do Anjo
28 de outubro | 10h00-12h00 | Junto ao jardim de Poceirão
“Bem-estar e Saúde Digital” - Unidade Móvel de Saúde
Ao longo do mês, nas diferentes freguesias do concelho esperamos por si. Monitorize a sua saúde: Sinais vitais (temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial), glicémia e IMC. Fique ainda a saber como emitir o certificado digital COVID-19, através do projeto “Clique Sem Idade”.
Destinatários: população idade+
11 a 25 de outubro | 15h00-16h00 | Instituições Particulares de Solidariedade Social
“Palmela Chá-dançante” nos Centros de Dia
Às segundas, quartas e sextas-feiras, no conforto de cada uma das IPSS do concelho, reinventa-se e valoriza-se “o tempo para ter tempo”, o cuidar e os afetos. Ao som da acordeonista Sara Pessoa, permanece a alegria e a boa disposição, pretexto para dar “um pé de dança”, sem esquecer as regras de segurança.
Destinatários: população idade+ das IPSS
13 de outubro | 10h00 | Pista Check-Up, Quinta do Anjo
Check-up Individual “Avalie-se a si próprio, cuide da sua saúde”
Realize o seu Check-Up e avalie vários indicadores de saúde. Fique mais desperto para a importância do autocuidado regular, porque cada indivíduo é responsável e cuidador da sua saúde!
Participação gratuita, de acordo com as normas de segurança.
Destinatários: população idade+
16 de outubro | 10h00 | Museu A Estação, Pinhal Novo
“No meu tempo…” - Visitas Orientadas por Ferroviários
Visite o Museu A Estação, conheça histórias de outros tempos e o trabalho na ferrovia pela voz dos ferroviários.
Frequência gratuita
Destinatários: população em geral
Limite de inscrições: em função das orientações da Direção-Geral daa Saúde (inscrições até às 12h00 do dia 14 de outubro).
Informações e inscrições: patrimonio.cultural@cm-palmela.pt
Com: Museu Municipal
19 de outubro | 10h00 | Estrutura Residencial dos Ferroviários
19 de outubro | 15h00 | Fundação COI
28 de outubro | 15h00 | Santa Casa da Misericórdia de Palmela
“Conversas de Carruagem: o Museu A Estação vai às IPSS”
Dar voz à idade+ e recordar vivências e memórias da Estação de Caminhos de Ferro de Pinhal Novo, a partir da partilha de um objeto. São conversas dinamizadas pela Associação Juvenil Odisseia, que ajudam a compreender melhor o presente.
Destinatários: população idade+ das ERPI’s
Com: Associação Juvenil Odisseia
26 de outubro
Ciclo Formativo: Envelhecimento e Gestão Emocional em Crise
Inicio das ações de formação/capacitação para as IPSS locais, que decorrem até ao primeiro trimestre de 2022. Pretendem responder às necessidades locais diagnosticadas e aos novos desafios do Envelhecimento Saudável, qualificando as dinâmicas interventivas.
Destinatários: colaboradoras/es das IPSS
Com: EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza
29 de outubro | 15h00-16h30
Webinar “Tempo de investir nas pessoas: a cultura do cuidado para uma sociedade equilibrada e harmoniosa em que todos contam”
Toda a pessoa, à medida que envelhece, deve continuar a desfrutar de uma vida plena, independente, autónoma, com saúde, segurança, integração e participação ativa no ambiente familiar e social em que se insere.
O contexto da pandemia COVID-19 tem conduzido a profundas alterações na vida das/os cidadãs/ãos, nas organizações e na sociedade em geral. Os seus impactos ultrapassam as questões de saúde pública, apresentam fortes repercussões na vida social e exponenciam riscos ao desenvolvimento humano e social.
Que novos desafios se apresentam no direito a ser cuidado, num período que se prevê perdurar e impactar a sociedade a médio e longo prazo?
Destinatários: população em geral
31 de outubro | 15h00 | Cine-Teatro S. João, Palmela
Festa de Encerramento do “Outubro MAIOR” 2021
“Celebrar a Longevidade” - Concerto com João Mendonza
Num Município de todas as idades, uma “Educação com sentido é ir no sentido de todos”.
Entrada gratuita, com inscrição prévia e mediante levantamento de bilhete
Destinatários: população em geral
Em destaque
10, 22 e 29 de outubro
Campanha “Vamos falar, porque há conversas que devemos ter”
Prevenção e promoção da saúde mental em Palmela, Município Educador e Saudável
Em outubro, no Dia Mundial da Saúde Mental (10 outubro) e às sextas-feiras, vamos falar de saúde mental na idade+.
O Município de Palmela é parceiro desta campanha nacional, da responsabilidade da Associação de Psicologia e Desenvolvimento Comunitário (APDC), com o apoio da Direção-Geral da Saúde (DGS). Reduzir o estigma e promover o conhecimento sobre a saúde mental são os seus objetivos centrais.
Com: APDC
Exposições
1 a 31 de outubro | Auditório Municipal de Pinhal Novo
“Coletivamente - Telas com CriativIDADE”
Trabalho coletivo realizado em 2020, durante a fase de confinamento, pelos adultos idade+ das IPSS. A partir de uma tela em branco, a criatividade dá expressão às rotinas diárias, inevitavelmente deslocadas para o espaço casa e/ou institucional. Visa reforçar o sentido de pertença à instituição e à comunidade e contribuir para o bem-estar social e cognitivo da idade+.
Destinatários: população idade+ das IPSS
Com: IPSS - área do envelhecimento
15 a 31 de outubro | Biblioteca Municipal de Pinhal Novo
Álbum de Família
Mostra de fotografias recolhidas ao longo do projeto que, entre 2016 e 2019, percorreu as freguesias do concelho a identificar e registar as memórias de cada localidade, a partir de fotografias de família.
Com: Museu Municipal
15 a 31 de outubro | Local a confirmar
Manta de Retalhos “Rede de Cumplicidades”
Reutilização de tecidos, linhas, lãs, dando-lhes um novo rumo, que conjuga vontades e reforça a dimensão da participação das diferentes gerações. Partilham-se ideias, recursos, sugestões de melhoria, desejos de mudança, estados de espírito e emoções, em torno de uma Educação no sentido de todos.
Realizado em 2019, alinhado com os princípios do Projeto Educativo Local, este trabalho coletivo envolveu as Escolas Secundárias de Palmela e de Pinhal Novo e adultos idade +.
Redes de emergência Social, Celebrar a idade e um tributo
Rita Valadas, opinião, in TSF
Esta semana assinalaram-se os 20 anos da linha 144 da Segurança Social. Neste evento a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, anunciou a criação uma "rede de respostas integradas de emergência social, para garantir que ao nível local haja uma rede articulada para respostas de emergência, desde alojamento, alimentação, medicamentos atá a reintegração profissional". Pretende-se que, fazendo ponte com a linha 144", seja "uma "resposta personalizada" a cada pessoa que contacta a linha 144, cuja rede será constituída por "um consórcio" de instituições que se disponibilizem a prestar ajuda social e que estabeleçam protocolos com a Segurança Social".
Celebro este olhar sobre a importância das redes de proximidade na resolução das situações mais críticas e espero que estas respostas possam ter os necessários recursos e a necessária flexibilidade. Está provado que é na proximidade que se pode fazer a diferença e que as redes de resposta podem ser recurso. Foi o que vimos neste tempo de pandemia. Esta é a experiência da Caritas.
No dia 1 de outubro celebrou-se o Dia Internacional das Pessoas Idosas, inspirado pelo tema "Equidade Digital para todas as Idades". Na verdade, a proximidade digital foi um dos "benefícios" COVID. Tivemos de encontrar formas de nos aproximar à distância, no trabalho, na família, no cuidar e na amizade e isso ofereceu-nos ferramentas e competências que não podemos deixar fugir. Se estivemos mais distantes, também é verdade que nos permitimos juntar muito mais gente separada pela geografia. Conseguimos juntar mais pessoas às decisões, partilhar informação, garantir consensos e organizar formação de forma mais participada e transversal. Para as redes nacionais e internacionais esta possibilidade foi muitas vezes um presente... Sem dogmas, devemos manter a convivência entre o digital e o presencial e reinventar-nos. Sobre isto gostaria de chamar a atenção para um evento que aconteceu online. Neste dia 1, como é habitual, procedeu-se à entrega do Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro pela Associação Portuguesa de Psicogerontologia (app.com.pt). Foi online e todos deram o seu testemunho. Para além de ter sido uma cerimónia riquíssima, todos os galardoados participaram e guardarão o registo do evento, que também ficará no FB e no site da APP... maravilhoso.
Fez ontem um mês que faleceu Acácio Catarino, faz-nos muita falta.
Estudante assíduo e especialista indiscutível nas áreas das políticas sociais, foi um homem bom e atento que deixa um forte contributo para o pensamento social português, a construção das políticas sociais, e uma marca na história da Cáritas Portuguesa.
Foi secretário de Estado da População e Emprego, presidente do IEFP, assessor do presidente Jorge Sampaio para os assuntos sociais, académico, fundador, assessor e conselheiro de mais organismos, associações, direções e pessoas do que consigo aqui referir. Foi membro da Comissão Nacional Justiça e Paz, presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, presidente da Cáritas Portuguesa
O Acácio Catarino era um sábio e a pessoa mais humilde que conheci apesar da imensa sabedoria que emprestou a todos nós. Saiu desta vida tendo manifestado a intenção de doar o corpo para a investigação científica.
Fica o meu Tributo pessoal e o da Caritas Portuguesa.
Esta semana assinalaram-se os 20 anos da linha 144 da Segurança Social. Neste evento a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, anunciou a criação uma "rede de respostas integradas de emergência social, para garantir que ao nível local haja uma rede articulada para respostas de emergência, desde alojamento, alimentação, medicamentos atá a reintegração profissional". Pretende-se que, fazendo ponte com a linha 144", seja "uma "resposta personalizada" a cada pessoa que contacta a linha 144, cuja rede será constituída por "um consórcio" de instituições que se disponibilizem a prestar ajuda social e que estabeleçam protocolos com a Segurança Social".
Celebro este olhar sobre a importância das redes de proximidade na resolução das situações mais críticas e espero que estas respostas possam ter os necessários recursos e a necessária flexibilidade. Está provado que é na proximidade que se pode fazer a diferença e que as redes de resposta podem ser recurso. Foi o que vimos neste tempo de pandemia. Esta é a experiência da Caritas.
No dia 1 de outubro celebrou-se o Dia Internacional das Pessoas Idosas, inspirado pelo tema "Equidade Digital para todas as Idades". Na verdade, a proximidade digital foi um dos "benefícios" COVID. Tivemos de encontrar formas de nos aproximar à distância, no trabalho, na família, no cuidar e na amizade e isso ofereceu-nos ferramentas e competências que não podemos deixar fugir. Se estivemos mais distantes, também é verdade que nos permitimos juntar muito mais gente separada pela geografia. Conseguimos juntar mais pessoas às decisões, partilhar informação, garantir consensos e organizar formação de forma mais participada e transversal. Para as redes nacionais e internacionais esta possibilidade foi muitas vezes um presente... Sem dogmas, devemos manter a convivência entre o digital e o presencial e reinventar-nos. Sobre isto gostaria de chamar a atenção para um evento que aconteceu online. Neste dia 1, como é habitual, procedeu-se à entrega do Prémio Envelhecimento Ativo Dra. Maria Raquel Ribeiro pela Associação Portuguesa de Psicogerontologia (app.com.pt). Foi online e todos deram o seu testemunho. Para além de ter sido uma cerimónia riquíssima, todos os galardoados participaram e guardarão o registo do evento, que também ficará no FB e no site da APP... maravilhoso.
Fez ontem um mês que faleceu Acácio Catarino, faz-nos muita falta.
Estudante assíduo e especialista indiscutível nas áreas das políticas sociais, foi um homem bom e atento que deixa um forte contributo para o pensamento social português, a construção das políticas sociais, e uma marca na história da Cáritas Portuguesa.
Foi secretário de Estado da População e Emprego, presidente do IEFP, assessor do presidente Jorge Sampaio para os assuntos sociais, académico, fundador, assessor e conselheiro de mais organismos, associações, direções e pessoas do que consigo aqui referir. Foi membro da Comissão Nacional Justiça e Paz, presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, presidente da Cáritas Portuguesa
O Acácio Catarino era um sábio e a pessoa mais humilde que conheci apesar da imensa sabedoria que emprestou a todos nós. Saiu desta vida tendo manifestado a intenção de doar o corpo para a investigação científica.
Fica o meu Tributo pessoal e o da Caritas Portuguesa.
Portugal: Liga Operária Católica promove conferência «trabalhar e ser pobre não é digno»
in Agência Ecclesia
Lisboa, 03 out 2021 (Ecclesia) – A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) em Portugal vai promover uma videoconferência sobre ‘Trabalhar e ser pobre não é digno’, a partir das 21h00 de quinta-feira, Dia Internacional pelo Trabalho Digno.
Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, a LOC/MTC informa que a conferência vai ter como oradores a diretora da Organização Internacional do Trabalho Lisboa (OIT), Mafalda Troncho, e o presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, Eugénio Fonseca.
Na videoconferência ‘Trabalhar e ser pobre não é digno’, os participantes vão também ouvir testemunhos nacionais e dois internacionais, quatro no total, e ter oportunidade para o debate.
Para participar nesta iniciativa no Dia Internacional pelo Trabalho Digno 2021 é necessário inscrição online, para receber o link para o evento na plataforma Zoom, e a Liga Operária Católica Portugal informa que há limite de participantes.
Para assinalar este dia, o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) preparou uma mensagem onde alerta para os efeitos da pandemia Covid-19, que criou uma “nova geração de pobreza e mal-estar por causa da dívida”, aumentou as diferenças dos salários, e ainda uma oração.
A LOC/MTC é um movimento nacional, que teve a sua origem nos primeiros Círculos Católicos de Operários, a partir de 1912.
Em 1936, com a criação da Ação Católica Portuguesa, transforma-se na Liga Operária Católica, em representação do setor operário adulto do meio trabalhador.
A LOC/MTC nasce da fusão de dois Movimentos, a LOC Feminina, fundada em Portugal em 5 de maio de 1936, e da LOC Masculina, fundada a 12 de dezembro do mesmo ano.
Lisboa, 03 out 2021 (Ecclesia) – A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) em Portugal vai promover uma videoconferência sobre ‘Trabalhar e ser pobre não é digno’, a partir das 21h00 de quinta-feira, Dia Internacional pelo Trabalho Digno.
Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, a LOC/MTC informa que a conferência vai ter como oradores a diretora da Organização Internacional do Trabalho Lisboa (OIT), Mafalda Troncho, e o presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, Eugénio Fonseca.
Na videoconferência ‘Trabalhar e ser pobre não é digno’, os participantes vão também ouvir testemunhos nacionais e dois internacionais, quatro no total, e ter oportunidade para o debate.
Para participar nesta iniciativa no Dia Internacional pelo Trabalho Digno 2021 é necessário inscrição online, para receber o link para o evento na plataforma Zoom, e a Liga Operária Católica Portugal informa que há limite de participantes.
Para assinalar este dia, o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) preparou uma mensagem onde alerta para os efeitos da pandemia Covid-19, que criou uma “nova geração de pobreza e mal-estar por causa da dívida”, aumentou as diferenças dos salários, e ainda uma oração.
A LOC/MTC é um movimento nacional, que teve a sua origem nos primeiros Círculos Católicos de Operários, a partir de 1912.
Em 1936, com a criação da Ação Católica Portuguesa, transforma-se na Liga Operária Católica, em representação do setor operário adulto do meio trabalhador.
A LOC/MTC nasce da fusão de dois Movimentos, a LOC Feminina, fundada em Portugal em 5 de maio de 1936, e da LOC Masculina, fundada a 12 de dezembro do mesmo ano.
Responsáveis da Casa do Mimo contam histórias em livro para ajudar instituição
Carlos S. Almeida, in Região de Leiria
“Começámos com cinco crianças, temos atualmente 14 e no verão chegamos aos vinte utentes”, adianta a presidente da instituição. “Se tivéssemos capacidade para mais, mais viriam”, admite.
São pequenas histórias escritas por Cidália Silva, que leva três décadas de atividade educativa e lidera a Casa do Mimo, na Batalha. Estão no centro de um novo livro que é pretexto para conhecer melhor a instituição sedeada na Batalha, apostada em prestar um apoio pouco frequente, dirigido a crianças e jovens com deficiência.
A Casa do Mimo é uma IPSS, criada em 2016, depois de vários anos passados na definição do projeto, adequando-o às necessidades das famílias da região. “Havia pais que tinham de se desempregar para ficar a tomar conta dos filhos e essa situação criava um vazio de resposta social”, lembra Cidália Silva.
A instituição nasceu informalmente há quase dez anos, da vontade de um pequeno grupo de amigos, que reunia educadoras, psicólogas e pais. “O que nos distingue, para além das várias atividades, é a possibilidade de fazer um projeto de vida de forma continuada, começar aos 10 ou 12 anos e [os utentes] poderem ficar depois dos 18 anos”, explica.
“Começámos com cinco crianças, temos atualmente 14 e no verão chegamos aos vinte utentes”, adianta a presidente da instituição. “Se tivéssemos capacidade para mais, mais viriam”, admite.
Alcobaça, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós são alguns concelhos de proveniência dos utentes. Atualmente, esta IPSS estuda, em conjunto com a Segurança Social, a melhor forma de contar com um eventual apoio adequado à especificidade da sua ação. Livro da instituição avança para segunda edição
O voluntariado, a o apoio da comunidade e da autarquia local, têm sido fulcrais na sobrevivência da Casa do Mimo, reconhece Cidália Silva. O apoio de fundos públicos será, a médio prazo, essencial para assegurar a continuidade do projeto e o seu crescimento, aponta.
Para já, o novo livro – que várias empresas já adquiriram, apoiando a instituição – será apresentado e vendido dia 10, gerando receitas para a instituição que aproveita para dar a conhecer a sua atividade, apresentar um instrumento pedagógico que estimula a imaginação e aposta nos “valores”, explica a autora.
Margarida Oliveira, elemento da direção, ilustrou a primeira edição. Volta a fazê-lo desta vez, em conjunto com outros ilustradores que se juntaram ao projeto “Contos Pequenos P’ra Gente Grande”.
“Começámos com cinco crianças, temos atualmente 14 e no verão chegamos aos vinte utentes”, adianta a presidente da instituição. “Se tivéssemos capacidade para mais, mais viriam”, admite.
São pequenas histórias escritas por Cidália Silva, que leva três décadas de atividade educativa e lidera a Casa do Mimo, na Batalha. Estão no centro de um novo livro que é pretexto para conhecer melhor a instituição sedeada na Batalha, apostada em prestar um apoio pouco frequente, dirigido a crianças e jovens com deficiência.
A Casa do Mimo é uma IPSS, criada em 2016, depois de vários anos passados na definição do projeto, adequando-o às necessidades das famílias da região. “Havia pais que tinham de se desempregar para ficar a tomar conta dos filhos e essa situação criava um vazio de resposta social”, lembra Cidália Silva.
A instituição nasceu informalmente há quase dez anos, da vontade de um pequeno grupo de amigos, que reunia educadoras, psicólogas e pais. “O que nos distingue, para além das várias atividades, é a possibilidade de fazer um projeto de vida de forma continuada, começar aos 10 ou 12 anos e [os utentes] poderem ficar depois dos 18 anos”, explica.
“Começámos com cinco crianças, temos atualmente 14 e no verão chegamos aos vinte utentes”, adianta a presidente da instituição. “Se tivéssemos capacidade para mais, mais viriam”, admite.
Alcobaça, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós são alguns concelhos de proveniência dos utentes. Atualmente, esta IPSS estuda, em conjunto com a Segurança Social, a melhor forma de contar com um eventual apoio adequado à especificidade da sua ação. Livro da instituição avança para segunda edição
O voluntariado, a o apoio da comunidade e da autarquia local, têm sido fulcrais na sobrevivência da Casa do Mimo, reconhece Cidália Silva. O apoio de fundos públicos será, a médio prazo, essencial para assegurar a continuidade do projeto e o seu crescimento, aponta.
Para já, o novo livro – que várias empresas já adquiriram, apoiando a instituição – será apresentado e vendido dia 10, gerando receitas para a instituição que aproveita para dar a conhecer a sua atividade, apresentar um instrumento pedagógico que estimula a imaginação e aposta nos “valores”, explica a autora.
Margarida Oliveira, elemento da direção, ilustrou a primeira edição. Volta a fazê-lo desta vez, em conjunto com outros ilustradores que se juntaram ao projeto “Contos Pequenos P’ra Gente Grande”.
Portugal: «Economia de Francisco» quer envolver o «máximo de pessoas» no combate à pobreza
in Agência Ecclesia
Torres Vedras, 02 out 2021 (Ecclesia) – O grupo ‘Economia de Francisco Portugal’ disse hoje que “envolver o máximo de pessoas no combate à pobreza” é uma das suas prioridades, bem como construir pontes e acabar com os fossos, num evento internacional online.
O grupo ‘Economia de Francisco Portugal’ partilhou com outros jovens, de mais de 40 cidades do mundo, que uma das suas prioridades é “envolver o máximo de pessoas no combate à pobreza”.
Reunido no Convento do Varatojo (Franciscanos), Torres Vedras, para pensar “caminhos para uma nova economia” e assistirem ao evento internacional ‘Economia de Francisco’, dinamizado a partir de Assis (Itália), acrescentaram que também querem “construir pontes” e acabar com os fossos.
Os jovens portugueses partilharam três ideias da sua análise local, que podem ter abrangência global, e afirmaram que é “vital” combater o “preconceito e a indiferença” com os pobres.
Neste contexto, destacaram que a educação “é a melhor forma de combater” a pobreza, e uma ideia “é desenvolver currículos mais práticos”, que complementem os tradicionais, na universidade e secundário, e “motivar mais pessoas” a não desistirem de estudar.
O grupo ‘Economia de Francisco Portugal’ partilhou também que o Setor Social podia ter melhorias se fosse mais profissionalizado e as organizações “trabalhassem mais vezes juntas”, para serem “mais eficientes”, apesar da paixão dos líderes e colaboradores, observando que é preciso valorizar mais os empregos deste setor.
Os jovens explicaram o caminho que têm feito até agora, desde a fundação, a participação no encontro internacional, em novembro de 2020, e as parcerias com outras entidades como a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, com quem organizaram um seminário sobre ‘como abordar o tema da pobreza e das desigualdades sociais?’.
Ao longo do encontro online, realizado entre as 12h30 e 16h30 hora de Lisboa, ouviram-se testemunhos de jovens de países como Zâmbia, Índia, Brasil, Afeganistão, Itália, Argentina, também participaram os economistas Jeffrey Sachs e Helen Alford.
Ao portal ‘Vatican News’, o economista Luigino Bruni, coordenador científico do evento, explicou que era um dia para uma “colheita de pessoas que já estão mudando a economia do seu país todos os dias” e não de reclamações e críticas “ao mundo que ‘não presta’”.
O evento internacional teve mais um contributo de Portugal, Marta Bicho, que também participou no encontro ‘A Economia de Francisco’ 2020, partilhou esta tarde um estudo sobre economia social que pretende compreender como os empreendedores sociais veem o sucesso.
A professora universitária e investigadora explicou que desenvolveram uma estrutura para mapear o sucesso, que “é importante por causa da natureza dual das empresas sociais – os objetivos sociais e os financeiros”.
Segundo Marta Bicho, o sucesso para os empreendedores sociais é o resultado de cinco indicadores, nomeadamente, características dos empreendedores, validação, sustentabilidade financeira, modelos de negócio e impacto social.
O encontro terminou com uma mensagem do Papa Francisco que pediu aos jovens uma “economia diferente”, mais justa, sustentável e solidária, que coloquem “a fraternidade no centro da economia”, e alertou para os efeitos da pandemia Covid-19 na sociedade, que afetou os mais pobres, e para a necessidade de salvaguarda da casa comum.
CB
Torres Vedras, 02 out 2021 (Ecclesia) – O grupo ‘Economia de Francisco Portugal’ disse hoje que “envolver o máximo de pessoas no combate à pobreza” é uma das suas prioridades, bem como construir pontes e acabar com os fossos, num evento internacional online.
O grupo ‘Economia de Francisco Portugal’ partilhou com outros jovens, de mais de 40 cidades do mundo, que uma das suas prioridades é “envolver o máximo de pessoas no combate à pobreza”.
Reunido no Convento do Varatojo (Franciscanos), Torres Vedras, para pensar “caminhos para uma nova economia” e assistirem ao evento internacional ‘Economia de Francisco’, dinamizado a partir de Assis (Itália), acrescentaram que também querem “construir pontes” e acabar com os fossos.
Os jovens portugueses partilharam três ideias da sua análise local, que podem ter abrangência global, e afirmaram que é “vital” combater o “preconceito e a indiferença” com os pobres.
Neste contexto, destacaram que a educação “é a melhor forma de combater” a pobreza, e uma ideia “é desenvolver currículos mais práticos”, que complementem os tradicionais, na universidade e secundário, e “motivar mais pessoas” a não desistirem de estudar.
O grupo ‘Economia de Francisco Portugal’ partilhou também que o Setor Social podia ter melhorias se fosse mais profissionalizado e as organizações “trabalhassem mais vezes juntas”, para serem “mais eficientes”, apesar da paixão dos líderes e colaboradores, observando que é preciso valorizar mais os empregos deste setor.
Os jovens explicaram o caminho que têm feito até agora, desde a fundação, a participação no encontro internacional, em novembro de 2020, e as parcerias com outras entidades como a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, com quem organizaram um seminário sobre ‘como abordar o tema da pobreza e das desigualdades sociais?’.
Ao longo do encontro online, realizado entre as 12h30 e 16h30 hora de Lisboa, ouviram-se testemunhos de jovens de países como Zâmbia, Índia, Brasil, Afeganistão, Itália, Argentina, também participaram os economistas Jeffrey Sachs e Helen Alford.
Ao portal ‘Vatican News’, o economista Luigino Bruni, coordenador científico do evento, explicou que era um dia para uma “colheita de pessoas que já estão mudando a economia do seu país todos os dias” e não de reclamações e críticas “ao mundo que ‘não presta’”.
O evento internacional teve mais um contributo de Portugal, Marta Bicho, que também participou no encontro ‘A Economia de Francisco’ 2020, partilhou esta tarde um estudo sobre economia social que pretende compreender como os empreendedores sociais veem o sucesso.
A professora universitária e investigadora explicou que desenvolveram uma estrutura para mapear o sucesso, que “é importante por causa da natureza dual das empresas sociais – os objetivos sociais e os financeiros”.
Segundo Marta Bicho, o sucesso para os empreendedores sociais é o resultado de cinco indicadores, nomeadamente, características dos empreendedores, validação, sustentabilidade financeira, modelos de negócio e impacto social.
O encontro terminou com uma mensagem do Papa Francisco que pediu aos jovens uma “economia diferente”, mais justa, sustentável e solidária, que coloquem “a fraternidade no centro da economia”, e alertou para os efeitos da pandemia Covid-19 na sociedade, que afetou os mais pobres, e para a necessidade de salvaguarda da casa comum.
CB
Ovar reforça programa que visa combater a solidão dos seniores
in Diário de Aveiro
A importância de combater a solidão e o isolamento das pessoas seniores que residem sozinhas ou sem retaguarda familiar levou a a Câmara Municipal de Ovar a alargar o projecto de voluntariado “Menos Sós… Mais Nós”, lançando, entretanto, o programa “conectivIDADE".
Através deste novo programa, para além das periódicas visitas de voluntários ao domicílio, os seniores passam a dispor de “tablets” adaptados às suas necessidades, como forma de promover a sua inclusão digital e o envelhecimento activo no seu próprio domicílio.
Trata-se de uma plataforma digital simples e intuitiva, sendo especificamente concebida para ser acessível a todas as pessoas seniores do Município de Ovar.
A importância de combater a solidão e o isolamento das pessoas seniores que residem sozinhas ou sem retaguarda familiar levou a a Câmara Municipal de Ovar a alargar o projecto de voluntariado “Menos Sós… Mais Nós”, lançando, entretanto, o programa “conectivIDADE".
Através deste novo programa, para além das periódicas visitas de voluntários ao domicílio, os seniores passam a dispor de “tablets” adaptados às suas necessidades, como forma de promover a sua inclusão digital e o envelhecimento activo no seu próprio domicílio.
Trata-se de uma plataforma digital simples e intuitiva, sendo especificamente concebida para ser acessível a todas as pessoas seniores do Município de Ovar.
1.10.21
Dia Internacional Da Pessoa Idosa Assinalado No Fundão
in Notícias de Viseu
No âmbito do Dia Internacional da Pessoa Idosa, o Projeto FormaRedes – Contrato Local de Desenvolvimento Social 4G do Fundão (CLDS 4G), sob coordenação da «Pinus Verde – Associação de Desenvolvimento Integrado da Floresta», em parceria com o Município do Fundão, irão promover, no dia 1 de outubro, sexta-feira, entre as 14h30 e as 17h00, um encontro no recinto do Santuário de Santa Luzia, na freguesia de Silvares.
Sob o tema ‘Idos@ Ativ@’, terão lugar, durante a tarde, várias atividades tais como o exercício físico e a estimulação cognitiva, através do projeto “TEIA – Tempo, Educação, Integração, Ação”, as atuações musicais da Tuna da Academia Sénior do Fundão, do grupo Concertinas ‘Saúde em Sol Maior’ e ainda do Grupo de Bombos da APPACDM do Fundão.
Pretende-se que seja uma tarde memorável, que estimule e incentive os mais idosos para a prática desportiva e para uma maior preocupação e consciência no âmbito da sua saúde e formas de lazer, promovendo o envelhecimento ativo.
O Dia Internacional das Pessoas Idosas, também conhecido como Dia Internacional do Idoso, foi criado em 1991, por iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas), durante a aprovação da Resolução 46/91, visando tratar dos direitos dos idosos e criando espaços de debate sobre a importância de preservar o respeito e a dignidade dessas pessoas.
No âmbito do Dia Internacional da Pessoa Idosa, o Projeto FormaRedes – Contrato Local de Desenvolvimento Social 4G do Fundão (CLDS 4G), sob coordenação da «Pinus Verde – Associação de Desenvolvimento Integrado da Floresta», em parceria com o Município do Fundão, irão promover, no dia 1 de outubro, sexta-feira, entre as 14h30 e as 17h00, um encontro no recinto do Santuário de Santa Luzia, na freguesia de Silvares.
Sob o tema ‘Idos@ Ativ@’, terão lugar, durante a tarde, várias atividades tais como o exercício físico e a estimulação cognitiva, através do projeto “TEIA – Tempo, Educação, Integração, Ação”, as atuações musicais da Tuna da Academia Sénior do Fundão, do grupo Concertinas ‘Saúde em Sol Maior’ e ainda do Grupo de Bombos da APPACDM do Fundão.
Pretende-se que seja uma tarde memorável, que estimule e incentive os mais idosos para a prática desportiva e para uma maior preocupação e consciência no âmbito da sua saúde e formas de lazer, promovendo o envelhecimento ativo.
O Dia Internacional das Pessoas Idosas, também conhecido como Dia Internacional do Idoso, foi criado em 1991, por iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas), durante a aprovação da Resolução 46/91, visando tratar dos direitos dos idosos e criando espaços de debate sobre a importância de preservar o respeito e a dignidade dessas pessoas.
"Derrubar Paredes. Erguer Paredes", pensado e criado por crianças e jovens ciganos
Por Rute Fonseca, in TSF
Estreia esta noite e faz parte do projeto "Holograma - Cultura para todos", que une a Casa da Música e a Área Metropolitana do Porto. O objetivo é levar a cultura às comunidades mais desfavorecidas.
"Derrubar Paredes. Erguer Paredes" é o título do espetáculo que envolve a comunidade cigana do concelho de Paredes. Entre guitarras, instrumentos improvisados e sons da música cigana cruzam-se várias culturas, como explica Jorge Prendas, coordenador do serviço educativo da Casa da Música. "Este projeto foi desenvolvido por jovens desta comunidade cigana, o título foi criado por eles, assim como uma boa parte da música e é um espetáculo que vai buscar aquilo que são algumas das tarefas ou dos trabalhos que esta comunidade cigana tem, nomeadamente a presença nas feiras, vender balões, pipocas, algodão doce... É algo que para nós é muito importante: valoriza aquilo que cada um faz. É importante partilhar do ponto de vista artístico com toda a comunidade, porque há um ganho para quem está no palco e para quem está no público, vai reconhecer naquelas pessoas uma capacidade de fazer que muitas vezes não se reconhece."
Paulo Neto, que coordena o espetáculo, diz que o projeto foi sendo adaptado ao longo do tempo. "O maior desafio é trazer as comunidades a um espaço onde não estão habituados a vir, o grande objetivo é trazê-los e fazer com que sejam os artistas e se sintam bem num palco. Na maioria são crianças, começamos com pessoas mais velhas mas foram achando que não se enquadravam e com o tempo o projeto foi ficando mais forte e acabaram por trazer alegria às crianças, que estão radiantes por poderem trabalhar com músicos profissionais".
Estreia esta noite e faz parte do projeto "Holograma - Cultura para todos", que une a Casa da Música e a Área Metropolitana do Porto. O objetivo é levar a cultura às comunidades mais desfavorecidas.
"Derrubar Paredes. Erguer Paredes" é o título do espetáculo que envolve a comunidade cigana do concelho de Paredes. Entre guitarras, instrumentos improvisados e sons da música cigana cruzam-se várias culturas, como explica Jorge Prendas, coordenador do serviço educativo da Casa da Música. "Este projeto foi desenvolvido por jovens desta comunidade cigana, o título foi criado por eles, assim como uma boa parte da música e é um espetáculo que vai buscar aquilo que são algumas das tarefas ou dos trabalhos que esta comunidade cigana tem, nomeadamente a presença nas feiras, vender balões, pipocas, algodão doce... É algo que para nós é muito importante: valoriza aquilo que cada um faz. É importante partilhar do ponto de vista artístico com toda a comunidade, porque há um ganho para quem está no palco e para quem está no público, vai reconhecer naquelas pessoas uma capacidade de fazer que muitas vezes não se reconhece."
Paulo Neto, que coordena o espetáculo, diz que o projeto foi sendo adaptado ao longo do tempo. "O maior desafio é trazer as comunidades a um espaço onde não estão habituados a vir, o grande objetivo é trazê-los e fazer com que sejam os artistas e se sintam bem num palco. Na maioria são crianças, começamos com pessoas mais velhas mas foram achando que não se enquadravam e com o tempo o projeto foi ficando mais forte e acabaram por trazer alegria às crianças, que estão radiantes por poderem trabalhar com músicos profissionais".
COP26: Papa apoia luta das novas gerações, alertando para pobreza energética
in Agência Ecclesia
Cidade do Vaticano, 29 set 2021 (Ecclesia) – O Papa manifestou hoje o seu apoio às novas gerações, na luta contra as alterações climáticas, numa mensagem em que aponta preocupações para a COP26, que se realiza em novembro na cidade de Glasgow, Escócia.
“Através de ideias e projetos comuns, podem ser encontradas soluções que superem a pobreza energética e que coloquem o cuidado dos bens comuns no centro das políticas nacionais e internacionais, favorecendo a produção sustentável, a economia circular, a agregação de recursos energéticos, a partilha das tecnologias adequadas”, sustentou Francisco, numa intervenção em vídeo para um seminário sobre a promoção da educação sustentável do ‘Youth4Climate’, em Milão.
A intervenção pediu “decisões sábias” para que todos possam aproveitar as “muitas experiências adquiridas nos últimos anos”, promovendo “uma cultura do cuidado, uma cultura da partilha responsável”.
“Quero agradecer-lhes pelos sonhos e projetos de bem que têm e pelo facto de se importarem tanto com as relações humanas e como com o cuidado do meio ambiente. Obrigado. É uma preocupação que faz bem a todos”, disse aos jovens participantes.
Encorajo-os a unir forças através de uma ampla aliança educativa para formar gerações de bons, maduros, capazes de superar as fragmentações e reconstruir o tecido das relações, de modo que possamos chegar a uma humanidade mais fraterna”.
O Papa evocou Pacto Global pela Educação lançado no Vaticano, em 2019, para dar “respostas partilhadas à mudança histórica que a humanidade está a experimentar e que a pandemia tornou ainda mais evidente”.
“As soluções técnicas e políticas não são suficientes, se não estiverem amparadas pela responsabilidade de cada integrante e por um processo educativo que favoreça um modelo cultural de desenvolvimento e sustentabilidade voltado para a fraternidade e a aliança entre o ser humano com o meio ambiente”, apontou.
Francisco defendeu a necessidade de existir “harmonia entre as pessoas, homens e mulheres, e o meio ambiente”.
“Não somos inimigos, não somos indiferentes. Fazemos parte dessa harmonia cósmica”, prosseguiu.
O Papa já manifestou a sua intenção de participar na conferência mundial da ONU sobre alterações climáticas (COP26).
OC
Cidade do Vaticano, 29 set 2021 (Ecclesia) – O Papa manifestou hoje o seu apoio às novas gerações, na luta contra as alterações climáticas, numa mensagem em que aponta preocupações para a COP26, que se realiza em novembro na cidade de Glasgow, Escócia.
“Através de ideias e projetos comuns, podem ser encontradas soluções que superem a pobreza energética e que coloquem o cuidado dos bens comuns no centro das políticas nacionais e internacionais, favorecendo a produção sustentável, a economia circular, a agregação de recursos energéticos, a partilha das tecnologias adequadas”, sustentou Francisco, numa intervenção em vídeo para um seminário sobre a promoção da educação sustentável do ‘Youth4Climate’, em Milão.
A intervenção pediu “decisões sábias” para que todos possam aproveitar as “muitas experiências adquiridas nos últimos anos”, promovendo “uma cultura do cuidado, uma cultura da partilha responsável”.
“Quero agradecer-lhes pelos sonhos e projetos de bem que têm e pelo facto de se importarem tanto com as relações humanas e como com o cuidado do meio ambiente. Obrigado. É uma preocupação que faz bem a todos”, disse aos jovens participantes.
Encorajo-os a unir forças através de uma ampla aliança educativa para formar gerações de bons, maduros, capazes de superar as fragmentações e reconstruir o tecido das relações, de modo que possamos chegar a uma humanidade mais fraterna”.
O Papa evocou Pacto Global pela Educação lançado no Vaticano, em 2019, para dar “respostas partilhadas à mudança histórica que a humanidade está a experimentar e que a pandemia tornou ainda mais evidente”.
“As soluções técnicas e políticas não são suficientes, se não estiverem amparadas pela responsabilidade de cada integrante e por um processo educativo que favoreça um modelo cultural de desenvolvimento e sustentabilidade voltado para a fraternidade e a aliança entre o ser humano com o meio ambiente”, apontou.
Francisco defendeu a necessidade de existir “harmonia entre as pessoas, homens e mulheres, e o meio ambiente”.
“Não somos inimigos, não somos indiferentes. Fazemos parte dessa harmonia cósmica”, prosseguiu.
O Papa já manifestou a sua intenção de participar na conferência mundial da ONU sobre alterações climáticas (COP26).
OC
PNUD lança iniciativa para seguros contra catástrofes nos países pobres
in ECO Seguros
Em cerca de 80 países pobres, os custos de recuperação de catástrofes representam em média 29 mil milhões de dólares por ano e apenas 3% desse valor está coberto por seguros.
O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP na sigla inglesa) anunciou o lançamento de uma iniciativa para apoiar governos (setor público) e entidades privadas de países menos desenvolvidos (PMD) a implementar seguros para situações de crise como pandemias e catástrofes naturais, anunciou em comunicado a agência das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento.
O IRFF – Insurance and Risk Finance Facility, um instrumento no âmbito das facilidades de financiamento e investimento promovidos para auxiliar PMD a enfrentarem pobreza, alterações climáticas e outras crises globais, pretende catalisar recursos financeiros e contribuições de várias fontes e doadores, incluindo o próprio PNUD.
Nos países mais pobres, um total de 77 nações, os custos de recuperação de catástrofes representam em média 29 mil milhões de dólares por ano e apenas 3% desse valor está coberto por seguros. Este gap faz com que estes países suportem, com esforço próprio, os custos da reconstrução ou, como é comum, dependam de auxílio humanitário.
Só em 2020, cerca de 980 eventos catastróficos originados por perigos naturais custaram à economia global 290 mil milhões de dólares. Sob o impacto da pandemia (Covid-19), cerca 150 milhões pessoas voltaram a ser remetidas à pobreza, salienta o comunicado. “(…) Sem resiliência financeira, os mais vulneráveis arriscam ficar enclausurados numa espiral descendente de pobreza e endividamento,” adverte Achim Steiner, administrador do PNUD.
Para já, o IRFF conta com 35 milhões de euros de apoio já avançado pela Alemanha, através do Ministério da Economia, Cooperação e Desenvolvimento (BMZ). Segundo Maria Flachsbarth, secretária de Estado do BMZ, o país está “fortemente empenhado no fortalecimento da InsuResilience Global Partnership”, fundo lançado em 2017, na COP23, cimeira do Clima realizada em Bona, na Alemanha.
O objetivo do IRFF é o de contribuir para criação de seguros e soluções financeiras público-privadas que permitam cobrir riscos em mais de 50 países em desenvolvimento até 2025, contribuindo desta forma para esforço de concretização da InsuResilience Vision 2025, uma parceria amplamente apoiada por países do G7, Banco Mundial e o Insurance Development Forum (seguradoras globais), envolvidos no reforço da resiliência dos países mais vulneráveis ao impacto das alterações climáticas.
A visão global partilhada pelos países e organizações que integram a Vision 2025 coincide com um objetivo que voltará a ser reafirmado na COP26, agendada para novembro, em Glasgow: assegurar, até 2025, que 500 milhões de pessoas pobres e vulneráveis tenham cobertura e proteção contra desastres relacionados com as alterações climáticas, crises sanitárias e riscos socioeconómicos.
Em cerca de 80 países pobres, os custos de recuperação de catástrofes representam em média 29 mil milhões de dólares por ano e apenas 3% desse valor está coberto por seguros.
O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP na sigla inglesa) anunciou o lançamento de uma iniciativa para apoiar governos (setor público) e entidades privadas de países menos desenvolvidos (PMD) a implementar seguros para situações de crise como pandemias e catástrofes naturais, anunciou em comunicado a agência das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento.
O IRFF – Insurance and Risk Finance Facility, um instrumento no âmbito das facilidades de financiamento e investimento promovidos para auxiliar PMD a enfrentarem pobreza, alterações climáticas e outras crises globais, pretende catalisar recursos financeiros e contribuições de várias fontes e doadores, incluindo o próprio PNUD.
Nos países mais pobres, um total de 77 nações, os custos de recuperação de catástrofes representam em média 29 mil milhões de dólares por ano e apenas 3% desse valor está coberto por seguros. Este gap faz com que estes países suportem, com esforço próprio, os custos da reconstrução ou, como é comum, dependam de auxílio humanitário.
Só em 2020, cerca de 980 eventos catastróficos originados por perigos naturais custaram à economia global 290 mil milhões de dólares. Sob o impacto da pandemia (Covid-19), cerca 150 milhões pessoas voltaram a ser remetidas à pobreza, salienta o comunicado. “(…) Sem resiliência financeira, os mais vulneráveis arriscam ficar enclausurados numa espiral descendente de pobreza e endividamento,” adverte Achim Steiner, administrador do PNUD.
Para já, o IRFF conta com 35 milhões de euros de apoio já avançado pela Alemanha, através do Ministério da Economia, Cooperação e Desenvolvimento (BMZ). Segundo Maria Flachsbarth, secretária de Estado do BMZ, o país está “fortemente empenhado no fortalecimento da InsuResilience Global Partnership”, fundo lançado em 2017, na COP23, cimeira do Clima realizada em Bona, na Alemanha.
O objetivo do IRFF é o de contribuir para criação de seguros e soluções financeiras público-privadas que permitam cobrir riscos em mais de 50 países em desenvolvimento até 2025, contribuindo desta forma para esforço de concretização da InsuResilience Vision 2025, uma parceria amplamente apoiada por países do G7, Banco Mundial e o Insurance Development Forum (seguradoras globais), envolvidos no reforço da resiliência dos países mais vulneráveis ao impacto das alterações climáticas.
A visão global partilhada pelos países e organizações que integram a Vision 2025 coincide com um objetivo que voltará a ser reafirmado na COP26, agendada para novembro, em Glasgow: assegurar, até 2025, que 500 milhões de pessoas pobres e vulneráveis tenham cobertura e proteção contra desastres relacionados com as alterações climáticas, crises sanitárias e riscos socioeconómicos.
Diário gráfico e projetos participativos/colaborativos
Por Francisco Palma, in AbrilAbril
«Um Toque de Ar Fresco» de Bruno Casanova no Seixal, exposição fotográfica coletiva “REPARA!” em Viseu, coletiva «Linha do Tempo» em Sines e exposições na Galeria Diferença em Lisboa.
A exposição de diários gráficos de Bruno Casanova1 «Um Toque de Ar Fresco», estará disponível para ser visitada na Galeria Municipal de Corroios2, até 16 de outubro. Nesta exposição poderemos encontrar mais de 20 desenhos, que o artista assume como «rabiscos de eleição de uma altura pré-covid (2014 a 2020), onde o caderno e caneta se encontravam na mochila quase obrigatoriamente – senão o ar fresco não era a mesma coisa. Há sítios estratégicos para a fotografia perfeita, mas quando é para traduzir para desenho, a estratégia tem que ser diferente. A iluminação, a quantidade de pessoas, quanto tempo resta e até o espaço para os cotovelos são fatores essenciais para a tradução correr bem.»
Bruno Casanova acrescenta ainda, que o «desenho final fica fechado no arquivo como se de um álbum de fotografias se tratasse. A diferença? Num desenho, o artista não aprecia mais pelo seu resultado ou pelo seu desempenho, mas pelo processo e pelo registo por mais simples ou comprometedor que seja.» Pode consultar o catálogo da exposição.
Exposição fotográfica coletiva “REPARA!”na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva em Viseu Créditos/ Quinta Oficina
A Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva3 em Viseu recebeu a partir 10 de setembro a exposição fotográfica coletiva “REPARA!”, um projeto artístico de fotografia participativa, promovido por Cristina Nogueira e com Duarte Belo como responsável pelo design. O projeto foi desenvolvido com crianças e mulheres das comunidades ciganas do Bairro da Balsa e do Bairro de Paradinha. Nesta exposição podemos ver fotografias da Maisa, da Telma, da Tainara, do Isac, Mário, do Paulo, do Rafael e do Jordanes, estando disponível para ser visitada ao longo das próximas semanas.
A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza desenvolveu este ano a Semana da Interculturalidade com o apoio e parceria do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), uma iniciativa que se realiza anualmente desde 2014 com o objetivo de «sensibilizar os cidadãos para a necessidade de uma sociedade intercultural, que tenha presente os valores da solidariedade, da não descriminação, igualdade, respeito pela diferença e pela diversidade, de forma a garantir-se uma cidadania mais inclusiva e igualitária». No distrito de Viseu realizaram-se diversas atividades para assinalar o Dia Internacional das Comunidades sendo realizado neste contexto, entre elas, o «Projeto Repara! – A fotografia como método participativo das comunidades ciganas» no dia 8 de abril. Este projeto realizou-se em online, através da plataforma Zoom, com o objetivo de refletir sobre a intervenção social junto das comunidades ciganas de Viseu com recurso à fotografia como método participativo no processo de inclusão social. O projeto Repara! foi financiado pelo Município de Viseu, Programa Criar, Viseu Cultura 2020 e implementado em parceria com o núcleo regional de Viseu da EAPN Portugal4 e Cáritas Diocesana de Viseu.
O Centro de Artes de Sines5 apresenta, até 10 de outubro de 2021, a exposição «Linha do Tempo». Esta exposição integra 67 obras da Coleção António Cachola, estando representados 35 artistas: Ana Mansos, Ana Péres-Quiroga, Ana Rito, Augusto Alves da Silva, Edgar Martins, Fernão Cruz, Gil Amourous, Hugo Guerreiro, Ilda David, Isabel Simões, João Galrão, João Jacinto, João Paulo Serafim, João Queiroz, Jorge Molder, José Loureiro, José Pedro Croft, Luís Campos, Luís Palma, Marcelo Costa, Maria Lusitano, Marta Soares, Miguel Ângelo Rocha, Nuno Sousa Vieira, Paulo Catrica, Pedro Calapez, Pedro Casqueiro, Pedro Gomes, Rui Chafes, Rui Neiva, Rui Serra, Sofia Areal, Susana Guardado, Vasco Araújo e Vhils.
Sobre a exposição, o curador, Ricardo Estevam Pereira, escreve:
«A obra artística não pode fugir ao tempo em que é criada. O autor está fatalmente mergulhado numa realidade que, desde o mundo das ideias ao dos materiais que encontra à sua disposição, lhe molda os gestos e as marcas que eles nos deixam. Mesmo quando se encerra no seu universo interior e recusa os valores do seu tempo, essa mesma recusa é um gesto inequívoco de reação a um momento da História. Para muitos criadores, esse destino é particularmente consciente, desenvolvendo o seu trabalho como uma reflexão sobre as principais questões do tempo presente, do seu acelerar vertiginoso ou dos momentos em que se suspende no vazio. Das suas sínteses emerge o drama do Homem no seu labirinto, procurando o fio de Ariadne que o poderá levar à felicidade, em busca da eternidade, do abrigo, do espaço de encontro e diálogo com o outro, aparentemente impossível na imensidão das cidades de betão.
O Nosso Tempo está assim documentado, das mais diversas formas, nas 67 obras que integram esta exposição e que foram todas produzidas nos últimos 30 anos. A esmagadora maioria delas data mesmo já do século XXI, o que torna esta uma ocasião privilegiada para procurar algumas das linhas de força das pesquisas plásticas deste novo século. Ao pô-las em diálogo procuramos mostrar que o Tempo não é apenas o intervalo medido mecanicamente por um relógio, é uma realidade, acima de tudo, sentida e equacionada pelo ser humano, das mais variadas formas.»
A exposição «Linha do Tempo – Exposição Coleção António Cachola» é organizada pela Câmara Municipal de Sines, com a parceria da Câmara Municipal de Elvas e do Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Coleção António Cachola. Esta coleção de arte contemporânea está sediada em Elvas, e é uma coleção fundamental para se compreender o que os artistas portugueses têm criado nos últimos 40 anos.
Exposição «Voo Duplo» de Maria Ribeiro e Francisco Trêpa na Galeria Diferença em Lisboa, até 16 de outubro CréditosGaleria Diferença /
Na programação da Galeria Diferença6, em Lisboa, podemos registar duas exposições, «Voo Duplo» de Maria Ribeiro e Francisco Trêpa e «Cyan» de Isabel Dimas, que poderão ser visitadas até 16 de outubro.
Como nos apresenta o texto de Carolina Pelletier Fontes «em Voo Duplo observamos o resultado e os vestígios de mais de um mês de trabalho colaborativo entre dois artistas em formato de residência onde são exploradas linguagens escultóricas e de performance audiovisual (…) A Maria Ribeiro e o Francisco Trêpa trabalham juntos a dimensão material do reflexo, que pode atuar como intermediário entre lugar e espectador. Com a dualidade dos espelhos, tanto no exterior como no interior da Galeria, o seu carácter de instalação alerta-nos para as particularidades invulgares estruturais deste lugar tão carregado de história.» Na exposição «Cyan» são apresentados cianótipos de Isabel Dimas, onde, segundo o texto de Manuel Rodrigues, «divagam imagens surtidas por entre imaginários: vagueiam como registos fósseis, ou evocando linhas galácticas, ou redes neurais, filamentos de partículas sub-atómicas ... , ou como meras folhas raízes poeiras e areias, mais acessíveis e ordinárias, contudo, aqui, os gestos para obter novas impressões , não são dirigidos a seres iluminados ( que revelarão o seu instante e presença pela luz ), mas a sombras por fixar (que se irão revelar, à luz, pelo tempo, variável)».
O autor escreve ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90)
1.Bruno Casanova, 28 anos, é filho e neto de artistas. Estudou Design Gráfico na Escola Secundária Artística António Arroio, depois foi para Inglaterra estudar Belas Artes para a University for Creative Arts, os cadernos continuaram paralelamente com os estudos e Urban Sketching tornou-se – cada vez mais – um termo familiar na linguagem da arte e um movimento. De volta a Portugal, o ar é fresco e entre esplanadas e festivais de música, de terraços a praias, qualquer vista para a nossa Ponte 25 de Abril, Bruno não dispensa um caderno, uma caneta e uns minutos ao sol.
2.Galeria Municipal de Corroios. Rua Cidade de Leiria, 2855-367 Corroios. Horário: De terça a sábado, das 15 às 19 horas.
3.Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva. Rua Aquilino Ribeiro, Nº10 3500-288 Viseu. Horário: segunda a sexta-feira, 8h30 - 19h00.
4.A EAPN - European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza) é a maior rede europeia de redes nacionais, regionais e locais de ONGs, bem como de Organizações Europeias ativas na luta contra a pobreza. Fundada em 1990, em Bruxelas, a EAPN está atualmente representada em 31 países, nomeadamente em Portugal desde 1991, sediada no Porto, estende-se a todo o país através de 18 Núcleos Distritais. Ver artigo em AbrilAbril: «Cerca de 4,5 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema em Espanha»
5.Centro de Artes de Sines. Rua Cândido dos Reis, 7520-177 Sines. Horário: Segunda a sábado, 10h00-18h00 (Centro de Exposições: 12h00-18h00).
6.Galeria Diferença. R. São Filipe Neri 42, 1250-227 Lisboa. Horário: 3a a 6a das 14.00 às 19.00 e ao Sábado das 15.00 às 20.00.
TÓPICO
«Um Toque de Ar Fresco» de Bruno Casanova no Seixal, exposição fotográfica coletiva “REPARA!” em Viseu, coletiva «Linha do Tempo» em Sines e exposições na Galeria Diferença em Lisboa.
A exposição de diários gráficos de Bruno Casanova1 «Um Toque de Ar Fresco», estará disponível para ser visitada na Galeria Municipal de Corroios2, até 16 de outubro. Nesta exposição poderemos encontrar mais de 20 desenhos, que o artista assume como «rabiscos de eleição de uma altura pré-covid (2014 a 2020), onde o caderno e caneta se encontravam na mochila quase obrigatoriamente – senão o ar fresco não era a mesma coisa. Há sítios estratégicos para a fotografia perfeita, mas quando é para traduzir para desenho, a estratégia tem que ser diferente. A iluminação, a quantidade de pessoas, quanto tempo resta e até o espaço para os cotovelos são fatores essenciais para a tradução correr bem.»
Bruno Casanova acrescenta ainda, que o «desenho final fica fechado no arquivo como se de um álbum de fotografias se tratasse. A diferença? Num desenho, o artista não aprecia mais pelo seu resultado ou pelo seu desempenho, mas pelo processo e pelo registo por mais simples ou comprometedor que seja.» Pode consultar o catálogo da exposição.
Exposição fotográfica coletiva “REPARA!”na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva em Viseu Créditos/ Quinta Oficina
A Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva3 em Viseu recebeu a partir 10 de setembro a exposição fotográfica coletiva “REPARA!”, um projeto artístico de fotografia participativa, promovido por Cristina Nogueira e com Duarte Belo como responsável pelo design. O projeto foi desenvolvido com crianças e mulheres das comunidades ciganas do Bairro da Balsa e do Bairro de Paradinha. Nesta exposição podemos ver fotografias da Maisa, da Telma, da Tainara, do Isac, Mário, do Paulo, do Rafael e do Jordanes, estando disponível para ser visitada ao longo das próximas semanas.
A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza desenvolveu este ano a Semana da Interculturalidade com o apoio e parceria do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), uma iniciativa que se realiza anualmente desde 2014 com o objetivo de «sensibilizar os cidadãos para a necessidade de uma sociedade intercultural, que tenha presente os valores da solidariedade, da não descriminação, igualdade, respeito pela diferença e pela diversidade, de forma a garantir-se uma cidadania mais inclusiva e igualitária». No distrito de Viseu realizaram-se diversas atividades para assinalar o Dia Internacional das Comunidades sendo realizado neste contexto, entre elas, o «Projeto Repara! – A fotografia como método participativo das comunidades ciganas» no dia 8 de abril. Este projeto realizou-se em online, através da plataforma Zoom, com o objetivo de refletir sobre a intervenção social junto das comunidades ciganas de Viseu com recurso à fotografia como método participativo no processo de inclusão social. O projeto Repara! foi financiado pelo Município de Viseu, Programa Criar, Viseu Cultura 2020 e implementado em parceria com o núcleo regional de Viseu da EAPN Portugal4 e Cáritas Diocesana de Viseu.
O Centro de Artes de Sines5 apresenta, até 10 de outubro de 2021, a exposição «Linha do Tempo». Esta exposição integra 67 obras da Coleção António Cachola, estando representados 35 artistas: Ana Mansos, Ana Péres-Quiroga, Ana Rito, Augusto Alves da Silva, Edgar Martins, Fernão Cruz, Gil Amourous, Hugo Guerreiro, Ilda David, Isabel Simões, João Galrão, João Jacinto, João Paulo Serafim, João Queiroz, Jorge Molder, José Loureiro, José Pedro Croft, Luís Campos, Luís Palma, Marcelo Costa, Maria Lusitano, Marta Soares, Miguel Ângelo Rocha, Nuno Sousa Vieira, Paulo Catrica, Pedro Calapez, Pedro Casqueiro, Pedro Gomes, Rui Chafes, Rui Neiva, Rui Serra, Sofia Areal, Susana Guardado, Vasco Araújo e Vhils.
Sobre a exposição, o curador, Ricardo Estevam Pereira, escreve:
«A obra artística não pode fugir ao tempo em que é criada. O autor está fatalmente mergulhado numa realidade que, desde o mundo das ideias ao dos materiais que encontra à sua disposição, lhe molda os gestos e as marcas que eles nos deixam. Mesmo quando se encerra no seu universo interior e recusa os valores do seu tempo, essa mesma recusa é um gesto inequívoco de reação a um momento da História. Para muitos criadores, esse destino é particularmente consciente, desenvolvendo o seu trabalho como uma reflexão sobre as principais questões do tempo presente, do seu acelerar vertiginoso ou dos momentos em que se suspende no vazio. Das suas sínteses emerge o drama do Homem no seu labirinto, procurando o fio de Ariadne que o poderá levar à felicidade, em busca da eternidade, do abrigo, do espaço de encontro e diálogo com o outro, aparentemente impossível na imensidão das cidades de betão.
O Nosso Tempo está assim documentado, das mais diversas formas, nas 67 obras que integram esta exposição e que foram todas produzidas nos últimos 30 anos. A esmagadora maioria delas data mesmo já do século XXI, o que torna esta uma ocasião privilegiada para procurar algumas das linhas de força das pesquisas plásticas deste novo século. Ao pô-las em diálogo procuramos mostrar que o Tempo não é apenas o intervalo medido mecanicamente por um relógio, é uma realidade, acima de tudo, sentida e equacionada pelo ser humano, das mais variadas formas.»
A exposição «Linha do Tempo – Exposição Coleção António Cachola» é organizada pela Câmara Municipal de Sines, com a parceria da Câmara Municipal de Elvas e do Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Coleção António Cachola. Esta coleção de arte contemporânea está sediada em Elvas, e é uma coleção fundamental para se compreender o que os artistas portugueses têm criado nos últimos 40 anos.
Exposição «Voo Duplo» de Maria Ribeiro e Francisco Trêpa na Galeria Diferença em Lisboa, até 16 de outubro CréditosGaleria Diferença /
Na programação da Galeria Diferença6, em Lisboa, podemos registar duas exposições, «Voo Duplo» de Maria Ribeiro e Francisco Trêpa e «Cyan» de Isabel Dimas, que poderão ser visitadas até 16 de outubro.
Como nos apresenta o texto de Carolina Pelletier Fontes «em Voo Duplo observamos o resultado e os vestígios de mais de um mês de trabalho colaborativo entre dois artistas em formato de residência onde são exploradas linguagens escultóricas e de performance audiovisual (…) A Maria Ribeiro e o Francisco Trêpa trabalham juntos a dimensão material do reflexo, que pode atuar como intermediário entre lugar e espectador. Com a dualidade dos espelhos, tanto no exterior como no interior da Galeria, o seu carácter de instalação alerta-nos para as particularidades invulgares estruturais deste lugar tão carregado de história.» Na exposição «Cyan» são apresentados cianótipos de Isabel Dimas, onde, segundo o texto de Manuel Rodrigues, «divagam imagens surtidas por entre imaginários: vagueiam como registos fósseis, ou evocando linhas galácticas, ou redes neurais, filamentos de partículas sub-atómicas ... , ou como meras folhas raízes poeiras e areias, mais acessíveis e ordinárias, contudo, aqui, os gestos para obter novas impressões , não são dirigidos a seres iluminados ( que revelarão o seu instante e presença pela luz ), mas a sombras por fixar (que se irão revelar, à luz, pelo tempo, variável)».
O autor escreve ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90)
1.Bruno Casanova, 28 anos, é filho e neto de artistas. Estudou Design Gráfico na Escola Secundária Artística António Arroio, depois foi para Inglaterra estudar Belas Artes para a University for Creative Arts, os cadernos continuaram paralelamente com os estudos e Urban Sketching tornou-se – cada vez mais – um termo familiar na linguagem da arte e um movimento. De volta a Portugal, o ar é fresco e entre esplanadas e festivais de música, de terraços a praias, qualquer vista para a nossa Ponte 25 de Abril, Bruno não dispensa um caderno, uma caneta e uns minutos ao sol.
2.Galeria Municipal de Corroios. Rua Cidade de Leiria, 2855-367 Corroios. Horário: De terça a sábado, das 15 às 19 horas.
3.Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva. Rua Aquilino Ribeiro, Nº10 3500-288 Viseu. Horário: segunda a sexta-feira, 8h30 - 19h00.
4.A EAPN - European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza) é a maior rede europeia de redes nacionais, regionais e locais de ONGs, bem como de Organizações Europeias ativas na luta contra a pobreza. Fundada em 1990, em Bruxelas, a EAPN está atualmente representada em 31 países, nomeadamente em Portugal desde 1991, sediada no Porto, estende-se a todo o país através de 18 Núcleos Distritais. Ver artigo em AbrilAbril: «Cerca de 4,5 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema em Espanha»
5.Centro de Artes de Sines. Rua Cândido dos Reis, 7520-177 Sines. Horário: Segunda a sábado, 10h00-18h00 (Centro de Exposições: 12h00-18h00).
6.Galeria Diferença. R. São Filipe Neri 42, 1250-227 Lisboa. Horário: 3a a 6a das 14.00 às 19.00 e ao Sábado das 15.00 às 20.00.
TÓPICO
Fundações, sociedade e Estado
Maria do Céu Ramos, opinião, Expresso
A maior parte de nós já teve ou tem algum contacto direto com uma fundação: numa consulta médica ou tratamento diferenciado de doença oncológica; num dos muitos equipamentos de resposta social para idosos, crianças ou pessoas vulneráveis em risco; num projeto de empreendedorismo e inovação social; na visita a um museu; numa ação de voluntariado para proteção da natureza, do património ou apoio à comunidade; num concerto ou outra manifestação cultural; num projeto de investigação ou difusão do conhecimento; através de uma bolsa ou prémio.
Estas são, tipicamente, atividades próprias das fundações, que prosseguem a sua missão dando corpo aos valores, visão e legado dos seus instituidores.
São esses fundadores que celebramos a 1 de outubro, Dia Europeu das Fundações e Doadores, sublinhando o valor social da filantropia, num gesto de reconhecimento pelo contributo efetivo que dão para uma sociedade mais justa, desenvolvida e inclusiva. São pessoas que instituem, de forma perene e generosa, a partilha da sua riqueza pessoal, dando-lhe sentido social. Pessoas que acreditam num mundo melhor e se comprometem com a sua construção.
Na esteira dos seus instituidores, as fundações promovem a igualdade de oportunidades, fortalecem a comunidade e criam impacto social.
Há quem não goste das fundações — da própria ideia de fundação — por razões ideológicas, porque não concebem o altruísmo privado como uma missão de interesse público.
Há quem pense que este altruísmo é apenas a veste do desejo de imortalidade ou a mera devolução à sociedade do muito que dela se recebeu. São fracos argumentos contra tão grandes benefícios.
No Dia Europeu das Fundações, falta ainda dar o passo decisivo da sua libertação pelo Estado em Portugal
Há ainda quem entenda que o gesto filantrópico é, afinal, egoísta e apenas procura as vantagens que a lei confere, como os benefícios fiscais. Mas o que a lei fiscal reconhece e tutela é o valor social da doação de recursos privados para fazer face à limitação dos recursos do Estado numa sociedade cada vez mais complexa, onde a pobreza, os problemas e os desafios são crescentes e não podem ser declarados insolúveis. É aí que as fundações atuam, na emergência e no longo prazo, assumindo riscos, inovando, de forma independente e em cooperação com outros atores sociais.
Os anos da pandemia trouxeram profunda fragmentação e transformações da realidade social e económica, dando novo sentido e alcance ao movimento filantrópico e ao papel social das fundações. Este foi também o tempo de revisão da Lei-Quadro do Estatuto de Utilidade Pública, aplicável a todas as pessoas coletivas sem fins lucrativos, e da Lei-Quadro das Fundações. São, no seu conjunto, reformas positivas. Mas há ainda caminho a percorrer.
Ao contrário do que alguns proclamam, não se trata de levar mais longe a transparência e a prestação de contas das fundações, que há muito existe e das quais as fundações são as principais interessadas e defensoras. O Estado tem plenos poderes para escrutinar o bom governo e a boa gestão das fundações privadas, incluindo o da sua extinção. É aí que o Estado deve atuar, com independência e rigor.
O que falta é dar o passo decisivo da libertação das fundações pelo Estado, porque as fundações são as únicas organizações da sociedade civil cuja existência depende de reconhecimento jurídico pelo Governo.
E, de entre as fundações, falta separar o que é da sociedade e o que é do Estado. Em nome da transparência. Esta é a reforma que falta fazer: uma causa e um desígnio para o sector fundacional em Portugal.
Presidente do Centro Português de Fundações
A maior parte de nós já teve ou tem algum contacto direto com uma fundação: numa consulta médica ou tratamento diferenciado de doença oncológica; num dos muitos equipamentos de resposta social para idosos, crianças ou pessoas vulneráveis em risco; num projeto de empreendedorismo e inovação social; na visita a um museu; numa ação de voluntariado para proteção da natureza, do património ou apoio à comunidade; num concerto ou outra manifestação cultural; num projeto de investigação ou difusão do conhecimento; através de uma bolsa ou prémio.
Estas são, tipicamente, atividades próprias das fundações, que prosseguem a sua missão dando corpo aos valores, visão e legado dos seus instituidores.
São esses fundadores que celebramos a 1 de outubro, Dia Europeu das Fundações e Doadores, sublinhando o valor social da filantropia, num gesto de reconhecimento pelo contributo efetivo que dão para uma sociedade mais justa, desenvolvida e inclusiva. São pessoas que instituem, de forma perene e generosa, a partilha da sua riqueza pessoal, dando-lhe sentido social. Pessoas que acreditam num mundo melhor e se comprometem com a sua construção.
Na esteira dos seus instituidores, as fundações promovem a igualdade de oportunidades, fortalecem a comunidade e criam impacto social.
Há quem não goste das fundações — da própria ideia de fundação — por razões ideológicas, porque não concebem o altruísmo privado como uma missão de interesse público.
Há quem pense que este altruísmo é apenas a veste do desejo de imortalidade ou a mera devolução à sociedade do muito que dela se recebeu. São fracos argumentos contra tão grandes benefícios.
No Dia Europeu das Fundações, falta ainda dar o passo decisivo da sua libertação pelo Estado em Portugal
Há ainda quem entenda que o gesto filantrópico é, afinal, egoísta e apenas procura as vantagens que a lei confere, como os benefícios fiscais. Mas o que a lei fiscal reconhece e tutela é o valor social da doação de recursos privados para fazer face à limitação dos recursos do Estado numa sociedade cada vez mais complexa, onde a pobreza, os problemas e os desafios são crescentes e não podem ser declarados insolúveis. É aí que as fundações atuam, na emergência e no longo prazo, assumindo riscos, inovando, de forma independente e em cooperação com outros atores sociais.
Os anos da pandemia trouxeram profunda fragmentação e transformações da realidade social e económica, dando novo sentido e alcance ao movimento filantrópico e ao papel social das fundações. Este foi também o tempo de revisão da Lei-Quadro do Estatuto de Utilidade Pública, aplicável a todas as pessoas coletivas sem fins lucrativos, e da Lei-Quadro das Fundações. São, no seu conjunto, reformas positivas. Mas há ainda caminho a percorrer.
Ao contrário do que alguns proclamam, não se trata de levar mais longe a transparência e a prestação de contas das fundações, que há muito existe e das quais as fundações são as principais interessadas e defensoras. O Estado tem plenos poderes para escrutinar o bom governo e a boa gestão das fundações privadas, incluindo o da sua extinção. É aí que o Estado deve atuar, com independência e rigor.
O que falta é dar o passo decisivo da libertação das fundações pelo Estado, porque as fundações são as únicas organizações da sociedade civil cuja existência depende de reconhecimento jurídico pelo Governo.
E, de entre as fundações, falta separar o que é da sociedade e o que é do Estado. Em nome da transparência. Esta é a reforma que falta fazer: uma causa e um desígnio para o sector fundacional em Portugal.
Presidente do Centro Português de Fundações
GNR, Cáritas e Centro de Emprego juntam-se a núcleo de apoio aos sem-abrigo de Faro
Por Sul Informação
O Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro é tido como exemplo de boas práticas
A GNR, a Cáritas Diocesana do Algarve e o Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do IEFP juntaram-se, no passado dia 9 de Setembro, ao Núcleo de Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo (NPISA) de Faro.
Durante a cerimónia de adesão dos novos parceiros, foram apresentadas duas iniciativas que se encontram a funcionar – o projeto TMN – Tua, Minha, Nossa, que está a ser desenvolvido pelo MAPS – Movimento de Apoio à Problemática da SIDA, e tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo na sociedade.
Durante o seu ainda curto período de existência, já passaram pelos dois apartamentos partilhados, promovidos por esta iniciativa, um total de 18 utentes, sendo que seis utentes já foram integrados na sociedade.
Quanto ao projeto “Legos”, uma parceria com o GATO, MAPS, CASA, APF, GRATO, tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo, em conjunto com a rede de parceiros existente, promover a implementação do modelo de intervenção integrado de todos os agentes que, no respetivo concelho, atuam com e para a população em situação de sem abrigo.
A candidatura em curso refere-se ao projeto “Porta Xis1” apresentado pela associação MAPS -Movimento de Apoio à Problemática da Sida em parceria com o com a Associação Xis – Grupo para a Promoção e Proteção LGBTI e com o Município de Faro.
O objetivo é a celebração de protocolo para o funcionamento de apartamentos partilhados para pessoas LGBTIQ + em situação de sem abrigo.
O Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro é tido como exemplo de boas práticas no seu funcionamento e intervenção em função da problemática das Pessoas em situação de sem-abrigo.
Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro, diz que «este modelo de intervenção visa um acompanhamento de proximidade que assenta numa premissa de qualificação e rentabilização de recursos humanos e financeiros, estando demonstrada a sua importância e utilidade, face aos resultados apresentados».
Com a adesão dos novos parceiros, a rede passa a contar com as seguintes entidades: Município de Faro, União de Freguesias de Faro (Sé e São Pedro), Comando Distrital de Faro – Polícia de Segurança Pública, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – Direção Regional do Algarve
Instituto de Segurança Social, IP- Centro Distrital de Faro, Grupo de Ajuda a Toxicodependentes, Movimento de Apoio à Problemática da Sida, Santa Casa da Misericórdia de Faro, Fábrica da Igreja de São Pedro de Faro, Fábrica da Igreja da Paróquia de São Luís, Centro Hospitalar Universitário do Algarve, Administração Regional de Saúde do Algarve, Centro de Apoio aos Sem-Abrigo, Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Faro-Loulé, Rede Europeia Anti Pobreza, Cáritas Diocesana do Algarve, Guarda Nacional Republicana de Faro Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do Instituto do Emprego e Formação Profissional.
O Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro é tido como exemplo de boas práticas
A GNR, a Cáritas Diocesana do Algarve e o Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do IEFP juntaram-se, no passado dia 9 de Setembro, ao Núcleo de Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo (NPISA) de Faro.
Durante a cerimónia de adesão dos novos parceiros, foram apresentadas duas iniciativas que se encontram a funcionar – o projeto TMN – Tua, Minha, Nossa, que está a ser desenvolvido pelo MAPS – Movimento de Apoio à Problemática da SIDA, e tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo na sociedade.
Durante o seu ainda curto período de existência, já passaram pelos dois apartamentos partilhados, promovidos por esta iniciativa, um total de 18 utentes, sendo que seis utentes já foram integrados na sociedade.
Quanto ao projeto “Legos”, uma parceria com o GATO, MAPS, CASA, APF, GRATO, tem como objetivo a inserção de pessoas em situação de sem abrigo, em conjunto com a rede de parceiros existente, promover a implementação do modelo de intervenção integrado de todos os agentes que, no respetivo concelho, atuam com e para a população em situação de sem abrigo.
A candidatura em curso refere-se ao projeto “Porta Xis1” apresentado pela associação MAPS -Movimento de Apoio à Problemática da Sida em parceria com o com a Associação Xis – Grupo para a Promoção e Proteção LGBTI e com o Município de Faro.
O objetivo é a celebração de protocolo para o funcionamento de apartamentos partilhados para pessoas LGBTIQ + em situação de sem abrigo.
O Núcleo e Planeamento e Intervenção dos Sem-Abrigo de Faro é tido como exemplo de boas práticas no seu funcionamento e intervenção em função da problemática das Pessoas em situação de sem-abrigo.
Rogério Bacalhau, presidente da Câmara de Faro, diz que «este modelo de intervenção visa um acompanhamento de proximidade que assenta numa premissa de qualificação e rentabilização de recursos humanos e financeiros, estando demonstrada a sua importância e utilidade, face aos resultados apresentados».
Com a adesão dos novos parceiros, a rede passa a contar com as seguintes entidades: Município de Faro, União de Freguesias de Faro (Sé e São Pedro), Comando Distrital de Faro – Polícia de Segurança Pública, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – Direção Regional do Algarve
Instituto de Segurança Social, IP- Centro Distrital de Faro, Grupo de Ajuda a Toxicodependentes, Movimento de Apoio à Problemática da Sida, Santa Casa da Misericórdia de Faro, Fábrica da Igreja de São Pedro de Faro, Fábrica da Igreja da Paróquia de São Luís, Centro Hospitalar Universitário do Algarve, Administração Regional de Saúde do Algarve, Centro de Apoio aos Sem-Abrigo, Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Faro-Loulé, Rede Europeia Anti Pobreza, Cáritas Diocesana do Algarve, Guarda Nacional Republicana de Faro Centro de Emprego e Formação Profissional de Faro do Instituto do Emprego e Formação Profissional.
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