António Bagão Félix, in Público on-line
É indispensável lutar por uma renovada ética de solidariedade, enquanto princípio ordenador para a realização do bem comum, tendo em atenção a “hipoteca social” que impende sobre qualquer bem não apenas público, como privado.
A solidariedade é proclamada “urbi et orbi”. Faz parte do léxico obrigatório e politicamente conveniente. O desgaste do seu uso retirou-lhe autenticidade e induziu o seu simulacro.
A solidariedade é um bem social de mérito. A dimensão solidária é, na sua essência, gregária. Feita de muitos “e”, dispensando os disjuntivos “ou”. No limite, só frutifica quando se “dá” sem pedir contrapartida. Não se trata, pois, de uma relação biunívoca ou comutativa feita de uma parte e contraparte, mas de uma relação distributiva ou associativa construída numa só direcção. Num quase oximoro aritmético, multiplicando-se dividindo e somando-se pela diferença.
A solidariedade significa um movimento de inserção e um propósito de inclusão que, no seu conjunto, exprimem a ideia cívica de participação. Não é uma abstracção filosófica ou doutrinária. Exige o compromisso, envolve-se no contexto, concretiza-se na vivência e na plenitude do carácter e da compreensão do outro. São Tomás de Aquino chamava-lhe “amizade civil”.
A solidariedade é um valor moral e não uma simples tecnicalidade. Solidariedade como expressão de vida livre em sociedade e não como uma norma exterior ou imposta. Solidariedade fundamentada em princípios inalienáveis de dignidade da pessoa. Solidariedade praticada como um estímulo activo e não como uma dependência estigmática. Solidariedade como referência de exemplaridade geracional.
A sociedade confronta-se com novas e persistentes questões sociais e antropológicas. Na família, na empresa, nas comunidades, nas relações entre as pessoas. As tecnologias e as comunicações revolucionam os padrões de vida, a globalização altera os centros de decisão e fragmenta o processo produtivo.
Por outro lado, acentua-se o carácter dual, bipolar e indutor de fragmentação social. Passou-se de uma segmentação em que a pobreza assumia um carácter mais monetário e persistente, para uma sociedade de acrescidas fragilidades, vulnerabilidades e exclusões, com crescentes franjas das populações a sofrerem o estigma de estarem fora do sistema social.
A “cultura da pobreza” é a da não participação e da não integração, motivadas pela solidão e isolamento, por razões educacionais, pela ruptura urbanística, pelo desemprego persistente, pela precariedade, pela exiguidade do saber, pelo aparecimento de novas doenças, pela omissão ou diluição das responsabilidades familiares e geracionais.
Dizia Gabriel Garcia Márquez: “É isso que eu sou: solidão e solidariedade”. Ou ainda de uma forma expressiva: “Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se”. Para alguém que não conhecemos.
Há, também, que diferenciar a solidariedade nos acontecimentos e a solidariedade nos riscos. A primeira é casuística, curta, ainda que solícita. Existe enquanto o acontecimento subsiste. A segunda é duradoura, preventiva, acolhedora. Persiste independentemente do acontecimento.
A solidariedade também não é uma posição, um momento. É um caminho, uma relação, não necessariamente de proximidade geográfica ou física, mas de vontade e entreajuda. Para a solidariedade a noção da relação é mais a do próximo, ainda que distante do que do vizinho, ainda que perto.
O défice de solidariedade é enorme, mas a dívida da solidariedade não se contabiliza ou exige. É indispensável lutar por uma renovada ética de solidariedade, enquanto princípio ordenador para a realização do bem comum, tendo em atenção a “hipoteca social” que impende sobre qualquer bem não apenas público, como privado.
28.10.16
27.10.16
Mais famílias vão sair da situação de pobreza em 2017, diz economista
Nuno Noronha, in SapoLifeStyle
A economistas Susana Peralta acredita que medidas incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2017 vão ter o impacto direto de retirar famílias da pobreza.
Em entrevista à Lusa, a professora da faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa defendeu que esta proposta de Orçamento tem "muito em atenção" categorias da população que são tipicamente mais vulneráveis, como as famílias com crianças, as famílias monoparentais e os idosos.
Susana Peralta explicou que há duas formas de garantir que as políticas de combate à pobreza têm como alvo os que são de facto pobres: "uma é a condição de recursos, que é olhar para o rendimento, e a outra é fazer uma redistribuição categórica, ou seja, ir a categorias da população que sabemos que são tipicamente mais vulneráveis, entre os quais os idosos, as crianças e as famílias e monoparentais, e temos claramente um orçamento que tem muito em atenção estas questões e parece-me muito positivo", afirmou.
Exemplos disso, apontou, são o reforço do abono de família e a majoração do subsídio de desemprego para famílias monoparentais e o aumento das pensões.
A académica disse que o facto de haver crianças numa família faz muitas vezes com que, "de forma mecânica e matemática", essa família passe a ficar abaixo do limiar da pobreza, uma vez que este agregado "tem pessoas na família que estão a consumir recursos e não estão a ganhar" rendimentos. A mesma lógica mecânica se aplica às famílias monoparentais, em que há apenas uma fonte de rendimento.
Mais abono de família
No que se refere ao abono de família, a proposta orçamental para o próximo ano reflete os aumentos operados no ano de 2016, "designadamente a aplicação da percentagem da majoração de 35% do montante do abono de família e abono pré-natal para crianças e jovens inseridos em agregados familiares monoparentais, bem como o aumento dos montantes de abono nos três escalões". Além disso, "inclui também o reforço da proteção do abono de família dirigido à primeira infância (crianças até 36 meses)".
A economista saúda o facto de "o Governo ter tido o cuidado de voltar a mexer no abono de família", considerando que "o impacto [da medida] não é muito grande, mas simbolicamente está lá" e quer dizer que o país está a "preocupar-se com o problema da pobreza infantil".
Referindo também a manutenção em 2017 da majoração de 10% no subsídio de desemprego para os casais desempregados com filhos a cargo, Susana Peralta reitera que, "quando se olha para o OE2017, há muito cuidado com as situações de pobreza" e mostra-se otimista quanto aos impactos destas medidas.
"Estas medidas são capazes de tirar um número de famílias fora [da pobreza]. Estou otimista [no sentido de] que isto vai ter um impacto [de redução] na pobreza. Parece-me que é quase mecânico: quando aumentamos as transferências [do Estado], conseguimos diminuir a pobreza e isso é uma escolha", afirma.
Para Susana Peralta, há duas formas de olhar para a pobreza: antes das transferências do Estado para a Segurança Social, onde também antecipa uma melhoria, e depois destas transferências que, sendo reforçadas, deverão ter um impacto positivo.
"Podemos olhar para a pobreza antes das transferências do Estado e aí a tendência do desemprego tem vindo a ser decrescente e não há expectativa de que volte aumentar, portanto, mesmo aí vai haver um efeito de tirar famílias da pobreza", explicou.
"Depois, quando olhamos para a pobreza pós-transferências, estarmos a ter um conjunto de medidas que estão a aumentar e a ser mais atentas aos alvos que pretendem atingir na população para combater a pobreza, é óbvio que isso vai ter necessariamente um impacto na pobreza", conclui.
A economistas Susana Peralta acredita que medidas incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2017 vão ter o impacto direto de retirar famílias da pobreza.
Em entrevista à Lusa, a professora da faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa defendeu que esta proposta de Orçamento tem "muito em atenção" categorias da população que são tipicamente mais vulneráveis, como as famílias com crianças, as famílias monoparentais e os idosos.
Susana Peralta explicou que há duas formas de garantir que as políticas de combate à pobreza têm como alvo os que são de facto pobres: "uma é a condição de recursos, que é olhar para o rendimento, e a outra é fazer uma redistribuição categórica, ou seja, ir a categorias da população que sabemos que são tipicamente mais vulneráveis, entre os quais os idosos, as crianças e as famílias e monoparentais, e temos claramente um orçamento que tem muito em atenção estas questões e parece-me muito positivo", afirmou.
Exemplos disso, apontou, são o reforço do abono de família e a majoração do subsídio de desemprego para famílias monoparentais e o aumento das pensões.
A académica disse que o facto de haver crianças numa família faz muitas vezes com que, "de forma mecânica e matemática", essa família passe a ficar abaixo do limiar da pobreza, uma vez que este agregado "tem pessoas na família que estão a consumir recursos e não estão a ganhar" rendimentos. A mesma lógica mecânica se aplica às famílias monoparentais, em que há apenas uma fonte de rendimento.
Mais abono de família
No que se refere ao abono de família, a proposta orçamental para o próximo ano reflete os aumentos operados no ano de 2016, "designadamente a aplicação da percentagem da majoração de 35% do montante do abono de família e abono pré-natal para crianças e jovens inseridos em agregados familiares monoparentais, bem como o aumento dos montantes de abono nos três escalões". Além disso, "inclui também o reforço da proteção do abono de família dirigido à primeira infância (crianças até 36 meses)".
A economista saúda o facto de "o Governo ter tido o cuidado de voltar a mexer no abono de família", considerando que "o impacto [da medida] não é muito grande, mas simbolicamente está lá" e quer dizer que o país está a "preocupar-se com o problema da pobreza infantil".
Referindo também a manutenção em 2017 da majoração de 10% no subsídio de desemprego para os casais desempregados com filhos a cargo, Susana Peralta reitera que, "quando se olha para o OE2017, há muito cuidado com as situações de pobreza" e mostra-se otimista quanto aos impactos destas medidas.
"Estas medidas são capazes de tirar um número de famílias fora [da pobreza]. Estou otimista [no sentido de] que isto vai ter um impacto [de redução] na pobreza. Parece-me que é quase mecânico: quando aumentamos as transferências [do Estado], conseguimos diminuir a pobreza e isso é uma escolha", afirma.
Para Susana Peralta, há duas formas de olhar para a pobreza: antes das transferências do Estado para a Segurança Social, onde também antecipa uma melhoria, e depois destas transferências que, sendo reforçadas, deverão ter um impacto positivo.
"Podemos olhar para a pobreza antes das transferências do Estado e aí a tendência do desemprego tem vindo a ser decrescente e não há expectativa de que volte aumentar, portanto, mesmo aí vai haver um efeito de tirar famílias da pobreza", explicou.
"Depois, quando olhamos para a pobreza pós-transferências, estarmos a ter um conjunto de medidas que estão a aumentar e a ser mais atentas aos alvos que pretendem atingir na população para combater a pobreza, é óbvio que isso vai ter necessariamente um impacto na pobreza", conclui.
Governo anterior deixou mais de 771 mil pensões
in Jornal de Notícias
O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, acusou hoje o governo anterior de não ter atualizado mais de 771 mil pensões mínimas, contrariando assim a ideia de que este será o caminho do atual executivo.
"Não venham dizer ao país que atualizaram as pensões mínimas, é falso. As pensões mínimas não atualizadas são 771 mil. Nunca foram atualizadas pelos senhores", denunciou Vieira da Silva, no parlamento.
O ministro, que está desde cerca das 10 horas numa audição conjunta nas Comissões de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e do Trabalho e Segurança Social, na Assembleia da República, no âmbito da proposta do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), respondia assim às críticas do PSD e do CDS sobre a decisão de não atualização das pensões mínimas.
Vieira da Silva lembrou à oposição que apenas as pensões mínimas e rurais, bem como o primeiro escalão da pensão mínima, foram aumentadas entre 2011 e 2015, contrariando assim as afirmações da oposição de que estas pensões teriam sido aumentadas durante o mandato do anterior executivo.
De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), todas as pensões até 838,44 euros vão ter um aumento em linha com a inflação, isto é, "as pensões de valor igual ou inferior a duas vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS, atualmente nos 419,22 euros) são atualizadas". Esta medida acresce à "atualização extraordinária" de dez euros a partir de agosto no próximo ano para todas as pensões até 628,33 euros.
De acordo com o documento, "o Governo procede, em 2017, a uma atualização extraordinária de dez euros das pensões de valor igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (628,83 euros), a atribuir, por cada pensionista, no mês de agosto".
Segundo o ministro, há 250 mil pensões abaixo dos 275 euros que poderão beneficiar da atualização extraordinária de 10 euros prevista para agosto, e que deverá abranger 1,5 milhões de pensionistas.
O impacto financeiro total decorrente das atualizações previstas para 2017 será de 200 milhões de euros e de 300 milhões de euros em 2018, segundo o membro do Governo.
O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, acusou hoje o governo anterior de não ter atualizado mais de 771 mil pensões mínimas, contrariando assim a ideia de que este será o caminho do atual executivo.
"Não venham dizer ao país que atualizaram as pensões mínimas, é falso. As pensões mínimas não atualizadas são 771 mil. Nunca foram atualizadas pelos senhores", denunciou Vieira da Silva, no parlamento.
O ministro, que está desde cerca das 10 horas numa audição conjunta nas Comissões de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e do Trabalho e Segurança Social, na Assembleia da República, no âmbito da proposta do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), respondia assim às críticas do PSD e do CDS sobre a decisão de não atualização das pensões mínimas.
Vieira da Silva lembrou à oposição que apenas as pensões mínimas e rurais, bem como o primeiro escalão da pensão mínima, foram aumentadas entre 2011 e 2015, contrariando assim as afirmações da oposição de que estas pensões teriam sido aumentadas durante o mandato do anterior executivo.
De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), todas as pensões até 838,44 euros vão ter um aumento em linha com a inflação, isto é, "as pensões de valor igual ou inferior a duas vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS, atualmente nos 419,22 euros) são atualizadas". Esta medida acresce à "atualização extraordinária" de dez euros a partir de agosto no próximo ano para todas as pensões até 628,33 euros.
De acordo com o documento, "o Governo procede, em 2017, a uma atualização extraordinária de dez euros das pensões de valor igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (628,83 euros), a atribuir, por cada pensionista, no mês de agosto".
Segundo o ministro, há 250 mil pensões abaixo dos 275 euros que poderão beneficiar da atualização extraordinária de 10 euros prevista para agosto, e que deverá abranger 1,5 milhões de pensionistas.
O impacto financeiro total decorrente das atualizações previstas para 2017 será de 200 milhões de euros e de 300 milhões de euros em 2018, segundo o membro do Governo.
Só 27% dos alunos mais pobres têm boas notas
Leonor Paiva Watson, in Jornal de Notícias
Apenas 27% dos 20.299 alunos do 2.º Ciclo que recebem o maior apoio da Ação Social Escolar (ASE) têm sucesso escolar.
Os dados estão num estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), publicado esta quarta-feira, que sublinha que os jovens de famílias de baixos rendimentos apresentam taxas de sucesso mais baixas.
Não é novo, mas justifica a ambição do secretário de Estado da Educação, João Costa, ter "a obsessão de fazer com que a pobreza deixe de ser um preditor de sucesso", conforme disse ao JN, em setembro.
Segundo o relatório, são apenas 5.452 os discentes do 2.º Ciclo com escalão A da ASE (o maior nível de apoio) que conseguem ter bons resultados. Pelo meio ficam os 6.972 dos 16.157 jovens do mesmo Ciclo com escalão B, ou seja, 43%; e, no extremo oposto, os alunos que não precisam de apoio, com resultados bem mais favoráveis: 28.175 de um total de 45.005 tem boas notas, isto é, 63%.
Numa nota enviada às redações, o Ministério da Educação (ME) sublinha que os resultados obrigam a centrar a ação "no nivelamento de oportunidades entre crianças oriundas de diversos meios socioeconómicos".
Mães determinam sucesso
Uma outra conclusão do documento mostra também que a percentagem de sucesso dos alunos cujas progenitoras têm uma licenciatura ou um bacharelato é de 80%, valor que desce até aos 26% quando as mães não têm mais do que o 4.º ano.
O ME entende, porém, que estes dados "não equivalem a destino", pois há outros fatores determinantes, como "o papel da escola e a colaboração e responsabilidade da comunidade, a nível local e regional".
"Observe-se mesmo como os alunos de Braga cujas mães têm habilitação equivalente ao 6.º ano têm desempenhos escolares melhores do que os alunos de Setúbal cujas mães têm habilitação equivalente ao 12.º ano", exemplifica o estudo.
Apenas 27% dos 20.299 alunos do 2.º Ciclo que recebem o maior apoio da Ação Social Escolar (ASE) têm sucesso escolar.
Os dados estão num estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), publicado esta quarta-feira, que sublinha que os jovens de famílias de baixos rendimentos apresentam taxas de sucesso mais baixas.
Não é novo, mas justifica a ambição do secretário de Estado da Educação, João Costa, ter "a obsessão de fazer com que a pobreza deixe de ser um preditor de sucesso", conforme disse ao JN, em setembro.
Segundo o relatório, são apenas 5.452 os discentes do 2.º Ciclo com escalão A da ASE (o maior nível de apoio) que conseguem ter bons resultados. Pelo meio ficam os 6.972 dos 16.157 jovens do mesmo Ciclo com escalão B, ou seja, 43%; e, no extremo oposto, os alunos que não precisam de apoio, com resultados bem mais favoráveis: 28.175 de um total de 45.005 tem boas notas, isto é, 63%.
Numa nota enviada às redações, o Ministério da Educação (ME) sublinha que os resultados obrigam a centrar a ação "no nivelamento de oportunidades entre crianças oriundas de diversos meios socioeconómicos".
Mães determinam sucesso
Uma outra conclusão do documento mostra também que a percentagem de sucesso dos alunos cujas progenitoras têm uma licenciatura ou um bacharelato é de 80%, valor que desce até aos 26% quando as mães não têm mais do que o 4.º ano.
O ME entende, porém, que estes dados "não equivalem a destino", pois há outros fatores determinantes, como "o papel da escola e a colaboração e responsabilidade da comunidade, a nível local e regional".
"Observe-se mesmo como os alunos de Braga cujas mães têm habilitação equivalente ao 6.º ano têm desempenhos escolares melhores do que os alunos de Setúbal cujas mães têm habilitação equivalente ao 12.º ano", exemplifica o estudo.
Portugal é um dos países mais pobres
in Impala
Um estudo realizado pelo Eurostat revela que Portugal está entre os nove países da União Europeia com maior taxa de pobreza.
Em 2014, um em cada cinco portugueses encontrava-se numa situação de pobreza (19,5%).
Os dados revelados pelo estudo revela também que a Roménia ocupa o topo, com um maior número de pessoas a viver numa situação de pobreza, (25,4%). Segue-se a Letónia (22,5%), Lituânia (22,2%), Espanha (22,1%), a Bulgária (22%), a Estónia (21,6%), a Grécia (21,4%), a Itália (19,9%) e, por fim, Portugal (19,5%).
Se nos referirmos ao risco de pobreza e exclusão social, Portugal situa-se nos 26,6%, sendo a média para a UE 23,7%.
As principais causas para esta situação são os rendimentos abaixo da média, famílias sem capacidades financeiras para pagar as despesas e pagar uma refeição de carne ou de peixe de dois em dois dias e/ou famílias com uma capacidade laboral baixa.
Um estudo realizado pelo Eurostat revela que Portugal está entre os nove países da União Europeia com maior taxa de pobreza.
Em 2014, um em cada cinco portugueses encontrava-se numa situação de pobreza (19,5%).
Os dados revelados pelo estudo revela também que a Roménia ocupa o topo, com um maior número de pessoas a viver numa situação de pobreza, (25,4%). Segue-se a Letónia (22,5%), Lituânia (22,2%), Espanha (22,1%), a Bulgária (22%), a Estónia (21,6%), a Grécia (21,4%), a Itália (19,9%) e, por fim, Portugal (19,5%).
Se nos referirmos ao risco de pobreza e exclusão social, Portugal situa-se nos 26,6%, sendo a média para a UE 23,7%.
As principais causas para esta situação são os rendimentos abaixo da média, famílias sem capacidades financeiras para pagar as despesas e pagar uma refeição de carne ou de peixe de dois em dois dias e/ou famílias com uma capacidade laboral baixa.
Erradicar a fome custaria mais 11 mil milhões de dólares por ano até 2030
in DNotícias
Cálculo do Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares
A erradicação da fome no mundo seria possível se se investissem mais 11 mil milhões de dólares (mais de 10 mil milhões de euros) por ano até 2030, para objetivos concretos, segundo um relatório hoje divulgado em Roma.
O Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) estima que dentro de 14 anos continuará a haver 600 milhões de pessoas a passar fome no mundo (em 2015, havia 795 milhões), se se cumprirem as atuais previsões económicas e as contribuições previstas dos doadores.
Um dos autores do estudo, David Laborde, explicou numa conferência que, para acabar com a fome, seria preciso um gasto extra de 11 mil milhões de dólares (10.100 milhões de euros) por ano.
Dessa quantia, 4.000 milhões de dólares (3.700 milhões de euros) deveriam proceder dos doadores externos e os restantes 7.000 milhões (6.400 milhões de euros) dos próprios países pobres através, por exemplo, de impostos.
Atualmente, os países doadores gastam 8.600 milhões de dólares anuais (7.900 milhões de euros) para combater a fome no mundo, pelo que precisariam de aumentar esses donativos em 45% para cobrir a parte adicional necessária, refere o relatório.
“Quanto mais rico é o país, menor é a quota que os doadores terão de pagar”, afirmou Laborde, para quem a chave está em saber “por onde começar a agir”, o que implica destinar os recursos a objetivos muito definidos e alterar a maneira de os gerir em função das circunstâncias de cada país.
“Quanto mais rico é o país, menor é a quota que os doadores terão de pagar”
Assim, explicou que as regiões prioritárias são o centro e o leste de África (onde as crises alimentares se exacerbaram devido aos conflitos), o sul da Ásia e a América central.
Ao contrário, os novos fundos para a ajuda externa ao desenvolvimento deveriam excluir 18 países, entre os quais o Peru e a China que, apesar de ainda terem problemas de insegurança alimentar, estão a progredir e podem eles mesmos ocupar-se da questão.
Além destes números, o relatório sustenta que a despesa pública gerará em média mais 5.000 milhões de dólares anuais (4.600 milhões de euros) até 2030.
Laborde esclareceu que, no princípio, os países pobres necessitam de ajuda externa, mas que posteriormente, com as gerações seguintes, o próprio setor privado pode contribuir com novas capacidades e meios desenvolvidos.
Para realizar estes cálculos, o centro de investigação classificou os países em vários grupos, de acordo com os dados que tinha recolhido, partindo de sete países africanos: Gana, Nigéria, Zâmbia, Tanzânia, Senegal, Malaui e Uganda.
Dessa forma, estimou o custo médio ‘per capita’ de acabar com a fome em cada uma das categorias, em áreas como a proteção social, o apoio à agricultura e o desenvolvimento rural.
Num relatório do ano passado, a ONU considerou que seriam necessários 267.000 milhões de dólares anuais (245.500 milhões de euros) para acabar com a fome em 2030 (ou cerca de 160 dólares, ou 150 euros, por pessoa em situação de pobreza), de acordo com outros critérios.
Cálculo do Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares
A erradicação da fome no mundo seria possível se se investissem mais 11 mil milhões de dólares (mais de 10 mil milhões de euros) por ano até 2030, para objetivos concretos, segundo um relatório hoje divulgado em Roma.
O Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) estima que dentro de 14 anos continuará a haver 600 milhões de pessoas a passar fome no mundo (em 2015, havia 795 milhões), se se cumprirem as atuais previsões económicas e as contribuições previstas dos doadores.
Um dos autores do estudo, David Laborde, explicou numa conferência que, para acabar com a fome, seria preciso um gasto extra de 11 mil milhões de dólares (10.100 milhões de euros) por ano.
Dessa quantia, 4.000 milhões de dólares (3.700 milhões de euros) deveriam proceder dos doadores externos e os restantes 7.000 milhões (6.400 milhões de euros) dos próprios países pobres através, por exemplo, de impostos.
Atualmente, os países doadores gastam 8.600 milhões de dólares anuais (7.900 milhões de euros) para combater a fome no mundo, pelo que precisariam de aumentar esses donativos em 45% para cobrir a parte adicional necessária, refere o relatório.
“Quanto mais rico é o país, menor é a quota que os doadores terão de pagar”, afirmou Laborde, para quem a chave está em saber “por onde começar a agir”, o que implica destinar os recursos a objetivos muito definidos e alterar a maneira de os gerir em função das circunstâncias de cada país.
“Quanto mais rico é o país, menor é a quota que os doadores terão de pagar”
Assim, explicou que as regiões prioritárias são o centro e o leste de África (onde as crises alimentares se exacerbaram devido aos conflitos), o sul da Ásia e a América central.
Ao contrário, os novos fundos para a ajuda externa ao desenvolvimento deveriam excluir 18 países, entre os quais o Peru e a China que, apesar de ainda terem problemas de insegurança alimentar, estão a progredir e podem eles mesmos ocupar-se da questão.
Além destes números, o relatório sustenta que a despesa pública gerará em média mais 5.000 milhões de dólares anuais (4.600 milhões de euros) até 2030.
Laborde esclareceu que, no princípio, os países pobres necessitam de ajuda externa, mas que posteriormente, com as gerações seguintes, o próprio setor privado pode contribuir com novas capacidades e meios desenvolvidos.
Para realizar estes cálculos, o centro de investigação classificou os países em vários grupos, de acordo com os dados que tinha recolhido, partindo de sete países africanos: Gana, Nigéria, Zâmbia, Tanzânia, Senegal, Malaui e Uganda.
Dessa forma, estimou o custo médio ‘per capita’ de acabar com a fome em cada uma das categorias, em áreas como a proteção social, o apoio à agricultura e o desenvolvimento rural.
Num relatório do ano passado, a ONU considerou que seriam necessários 267.000 milhões de dólares anuais (245.500 milhões de euros) para acabar com a fome em 2030 (ou cerca de 160 dólares, ou 150 euros, por pessoa em situação de pobreza), de acordo com outros critérios.
Agentes sociais discutiram a "Pobreza, Participação e Desafios"
in Jornal da Mealhada on-line
"Pobreza, Participação e Desafios" foi o tema da sessão que decorreu na Biblioteca Municipal de Cantanhede, a 17 de outubro, dinamizado pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN - Portugal), o Município de Cantanhede, Rede Social de Cantanhede e o CLDS + Cantanhede 3G - Intervir, Integrar e Incluir e que surge na sequência dos Fóruns para a Capacitação, também organizados pelo CLDS +.
A iniciativa assinalou o "Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza", com o objetivo sensibilizar os participantes a serem protagonistas ativos na definição de trajetórias de vida inclusivas. "Não faça de conta que isto não lhe diz respeito! Diga Não à Pobreza" foi o mote do programa que começou com uma palestra de Alcides Monteiro, docente da Universidade da Beira Interior, a que se seguiu o lançamento de uma nova campanha da EAPN-Portugal. Paula Duarte, vice-coordenadora do Núcleo Distrital desta entidade referiu a propósito que "os desafios são muitos, mas temos de continuar a acreditar que é possível caminhar para um futuro melhor, mais justo e solidário, com o compromisso de todos e com a certeza de que se trata de uma luta indispensável. A erradicação da Pobreza não é uma utopia, mas sim um objetivo urgente para o qual tem de existir vontade política e coragem para cumprir."
De seguida foram dados exemplos de boas práticas de participação e de cidadania ativa, através do testemunho da Dr.ª Maria Clementina, representante do Conselho Local de Cidadãos de Coimbra.
Noutro momento da sessão foi também apresentado "O Desafio da Participação", iniciativa que vai ser dinamizada através de uma parceria em que intervêm o CLDS Cantanhede 3G, pelo Conselho Local de Ação Social e a EAPN-Portugal, tendo como público-alvo as pessoas e famílias em situação de desemprego e/ou com baixos rendimentos, assim como os idosos em situação de vulnerabilidade social e económica. Segundo os promotores, "o projeto visa desenvolver a capacidade de participação, que é a chave da cidadania, pois aumenta o poder de atuação de cada individuo na sua própria vida, trabalhando igualmente a sua participação na sociedade enquanto cidadão".
Na ocasião, o vereador do Pelouro da Solidariedade e Ação Social e presidente do CLAS de Cantanhede, Pedro Cardoso, sublinhou "a importância deste fórum, como ponto de encontro entre cidadãos, instituições - elogiando a presença de muitas IPSS's que são, indiscutivelmente, parceiros estratégicos muito fortes e determinantes neste combate contra a pobreza e a exclusão social - e cidadãos em situação de pobreza e/ou exclusão social. Esta é uma oportunidade de suscitar o debate e a reflexão crítica por parte dos cidadãos que se encontram numa situação de vulnerabilidade relativamente a algumas temáticas que influenciam a sua cidadania ativa e que coloca muitas vezes em causa os direitos fundamentais dos cidadãos e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Queremos que se sintam sujeitos de ação, protagonistas de mudanças e responsáveis pela construção do seu projeto de vida. É isso o que se pretende, dar voz às pessoas que normalmente não a têm, em quase nenhuma circunstância".
O autarca acredita que "dando visibilidade a esta problemática, conseguimos sensibilizar todos para a luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, com o objetivo de apelar para a urgência de travar este flagelo a todos os níveis, que ainda atinge tantas pessoas e famílias, uma grave negação dos direitos humanos fundamentais e de cidadania que não pode deixar ninguém indiferente".
A sessão terminou com o Conselho Local de Cidadãos de Coimbra a representarem o "Espelho Mágico", peça de teatro que possui uma mensagem forte sobre a problemática da pobreza.
"Pobreza, Participação e Desafios" foi o tema da sessão que decorreu na Biblioteca Municipal de Cantanhede, a 17 de outubro, dinamizado pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN - Portugal), o Município de Cantanhede, Rede Social de Cantanhede e o CLDS + Cantanhede 3G - Intervir, Integrar e Incluir e que surge na sequência dos Fóruns para a Capacitação, também organizados pelo CLDS +.
A iniciativa assinalou o "Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza", com o objetivo sensibilizar os participantes a serem protagonistas ativos na definição de trajetórias de vida inclusivas. "Não faça de conta que isto não lhe diz respeito! Diga Não à Pobreza" foi o mote do programa que começou com uma palestra de Alcides Monteiro, docente da Universidade da Beira Interior, a que se seguiu o lançamento de uma nova campanha da EAPN-Portugal. Paula Duarte, vice-coordenadora do Núcleo Distrital desta entidade referiu a propósito que "os desafios são muitos, mas temos de continuar a acreditar que é possível caminhar para um futuro melhor, mais justo e solidário, com o compromisso de todos e com a certeza de que se trata de uma luta indispensável. A erradicação da Pobreza não é uma utopia, mas sim um objetivo urgente para o qual tem de existir vontade política e coragem para cumprir."
De seguida foram dados exemplos de boas práticas de participação e de cidadania ativa, através do testemunho da Dr.ª Maria Clementina, representante do Conselho Local de Cidadãos de Coimbra.
Noutro momento da sessão foi também apresentado "O Desafio da Participação", iniciativa que vai ser dinamizada através de uma parceria em que intervêm o CLDS Cantanhede 3G, pelo Conselho Local de Ação Social e a EAPN-Portugal, tendo como público-alvo as pessoas e famílias em situação de desemprego e/ou com baixos rendimentos, assim como os idosos em situação de vulnerabilidade social e económica. Segundo os promotores, "o projeto visa desenvolver a capacidade de participação, que é a chave da cidadania, pois aumenta o poder de atuação de cada individuo na sua própria vida, trabalhando igualmente a sua participação na sociedade enquanto cidadão".
Na ocasião, o vereador do Pelouro da Solidariedade e Ação Social e presidente do CLAS de Cantanhede, Pedro Cardoso, sublinhou "a importância deste fórum, como ponto de encontro entre cidadãos, instituições - elogiando a presença de muitas IPSS's que são, indiscutivelmente, parceiros estratégicos muito fortes e determinantes neste combate contra a pobreza e a exclusão social - e cidadãos em situação de pobreza e/ou exclusão social. Esta é uma oportunidade de suscitar o debate e a reflexão crítica por parte dos cidadãos que se encontram numa situação de vulnerabilidade relativamente a algumas temáticas que influenciam a sua cidadania ativa e que coloca muitas vezes em causa os direitos fundamentais dos cidadãos e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Queremos que se sintam sujeitos de ação, protagonistas de mudanças e responsáveis pela construção do seu projeto de vida. É isso o que se pretende, dar voz às pessoas que normalmente não a têm, em quase nenhuma circunstância".
O autarca acredita que "dando visibilidade a esta problemática, conseguimos sensibilizar todos para a luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, com o objetivo de apelar para a urgência de travar este flagelo a todos os níveis, que ainda atinge tantas pessoas e famílias, uma grave negação dos direitos humanos fundamentais e de cidadania que não pode deixar ninguém indiferente".
A sessão terminou com o Conselho Local de Cidadãos de Coimbra a representarem o "Espelho Mágico", peça de teatro que possui uma mensagem forte sobre a problemática da pobreza.
Campo de migrantes de Calais evacuado a partir de segunda-feira
in Diário Digital
O campo de Calais, norte de França e perto do canal da Mancha, onde se concentraram milhares de migrantes, vai ser evacuado a partir de segunda-feira, referiram hoje as autoridades francesas.
Prometido desde há várias semanas pelo governo socialista, esta operação acentuou a polémica sobre o acolhimento dos migrantes em França, a alguns meses das eleições presidenciais. O assunto suscitou tensões entre Paris e Londres.
A partir da tarde de domingo, uma equipa de funcionários vai informar os migrantes do desenrolar detalhado da operação, que se prevê complexa e que deve prolongar-se por uma semana.
No local, os migrantes devem aguardar com resignação pela chegada das escavadoras, divididos entre o sonho de alcançarem a Inglaterra e a promessa de uma cama e um teto. A última estimativa oficial refere-se a 6.400 pessoas na "Selva" de Calais. A partir de segunda-feira, 145 autocarros devem assegurar o sue transporte em direção a 287 centros de acolhimento, segundo as autoridades.
"Teremos sucesso neste desafio humanitário", prometeram os ministros do Interior, Bernard Cazeneuve, e da Habitação, Emmanuelle Cosse, em artigo hoje publicado no diário Le Monde, enquanto as ONG no terreno alertaram contra os riscos de "catástrofe" de uma operação precipitada.
O destino de 1.290 menores que se encontram isolados no campo constitui um dos aspetos mais complexos desta operação, com muitos a referirem pretender alcançar o Reino Unido, onde dizem ter familiares.
Hoje, o diretor-geral da organização "France Terre d'asile" revelou que no sábado mais de uma centenas de migrantes menores vão deixar Calais em direção ao Reino Unido, no âmbito do reagrupamento familiar, estando previstas mais partidas no domingo.
O campo de Calais, norte de França e perto do canal da Mancha, onde se concentraram milhares de migrantes, vai ser evacuado a partir de segunda-feira, referiram hoje as autoridades francesas.
Prometido desde há várias semanas pelo governo socialista, esta operação acentuou a polémica sobre o acolhimento dos migrantes em França, a alguns meses das eleições presidenciais. O assunto suscitou tensões entre Paris e Londres.
A partir da tarde de domingo, uma equipa de funcionários vai informar os migrantes do desenrolar detalhado da operação, que se prevê complexa e que deve prolongar-se por uma semana.
No local, os migrantes devem aguardar com resignação pela chegada das escavadoras, divididos entre o sonho de alcançarem a Inglaterra e a promessa de uma cama e um teto. A última estimativa oficial refere-se a 6.400 pessoas na "Selva" de Calais. A partir de segunda-feira, 145 autocarros devem assegurar o sue transporte em direção a 287 centros de acolhimento, segundo as autoridades.
"Teremos sucesso neste desafio humanitário", prometeram os ministros do Interior, Bernard Cazeneuve, e da Habitação, Emmanuelle Cosse, em artigo hoje publicado no diário Le Monde, enquanto as ONG no terreno alertaram contra os riscos de "catástrofe" de uma operação precipitada.
O destino de 1.290 menores que se encontram isolados no campo constitui um dos aspetos mais complexos desta operação, com muitos a referirem pretender alcançar o Reino Unido, onde dizem ter familiares.
Hoje, o diretor-geral da organização "France Terre d'asile" revelou que no sábado mais de uma centenas de migrantes menores vão deixar Calais em direção ao Reino Unido, no âmbito do reagrupamento familiar, estando previstas mais partidas no domingo.
Sociedade mais justa deve ser livre de pobreza
in Diário do Sul
Sociedade mais justa deve ser livre de pobreza Em parceria com o Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN e Rede Europeia Anti-Pobreza, a Autarquia de Monforte assinalou em 17 de Outubro, o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza através do seu serviço de Acção Social. Houve várias actividades que contaram com a colaboração de diversos organismos locais. Conforme esclareceu Ana Paula Maçoas, a responsável da Acção Social, o Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN Portugal, com a autarquia, “tem vindo a criar diferentes dinâmicas de sensibilização para temáticas ligadas à exclusão social e pobreza, e para a importância da construção de uma sociedade mais justa e igualitária e, por isso, livre de pobreza e de exclusão social”.
Sociedade mais justa deve ser livre de pobreza Em parceria com o Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN e Rede Europeia Anti-Pobreza, a Autarquia de Monforte assinalou em 17 de Outubro, o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza através do seu serviço de Acção Social. Houve várias actividades que contaram com a colaboração de diversos organismos locais. Conforme esclareceu Ana Paula Maçoas, a responsável da Acção Social, o Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN Portugal, com a autarquia, “tem vindo a criar diferentes dinâmicas de sensibilização para temáticas ligadas à exclusão social e pobreza, e para a importância da construção de uma sociedade mais justa e igualitária e, por isso, livre de pobreza e de exclusão social”.
Como é que as marcas não sabem dos sírios a trabalhar ilegalmente?
Maria João Guimarães, in Público
Como é que as marcas não sabem dos sírios a trabalhar ilegalmente? As roupas estão penduradas, imaculadas, numa loja da Marks & Spencer em Londres. Quem as passou a ferro? Terá sido uma criança síria, que está 12 horas por dia a lidar com ferros e vapores, ganhando pouco mais de um euro por hora? E quem deu o ar usado àquelas calças de ganga na montra da Mango ou da Zara? Terá sido um refugiado sírio a trabalhar, ilegalmente, as mesmas 12 horas, numa fábrica num beco em Istambul? Os casos são alguns dos apresentados pelo programa Panorama, da BBC, que denuncia o trabalho ilegal de refugiados sírios, muitos deles menores, em fábricas na Turquia que fazem roupa para marcas como as britânicas Marks & Spencer e Asos, ou as espanholas Mango e Zara.
Todas estas marcas, sublinha a BBC, dizem que supervisionam as suas cadeias de fornecimento e não aceitam trabalho infantil ou de refugiados a trabalhar sem papéis.
O problema, diz a organização Business & Human Rights Resource Center, que em Janeiro divulgou um relatório sobre o trabalho de refugiados nas fábricas de têxteis da Turquia, é que os mecanismos de supervisão das marcas, apesar de incluírem inspecções, não são sufi cientes.
Uma das razões é que as roupas não vêm todas das fábricas que a marca conhece e visita, havendo um sistema de subcontratação que passa sob o radar das inspecções, disse ao PÚBLICO, por telefone, Danielle McMullan, do Business & Human Rights Resource Center.
A Turquia, que é já o sexto fabricante de têxteis do mundo, recebeu um grande número de refugiados da Síria: cerca de três milhões, dos quais metade, segundo a UNICEF, são menores. Um estudo da Universidade de Hacettepe, em Ancara, citado pela emissora árabe Al-Jazira, dizia que um refugiado a trabalhar na Turquia será mais provavelmente um menor do que um adulto, até porque aprendem a língua mais depressa. A Turquia tem dado autorizações de trabalho a refugiados, mas aos mais qualifi Investigação da BBC encontra trabalho ilegal de refugiados sírios, alguns deles crianças, em fábricas de roupa na Turquia. Marks & Spencer, Asos, Mango e Zara defendem as suas inspecções. O
Para Danielle McMullan, as auditorias não são a melhor solução por causa da subcontratação, em que a própria marca nem sempre sabe quais as fábricas a trabalhar para si.
É essencial, diz a responsável, que as marcas colaborem com sindicatos e organizações locais, que têm melhor informação.
E deixa um outro alerta: “A chegada de um enorme número de refugiados à Turquia faz com que haja um conjunto de circunstâncias único.
Mas os problemas de trabalho infantil e ilegal na indústria têxtil acontecem noutros países: são problemas globais da indústria.” mguimaraes@publico.pt cados. Segundo o Alto-Comissariado da ONU para os refugiados, mais de dois milhões de sírios não têm autorização para trabalhar na Turquia.
A investigação do Panorama diz que apesar de a Marks & Spencer não ter encontrado um único refugiado sírio a trabalhar nas instalações dos seus fabricantes na Turquia, o jornalista do Panorama, Darragh MacIntyre, viu sete sírios num dos locais, a ganhar pouco mais de uma libra (1,12 euros) à hora. O mais jovem, de 15 anos, passava 12 horas a passar roupa a ferro antes de esta ser enviada para o Reino Unido. “Se alguma coisa acontecer a um sírio, deitam-no fora como a um pedaço de tecido”, disse um dos refugiados.
A marca reagiu dizendo que oferecerá emprego legal permanente a quaisquer trabalhadores ilegais sírios que estejam em fábricas que produzam para si.
Outra fábrica em que o repórter da BBC encontrou crianças sírias estava a fabricar roupa para a loja online Asos. A empresa disse que esta não era uma fábrica aprovada por si. Desde a denúncia, foram encontrados 11 adultos sírios e três com menos de 16 anos a trabalhar no local.
Noutra fábrica turca foram encontrados vários refugiados sírios a trabalhar com gangas, com químicos que dão ao tecido um ar gasto, para a Mango e a Zara 12 por dia, sem protecção para estes produtos.
A Mango diz que a fábrica era subcontratada; a Inditex, grupo da Zara, refere que encontrou irregularidades numa auditoria em Junho e O grupo Inditex, de Amancio Ortega, detectou irregularidades numa fábrica que trabalha para a Zara em Junho, deu-lhe até Dezembro para as resolver
Autor:
Como é que as marcas não sabem dos sírios a trabalhar ilegalmente? As roupas estão penduradas, imaculadas, numa loja da Marks & Spencer em Londres. Quem as passou a ferro? Terá sido uma criança síria, que está 12 horas por dia a lidar com ferros e vapores, ganhando pouco mais de um euro por hora? E quem deu o ar usado àquelas calças de ganga na montra da Mango ou da Zara? Terá sido um refugiado sírio a trabalhar, ilegalmente, as mesmas 12 horas, numa fábrica num beco em Istambul? Os casos são alguns dos apresentados pelo programa Panorama, da BBC, que denuncia o trabalho ilegal de refugiados sírios, muitos deles menores, em fábricas na Turquia que fazem roupa para marcas como as britânicas Marks & Spencer e Asos, ou as espanholas Mango e Zara.
Todas estas marcas, sublinha a BBC, dizem que supervisionam as suas cadeias de fornecimento e não aceitam trabalho infantil ou de refugiados a trabalhar sem papéis.
O problema, diz a organização Business & Human Rights Resource Center, que em Janeiro divulgou um relatório sobre o trabalho de refugiados nas fábricas de têxteis da Turquia, é que os mecanismos de supervisão das marcas, apesar de incluírem inspecções, não são sufi cientes.
Uma das razões é que as roupas não vêm todas das fábricas que a marca conhece e visita, havendo um sistema de subcontratação que passa sob o radar das inspecções, disse ao PÚBLICO, por telefone, Danielle McMullan, do Business & Human Rights Resource Center.
A Turquia, que é já o sexto fabricante de têxteis do mundo, recebeu um grande número de refugiados da Síria: cerca de três milhões, dos quais metade, segundo a UNICEF, são menores. Um estudo da Universidade de Hacettepe, em Ancara, citado pela emissora árabe Al-Jazira, dizia que um refugiado a trabalhar na Turquia será mais provavelmente um menor do que um adulto, até porque aprendem a língua mais depressa. A Turquia tem dado autorizações de trabalho a refugiados, mas aos mais qualifi Investigação da BBC encontra trabalho ilegal de refugiados sírios, alguns deles crianças, em fábricas de roupa na Turquia. Marks & Spencer, Asos, Mango e Zara defendem as suas inspecções. O
Para Danielle McMullan, as auditorias não são a melhor solução por causa da subcontratação, em que a própria marca nem sempre sabe quais as fábricas a trabalhar para si.
É essencial, diz a responsável, que as marcas colaborem com sindicatos e organizações locais, que têm melhor informação.
E deixa um outro alerta: “A chegada de um enorme número de refugiados à Turquia faz com que haja um conjunto de circunstâncias único.
Mas os problemas de trabalho infantil e ilegal na indústria têxtil acontecem noutros países: são problemas globais da indústria.” mguimaraes@publico.pt cados. Segundo o Alto-Comissariado da ONU para os refugiados, mais de dois milhões de sírios não têm autorização para trabalhar na Turquia.
A investigação do Panorama diz que apesar de a Marks & Spencer não ter encontrado um único refugiado sírio a trabalhar nas instalações dos seus fabricantes na Turquia, o jornalista do Panorama, Darragh MacIntyre, viu sete sírios num dos locais, a ganhar pouco mais de uma libra (1,12 euros) à hora. O mais jovem, de 15 anos, passava 12 horas a passar roupa a ferro antes de esta ser enviada para o Reino Unido. “Se alguma coisa acontecer a um sírio, deitam-no fora como a um pedaço de tecido”, disse um dos refugiados.
A marca reagiu dizendo que oferecerá emprego legal permanente a quaisquer trabalhadores ilegais sírios que estejam em fábricas que produzam para si.
Outra fábrica em que o repórter da BBC encontrou crianças sírias estava a fabricar roupa para a loja online Asos. A empresa disse que esta não era uma fábrica aprovada por si. Desde a denúncia, foram encontrados 11 adultos sírios e três com menos de 16 anos a trabalhar no local.
Noutra fábrica turca foram encontrados vários refugiados sírios a trabalhar com gangas, com químicos que dão ao tecido um ar gasto, para a Mango e a Zara 12 por dia, sem protecção para estes produtos.
A Mango diz que a fábrica era subcontratada; a Inditex, grupo da Zara, refere que encontrou irregularidades numa auditoria em Junho e O grupo Inditex, de Amancio Ortega, detectou irregularidades numa fábrica que trabalha para a Zara em Junho, deu-lhe até Dezembro para as resolver
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PSP desmantela rede de prostituição em Lisboa
in Diário de Notícias
O casal que liderava rede de prostituição de mulheres de origem asiática foi detido
A PSP de Lisboa anunciou hoje a detenção, no domingo, nas freguesias de Olivais e de Alvalade, de um homem e de uma mulher, suspeitos de liderarem uma rede de prostituição de mulheres asiáticas, que foi desmantelada.
Numa nota hoje divulgada, a PSP referiu que a mulher, de 42 anos, e o homem, de 47, foram indiciados dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e tráfico de pessoas.
"Os suspeitos lideravam uma rede de prostituição de mulheres de origem asiática, que trabalhavam em parcas condições", informou a PSP.
No âmbito da investigação criminal, que decorria há um ano, foram realizadas duas buscas domiciliárias, durante as quais foram apreendidos material informático - nomeadamente computadores -, 20 telemóveis, documentação diversa e mais de 18 mil euros.
Os detidos têm antecedentes criminais pela prática de crimes semelhantes e foram ouvidos em primeiro interrogatório judicial, tendo o homem ficado em prisão preventiva e a mulher sujeita a apresentações bissemanais às autoridades.
O casal que liderava rede de prostituição de mulheres de origem asiática foi detido
A PSP de Lisboa anunciou hoje a detenção, no domingo, nas freguesias de Olivais e de Alvalade, de um homem e de uma mulher, suspeitos de liderarem uma rede de prostituição de mulheres asiáticas, que foi desmantelada.
Numa nota hoje divulgada, a PSP referiu que a mulher, de 42 anos, e o homem, de 47, foram indiciados dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e tráfico de pessoas.
"Os suspeitos lideravam uma rede de prostituição de mulheres de origem asiática, que trabalhavam em parcas condições", informou a PSP.
No âmbito da investigação criminal, que decorria há um ano, foram realizadas duas buscas domiciliárias, durante as quais foram apreendidos material informático - nomeadamente computadores -, 20 telemóveis, documentação diversa e mais de 18 mil euros.
Os detidos têm antecedentes criminais pela prática de crimes semelhantes e foram ouvidos em primeiro interrogatório judicial, tendo o homem ficado em prisão preventiva e a mulher sujeita a apresentações bissemanais às autoridades.
ONG denunciam que ainda há migrantes no campo de Calais
in Público on-line
Ao terceiro dia da operação, as autoridades francesas anunciam que já foi evacuado o acampamento de refugiados em Calais, conhecido como "a selva". mas várias organizações humanitárias, como os médicos sem fronteiras, dizem que ainda lá se mantêm migrantes em número significativo. isto apesar de grande parte do campo estar praticamente em ruínas
Ao terceiro dia da operação, as autoridades francesas anunciam que já foi evacuado o acampamento de refugiados em Calais, conhecido como "a selva". mas várias organizações humanitárias, como os médicos sem fronteiras, dizem que ainda lá se mantêm migrantes em número significativo. isto apesar de grande parte do campo estar praticamente em ruínas
“Despensa-se”: não é uma gralha, é solidariedade
Andreia Cunha Freitas, in Público
Vila do Conde disponibiliza uma espécie de mercearia comunitária, um armário branco com portas de vidro que pode ser usado por todos. Quem tem a mais pode contribuir. Quem tem a menos pode levantar os bens alimentares de que necessita. Todos podem usar esta “despensa” — não é preciso pedir autorização para tirar os alimentos e o anonimato de “Despensa-se”: não é uma gralha, é solidariedade quem os deixa é garantido. Chama-se “despensa-se” (trocadilho assumido) e o mote é simples: “Se precisas tira, se podes dá.” António Bompastor é o mentor do projecto, que procura responder às necessidades dos mais carenciados “sem preconceitos ou juizos de valor”. Com a ajuda dos amigos, António criou a caixa solidária que já encheu e esvaziou várias vezes desde que surgiu a iniciativa. A página Despensa-se, se precisas tira, se podes dá” está também Vila do Conde Andreia Cunha a ser um sucesso nas redes sociais.
“Despensa-se” pode ser uma expressão ortogra? camente incorrecta, mas a explicação está na página de Facebook da Junta de Freguesia de Vila do Conde. “O nome dado à despensa comunitária é uma alusão à palavra ‘despensa’ que signi? ca ‘lugar onde se guardam comestíveis para uso’ em conjugação com o ‘se’ para exprimir o sentido de reciprocidade.” A despensa comunitária está disponível desde o início de Outubro no Jardim da Junta.
Vila do Conde disponibiliza uma espécie de mercearia comunitária, um armário branco com portas de vidro que pode ser usado por todos. Quem tem a mais pode contribuir. Quem tem a menos pode levantar os bens alimentares de que necessita. Todos podem usar esta “despensa” — não é preciso pedir autorização para tirar os alimentos e o anonimato de “Despensa-se”: não é uma gralha, é solidariedade quem os deixa é garantido. Chama-se “despensa-se” (trocadilho assumido) e o mote é simples: “Se precisas tira, se podes dá.” António Bompastor é o mentor do projecto, que procura responder às necessidades dos mais carenciados “sem preconceitos ou juizos de valor”. Com a ajuda dos amigos, António criou a caixa solidária que já encheu e esvaziou várias vezes desde que surgiu a iniciativa. A página Despensa-se, se precisas tira, se podes dá” está também Vila do Conde Andreia Cunha a ser um sucesso nas redes sociais.
“Despensa-se” pode ser uma expressão ortogra? camente incorrecta, mas a explicação está na página de Facebook da Junta de Freguesia de Vila do Conde. “O nome dado à despensa comunitária é uma alusão à palavra ‘despensa’ que signi? ca ‘lugar onde se guardam comestíveis para uso’ em conjugação com o ‘se’ para exprimir o sentido de reciprocidade.” A despensa comunitária está disponível desde o início de Outubro no Jardim da Junta.
Homens e mulheres com igualdade salarial? Só daqui a 170 anos
in Jornal de Notícias
Fim do fosso aumentou do ano 2133 para 2186
A igualdade de género em termos económicos deverá ser atingida dentro de 170 anos, prevê o Fórum Económico Mundial, um retrocesso em relação aos 118 previstos em 2015.
"Ao ritmo atual, e tendo em conta o alargamento da desigualdade desde o ano passado, o fosso só deverá ser fechado dentro de 170 anos", indica o relatório de 2016.
As mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas
As projeções baseadas em dados do relatório sobre as diferenças globais entre géneros de 2015 indicavam que o fosso poderia fechar-se dentro de 118 anos (em 2133). No entanto, este processo inverteu-se desde então e o período aumentou para 170 anos (2186).
O Fórum Económico Mundial, que analisa fatores como educação, saúde e sobrevivência, oportunidades económicas e participação política, revela que globalmente a igualdade se situa nos 68%, mas em termos económicos a percentagem de paridade desce para os 59%, uma proporção que, ainda assim, é a melhor desde 2008.
Segundo o relatório de 2016, divulgado esta quarta-feira de madrugada, as mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas.
O número de mulheres em postos de responsabilidade também se mantém baixo: apenas quatro países em todo o mundo têm o mesmo número de homens e mulheres a exercerem a função de deputados, funcionários de alto nível e diretores, apesar de 95 países terem atualmente tantas mulheres como homens com formação universitária.
A educação é a área em que mais se avançou, com o Fórum Económico Mundial a atribuir-lhe 95% em termos de igualdade. Apesar de uma ligeira deterioração, saúde e sobrevivência contabilizam 96%.
"Dois terços dos 144 países incluídos no relatório deste ano podem gabar-se de ter acabado completamente com a desigualdade de género no que toca à proporção de géneros no nascimento, enquanto mais de um terço fez fechar o fosso totalmente em termos de esperança de vida saudável", destaca o relatório.
Os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género: Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia
O setor em que a diferença de género é mais pronunciada, o empoderamento político, é também aquele em que se verificaram mais desenvolvimentos desde que o Fórum Económico Mundial começou a medir a desigualdade de género, em 2006.
Nesta área, a igualdade de género situa-se agora em 23%, mais 1% que em 2015 e quase 10% mais elevado que em 2006 - segundo o método do Fórum, quanto mais elevada a percentagem, menor a desigualdade.
No entanto, as melhorias acontecem tendo pontos de partida muito reduzidos: apenas dois países alcançaram paridade parlamentar e apenas quatro em cargos ministeriais.
O Fórum salienta que há "países que começam a disputar a tradicional hegemonia das nações nórdicas no 'ranking' da igualdade de género".
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar
Apesar de os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género, pertencerem à Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia, o quinto país mais bem colocado no índice global é o Ruanda, que ultrapassa a Irlanda, em sexto lugar.
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar, mas desce de posição nos índices de participação e oportunidade económica (46.º), formação académica (63.º), saúde e sobrevivência (76.º) e empoderamento político (36.º).
Após a Europa e a América do Norte, a região com maior igualdade de género é a América Latina e o Caribe, com 70%, bem como a Europa de Leste e a Ásia Central.
A Ásia Oriental e o Pacífico conseguiram 68% de igualdade de género.
Quatro países da África Subsariana - Ruanda (5.º), Burundi (12.º), Namíbia (14.º) e África do Sul (15.º) - encontram-se nos primeiros 20 lugares, colocando a região na segunda posição, atrás da Europa Ocidental.
A região pior situada (com 61% de igualdade de género) é o Médio Oriente e o Norte de África.
Fim do fosso aumentou do ano 2133 para 2186
A igualdade de género em termos económicos deverá ser atingida dentro de 170 anos, prevê o Fórum Económico Mundial, um retrocesso em relação aos 118 previstos em 2015.
"Ao ritmo atual, e tendo em conta o alargamento da desigualdade desde o ano passado, o fosso só deverá ser fechado dentro de 170 anos", indica o relatório de 2016.
As mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas
As projeções baseadas em dados do relatório sobre as diferenças globais entre géneros de 2015 indicavam que o fosso poderia fechar-se dentro de 118 anos (em 2133). No entanto, este processo inverteu-se desde então e o período aumentou para 170 anos (2186).
O Fórum Económico Mundial, que analisa fatores como educação, saúde e sobrevivência, oportunidades económicas e participação política, revela que globalmente a igualdade se situa nos 68%, mas em termos económicos a percentagem de paridade desce para os 59%, uma proporção que, ainda assim, é a melhor desde 2008.
Segundo o relatório de 2016, divulgado esta quarta-feira de madrugada, as mulheres ganham, em média, pouco mais de metade do que os homens, apesar de em geral trabalharem mais horas.
O número de mulheres em postos de responsabilidade também se mantém baixo: apenas quatro países em todo o mundo têm o mesmo número de homens e mulheres a exercerem a função de deputados, funcionários de alto nível e diretores, apesar de 95 países terem atualmente tantas mulheres como homens com formação universitária.
A educação é a área em que mais se avançou, com o Fórum Económico Mundial a atribuir-lhe 95% em termos de igualdade. Apesar de uma ligeira deterioração, saúde e sobrevivência contabilizam 96%.
"Dois terços dos 144 países incluídos no relatório deste ano podem gabar-se de ter acabado completamente com a desigualdade de género no que toca à proporção de géneros no nascimento, enquanto mais de um terço fez fechar o fosso totalmente em termos de esperança de vida saudável", destaca o relatório.
Os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género: Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia
O setor em que a diferença de género é mais pronunciada, o empoderamento político, é também aquele em que se verificaram mais desenvolvimentos desde que o Fórum Económico Mundial começou a medir a desigualdade de género, em 2006.
Nesta área, a igualdade de género situa-se agora em 23%, mais 1% que em 2015 e quase 10% mais elevado que em 2006 - segundo o método do Fórum, quanto mais elevada a percentagem, menor a desigualdade.
No entanto, as melhorias acontecem tendo pontos de partida muito reduzidos: apenas dois países alcançaram paridade parlamentar e apenas quatro em cargos ministeriais.
O Fórum salienta que há "países que começam a disputar a tradicional hegemonia das nações nórdicas no 'ranking' da igualdade de género".
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar
Apesar de os quatro primeiros lugares, em termos de igualdade de género, pertencerem à Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia, o quinto país mais bem colocado no índice global é o Ruanda, que ultrapassa a Irlanda, em sexto lugar.
Na lista de 144 nações, Portugal fica em 31.º lugar, mas desce de posição nos índices de participação e oportunidade económica (46.º), formação académica (63.º), saúde e sobrevivência (76.º) e empoderamento político (36.º).
Após a Europa e a América do Norte, a região com maior igualdade de género é a América Latina e o Caribe, com 70%, bem como a Europa de Leste e a Ásia Central.
A Ásia Oriental e o Pacífico conseguiram 68% de igualdade de género.
Quatro países da África Subsariana - Ruanda (5.º), Burundi (12.º), Namíbia (14.º) e África do Sul (15.º) - encontram-se nos primeiros 20 lugares, colocando a região na segunda posição, atrás da Europa Ocidental.
A região pior situada (com 61% de igualdade de género) é o Médio Oriente e o Norte de África.
26.10.16
"Engolem-se" sapos contra a discriminação
Bela Coutinho Figueira, in Diário de Coimbra
Bela Coutinho Rui Farinha é repórter fotográfico e andou pelo país (de Braga ao Algarve), acompanhado de elementos de etnia cigana, a sensibilizar o comércio local para a retirada dos sapos da porta de entrada de estabelecimentos comerciais.
Dos 44 estabelecimentos visitados, conseguiu esse propósito em 22 e o resultado é o conjunto de fotografias (e os sapos “resgatados”), que está patente no piso superior do Mercado Municipal. Iniciativa que se insere no projecto “Não engolimos sapos”, que o Movimento SOS Racismo está a desenvolver, no âmbito do FAPE (Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas).
Ontem, na inauguração da exposição, Rui Farinha salientou que as 16 fotos «não caracterizam o trabalho de campo», até porque, para concretizar o projecto, precisou de se integrar na comunidade cigana das várias cidades por onde andou e «o trabalho para chegar às fotografias foi a parte mais enriquecedora», disse, sublinhando que esta campanha visa «alertar os paítos» (nome dado aos não ciganos), para perceberem porque estão os sapos à porta (hábito que se baseia numa crença ancestral da minoria cigana e que pretende impedi-la de aceder a bens e serviços).
O vereador da acção social considera que este preconceito da sociedade, «nem sequer estáde acordo com a economia de mercado, que é livre», disse, e lamentou que ainda haja pessoas a utilizar o sapo. «Esta exposição é a prova que não resulta», sublinhou António Tavares, querendo «rebater preconceitos», sejam eles «de género, cor de pele, cultura e outros», focando o «esforço» da autarquia, com vários programas para «tentar aos poucos mudar a forma de pensar preconceituosa». Para Bruno Gonçalves, formador de mediadores da comunidade cigana, o trabalho de integração faz-se «gradualmente em rede, são passos lentos, mas o caminho faz-se caminhando». Na Figueira, disse, «o problema é o emprego», apesar de terem «um nível escolar bastante elevado, mas o acesso é difícil, por preconceito e pela crise». Enaltecendo o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Grupo Activo Comunitário Cigano (GACC), e os «passos dados na emancipação da mulher cigana» e analtece os seis jovens universitários figueirenses daquela etnia, dos quais três são mulheres.
| Mercado Municipal mostra fotos contra discriminação Minorias “Não engolimos sapos” é a exposição que visa sensibilizar os comerciantes que, para evitar que os ciganos entrem, colocam sapos à porta das lojas BELA COUTINHO Grupo da comunidade cigana que, com Rui Farinha, conseguiu “resgatar” sapos Números 900 Elementos de etnia cigana ha bitam no concelho da Figueira 6 Jovens ciganos da Figueira frequentam o ensino superior (três mulheres e igual número de homens) 22 das 44 lojas visitadas aceitaram retirar os sapos da entrada
Bela Coutinho Rui Farinha é repórter fotográfico e andou pelo país (de Braga ao Algarve), acompanhado de elementos de etnia cigana, a sensibilizar o comércio local para a retirada dos sapos da porta de entrada de estabelecimentos comerciais.
Dos 44 estabelecimentos visitados, conseguiu esse propósito em 22 e o resultado é o conjunto de fotografias (e os sapos “resgatados”), que está patente no piso superior do Mercado Municipal. Iniciativa que se insere no projecto “Não engolimos sapos”, que o Movimento SOS Racismo está a desenvolver, no âmbito do FAPE (Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas).
Ontem, na inauguração da exposição, Rui Farinha salientou que as 16 fotos «não caracterizam o trabalho de campo», até porque, para concretizar o projecto, precisou de se integrar na comunidade cigana das várias cidades por onde andou e «o trabalho para chegar às fotografias foi a parte mais enriquecedora», disse, sublinhando que esta campanha visa «alertar os paítos» (nome dado aos não ciganos), para perceberem porque estão os sapos à porta (hábito que se baseia numa crença ancestral da minoria cigana e que pretende impedi-la de aceder a bens e serviços).
O vereador da acção social considera que este preconceito da sociedade, «nem sequer estáde acordo com a economia de mercado, que é livre», disse, e lamentou que ainda haja pessoas a utilizar o sapo. «Esta exposição é a prova que não resulta», sublinhou António Tavares, querendo «rebater preconceitos», sejam eles «de género, cor de pele, cultura e outros», focando o «esforço» da autarquia, com vários programas para «tentar aos poucos mudar a forma de pensar preconceituosa». Para Bruno Gonçalves, formador de mediadores da comunidade cigana, o trabalho de integração faz-se «gradualmente em rede, são passos lentos, mas o caminho faz-se caminhando». Na Figueira, disse, «o problema é o emprego», apesar de terem «um nível escolar bastante elevado, mas o acesso é difícil, por preconceito e pela crise». Enaltecendo o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Grupo Activo Comunitário Cigano (GACC), e os «passos dados na emancipação da mulher cigana» e analtece os seis jovens universitários figueirenses daquela etnia, dos quais três são mulheres.
| Mercado Municipal mostra fotos contra discriminação Minorias “Não engolimos sapos” é a exposição que visa sensibilizar os comerciantes que, para evitar que os ciganos entrem, colocam sapos à porta das lojas BELA COUTINHO Grupo da comunidade cigana que, com Rui Farinha, conseguiu “resgatar” sapos Números 900 Elementos de etnia cigana ha bitam no concelho da Figueira 6 Jovens ciganos da Figueira frequentam o ensino superior (três mulheres e igual número de homens) 22 das 44 lojas visitadas aceitaram retirar os sapos da entrada
Ferreira Leite: Com tratado orçamental "Portugal não vai crescer"
in Jornal de Noticias
A antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite considerou que, enquanto Portugal tiver que cumprir com as exigências orçamentais estipuladas por Bruxelas, não vai conseguir obter crescimento económico.
"Enquanto houver tratado orçamental, Portugal [e outros países europeus que estão na mesma situação] não vai crescer", lançou a antiga governante durante a conferência "Economia de Pobreza", que se realizou em Lisboa no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Estamos metidos num nó cego, que algum dia tem que ser desatado
Manuela Ferreira Leite realçou que "a política europeia tem sido a causa da desgraça" em Portugal "e em toda a Europa".
Ferreira Leite exemplificou que, quando estalou a crise financeira em 2008, a Comissão Europeia incentivou os Estados-membros a aumentarem o investimento público de forma a dar ânimo à economia.
"Agora não venham criticar o défice", vincou, apontando ainda o dedo para a questão do endividamento que afeta muitos países em todo o mundo.
Para a antiga ministra, "é um problema global, não é um problema europeu", sublinhando que "é difícil haver um crescimento seguro quando há um grande endividamento".
"Estamos metidos num nó cego, que algum dia tem que ser desatado", rematou Ferreira Leite.
A antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite considerou que, enquanto Portugal tiver que cumprir com as exigências orçamentais estipuladas por Bruxelas, não vai conseguir obter crescimento económico.
"Enquanto houver tratado orçamental, Portugal [e outros países europeus que estão na mesma situação] não vai crescer", lançou a antiga governante durante a conferência "Economia de Pobreza", que se realizou em Lisboa no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Estamos metidos num nó cego, que algum dia tem que ser desatado
Manuela Ferreira Leite realçou que "a política europeia tem sido a causa da desgraça" em Portugal "e em toda a Europa".
Ferreira Leite exemplificou que, quando estalou a crise financeira em 2008, a Comissão Europeia incentivou os Estados-membros a aumentarem o investimento público de forma a dar ânimo à economia.
"Agora não venham criticar o défice", vincou, apontando ainda o dedo para a questão do endividamento que afeta muitos países em todo o mundo.
Para a antiga ministra, "é um problema global, não é um problema europeu", sublinhando que "é difícil haver um crescimento seguro quando há um grande endividamento".
"Estamos metidos num nó cego, que algum dia tem que ser desatado", rematou Ferreira Leite.
Economistas defendem criação de observatório para combate à pobreza
in Público on-line
A pobreza é resultado da economia, é um atentado aos direitos universais e precisa, não só de uma estratégia específica, como de um observatório que produza informação com vista a criar políticas de combate, defendem vários economistas.
O debate teve lugar em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, nesta segunda-feira, e reuniu um painel composto por vários economistas para discutir "Economia de Pobreza, Pobreza de Economia", tendo em conta que hoje se assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Perante uma plateia de várias dezenas de pessoas, a economista Manuela Silva defendeu que a pobreza não é uma fatalidade, mas antes produto do mau funcionamento da economia. "Temos os pobres que temos, porque somos a sociedade que somos", sublinhou, apontando que, sem consciência colectiva, dificilmente se encontrará uma solução para a pobreza.
Alertou que a pobreza tende a reproduzir-se por várias gerações, tendo como consequência não só um défice na educação, mas também relacionamentos sociais sem influência na sociedade e uma fraca participação socioeconómica. Por isso, defendeu que os "gastos com pobreza" são um "precioso investimento", e propôs algumas medidas, tendo por base um trabalho feito pelo professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) Carlos Farinha Rodrigues, também presente.
Para a economista, é prioritário criar e desenvolver uma estratégia nacional para a erradicação da pobreza, que responsabilize governos, associações e sociedade civil; criar um observatório permanente que crie informação sobre a pobreza que ajude à monitorização da estratégia, além de integrar o objectivo de erradicação da pobreza em todas as políticas públicas.
Presente no debate, Farinha Rodrigues aproveitou para criticar a falta de vontade política para mudar, e alertou para "grande parte da pobreza que não é captada pelas estatísticas", deixando de fora pessoas como os sem-abrigo ou as pessoas hospitalizadas.
O economista apontou que os actuais níveis de desigualdade são uma violação dos direitos humanos e um travão ao desenvolvimento económico, defendendo, por isso, a criação de uma estratégia nacional de combate à pobreza, com especial enfoque nas crianças.
Defendeu igualmente que é "urgente" um observatório independente sobre as questões sociais, que seja capaz de avaliar, interpretar, recomendar e tornar públicos os problemas sociais.
A presidente do Conselho Superior das Finanças Públicas, Teodora Cardoso, frisou que a pobreza "é um problema sério, quer em termos sociais, quer em termos macroeconómicos", concordando com a necessidade de criação um observatório que, não só apresente o ponto de situação, mas meça o problema. Apontou que os pobres "não são um grupo de pressão", junto do poder político, e defendeu que é um objectivo muito ambicioso conseguir terminar com a pobreza.
Apesar de admitir que as crises têm sempre um impacto maior nos mais pobres e nos mais desfavorecidos, sustentou que as políticas não devem ser dirigidas aos mais "frágeis". "As políticas têm que ser dirigidas a garantir uma estabilidade suficiente para evitar que essas crises aconteçam", frisou.
A economista e antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite disse não gostar que a discussão sobre a pobreza seja feita tendo por base a dicotomia entre ricos e pobres, ao mesmo tempo que entende como "profundamente errado" que, para combater crises, se aplique a mesma receita a qualquer país.
"A grande consequência negativa da crise por que passamos foi a ideia de que havia um esquema rígido, igual para qualquer um dos países e que foi aplicado a Portugal como foi aplicado à Irlanda, e isso só poderia dar um mau resultado", apontou. Disse ainda que tão importante como o modelo adequado ao país para crescer, é o modelo de distribuição de rendimentos, algo que "não tem existido com pés e cabeça".
A pobreza é resultado da economia, é um atentado aos direitos universais e precisa, não só de uma estratégia específica, como de um observatório que produza informação com vista a criar políticas de combate, defendem vários economistas.
O debate teve lugar em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, nesta segunda-feira, e reuniu um painel composto por vários economistas para discutir "Economia de Pobreza, Pobreza de Economia", tendo em conta que hoje se assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Perante uma plateia de várias dezenas de pessoas, a economista Manuela Silva defendeu que a pobreza não é uma fatalidade, mas antes produto do mau funcionamento da economia. "Temos os pobres que temos, porque somos a sociedade que somos", sublinhou, apontando que, sem consciência colectiva, dificilmente se encontrará uma solução para a pobreza.
Alertou que a pobreza tende a reproduzir-se por várias gerações, tendo como consequência não só um défice na educação, mas também relacionamentos sociais sem influência na sociedade e uma fraca participação socioeconómica. Por isso, defendeu que os "gastos com pobreza" são um "precioso investimento", e propôs algumas medidas, tendo por base um trabalho feito pelo professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) Carlos Farinha Rodrigues, também presente.
Para a economista, é prioritário criar e desenvolver uma estratégia nacional para a erradicação da pobreza, que responsabilize governos, associações e sociedade civil; criar um observatório permanente que crie informação sobre a pobreza que ajude à monitorização da estratégia, além de integrar o objectivo de erradicação da pobreza em todas as políticas públicas.
Presente no debate, Farinha Rodrigues aproveitou para criticar a falta de vontade política para mudar, e alertou para "grande parte da pobreza que não é captada pelas estatísticas", deixando de fora pessoas como os sem-abrigo ou as pessoas hospitalizadas.
O economista apontou que os actuais níveis de desigualdade são uma violação dos direitos humanos e um travão ao desenvolvimento económico, defendendo, por isso, a criação de uma estratégia nacional de combate à pobreza, com especial enfoque nas crianças.
Defendeu igualmente que é "urgente" um observatório independente sobre as questões sociais, que seja capaz de avaliar, interpretar, recomendar e tornar públicos os problemas sociais.
A presidente do Conselho Superior das Finanças Públicas, Teodora Cardoso, frisou que a pobreza "é um problema sério, quer em termos sociais, quer em termos macroeconómicos", concordando com a necessidade de criação um observatório que, não só apresente o ponto de situação, mas meça o problema. Apontou que os pobres "não são um grupo de pressão", junto do poder político, e defendeu que é um objectivo muito ambicioso conseguir terminar com a pobreza.
Apesar de admitir que as crises têm sempre um impacto maior nos mais pobres e nos mais desfavorecidos, sustentou que as políticas não devem ser dirigidas aos mais "frágeis". "As políticas têm que ser dirigidas a garantir uma estabilidade suficiente para evitar que essas crises aconteçam", frisou.
A economista e antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite disse não gostar que a discussão sobre a pobreza seja feita tendo por base a dicotomia entre ricos e pobres, ao mesmo tempo que entende como "profundamente errado" que, para combater crises, se aplique a mesma receita a qualquer país.
"A grande consequência negativa da crise por que passamos foi a ideia de que havia um esquema rígido, igual para qualquer um dos países e que foi aplicado a Portugal como foi aplicado à Irlanda, e isso só poderia dar um mau resultado", apontou. Disse ainda que tão importante como o modelo adequado ao país para crescer, é o modelo de distribuição de rendimentos, algo que "não tem existido com pés e cabeça".
Ferreira Leite diz que Portugal não cresce enquanto houver tratado orçamental
in SicNotícias
A antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite considerou esta segunda-feira que, enquanto Portugal tiver que cumprir com as exigências orçamentais estipuladas por Bruxelas, não vai conseguir obter crescimento económico.
"Enquanto houver tratado orçamental, Portugal [e outros países europeus que estão na mesma situação] não vai crescer", lançou a antiga governante durante a conferência "Economia de Pobreza", que se realizou em Lisboa no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Manuela Ferreira Leite realçou que "a política europeia tem sido a causa da desgraça" em Portugal "e em toda a Europa".
Ferreira Leite exemplificou que, quando estalou a crise financeira em 2008, a Comissão Europeia incentivou os Estados-membros a aumentarem o investimento público de forma a dar ânimo à economia.
"Agora não venham criticar o défice", vincou, apontando ainda o dedo para a questão do endividamento que afeta muitos países em todo o mundo.
Para a antiga ministra, "é um problema global, não é um problema europeu", sublinhando que "é difícil haver um crescimento seguro quando há um grande endividamento".
"Estamos metidos num nó cego, que algum dia tem que ser desatado", rematou Ferreira Leite.
A antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite considerou esta segunda-feira que, enquanto Portugal tiver que cumprir com as exigências orçamentais estipuladas por Bruxelas, não vai conseguir obter crescimento económico.
"Enquanto houver tratado orçamental, Portugal [e outros países europeus que estão na mesma situação] não vai crescer", lançou a antiga governante durante a conferência "Economia de Pobreza", que se realizou em Lisboa no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Manuela Ferreira Leite realçou que "a política europeia tem sido a causa da desgraça" em Portugal "e em toda a Europa".
Ferreira Leite exemplificou que, quando estalou a crise financeira em 2008, a Comissão Europeia incentivou os Estados-membros a aumentarem o investimento público de forma a dar ânimo à economia.
"Agora não venham criticar o défice", vincou, apontando ainda o dedo para a questão do endividamento que afeta muitos países em todo o mundo.
Para a antiga ministra, "é um problema global, não é um problema europeu", sublinhando que "é difícil haver um crescimento seguro quando há um grande endividamento".
"Estamos metidos num nó cego, que algum dia tem que ser desatado", rematou Ferreira Leite.
"Défice Social é o verdadeiro défice estrutural do país", defende Ferro Rodrigues
in Público on-line
Na abertura do VIII Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, o presidente da Assembleia da República disse que o debate público nacional não pode deixar de ter a pobreza no centro da agenda.
O presidente da Assembleia da República considerou hoje que o défice social é o verdadeiro défice estrutural do país, criticando a Europa que tem estado obcecada com "décimas de défice" e deixado de lado o modelo social europeu.
"O défice social é o verdadeiro défice estrutural do país e é o motor dos populismos por essa Europa fora", disse o presidente do parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, numa intervenção na abertura do VIII Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, organizado pela Rede Europeia Anti-Pobreza, que decorre esta tarde na sala do Senado da Assembleia da República.
Sublinhando que o debate público nacional não pode deixar de ter a pobreza no centro da agenda, Ferro Rodrigues reconheceu que nos últimos anos, por força do programa de ajustamento, se tem falado "muito de dívida pública e de défice orçamental, mas pouco de défice social".
"O défice e a dívida, o estado das nossas contas públicas não são como se costuma dizer nas ciências sociais a variável independente, o défice e a dívida não são causas, são antes a consequência da falta de competitividade da economia", disse, colocando a qualificação das populações como determinante para o sucesso económico das nações, logo seguido do nível de coesão social.
Pois, referiu, as sociedades mais qualificadas e mais coesas são aquelas que lidam melhor com as exigências da globalização.
Numa intervenção onde lembrou o caminho feito em Portugal nas últimas décadas em matéria de direitos sociais e de cidadania, como a criação do Serviço Nacional de Saúde ou das prestações sociais - "que foram determinantes para tirar muita gente da pobreza" - Ferro Rodrigues alertou para a necessidade de se olhar para as novas facetas da pobreza e da exclusão, como a "pobreza de quem perdeu o emprego", a pobreza infantil ou das jovens famílias.
Pois, prosseguiu, apesar da "reposição dos mínimos sociais e a nova política de rendimentos agora possíveis" darem uma ajuda no sentido de inverter estas tendências, "há um limite para o alcance por si só das políticas de solidariedade social".
"O seu alcance é importante, é necessário, mas não é suficiente", vincou.
Ferro Rodrigues falou ainda da Europa, criticando a ‘obsessão' "com os défices e com as décimas dos défices" que tem deixado de lado aquilo que a distingue e aquilo que é a força do projeto europeu: "o modelo social europeu que o mundo se habitou a admirar e que tanto ajudou a consolidação da democracia portuguesa", disse.
Por isso, acrescentou, é necessário aproveitar a "Europa na pluralidade das suas vozes" e saber valorizar "aquelas que vão ao encontro dos nossos interesses e preocupações".
"Não faz sentido uma Europa unida em torno de uma moeda e de um mercado único e tão dividida quanto aos padrões laborais, fiscais e sociais. É urgente uma Europa de harmonização fiscal, convergência económica e solidariedade social", defendeu, considerando que só assim "o projeto europeu voltará a conquistar o coração dos europeus, afirmando-se como antídoto dos extremismos e os populismos que ameaçam as sociedades abertas e inclusivas".
Na abertura do VIII Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, o presidente da Assembleia da República disse que o debate público nacional não pode deixar de ter a pobreza no centro da agenda.
O presidente da Assembleia da República considerou hoje que o défice social é o verdadeiro défice estrutural do país, criticando a Europa que tem estado obcecada com "décimas de défice" e deixado de lado o modelo social europeu.
"O défice social é o verdadeiro défice estrutural do país e é o motor dos populismos por essa Europa fora", disse o presidente do parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, numa intervenção na abertura do VIII Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, organizado pela Rede Europeia Anti-Pobreza, que decorre esta tarde na sala do Senado da Assembleia da República.
Sublinhando que o debate público nacional não pode deixar de ter a pobreza no centro da agenda, Ferro Rodrigues reconheceu que nos últimos anos, por força do programa de ajustamento, se tem falado "muito de dívida pública e de défice orçamental, mas pouco de défice social".
"O défice e a dívida, o estado das nossas contas públicas não são como se costuma dizer nas ciências sociais a variável independente, o défice e a dívida não são causas, são antes a consequência da falta de competitividade da economia", disse, colocando a qualificação das populações como determinante para o sucesso económico das nações, logo seguido do nível de coesão social.
Pois, referiu, as sociedades mais qualificadas e mais coesas são aquelas que lidam melhor com as exigências da globalização.
Numa intervenção onde lembrou o caminho feito em Portugal nas últimas décadas em matéria de direitos sociais e de cidadania, como a criação do Serviço Nacional de Saúde ou das prestações sociais - "que foram determinantes para tirar muita gente da pobreza" - Ferro Rodrigues alertou para a necessidade de se olhar para as novas facetas da pobreza e da exclusão, como a "pobreza de quem perdeu o emprego", a pobreza infantil ou das jovens famílias.
Pois, prosseguiu, apesar da "reposição dos mínimos sociais e a nova política de rendimentos agora possíveis" darem uma ajuda no sentido de inverter estas tendências, "há um limite para o alcance por si só das políticas de solidariedade social".
"O seu alcance é importante, é necessário, mas não é suficiente", vincou.
Ferro Rodrigues falou ainda da Europa, criticando a ‘obsessão' "com os défices e com as décimas dos défices" que tem deixado de lado aquilo que a distingue e aquilo que é a força do projeto europeu: "o modelo social europeu que o mundo se habitou a admirar e que tanto ajudou a consolidação da democracia portuguesa", disse.
Por isso, acrescentou, é necessário aproveitar a "Europa na pluralidade das suas vozes" e saber valorizar "aquelas que vão ao encontro dos nossos interesses e preocupações".
"Não faz sentido uma Europa unida em torno de uma moeda e de um mercado único e tão dividida quanto aos padrões laborais, fiscais e sociais. É urgente uma Europa de harmonização fiscal, convergência económica e solidariedade social", defendeu, considerando que só assim "o projeto europeu voltará a conquistar o coração dos europeus, afirmando-se como antídoto dos extremismos e os populismos que ameaçam as sociedades abertas e inclusivas".
Carrinha da cidadania percorre o país
Dina Margato, in Jornal de Notícias
Viatura pretende ser um chamariz para as atividades a desenvolver
Até junho, serão promovidas iniciativas sobre vários temas em pelo menos 100 municípios.
A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, está empenhada em pôr o país a debater temas como a discriminação, igualdade do género, envelhecimento e sustentabilidade, isto só para falar dos mais emblemáticos. A ajudá-la vai ter, a partir de hoje, uma carrinha que vai percorrer o país de lés a lés e que irá funcionar como uma vitrina das múltiplas atividades: seminários, debates e exposições. O périplo arranca hoje, no dia Municipal da Igualdade, em Lisboa, e segue depois rumo ao Norte.
Para já, 100 municípios aderiram ao desafio, diz a governante, num total dos 308 que existem no país. "Pretende-se ativar as redes locais, recorrendo a várias organizações", explica. A participação de universidades seniores e das associações académicas constam da longa lista de parceiros. A organização dos eventos está em aberto, a agenda é dinâmica, pelo que haverá acrescentos e ajustes ao longo do tempo. O programa terminará em junho e inclui passagens pelos Açores e Madeira.
"O roteiro pela cidadania", como se designou, vai desenvolver estratégias simples de comunicação que podem passar por uma provocação colocada em forma de pergunta "Sabia que ...", ou a distribuição de materiais didáticos sobre os vários assuntos.
A ideia foi da própria secretária de Estado e oficialmente parte do Governo, em parceria com um conjunto de entidades, entre as quais a Animar - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local. Participam ainda a Rutis (Rede de Universidades Seniores), Inatel, federações académicas, Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (Acapo), Federação de Surdos, Economia Social, autarquias e organismos da administração pública, entre muitos outros.
Viatura pretende ser um chamariz para as atividades a desenvolver
Até junho, serão promovidas iniciativas sobre vários temas em pelo menos 100 municípios.
A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, está empenhada em pôr o país a debater temas como a discriminação, igualdade do género, envelhecimento e sustentabilidade, isto só para falar dos mais emblemáticos. A ajudá-la vai ter, a partir de hoje, uma carrinha que vai percorrer o país de lés a lés e que irá funcionar como uma vitrina das múltiplas atividades: seminários, debates e exposições. O périplo arranca hoje, no dia Municipal da Igualdade, em Lisboa, e segue depois rumo ao Norte.
Para já, 100 municípios aderiram ao desafio, diz a governante, num total dos 308 que existem no país. "Pretende-se ativar as redes locais, recorrendo a várias organizações", explica. A participação de universidades seniores e das associações académicas constam da longa lista de parceiros. A organização dos eventos está em aberto, a agenda é dinâmica, pelo que haverá acrescentos e ajustes ao longo do tempo. O programa terminará em junho e inclui passagens pelos Açores e Madeira.
"O roteiro pela cidadania", como se designou, vai desenvolver estratégias simples de comunicação que podem passar por uma provocação colocada em forma de pergunta "Sabia que ...", ou a distribuição de materiais didáticos sobre os vários assuntos.
A ideia foi da própria secretária de Estado e oficialmente parte do Governo, em parceria com um conjunto de entidades, entre as quais a Animar - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local. Participam ainda a Rutis (Rede de Universidades Seniores), Inatel, federações académicas, Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (Acapo), Federação de Surdos, Economia Social, autarquias e organismos da administração pública, entre muitos outros.
Magistrados querem criar comissões de proteção para idosos
Nuno Miguel Maia com Luís Moreira e Nelson Morais, in Jornal de Notícias
Magistrados lançam associação para zelar por direitos dos mais velhos. Governo admite discutir modelo similar ao da proteção de menores
Um grupo de magistrados e profissionais ligados ao fenómeno da terceira idade lançou as bases daquilo que poderá ser uma futura "Comissão Nacional de Proteção do Idoso".
A experiência começou no distrito de Braga, com o envolvimento do Ministério Público e autarquias locais. O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, reconhece ao JN que a ideia deve ser discutida.
Magistrados lançam associação para zelar por direitos dos mais velhos. Governo admite discutir modelo similar ao da proteção de menores
Um grupo de magistrados e profissionais ligados ao fenómeno da terceira idade lançou as bases daquilo que poderá ser uma futura "Comissão Nacional de Proteção do Idoso".
A experiência começou no distrito de Braga, com o envolvimento do Ministério Público e autarquias locais. O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, reconhece ao JN que a ideia deve ser discutida.
População portuguesa diminui e envelhece
in Jornal de Notícias
A população de Portugal será de 10,3 milhões no final deste ano, segundo projeções das Nações Unidas divulgadas esta quinta-feira, que referem uma descida média anual de 0,4% do número de habitantes entre 2010 e 2016.
O relatório sobre o "Estado da População Mundial", elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a População, estipula que, em 2016, os habitantes com 65 anos ou mais vão representar um quinto (21%) do total dos habitantes, enquanto as crianças até 14 anos ficam nos 14%.
Somente três países apresentam um peso maior do grupo com 65 anos ou mais, no conjunto da população: Japão, com 27%, Itália, com 23%, e Grécia, com 22%. Finlândia e Alemanha acompanham Portugal nos 21% de mais velhos no total dos residentes.
Portugal está entre os 17 países com crescimento negativo da população, entre o total analisado.
Quanto aos jovens entre 10 e 24 anos, vão representar 16%, e a população ativa, entre 15 e 64 anos, atinge 65% do total dos habitantes em Portugal. A organização também prevê que as raparigas com 10 anos serão 49 mil.
As projeções disponíveis no site do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período 2012 a 2060, com última atualização em outubro de 2014, referem igualmente 10,3 milhões de residentes em Portugal em 2016.
A esperança de vida à nascença, entre 2015 e 2020, é de 84 anos para as mulheres e de 79 anos para os homens.
O relatório refere ainda que a taxa de fertilidade em Portugal é de 1,2 por cada mulher, a mais baixa entre os países analisados, juntamente com República da Moldávia, Bósnia Herznovina.
No documento, as Nações Unidas apelam a um investimento nas meninas de 10 anos, argumentando que se este grupo de mais de 60 milhões tiver um futuro de prosperidade, todo o mundo ganhará, incluindo a economia.
Conclui que atualmente existem 125 milhões de crianças de 10 anos no mundo, das quais 60 milhões são meninas, que estão "sistematicamente em desvantagem" face os rapazes: têm menos probabilidade de acabar a escolaridade e mais probabilidade de serem forçadas a casar e a trabalhar e a serem sujeitas a outras práticas nefastas, como a mutilação genital feminina.
Mais de metade destes 60 milhões de meninas vive nos 48 países com piores indicadores na igualdade de género; nove em cada dez vivem em países em desenvolvimento e uma em cada cinco vive num dos países menos desenvolvidos.
A população de Portugal será de 10,3 milhões no final deste ano, segundo projeções das Nações Unidas divulgadas esta quinta-feira, que referem uma descida média anual de 0,4% do número de habitantes entre 2010 e 2016.
O relatório sobre o "Estado da População Mundial", elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a População, estipula que, em 2016, os habitantes com 65 anos ou mais vão representar um quinto (21%) do total dos habitantes, enquanto as crianças até 14 anos ficam nos 14%.
Somente três países apresentam um peso maior do grupo com 65 anos ou mais, no conjunto da população: Japão, com 27%, Itália, com 23%, e Grécia, com 22%. Finlândia e Alemanha acompanham Portugal nos 21% de mais velhos no total dos residentes.
Portugal está entre os 17 países com crescimento negativo da população, entre o total analisado.
Quanto aos jovens entre 10 e 24 anos, vão representar 16%, e a população ativa, entre 15 e 64 anos, atinge 65% do total dos habitantes em Portugal. A organização também prevê que as raparigas com 10 anos serão 49 mil.
As projeções disponíveis no site do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período 2012 a 2060, com última atualização em outubro de 2014, referem igualmente 10,3 milhões de residentes em Portugal em 2016.
A esperança de vida à nascença, entre 2015 e 2020, é de 84 anos para as mulheres e de 79 anos para os homens.
O relatório refere ainda que a taxa de fertilidade em Portugal é de 1,2 por cada mulher, a mais baixa entre os países analisados, juntamente com República da Moldávia, Bósnia Herznovina.
No documento, as Nações Unidas apelam a um investimento nas meninas de 10 anos, argumentando que se este grupo de mais de 60 milhões tiver um futuro de prosperidade, todo o mundo ganhará, incluindo a economia.
Conclui que atualmente existem 125 milhões de crianças de 10 anos no mundo, das quais 60 milhões são meninas, que estão "sistematicamente em desvantagem" face os rapazes: têm menos probabilidade de acabar a escolaridade e mais probabilidade de serem forçadas a casar e a trabalhar e a serem sujeitas a outras práticas nefastas, como a mutilação genital feminina.
Mais de metade destes 60 milhões de meninas vive nos 48 países com piores indicadores na igualdade de género; nove em cada dez vivem em países em desenvolvimento e uma em cada cinco vive num dos países menos desenvolvidos.
Autismo: o João é escritor, mas deseja ser médico
in Público on-line (P3)
O João é autista. Nunca falou, em 19 anos de vida, mas escreve. E bem, segundo a Porto Editora, que editou o seu livro “O Menino de Deus”, que valeu um prefácio de Valter Hugo Mãe. "O João não fala. O João não anda na escola. O João não lê. O João não vê televisão e nunca usou um computador, tablet ou telefone. Mas desde pequeno que começou a escrever em português e noutras línguas. Escreve sobre tudo o que acontece na actualidade, fazendo dissertações sobre o futuro da humanidade, educação, política, relações afectivas e espiritualidade. Ele escreve como se tivesse acesso à informação de uma forma que desconhecemos." É assim que a autora do projecto "Dá-me a Minha Voz", Sara Correia, descreve o João, cujo autismo foi diagnosticado quando tinha apenas dois anos. Actualmente, o sonho de João é libertar-se das suas limitações físicas e tornar-se médico holístico. O autismo é um disturbio neurológico que afecta um número crescente de pessoas em todo o mundo. "Compreender o autismo é um desafio que nos obriga a evoluir como seres humanos. Acredito que estas crianças têm dentro delas uma inteligência universal, demasiado grande para caber neste mundo, mas que se impõe para que se renove a esperança num futuro melhor. É preciso entender que a transformação que os autistas estão a provocar nos outros leva a uma evolução que precisa de acontecer nas pessoas, no mundo. O João e todos os outros autistas com quem tenho tido o privilégio de me cruzar, ensinaram-me isto." A exposição do projecto de Sara Correia inaugurou a 19 de Outubro, no Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural, no Porto.
O João é autista. Nunca falou, em 19 anos de vida, mas escreve. E bem, segundo a Porto Editora, que editou o seu livro “O Menino de Deus”, que valeu um prefácio de Valter Hugo Mãe. "O João não fala. O João não anda na escola. O João não lê. O João não vê televisão e nunca usou um computador, tablet ou telefone. Mas desde pequeno que começou a escrever em português e noutras línguas. Escreve sobre tudo o que acontece na actualidade, fazendo dissertações sobre o futuro da humanidade, educação, política, relações afectivas e espiritualidade. Ele escreve como se tivesse acesso à informação de uma forma que desconhecemos." É assim que a autora do projecto "Dá-me a Minha Voz", Sara Correia, descreve o João, cujo autismo foi diagnosticado quando tinha apenas dois anos. Actualmente, o sonho de João é libertar-se das suas limitações físicas e tornar-se médico holístico. O autismo é um disturbio neurológico que afecta um número crescente de pessoas em todo o mundo. "Compreender o autismo é um desafio que nos obriga a evoluir como seres humanos. Acredito que estas crianças têm dentro delas uma inteligência universal, demasiado grande para caber neste mundo, mas que se impõe para que se renove a esperança num futuro melhor. É preciso entender que a transformação que os autistas estão a provocar nos outros leva a uma evolução que precisa de acontecer nas pessoas, no mundo. O João e todos os outros autistas com quem tenho tido o privilégio de me cruzar, ensinaram-me isto." A exposição do projecto de Sara Correia inaugurou a 19 de Outubro, no Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural, no Porto.
Encontro temático reúne CPCJ s em Mira
in Diário de Coimbra
O Núcleo Distrital de Coimbra da EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza e o município de Mira, em parceria com as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ’s) de Cantanhede, Mealhada e Mira, leva a efeito, hoje, o III Encontro Temático Inter-Comissões.
Subordinado ao tema “Afinal quem protege as crianças e os jovens?”, o encontro tem lugar na Quinta da Lagoa, em Mira, entre as 09h30 e as 17h00, e conta com um programa diversificado, que integra conferências, debates e momentos culturais.
O objectivo do encontro é «promover a partilha e a troca de informação entre as CPCJ’s, reflectindo sobre o papel das comissões na vertente das principais alterações ocorridas dentro da estrutura de apoio às comissões, do papel que as mesmas devem ou não desempenhar no terreno e como se pode, positivamente, envolver as crianças no processo de forma a zelar pela sua integridade».
O Núcleo Distrital de Coimbra da EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza e o município de Mira, em parceria com as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ’s) de Cantanhede, Mealhada e Mira, leva a efeito, hoje, o III Encontro Temático Inter-Comissões.
Subordinado ao tema “Afinal quem protege as crianças e os jovens?”, o encontro tem lugar na Quinta da Lagoa, em Mira, entre as 09h30 e as 17h00, e conta com um programa diversificado, que integra conferências, debates e momentos culturais.
O objectivo do encontro é «promover a partilha e a troca de informação entre as CPCJ’s, reflectindo sobre o papel das comissões na vertente das principais alterações ocorridas dentro da estrutura de apoio às comissões, do papel que as mesmas devem ou não desempenhar no terreno e como se pode, positivamente, envolver as crianças no processo de forma a zelar pela sua integridade».
Calendário quer promover envelhecimento ativo em Alfândega da Fé
in Porto Canal
A Universidade Sénior de Alfândega da Fé está a preparar o lançamento de um calendário para promover a autoestima dos idosos. A iniciativa contou com 25 participantes entre os 61 e os 91 anos.
A Universidade Sénior de Alfândega da Fé está a preparar o lançamento de um calendário para promover a autoestima dos idosos. A iniciativa contou com 25 participantes entre os 61 e os 91 anos.
Desempregados inscritos no IEFP diminuem 8,8% em setembro
Miguel Santos, in o Observador
Em relação ao mês de setembro de 2015, existem agora menos 47.606 desempregados registados no IEFP. Variação em cadeia também acompanha a tendência. Norte continua a ser a região mais afetada.
O desemprego registado no final do mês de setembro diminuiu 8,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior e 1,5% em relação ao mês de agosto, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Na prática, no final do mês de setembro havia 491.107 pessoas registadas nos centros de emprego, menos 47.606 do que há um ano. Já em comparação direta com o mês de agosto, existem agora menos 7.656 desempregados registados no IEFP.
O desemprego registado diz respeito ao conjunto de pessoas com idade mínima para trabalhar, inscritas nos Centros de Emprego, que, não tendo emprego, procuram um e estão disponíveis para trabalhar. O resultado conseguido em setembro é o maior decréscimo do desemprego registado no mês de setembro desde 1989 — o primeiro ano de registo.
De forma mais pormenorizada, os dados do IEFP dão conta de uma descida do desemprego registado entre os homens (-10,2%) e entre mulheres (-7,7%), quando comparados com o mesmo período de 2015.
O desemprego registado entre mulheres (53,7%) continua a ser superior ao registado entre homens (46,3%). O mesmo em relação aos mais velhos: dos desempregados registados, 87,9% têm mais de 25 anos, sendo que 88,4% procuram um novo emprego.
“No que respeita ao tempo de inscrição, os desempregados inscritos há menos de um ano diminuíram 7,9% em relação a setembro de 2015 enquanto os desempregados de longa duração (tempo de inscrição igual ou superior a um ano) diminuíram 9,8%. O número dos desempregados que procuravam um novo emprego diminuiu face ao mês homólogo de 2015 (-8,8%) bem como aqueles que procuravam o primeiro emprego (-9,2%)”, pode ler-se ainda no relatório do IEFP.
No continente, e a nível regional, a descida homóloga no desemprego registado foi mais expressiva no Algarve (18,4%, para 13.844), seguida pela região Norte (-9,6, para 210.598), Centro (-9,3%, para 65.760) e Lisboa e Vale do Tejo (-7,3%, para 147.545). O norte continua a ser a região que apresenta o maior número de desempregados registados.
“A descida anual do desemprego fez-se sentir em todos os níveis de instrução. O decréscimo percentual mais elevado verificou-se no primeiro ciclo do ensino básico com -12,8% face ao mês homólogo de 2015”, refere também o IEFP.
As colocações realizadas durante o mês de setembro de 2016 totalizaram as 7.925 em todo o país, número inferior ao de igual período de 2015 (-32,6%, com menos 3.832 colocações) e superior ao do mês anterior (+11,0%, com mais 783 colocações).
A análise das colocações por grupos de profissões, segundo o IEFP, mostra uma maior concentração nos trabalhadores não qualificados (46,0%), nos trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (16,4%) e nos trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (11,5%).
Em relação ao mês de setembro de 2015, existem agora menos 47.606 desempregados registados no IEFP. Variação em cadeia também acompanha a tendência. Norte continua a ser a região mais afetada.
O desemprego registado no final do mês de setembro diminuiu 8,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior e 1,5% em relação ao mês de agosto, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Na prática, no final do mês de setembro havia 491.107 pessoas registadas nos centros de emprego, menos 47.606 do que há um ano. Já em comparação direta com o mês de agosto, existem agora menos 7.656 desempregados registados no IEFP.
O desemprego registado diz respeito ao conjunto de pessoas com idade mínima para trabalhar, inscritas nos Centros de Emprego, que, não tendo emprego, procuram um e estão disponíveis para trabalhar. O resultado conseguido em setembro é o maior decréscimo do desemprego registado no mês de setembro desde 1989 — o primeiro ano de registo.
De forma mais pormenorizada, os dados do IEFP dão conta de uma descida do desemprego registado entre os homens (-10,2%) e entre mulheres (-7,7%), quando comparados com o mesmo período de 2015.
O desemprego registado entre mulheres (53,7%) continua a ser superior ao registado entre homens (46,3%). O mesmo em relação aos mais velhos: dos desempregados registados, 87,9% têm mais de 25 anos, sendo que 88,4% procuram um novo emprego.
“No que respeita ao tempo de inscrição, os desempregados inscritos há menos de um ano diminuíram 7,9% em relação a setembro de 2015 enquanto os desempregados de longa duração (tempo de inscrição igual ou superior a um ano) diminuíram 9,8%. O número dos desempregados que procuravam um novo emprego diminuiu face ao mês homólogo de 2015 (-8,8%) bem como aqueles que procuravam o primeiro emprego (-9,2%)”, pode ler-se ainda no relatório do IEFP.
No continente, e a nível regional, a descida homóloga no desemprego registado foi mais expressiva no Algarve (18,4%, para 13.844), seguida pela região Norte (-9,6, para 210.598), Centro (-9,3%, para 65.760) e Lisboa e Vale do Tejo (-7,3%, para 147.545). O norte continua a ser a região que apresenta o maior número de desempregados registados.
“A descida anual do desemprego fez-se sentir em todos os níveis de instrução. O decréscimo percentual mais elevado verificou-se no primeiro ciclo do ensino básico com -12,8% face ao mês homólogo de 2015”, refere também o IEFP.
As colocações realizadas durante o mês de setembro de 2016 totalizaram as 7.925 em todo o país, número inferior ao de igual período de 2015 (-32,6%, com menos 3.832 colocações) e superior ao do mês anterior (+11,0%, com mais 783 colocações).
A análise das colocações por grupos de profissões, segundo o IEFP, mostra uma maior concentração nos trabalhadores não qualificados (46,0%), nos trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (16,4%) e nos trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (11,5%).
Um debate pela justiça social
Por Fernando Medina, in Correio da Manhã
Há 360 mil idosos em risco de pobreza e há um milhão de "pensões mínimas" em pagamento.
Está lançado o debate sobre o sistema de pensões, mais exatamente sobre as pensões sociais e a condição de recursos. No fundo, a questão que se coloca é esta: deve o Estado apoiar indiscriminadamente quem já está reformado ou deve privilegiar a natureza contributiva do sistema e sujeitar todas as prestações não contributivas à condição de recursos, incluindo as pensões sociais?
Ou seja. Deve quem ganha 700 ou 900 euros por mês estar a suportar a reforma de quem, não tendo descontado durante o seu período de vida contributiva, tem rendimentos de 2000 euros ou mais e recebe uma pensão mínima? É importante que este debate se faça com clareza e rigor. Porque, como todos sabemos, os recursos não são infinitos e vamos ter de fazer escolhas.
Seria um sinal da maior importância que os partidos da esquerda se entendessem sobre este tema. Porque é uma área central de reforma do nosso estado social e porque infelizmente o PSD e o CDS cederam ao populismo (mais o segundo que o primeiro, diga-se) e nada resolveram. Quem defende o estado social tem como primeira responsabilidade cuidar da sua sustentabilidade. É evidente que não é aqui que esta se joga em primeiro lugar. Mas não pode aqui haver tabus que para mais se assentam na injustiça.
Segundo o Eurostat, há 360 mil idosos em risco de pobreza, mas há cerca de um milhão de "pensões mínimas" em pagamento. Isto significa que há quem não esteja numa situação de pobreza - por acumular pensões, ter rendimentos da emigração ou de património - e que ainda assim beneficia deste tipo de pensões. É disso que se trata quando se fala na condição de recursos: garantir critérios de justiça nos apoios sociais e assegurar que quem deles beneficia é porque precisa mesmo.
O valor total atribuído a título de complementos sociais (i.e., a parte que complementa a pensão contributiva até atingir o valor da mínima) é de cerca de 1800 milhões de euros. Parte deste valor poderia mais justamente ser canalizado para atualizar pensões contributivas ou para reforçar a ação social. Ou seja, dinheiro que podia reforçar a justiça social.
Este é um debate reformista que devemos travar nos próximos tempos. Em minha opinião, o ponto de partida deve estabelecer-se em torno dos seguintes princípios: (1) assegurar a total integralidade das pensões contributivas a pagamento, i.e., não é admissível qualquer corte nem condição de recursos para as pensões decorrentes de carreiras contributivas; (2) assegurar um critério de condição de recursos eficaz, credível e o mais consensual possível; (3) privilegiar o equilíbrio em vez dos ganhos financeiros imediatos quanto ao universo inicial de aplicação. É mais importante o avanço possível do que uma oportunidade perdida.
Construir o futuro
Lisboa foi a primeira cidade europeia a ter acesso ao plano Juncker. São 250 milhões de euros de fundos comunitários, a que se juntará outro tanto de recursos próprios. Abre-se um novo capítulo no futuro da cidade, que contará com um quadro financeiro estável para investir nos próximos anos. Um agradecimento especial ao empenho do comissário europeu Carlos Moedas e à diligência do Banco Europeu de Investimento que garantiu condições financeiras ao nível do que paga a Alemanha.
O plano, a concretizar entre 2016 e 2020, incide em quatro eixos. Garantir a competitividade e emprego; melhorar a qualidade de vida e o combate às alterações climáticas; reforçar a inclusão social e uma cidade para todos e reforçar a diversidade cultural.
Competitividade, com o novo Hub Criativo do Beato, que vai dinamizar uma zona da cidade e criar um polo de atração de emprego qualificado. Qualidade de vida, com 7000 casas arrendadas a preços acessíveis (200 a 450 euros), a construção de 400 novos fogos para habitação social, 37 escolas e 7 creches. Mais Lisboa, melhor Lisboa.
Será que chegou o fim da selva?
Os milhares de migrantes que estavam em Calais começaram a ser distribuídos por 11 centros em 11 regiões francesas. Agora, importa prevenir conflitos e catástrofes, garantindo que as famílias não se separam porque isso será decisivo na integração. Mas, não nos iludamos: enquanto os conflitos não se resolverem e a Europa não tiver uma resposta comum, vão nascer novos Campos de Calais.
Há 360 mil idosos em risco de pobreza e há um milhão de "pensões mínimas" em pagamento.
Está lançado o debate sobre o sistema de pensões, mais exatamente sobre as pensões sociais e a condição de recursos. No fundo, a questão que se coloca é esta: deve o Estado apoiar indiscriminadamente quem já está reformado ou deve privilegiar a natureza contributiva do sistema e sujeitar todas as prestações não contributivas à condição de recursos, incluindo as pensões sociais?
Ou seja. Deve quem ganha 700 ou 900 euros por mês estar a suportar a reforma de quem, não tendo descontado durante o seu período de vida contributiva, tem rendimentos de 2000 euros ou mais e recebe uma pensão mínima? É importante que este debate se faça com clareza e rigor. Porque, como todos sabemos, os recursos não são infinitos e vamos ter de fazer escolhas.
Seria um sinal da maior importância que os partidos da esquerda se entendessem sobre este tema. Porque é uma área central de reforma do nosso estado social e porque infelizmente o PSD e o CDS cederam ao populismo (mais o segundo que o primeiro, diga-se) e nada resolveram. Quem defende o estado social tem como primeira responsabilidade cuidar da sua sustentabilidade. É evidente que não é aqui que esta se joga em primeiro lugar. Mas não pode aqui haver tabus que para mais se assentam na injustiça.
Segundo o Eurostat, há 360 mil idosos em risco de pobreza, mas há cerca de um milhão de "pensões mínimas" em pagamento. Isto significa que há quem não esteja numa situação de pobreza - por acumular pensões, ter rendimentos da emigração ou de património - e que ainda assim beneficia deste tipo de pensões. É disso que se trata quando se fala na condição de recursos: garantir critérios de justiça nos apoios sociais e assegurar que quem deles beneficia é porque precisa mesmo.
O valor total atribuído a título de complementos sociais (i.e., a parte que complementa a pensão contributiva até atingir o valor da mínima) é de cerca de 1800 milhões de euros. Parte deste valor poderia mais justamente ser canalizado para atualizar pensões contributivas ou para reforçar a ação social. Ou seja, dinheiro que podia reforçar a justiça social.
Este é um debate reformista que devemos travar nos próximos tempos. Em minha opinião, o ponto de partida deve estabelecer-se em torno dos seguintes princípios: (1) assegurar a total integralidade das pensões contributivas a pagamento, i.e., não é admissível qualquer corte nem condição de recursos para as pensões decorrentes de carreiras contributivas; (2) assegurar um critério de condição de recursos eficaz, credível e o mais consensual possível; (3) privilegiar o equilíbrio em vez dos ganhos financeiros imediatos quanto ao universo inicial de aplicação. É mais importante o avanço possível do que uma oportunidade perdida.
Construir o futuro
Lisboa foi a primeira cidade europeia a ter acesso ao plano Juncker. São 250 milhões de euros de fundos comunitários, a que se juntará outro tanto de recursos próprios. Abre-se um novo capítulo no futuro da cidade, que contará com um quadro financeiro estável para investir nos próximos anos. Um agradecimento especial ao empenho do comissário europeu Carlos Moedas e à diligência do Banco Europeu de Investimento que garantiu condições financeiras ao nível do que paga a Alemanha.
O plano, a concretizar entre 2016 e 2020, incide em quatro eixos. Garantir a competitividade e emprego; melhorar a qualidade de vida e o combate às alterações climáticas; reforçar a inclusão social e uma cidade para todos e reforçar a diversidade cultural.
Competitividade, com o novo Hub Criativo do Beato, que vai dinamizar uma zona da cidade e criar um polo de atração de emprego qualificado. Qualidade de vida, com 7000 casas arrendadas a preços acessíveis (200 a 450 euros), a construção de 400 novos fogos para habitação social, 37 escolas e 7 creches. Mais Lisboa, melhor Lisboa.
Será que chegou o fim da selva?
Os milhares de migrantes que estavam em Calais começaram a ser distribuídos por 11 centros em 11 regiões francesas. Agora, importa prevenir conflitos e catástrofes, garantindo que as famílias não se separam porque isso será decisivo na integração. Mas, não nos iludamos: enquanto os conflitos não se resolverem e a Europa não tiver uma resposta comum, vão nascer novos Campos de Calais.
Concerto contra a pobreza
Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária
O concerto será protagonizado pela banda Virgem Suta
Já é possível adquirir os bilhetes para um concerto contra a exclusão, que vai realizar-se na capital portuguesa
imagem
Para sensibilizar a sociedade para o «grave flagelo da pobreza e da exclusão social», está agendado um concerto solidário para o próximo dia 28 de novembro, às 21h30, no Teatro da Trindade, em Lisboa.
O espetáculo é também uma forma de festejar o 25.º aniversário da Rede Europeia Anti-Pobreza portuguesa. O concerto será protagonizado pela banda Virgem Suta, e tem uma causa e missão: «lutar contra a pobreza e a exclusão social».
Em comunicado, os responsáveis pela iniciativa recordam que a pobreza «atinge mais de 2 milhões de pessoas em Portugal», e deixam um apelo – «Não faça de conta que isto não lhe diz respeito. Abrace esta causa». Os bilhetes para o concerto estão à venda na bilheteira do Teatro da Trindade, na bilheteira online www.bol.pt, na Worten, Fnac e outros pontos de venda.
O concerto será protagonizado pela banda Virgem Suta
Já é possível adquirir os bilhetes para um concerto contra a exclusão, que vai realizar-se na capital portuguesa
imagem
Para sensibilizar a sociedade para o «grave flagelo da pobreza e da exclusão social», está agendado um concerto solidário para o próximo dia 28 de novembro, às 21h30, no Teatro da Trindade, em Lisboa.
O espetáculo é também uma forma de festejar o 25.º aniversário da Rede Europeia Anti-Pobreza portuguesa. O concerto será protagonizado pela banda Virgem Suta, e tem uma causa e missão: «lutar contra a pobreza e a exclusão social».
Em comunicado, os responsáveis pela iniciativa recordam que a pobreza «atinge mais de 2 milhões de pessoas em Portugal», e deixam um apelo – «Não faça de conta que isto não lhe diz respeito. Abrace esta causa». Os bilhetes para o concerto estão à venda na bilheteira do Teatro da Trindade, na bilheteira online www.bol.pt, na Worten, Fnac e outros pontos de venda.
20.10.16
Uma escolha clara: combater a pobreza infantil
Ana Catarina Mendes, in Jornal de Notícias
O nível de pobreza infantil inverteu uma tendência de quebra que estava a registar e atingiu um quarto das crianças em Portugal, entre 2011 e 2014. Repito: um quarto das crianças em Portugal! Esta é, talvez, a mais brutal de entre as brutais conclusões que consta do muito completo estudo "Portugal desigual", promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e divulgado no passado mês. Não há como contornar: este é um dado que nos envergonha coletivamente como uma sociedade que se pretende decente. E é também o maior e mais cruel libelo contra aquilo que foi a política do "ir para além da troika" que a Direita portuguesa tão orgulhosamente praticou durante a sua governação, deixando atrás de si um trágico rasto social que fica muito evidente pela recomendável leitura deste estudo. Tudo em nome de um sacrossanto objetivo de défice, que, afinal, nunca alcançou, num fragoroso exemplo do total fracasso da sua política.
Governar é fazer escolhas e se há um momento em que isso fica muito explícito, esse é o da elaboração do Orçamento do Estado. Nas últimas semanas e, certamente nas próximas, têm sido os portugueses consumidores da Comunicação Social "bombardeados" com números, com análises micro e macro sobre os mais diversos temas, uns certamente importantes, outros reconduzíveis à natureza de "espuma dos dias" (que, aliás, tendem a ocupar a maior parte do espaço mediático). Permitam-me, pois, tentar furar por entre essa "espuma" para destacar, de entre um claro esforço de prosseguir na linha da devolução de rendimentos iniciada em 2016 que é a "marca de água" do OE 2017, as medidas que dele constam no sentido de atacar o flagelo da pobreza infantil e que porventura não merecerão os focos mediáticos mais reluzentes, ainda que sejam da maior importância no esforço continuado de construção de uma sociedade decente. A consagração orçamental, como consta do documento apresentado pelo Governo, do Plano de Combate à Pobreza Infantil, é um passo dado que merece ser relevado em absoluto. Assim como medidas como o reforço do abono de família estendido até aos três anos, o alargamento do programa de manuais escolares gratuitos a todo o 1.º Ciclo ou a universalização do pré-escolar a partir dos 3 anos. A igualdade de oportunidades, tanto ou mais que a devolução de rendimentos, é um poderoso instrumento de combate à pobreza, em particular a pobreza infantil.
E se governar é fazer escolhas, esta é uma escolha clara. Tudo isto cumprindo as metas do défice.
O nível de pobreza infantil inverteu uma tendência de quebra que estava a registar e atingiu um quarto das crianças em Portugal, entre 2011 e 2014. Repito: um quarto das crianças em Portugal! Esta é, talvez, a mais brutal de entre as brutais conclusões que consta do muito completo estudo "Portugal desigual", promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e divulgado no passado mês. Não há como contornar: este é um dado que nos envergonha coletivamente como uma sociedade que se pretende decente. E é também o maior e mais cruel libelo contra aquilo que foi a política do "ir para além da troika" que a Direita portuguesa tão orgulhosamente praticou durante a sua governação, deixando atrás de si um trágico rasto social que fica muito evidente pela recomendável leitura deste estudo. Tudo em nome de um sacrossanto objetivo de défice, que, afinal, nunca alcançou, num fragoroso exemplo do total fracasso da sua política.
Governar é fazer escolhas e se há um momento em que isso fica muito explícito, esse é o da elaboração do Orçamento do Estado. Nas últimas semanas e, certamente nas próximas, têm sido os portugueses consumidores da Comunicação Social "bombardeados" com números, com análises micro e macro sobre os mais diversos temas, uns certamente importantes, outros reconduzíveis à natureza de "espuma dos dias" (que, aliás, tendem a ocupar a maior parte do espaço mediático). Permitam-me, pois, tentar furar por entre essa "espuma" para destacar, de entre um claro esforço de prosseguir na linha da devolução de rendimentos iniciada em 2016 que é a "marca de água" do OE 2017, as medidas que dele constam no sentido de atacar o flagelo da pobreza infantil e que porventura não merecerão os focos mediáticos mais reluzentes, ainda que sejam da maior importância no esforço continuado de construção de uma sociedade decente. A consagração orçamental, como consta do documento apresentado pelo Governo, do Plano de Combate à Pobreza Infantil, é um passo dado que merece ser relevado em absoluto. Assim como medidas como o reforço do abono de família estendido até aos três anos, o alargamento do programa de manuais escolares gratuitos a todo o 1.º Ciclo ou a universalização do pré-escolar a partir dos 3 anos. A igualdade de oportunidades, tanto ou mais que a devolução de rendimentos, é um poderoso instrumento de combate à pobreza, em particular a pobreza infantil.
E se governar é fazer escolhas, esta é uma escolha clara. Tudo isto cumprindo as metas do défice.
Plataforma ajuda estudantes a serem líderes sustentáveis
Patricia Sousa, in Correio do Minho
Acreditando que “os jovens líderes são o futuro do nosso país”, a AIESEC (Association Internationale des Estudiants en Sciences Economiques et Commerciales), com sede na Universidade do Minho (UMinho), quer chegar também, através de projectos de voluntariado e intercâmbio aos concelhos de Vila Verde e Vila Nova de Famalicão.
“Somos uma plataforma global onde os jovens podem crescer, ganhar experiência e onde o objectivo é fazer com que os mesmos utilizem as suas capacidades e valores”, explicou o direc- tor de Marketing do Comité Minho daquela associação, João Araújo, defendendo que “a liderança sustentável, informada e global pode ajudar a resolver muitos dos desafios”.
O Comité Minho é um dos comités a nível nacional. “Por trabalharmos em parceria com a UMinho, já proporcionámos mais de vinte experiências a estudantes e apostamos no estabelecimento de relações com as várias escolas e partes integrantes da mesma”, contou aquele responsável, destacando que na associação os jovens “não vêem problemas, mas soluções”.
No que toca a trazer pessoas do estrangeiro para a região, o Comité Minho desenvolve dois projectos. “O ‘Ativa’ pretende proporcionar um intercâmbio geracional e cultural entre jovens brasileiros e uma população mais envelhecida. Uma das áreas focadas é a animação sócio-cultural, ond
e se pretende que os voluntários participem em actividades já existentes na instituição e que implementem novas actividades, ao longo de seis semanas, onde demonstrem a sua cultura”, explicou João Araújo.
O ‘Make It Possible’ é, ainda segundo o director de Marketing, “um projecto de seis semanas em que estagiários vindos de diversos países promovem a aprendizagem e a criação e desenvolvimento de projectos tendo por base os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”.
Com estes projectos, os estudantes das escolas identificam os problemas nas suas comunidades e são desafiados a ponto de perceberem qual o papel que têm na resolução dos mesmos. Este projecto vai de acordo aquele que é o objectivo da AIESEC em prol do “desenvolvimento da liderança jovem, dando hipótese aos mesmos de assumirem um papel mais activo, de se inserirem num ambiente multicultural, formativo e desafiador e de serem capazes de serem a mudança que querem ver no mundo”.
Entretanto, a AIESEC leva a cabo outros projectos para colocar em prática o propósito, bem como desenvolver jovens líderes, como são exemplo disso os projectos Global Talent (oportunidade de adquirir experiência profissional a nível internacional numa empresa) e o Global Volunteer (Programa de estágios de voluntariado, focado na vertente social e que gera um impacto positivo nas comunidades).
Acreditando que “os jovens líderes são o futuro do nosso país”, a AIESEC (Association Internationale des Estudiants en Sciences Economiques et Commerciales), com sede na Universidade do Minho (UMinho), quer chegar também, através de projectos de voluntariado e intercâmbio aos concelhos de Vila Verde e Vila Nova de Famalicão.
“Somos uma plataforma global onde os jovens podem crescer, ganhar experiência e onde o objectivo é fazer com que os mesmos utilizem as suas capacidades e valores”, explicou o direc- tor de Marketing do Comité Minho daquela associação, João Araújo, defendendo que “a liderança sustentável, informada e global pode ajudar a resolver muitos dos desafios”.
O Comité Minho é um dos comités a nível nacional. “Por trabalharmos em parceria com a UMinho, já proporcionámos mais de vinte experiências a estudantes e apostamos no estabelecimento de relações com as várias escolas e partes integrantes da mesma”, contou aquele responsável, destacando que na associação os jovens “não vêem problemas, mas soluções”.
No que toca a trazer pessoas do estrangeiro para a região, o Comité Minho desenvolve dois projectos. “O ‘Ativa’ pretende proporcionar um intercâmbio geracional e cultural entre jovens brasileiros e uma população mais envelhecida. Uma das áreas focadas é a animação sócio-cultural, ond
e se pretende que os voluntários participem em actividades já existentes na instituição e que implementem novas actividades, ao longo de seis semanas, onde demonstrem a sua cultura”, explicou João Araújo.
O ‘Make It Possible’ é, ainda segundo o director de Marketing, “um projecto de seis semanas em que estagiários vindos de diversos países promovem a aprendizagem e a criação e desenvolvimento de projectos tendo por base os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”.
Com estes projectos, os estudantes das escolas identificam os problemas nas suas comunidades e são desafiados a ponto de perceberem qual o papel que têm na resolução dos mesmos. Este projecto vai de acordo aquele que é o objectivo da AIESEC em prol do “desenvolvimento da liderança jovem, dando hipótese aos mesmos de assumirem um papel mais activo, de se inserirem num ambiente multicultural, formativo e desafiador e de serem capazes de serem a mudança que querem ver no mundo”.
Entretanto, a AIESEC leva a cabo outros projectos para colocar em prática o propósito, bem como desenvolver jovens líderes, como são exemplo disso os projectos Global Talent (oportunidade de adquirir experiência profissional a nível internacional numa empresa) e o Global Volunteer (Programa de estágios de voluntariado, focado na vertente social e que gera um impacto positivo nas comunidades).
Envelhecimento do distrito preocupa Rede Europeia Anti-Pobreza
in Rádio Pax
Na semana em que se assinalou o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, o coordenador do Núcleo Distrital de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza fez o retracto do distrito.
João Martins afirma que o envelhecimento da população é uma das principais preocupações da Rede neste território de baixa densidade. A baixa natalidade merece também a atenção da Rede Europeia.
João Martins deixa ainda assim uma mensagem positiva para o futuro, realçando a importância dos novos desafios lançados pelo regadio.
Na semana em que se assinalou o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, o coordenador do Núcleo Distrital de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza fez o retracto do distrito.
João Martins afirma que o envelhecimento da população é uma das principais preocupações da Rede neste território de baixa densidade. A baixa natalidade merece também a atenção da Rede Europeia.
João Martins deixa ainda assim uma mensagem positiva para o futuro, realçando a importância dos novos desafios lançados pelo regadio.
Governo aposta em queda mais forte do desemprego em 2017
Sérgio Aníbal e Liliana Valente, in Público on-line
Depois de 11,2% em 2016, executivo prevê uma descida do desemprego para 10,4% no próximo ano. OE baseia-se em crescimento de 1,5% em 2017.
O Governo está a apontar na sua proposta de Orçamento do Estado (OE) para a concretização no próximo ano de uma queda da taxa de desemprego para 10,4%, um valor que, a confirmar-se, constituiria uma aceleração da descida deste indicador face ao que estava previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento, divulgado no passado mês de Abril.
O PÚBLICO apurou, de acordo com as informações que o Governo está nesta quarta-feira a transmitir aos partidos sobre a proposta de OE para 2017, que a estimativa para a taxa de desemprego deste ano situa-se em 11,2%. Em Abril, o Governo apontava para 11,4%. Os dados publicados pelo INE para o segundo trimestre do ano, que mostraram uma descida de 12,4% para 10,8%, justificam esta visão ligeiramente mais optimista do executivo de António Costa em relação aos números do total do ano.
O Governo conta ainda que este melhor resultado em 2016 se prolongue no próximo ano, já que a expectativa é de uma descida de 0,8 pontos percentuais na taxa de desemprego para 10,4%. No Programa de Estabilidade, estava prevista uma descida de apenas 0,5 pontos percentuais (de 11,4% em 2016 para 10,9% em 2017).
Foi ainda confirmado aos partidos que o OE para 2017 tem como base uma projecção para a variação do PIB de 1,5%, o que constitui uma aceleração face aos 1,2% agora previstos para 2016, mas uma revisão em baixa em relação aos 1,8% que eram previstos no Programa de Estabilidade, em Abril.
Depois de 11,2% em 2016, executivo prevê uma descida do desemprego para 10,4% no próximo ano. OE baseia-se em crescimento de 1,5% em 2017.
O Governo está a apontar na sua proposta de Orçamento do Estado (OE) para a concretização no próximo ano de uma queda da taxa de desemprego para 10,4%, um valor que, a confirmar-se, constituiria uma aceleração da descida deste indicador face ao que estava previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento, divulgado no passado mês de Abril.
O PÚBLICO apurou, de acordo com as informações que o Governo está nesta quarta-feira a transmitir aos partidos sobre a proposta de OE para 2017, que a estimativa para a taxa de desemprego deste ano situa-se em 11,2%. Em Abril, o Governo apontava para 11,4%. Os dados publicados pelo INE para o segundo trimestre do ano, que mostraram uma descida de 12,4% para 10,8%, justificam esta visão ligeiramente mais optimista do executivo de António Costa em relação aos números do total do ano.
O Governo conta ainda que este melhor resultado em 2016 se prolongue no próximo ano, já que a expectativa é de uma descida de 0,8 pontos percentuais na taxa de desemprego para 10,4%. No Programa de Estabilidade, estava prevista uma descida de apenas 0,5 pontos percentuais (de 11,4% em 2016 para 10,9% em 2017).
Foi ainda confirmado aos partidos que o OE para 2017 tem como base uma projecção para a variação do PIB de 1,5%, o que constitui uma aceleração face aos 1,2% agora previstos para 2016, mas uma revisão em baixa em relação aos 1,8% que eram previstos no Programa de Estabilidade, em Abril.
Apoio extraordinário a desempregados de longa duração continuará em 2017
Nuno André Martins, in o Observador
O Governo decidiu prolongar por mais um ano a prestação destinada aos desempregados que já esgotaram o subsídio de desemprego e o subsídio social de desemprego.
O Governo decidiu prolongar por mais um ano o apoio extraordinário aos desempregados de longa duração, uma prestação da qual podem beneficiar os trabalhadores que já esgotaram o subsídio de desemprego e o subsídio social desemprego. Esta prestação pode atingir um máximo de 335 euros.
A medida foi negociada no Orçamento do Estado para 2016 a pedido do PCP, acabando mesmo por ser aprovada, entrando em vigor a 30 de março, e voltará a integrar o Orçamento, sendo assim estendida por mais um ano.
Esta prestação permite a quem está em situação de desemprego involuntário e já tinha esgotado as prestações disponíveis, receber até 80% do montante do último subsídio social de desemprego. De acordo com a lei, esta prestação pode ser recebida pelos seus beneficiários durante um período máximo de seis meses.
O Governo decidiu prolongar por mais um ano a prestação destinada aos desempregados que já esgotaram o subsídio de desemprego e o subsídio social de desemprego.
O Governo decidiu prolongar por mais um ano o apoio extraordinário aos desempregados de longa duração, uma prestação da qual podem beneficiar os trabalhadores que já esgotaram o subsídio de desemprego e o subsídio social desemprego. Esta prestação pode atingir um máximo de 335 euros.
A medida foi negociada no Orçamento do Estado para 2016 a pedido do PCP, acabando mesmo por ser aprovada, entrando em vigor a 30 de março, e voltará a integrar o Orçamento, sendo assim estendida por mais um ano.
Esta prestação permite a quem está em situação de desemprego involuntário e já tinha esgotado as prestações disponíveis, receber até 80% do montante do último subsídio social de desemprego. De acordo com a lei, esta prestação pode ser recebida pelos seus beneficiários durante um período máximo de seis meses.
Portalegre:Dia Internacional Erradicação da Pobreza comemorado na Rua do Comércio
Susana Mourato, in Rádio Portalegre
A Rua do Comércio em Portalegre vai “engalanar-se”, associando-se ao combate contra a pobreza.
A iniciativa, agendada para esta segunda feira faz parte das comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. As celebrações envolvem mais de quarenta associações, públicas e privadas do distrito de Portalegre.
Em declarações a esta estação emissora, Isabel Lourinho, técnica do Núcleo de Portalegre da Rede Europeia Anti pobreza, disse que com esta atividade, pretendem “sensibilizar o maior número de cidadãos para a problemática da pobreza”.
O programa das comemorações arranca às 14.00 no junto ao Plátano do Rossio e integrará uma caminhada pela rua do Comércio, animação e apontamentos musicais.
A Rua do Comércio em Portalegre vai “engalanar-se”, associando-se ao combate contra a pobreza.
A iniciativa, agendada para esta segunda feira faz parte das comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. As celebrações envolvem mais de quarenta associações, públicas e privadas do distrito de Portalegre.
Em declarações a esta estação emissora, Isabel Lourinho, técnica do Núcleo de Portalegre da Rede Europeia Anti pobreza, disse que com esta atividade, pretendem “sensibilizar o maior número de cidadãos para a problemática da pobreza”.
O programa das comemorações arranca às 14.00 no junto ao Plátano do Rossio e integrará uma caminhada pela rua do Comércio, animação e apontamentos musicais.
Arranca hoje semana dedicada ao Combate à Pobreza e Exclusão Social
in Jornal de Mealhada
A Câmara Municipal da Mealhada vai dedicar a semana de 15 a 22 de outubro ao combate à pobreza e à exclusão social, promovendo diversas iniciativas, como sessões gratuitas de cinema, idas às Piscinas Municipais, atividades no Centro de Interpretação Ambiental, ações de voluntariado na Mata Nacional do Buçaco, oficinas, rastreios de saúde, sessões informativas e campanhas de angariação de géneros. O objetivo é ajudar e integrar aqueles que estão numa situação de maior vulnerabilidade económica e social.
A semana começa já amanhã com o lançamento da campanha de recolha de roupas interiores e têxteis para o lar por parte da Loja Social “Roda Viva”, uma campanha que se prolonga até dia 19 de novembro. Durante a tarde, a Loja Social abre-se a toda à comunidade, convidando todos os munícipes a uma visita. Uma iniciativa que espelha os objetivos desta semana: a integração e criação de laços entre todos, entre os que precisam e os que ajudam.
Ao longo de toda a semana, são várias as iniciativas que marcarão a semana. Workshops sobre temáticas como os cuidados de higiene pessoal e técnicas de embelezamento abertas a toda a comunidade, sobre refeições económicas, uma conferência sobre “Divórcio, residência alternada e os direitos dos avós", ou uma campanha de sensibilização especialmente dirigida aos jovens.
O programa pretende, por um lado, proporcionar momentos diferentes, lúdicos e culturais, àqueles que no seu quotidiano não têm acesso aos mesmos e, por outro lado, sensibilizar e mobilizar a população do concelho da Mealhada para o combate à pobreza e à exclusão social.
O Município da Mealhada associa-se, assim, à campanha nacional Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social, dinamizada pela EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti Pobreza desde a celebração do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, em 2010.
A Câmara Municipal da Mealhada vai dedicar a semana de 15 a 22 de outubro ao combate à pobreza e à exclusão social, promovendo diversas iniciativas, como sessões gratuitas de cinema, idas às Piscinas Municipais, atividades no Centro de Interpretação Ambiental, ações de voluntariado na Mata Nacional do Buçaco, oficinas, rastreios de saúde, sessões informativas e campanhas de angariação de géneros. O objetivo é ajudar e integrar aqueles que estão numa situação de maior vulnerabilidade económica e social.
A semana começa já amanhã com o lançamento da campanha de recolha de roupas interiores e têxteis para o lar por parte da Loja Social “Roda Viva”, uma campanha que se prolonga até dia 19 de novembro. Durante a tarde, a Loja Social abre-se a toda à comunidade, convidando todos os munícipes a uma visita. Uma iniciativa que espelha os objetivos desta semana: a integração e criação de laços entre todos, entre os que precisam e os que ajudam.
Ao longo de toda a semana, são várias as iniciativas que marcarão a semana. Workshops sobre temáticas como os cuidados de higiene pessoal e técnicas de embelezamento abertas a toda a comunidade, sobre refeições económicas, uma conferência sobre “Divórcio, residência alternada e os direitos dos avós", ou uma campanha de sensibilização especialmente dirigida aos jovens.
O programa pretende, por um lado, proporcionar momentos diferentes, lúdicos e culturais, àqueles que no seu quotidiano não têm acesso aos mesmos e, por outro lado, sensibilizar e mobilizar a população do concelho da Mealhada para o combate à pobreza e à exclusão social.
O Município da Mealhada associa-se, assim, à campanha nacional Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social, dinamizada pela EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti Pobreza desde a celebração do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, em 2010.
EAPN Portugal: Luta contra a pobreza tem de ser «um desígnio nacional»
in, Agência Ecclesia
Organismo assinala 25 anos de atividade e o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, esta segunda-feira, envolvendo a sociedade civil
A Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (EAPN Portugal) celebra 25 anos esta segunda-feira, 17 de outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, com o objetivo de “fazer da luta contra a pobreza um desígnio nacional”.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a EAPN Portugal refere que é necessário “conhecer a fundo o retrato da Pobreza em Portugal e os muitos rostos que compõem esta realidade”.
Entre as iniciativas que decorrem esta segunda-feira, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, destaca-se um seminário / debate “Pobreza de Economia ou Economia de Pobreza”, que vai decorrer no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, a partir das 14h00.
Um evento que reune um conjunto de economistas para refletir sobre a realidade portuguesa, os seus principais desafios e que tipo de respostas a dar, tendo em conta “os modelos macroeconómicos” mais “recentes”.
Crescimento sustentável e inclusivo, boas práticas sociais, e o desafio das migrações e alterações demográficas serão alguns dos temas em debate, numa iniciativa que conta com a presença de Manuela Ferreira Leite, Guilherme d’Oliveira Martins, Rui Rio, Manuela Silva e Teodora Cardoso.
Para a EAPN Portugal, é “de extrema importância” envolver a sociedade civil nestas questões, de modo a que “estes assuntos sejam do domínio público e que a sua resolução seja assumida por todos”.
Está também em curso a campanha “A POBREZA NÃO”, um projeto que reúne 10 fotografias e 5 mensagens que sensibilizam para as mais variadas “situações de pobreza e exclusão social”.
Ao mesmo tempo, pretende-se chamar a atenção “para as situações de pobreza que são mais visíveis, desconstruindo eventuais estereótipos” e apelar a uma cultura de solidariedade e cooperação”.
A campanha “A POBREZA NÃO” está em curso em cerca de 90 municípios do país, e visível em perto de 300 placares publicitários.
Numa das últimas mensagens que difundiu, a EAPN Portugal exigiu uma “estratégia nacional” para travar um flagelo que atinge quase três milhões de portugueses.
O organismo mostra-se também “preocupado” com “o rumo da Europa”, considerando que esta precisa de “repensar o seu modelo de desenvolvimento económico, pela via de um maior progresso e coesão social”.
A “política social” tem de ser encarada como “um fator produtivo, que reduz a desigualdade, maximiza a criação de emprego e faz prosperar o capital humano”, sustenta a EAPN Portugal, apontando “a consulta pública sobre o Pilar Europeu dos Direitos Sociais”, que está a decorrer, como “uma oportunidade que não se deve deixar passar”.
“A erradicação da Pobreza não é uma utopia, mas sim um objetivo urgente para o qual tem de existir vontade política e coragem para cumprir”, conclui.
A EAPN - Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal é uma instituição de solidariedade social de âmbito nacional, constituída par mais de 1000 instituições e pessoas em nome individual, e integra o European Anti-Poverty Network, uma organização europeia composta por 31 sedes nacionais e 18 organizações europeias.
Em 2010, a organização foi distinguida pelo seu trabalho pela Assembleia da República com o Prémio dos Direitos Humanos.
JCP
Organismo assinala 25 anos de atividade e o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, esta segunda-feira, envolvendo a sociedade civil
A Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (EAPN Portugal) celebra 25 anos esta segunda-feira, 17 de outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, com o objetivo de “fazer da luta contra a pobreza um desígnio nacional”.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a EAPN Portugal refere que é necessário “conhecer a fundo o retrato da Pobreza em Portugal e os muitos rostos que compõem esta realidade”.
Entre as iniciativas que decorrem esta segunda-feira, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, destaca-se um seminário / debate “Pobreza de Economia ou Economia de Pobreza”, que vai decorrer no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, a partir das 14h00.
Um evento que reune um conjunto de economistas para refletir sobre a realidade portuguesa, os seus principais desafios e que tipo de respostas a dar, tendo em conta “os modelos macroeconómicos” mais “recentes”.
Crescimento sustentável e inclusivo, boas práticas sociais, e o desafio das migrações e alterações demográficas serão alguns dos temas em debate, numa iniciativa que conta com a presença de Manuela Ferreira Leite, Guilherme d’Oliveira Martins, Rui Rio, Manuela Silva e Teodora Cardoso.
Para a EAPN Portugal, é “de extrema importância” envolver a sociedade civil nestas questões, de modo a que “estes assuntos sejam do domínio público e que a sua resolução seja assumida por todos”.
Está também em curso a campanha “A POBREZA NÃO”, um projeto que reúne 10 fotografias e 5 mensagens que sensibilizam para as mais variadas “situações de pobreza e exclusão social”.
Ao mesmo tempo, pretende-se chamar a atenção “para as situações de pobreza que são mais visíveis, desconstruindo eventuais estereótipos” e apelar a uma cultura de solidariedade e cooperação”.
A campanha “A POBREZA NÃO” está em curso em cerca de 90 municípios do país, e visível em perto de 300 placares publicitários.
Numa das últimas mensagens que difundiu, a EAPN Portugal exigiu uma “estratégia nacional” para travar um flagelo que atinge quase três milhões de portugueses.
O organismo mostra-se também “preocupado” com “o rumo da Europa”, considerando que esta precisa de “repensar o seu modelo de desenvolvimento económico, pela via de um maior progresso e coesão social”.
A “política social” tem de ser encarada como “um fator produtivo, que reduz a desigualdade, maximiza a criação de emprego e faz prosperar o capital humano”, sustenta a EAPN Portugal, apontando “a consulta pública sobre o Pilar Europeu dos Direitos Sociais”, que está a decorrer, como “uma oportunidade que não se deve deixar passar”.
“A erradicação da Pobreza não é uma utopia, mas sim um objetivo urgente para o qual tem de existir vontade política e coragem para cumprir”, conclui.
A EAPN - Rede Europeia Anti Pobreza/Portugal é uma instituição de solidariedade social de âmbito nacional, constituída par mais de 1000 instituições e pessoas em nome individual, e integra o European Anti-Poverty Network, uma organização europeia composta por 31 sedes nacionais e 18 organizações europeias.
Em 2010, a organização foi distinguida pelo seu trabalho pela Assembleia da República com o Prémio dos Direitos Humanos.
JCP
6.10.16
Unicef: 385 milhões de crianças viviam, em 2013, em pobreza extrema
LISBOA - Cerca de 385 milhões de crianças até os 17 anos de idade viviam em 2013 em situação de pobreza extrema, de acordo com estudo conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Grupo do Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira. Os dados fazem parte do relatório “Terminar com a Pobreza Extrema: Um Foco nas Crianças”, relat
Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link http://www.valor.com.br/internacional/4733803/unicef-385-milhoes-de-criancas-viviam-em-2013-em-pobreza-extrema ou as ferramentas oferecidas na página.
Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor (falecom@valor.com.br). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo.
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3.10.16
Pensão de velhice aumentou três euros em 40 anos
in Diário de Notícias
Mais de metade dos idosos vivem sós. Demasiados vivem com 253,7 euros
A pensão mínima de velhice é hoje apenas mais três euros do que há 40 anos, descontando a inflação, sendo Portugal o terceiro país da União Europeia com mais idosos a viverem sozinhos.
Os números traçam um retrato da população mais velha em Portugal, feito pelo portal estatístico Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito do Dia Internacional do Idoso, que hoje se assinala.
Dizem por exemplo que a atual pensão mínima de velhice e invalidez, de 262 euros, é muito superior aos 08 euros de 1974, mas que descontando a inflação os idosos do regime geral da segurança social recebem hoje apenas mais 03 euros do que há 40 anos. A preços constantes tendo como base 2011 ganhavam 251 euros em 1974, ganhavam 253,7 euros em 2015.
A solidão
Pegue-se agora no total de pessoas que vivem sozinhas e olhe-se para a idade: 53% têm 65 ou mais anos. Na União Europeia só a Croácia e Malta têm mais idosos a viver sozinhos do que Portugal. A média europeia é de 40% e do outro lado da tabela está a Suécia, onde só são idosos 14 por cento de todos os agregados domésticos unipessoais.
Mais novos e desempregados
A isto some-se a taxa de emprego, que vai baixando à medida que as pessoas vão ficando mais velhas. Em 2015 era de 80% entre os 25 e os 44 anos, descia para 76% entre os 45 e os 54, e descia para 50% entre os 55 e os 64 anos.
E ao retrato junta-se a escolaridade. Os números dizem que entre as pessoas com 65 ou mais anos mais de uma em cada quatro não completou qualquer nível de escolaridade, uma situação que ainda assim melhorou substancialmente nos últimos 10 anos.
A pobreza
Com tudo junto chega-se aos números sobre a pobreza. Dizem eles que 90% das pessoas com 65 ou mais anos seriam pobres sem as transferências sociais. Ainda assim, após essas transferências a taxa de risco de pobreza para idosos é de 17%.
Portugal é o oitavo país da União Europeia com mais pessoas idosas em situação de carência económica ou de bens duradouros. São 10 por cento dos mais velhos na lista dos 28, encabeçada pela Bulgária, com 40 por cento de idosos em situação de privação severa.
A média da União Europeia está nos 6,2% e o país com menos idosos nestas condições é o Luxemburgo, com apenas 0,1% que não podem, por exemplo, fazer face a uma despesa extra, ter televisão a cores ou telefone, poder comer carne e peixe duas vezes por semana ou pagar as contas mensais, entre outros itens para definir a taxa de privação material severa.
Estamos a ficar velhos
E a este quadro junta-se o acentuado envelhecimento da população. Há 30 anos os pensionistas e reformados eram uma em cada quatro pessoas ativas e hoje são praticamente uma em cada duas pessoas ativas.
Hoje, aos 65 anos, as mulheres podem esperar viver, em média, mais 21 anos e os homens mais 17 anos.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela ONU em 1991 para sensibilizar o mundo para as questões relacionadas com o envelhecimento e a proteção dos mais velhos.
Mais de metade dos idosos vivem sós. Demasiados vivem com 253,7 euros
A pensão mínima de velhice é hoje apenas mais três euros do que há 40 anos, descontando a inflação, sendo Portugal o terceiro país da União Europeia com mais idosos a viverem sozinhos.
Os números traçam um retrato da população mais velha em Portugal, feito pelo portal estatístico Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito do Dia Internacional do Idoso, que hoje se assinala.
Dizem por exemplo que a atual pensão mínima de velhice e invalidez, de 262 euros, é muito superior aos 08 euros de 1974, mas que descontando a inflação os idosos do regime geral da segurança social recebem hoje apenas mais 03 euros do que há 40 anos. A preços constantes tendo como base 2011 ganhavam 251 euros em 1974, ganhavam 253,7 euros em 2015.
A solidão
Pegue-se agora no total de pessoas que vivem sozinhas e olhe-se para a idade: 53% têm 65 ou mais anos. Na União Europeia só a Croácia e Malta têm mais idosos a viver sozinhos do que Portugal. A média europeia é de 40% e do outro lado da tabela está a Suécia, onde só são idosos 14 por cento de todos os agregados domésticos unipessoais.
Mais novos e desempregados
A isto some-se a taxa de emprego, que vai baixando à medida que as pessoas vão ficando mais velhas. Em 2015 era de 80% entre os 25 e os 44 anos, descia para 76% entre os 45 e os 54, e descia para 50% entre os 55 e os 64 anos.
E ao retrato junta-se a escolaridade. Os números dizem que entre as pessoas com 65 ou mais anos mais de uma em cada quatro não completou qualquer nível de escolaridade, uma situação que ainda assim melhorou substancialmente nos últimos 10 anos.
A pobreza
Com tudo junto chega-se aos números sobre a pobreza. Dizem eles que 90% das pessoas com 65 ou mais anos seriam pobres sem as transferências sociais. Ainda assim, após essas transferências a taxa de risco de pobreza para idosos é de 17%.
Portugal é o oitavo país da União Europeia com mais pessoas idosas em situação de carência económica ou de bens duradouros. São 10 por cento dos mais velhos na lista dos 28, encabeçada pela Bulgária, com 40 por cento de idosos em situação de privação severa.
A média da União Europeia está nos 6,2% e o país com menos idosos nestas condições é o Luxemburgo, com apenas 0,1% que não podem, por exemplo, fazer face a uma despesa extra, ter televisão a cores ou telefone, poder comer carne e peixe duas vezes por semana ou pagar as contas mensais, entre outros itens para definir a taxa de privação material severa.
Estamos a ficar velhos
E a este quadro junta-se o acentuado envelhecimento da população. Há 30 anos os pensionistas e reformados eram uma em cada quatro pessoas ativas e hoje são praticamente uma em cada duas pessoas ativas.
Hoje, aos 65 anos, as mulheres podem esperar viver, em média, mais 21 anos e os homens mais 17 anos.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela ONU em 1991 para sensibilizar o mundo para as questões relacionadas com o envelhecimento e a proteção dos mais velhos.
Pensão de velhice aumentou três euros em 40 anos
in Diário de Notícias
Mais de metade dos idosos vivem sós. Demasiados vivem com 253,7 euros
A pensão mínima de velhice é hoje apenas mais três euros do que há 40 anos, descontando a inflação, sendo Portugal o terceiro país da União Europeia com mais idosos a viverem sozinhos.
Os números traçam um retrato da população mais velha em Portugal, feito pelo portal estatístico Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito do Dia Internacional do Idoso, que hoje se assinala.
Dizem por exemplo que a atual pensão mínima de velhice e invalidez, de 262 euros, é muito superior aos 08 euros de 1974, mas que descontando a inflação os idosos do regime geral da segurança social recebem hoje apenas mais 03 euros do que há 40 anos. A preços constantes tendo como base 2011 ganhavam 251 euros em 1974, ganhavam 253,7 euros em 2015.
A solidão
Pegue-se agora no total de pessoas que vivem sozinhas e olhe-se para a idade: 53% têm 65 ou mais anos. Na União Europeia só a Croácia e Malta têm mais idosos a viver sozinhos do que Portugal. A média europeia é de 40% e do outro lado da tabela está a Suécia, onde só são idosos 14 por cento de todos os agregados domésticos unipessoais.
Mais novos e desempregados
A isto some-se a taxa de emprego, que vai baixando à medida que as pessoas vão ficando mais velhas. Em 2015 era de 80% entre os 25 e os 44 anos, descia para 76% entre os 45 e os 54, e descia para 50% entre os 55 e os 64 anos.
E ao retrato junta-se a escolaridade. Os números dizem que entre as pessoas com 65 ou mais anos mais de uma em cada quatro não completou qualquer nível de escolaridade, uma situação que ainda assim melhorou substancialmente nos últimos 10 anos.
A pobreza
Com tudo junto chega-se aos números sobre a pobreza. Dizem eles que 90% das pessoas com 65 ou mais anos seriam pobres sem as transferências sociais. Ainda assim, após essas transferências a taxa de risco de pobreza para idosos é de 17%.
Portugal é o oitavo país da União Europeia com mais pessoas idosas em situação de carência económica ou de bens duradouros. São 10 por cento dos mais velhos na lista dos 28, encabeçada pela Bulgária, com 40 por cento de idosos em situação de privação severa.
A média da União Europeia está nos 6,2% e o país com menos idosos nestas condições é o Luxemburgo, com apenas 0,1% que não podem, por exemplo, fazer face a uma despesa extra, ter televisão a cores ou telefone, poder comer carne e peixe duas vezes por semana ou pagar as contas mensais, entre outros itens para definir a taxa de privação material severa.
Estamos a ficar velhos
E a este quadro junta-se o acentuado envelhecimento da população. Há 30 anos os pensionistas e reformados eram uma em cada quatro pessoas ativas e hoje são praticamente uma em cada duas pessoas ativas.
Hoje, aos 65 anos, as mulheres podem esperar viver, em média, mais 21 anos e os homens mais 17 anos.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela ONU em 1991 para sensibilizar o mundo para as questões relacionadas com o envelhecimento e a proteção dos mais velhos.
Mais de metade dos idosos vivem sós. Demasiados vivem com 253,7 euros
A pensão mínima de velhice é hoje apenas mais três euros do que há 40 anos, descontando a inflação, sendo Portugal o terceiro país da União Europeia com mais idosos a viverem sozinhos.
Os números traçam um retrato da população mais velha em Portugal, feito pelo portal estatístico Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito do Dia Internacional do Idoso, que hoje se assinala.
Dizem por exemplo que a atual pensão mínima de velhice e invalidez, de 262 euros, é muito superior aos 08 euros de 1974, mas que descontando a inflação os idosos do regime geral da segurança social recebem hoje apenas mais 03 euros do que há 40 anos. A preços constantes tendo como base 2011 ganhavam 251 euros em 1974, ganhavam 253,7 euros em 2015.
A solidão
Pegue-se agora no total de pessoas que vivem sozinhas e olhe-se para a idade: 53% têm 65 ou mais anos. Na União Europeia só a Croácia e Malta têm mais idosos a viver sozinhos do que Portugal. A média europeia é de 40% e do outro lado da tabela está a Suécia, onde só são idosos 14 por cento de todos os agregados domésticos unipessoais.
Mais novos e desempregados
A isto some-se a taxa de emprego, que vai baixando à medida que as pessoas vão ficando mais velhas. Em 2015 era de 80% entre os 25 e os 44 anos, descia para 76% entre os 45 e os 54, e descia para 50% entre os 55 e os 64 anos.
E ao retrato junta-se a escolaridade. Os números dizem que entre as pessoas com 65 ou mais anos mais de uma em cada quatro não completou qualquer nível de escolaridade, uma situação que ainda assim melhorou substancialmente nos últimos 10 anos.
A pobreza
Com tudo junto chega-se aos números sobre a pobreza. Dizem eles que 90% das pessoas com 65 ou mais anos seriam pobres sem as transferências sociais. Ainda assim, após essas transferências a taxa de risco de pobreza para idosos é de 17%.
Portugal é o oitavo país da União Europeia com mais pessoas idosas em situação de carência económica ou de bens duradouros. São 10 por cento dos mais velhos na lista dos 28, encabeçada pela Bulgária, com 40 por cento de idosos em situação de privação severa.
A média da União Europeia está nos 6,2% e o país com menos idosos nestas condições é o Luxemburgo, com apenas 0,1% que não podem, por exemplo, fazer face a uma despesa extra, ter televisão a cores ou telefone, poder comer carne e peixe duas vezes por semana ou pagar as contas mensais, entre outros itens para definir a taxa de privação material severa.
Estamos a ficar velhos
E a este quadro junta-se o acentuado envelhecimento da população. Há 30 anos os pensionistas e reformados eram uma em cada quatro pessoas ativas e hoje são praticamente uma em cada duas pessoas ativas.
Hoje, aos 65 anos, as mulheres podem esperar viver, em média, mais 21 anos e os homens mais 17 anos.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela ONU em 1991 para sensibilizar o mundo para as questões relacionadas com o envelhecimento e a proteção dos mais velhos.
Festival Sénior “Reencontros de Memórias e Saberes” assinala cinco anos de Envelhecimento Ativo em Esposende
in Correio do Minho
A apresentação do livro “Vidas com Rostos” marcou o arranque do Festival Sénior “Reencontros de Memórias e Saberes”, que o Município de Esposende, em colaboração com os Parceiros da Rede Social do concelho, leva a efeito de hoje até 4 de outubro, com o objetivo de assinalar o 5.º aniversário do Programa “Envelhecimento Ativo”.
O livro, cuja sessão de apresentação decorreu no Auditório Municipal de Esposende, apresenta o registo fotográfico de algumas das várias iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas ao longo dos cinco anos de existência deste programa, promovido no âmbito da Rede Social, evidenciando as vivências dos participantes e retratando a dinâmica intergeracional e o envolvimento com a comunidade.
“Estamos num Município de excelência em relação à dinâmica desenvolvida em torno da pessoa idosa”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende na sessão de apresentação, onde marcou também presença a Vereadora da Coesão Social, Raquel Vale, e Carla Faria, Coordenadora da Licenciatura em Gerontologia do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Benjamim Pereira referiu que o Município tem vindo a desenvolver um conjunto muito diversificado de atividades para a comunidade sénior com o objetivo de contribuir para um envelhecimento ativo e notou, com satisfação, que a adesão tem vindo a aumentar.
“Vocês são verdadeiramente importantes para o Município”, afirmou o Autarca dirigindo-se à vasta plateia de seniores, garantindo que o Município continuará a valorizar os idosos e a proporcionar-lhes iniciativas que contribuam para um envelhecimento ativo, e referiu que essa aposta será até para reforçar, atendendo a que esta franja da população tem tendência a aumentar, refletindo a tendência nacional.
Desafiando os idosos a “viver de forma p
lena, a viver a vida com alegria”, convidou-os a participarem e a usufruírem das atividades que o Município, em conjunto com os demais Parceiros da Rede Social, desenvolve nos mais variados domínios, exortando-os, ainda, a transmitirem a sua “escola de vida” aos mais novos, não só pelo saber acumulado, mas também pelo exemplo de vida. Terminou com agradecimentos aos idosos do concelho pelo seu contributo para o desenvolvimento do concelho, dizendo mesmo “por me ajudarem a gerir melhor este Município”.
A Vereadora da Coesão Social fez o enquadramento do Festival Sénior, assinalando que a sua realização está também associada à comemoração do Dia Internacional da Pessoa Idosa, que se assinala a 1 de outubro. Raquel Vale realçou que o Programa “Envelhecimento Ativo” tem vindo a ser desenvolvido, desde 2012, em estreita colaboração com os Parceiros da Rede Social, num efetivo trabalho em rede, que torna a oferta a esta faixa etária mais diversificada, com a vantagem de se rentabilizarem recursos locais, se concertarem estratégias com vista ao mesmo objetivo, possibilitando aos mais velhos o acesso a um maior número de iniciativas, que proporcionam o reforço das relações interpessoais.
Por sua vez, Carla Faria, Coordenadora da Licenciatura em Gerontologia do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, elogiou o Programa considerando que contribui, de forma efetiva, para um envelhecimento ativo. Dirigindo-se aos idosos, exortou-os a participarem e a envolverem-se nas atividades, e frisou que, entre outras virtudes, o Programa também promove a intergeracionalidade e a inclusão social.
Como forma de homenagear os idosos, muitos dos quais estão retratados no livro “Vidas com Rostos”, o Município ofereceu um exemplar a cada um dos presentes.
A apresentação do livro “Vidas com Rostos” marcou o arranque do Festival Sénior “Reencontros de Memórias e Saberes”, que o Município de Esposende, em colaboração com os Parceiros da Rede Social do concelho, leva a efeito de hoje até 4 de outubro, com o objetivo de assinalar o 5.º aniversário do Programa “Envelhecimento Ativo”.
O livro, cuja sessão de apresentação decorreu no Auditório Municipal de Esposende, apresenta o registo fotográfico de algumas das várias iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas ao longo dos cinco anos de existência deste programa, promovido no âmbito da Rede Social, evidenciando as vivências dos participantes e retratando a dinâmica intergeracional e o envolvimento com a comunidade.
“Estamos num Município de excelência em relação à dinâmica desenvolvida em torno da pessoa idosa”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende na sessão de apresentação, onde marcou também presença a Vereadora da Coesão Social, Raquel Vale, e Carla Faria, Coordenadora da Licenciatura em Gerontologia do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Benjamim Pereira referiu que o Município tem vindo a desenvolver um conjunto muito diversificado de atividades para a comunidade sénior com o objetivo de contribuir para um envelhecimento ativo e notou, com satisfação, que a adesão tem vindo a aumentar.
“Vocês são verdadeiramente importantes para o Município”, afirmou o Autarca dirigindo-se à vasta plateia de seniores, garantindo que o Município continuará a valorizar os idosos e a proporcionar-lhes iniciativas que contribuam para um envelhecimento ativo, e referiu que essa aposta será até para reforçar, atendendo a que esta franja da população tem tendência a aumentar, refletindo a tendência nacional.
Desafiando os idosos a “viver de forma p
lena, a viver a vida com alegria”, convidou-os a participarem e a usufruírem das atividades que o Município, em conjunto com os demais Parceiros da Rede Social, desenvolve nos mais variados domínios, exortando-os, ainda, a transmitirem a sua “escola de vida” aos mais novos, não só pelo saber acumulado, mas também pelo exemplo de vida. Terminou com agradecimentos aos idosos do concelho pelo seu contributo para o desenvolvimento do concelho, dizendo mesmo “por me ajudarem a gerir melhor este Município”.
A Vereadora da Coesão Social fez o enquadramento do Festival Sénior, assinalando que a sua realização está também associada à comemoração do Dia Internacional da Pessoa Idosa, que se assinala a 1 de outubro. Raquel Vale realçou que o Programa “Envelhecimento Ativo” tem vindo a ser desenvolvido, desde 2012, em estreita colaboração com os Parceiros da Rede Social, num efetivo trabalho em rede, que torna a oferta a esta faixa etária mais diversificada, com a vantagem de se rentabilizarem recursos locais, se concertarem estratégias com vista ao mesmo objetivo, possibilitando aos mais velhos o acesso a um maior número de iniciativas, que proporcionam o reforço das relações interpessoais.
Por sua vez, Carla Faria, Coordenadora da Licenciatura em Gerontologia do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, elogiou o Programa considerando que contribui, de forma efetiva, para um envelhecimento ativo. Dirigindo-se aos idosos, exortou-os a participarem e a envolverem-se nas atividades, e frisou que, entre outras virtudes, o Programa também promove a intergeracionalidade e a inclusão social.
Como forma de homenagear os idosos, muitos dos quais estão retratados no livro “Vidas com Rostos”, o Município ofereceu um exemplar a cada um dos presentes.
Santana descentralizou os serviços sociais da Santa Casa
Ana Cristina Pereira, in Público on-line
Sérgio Cintra, administrador executivo, sublinha importância das pontes criadas nos últimos anos, apontando “novo modelo de gestão, com um forte pendor local de intervenção social, promovendo e reforçando parcerias”
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já não se fecha tanto num mundo à parte, sobre si própria, com ar de auto-suficiente. Reorganizou algumas respostas sociais, tratou de desenvolver um modelo descentralizado, de construir pontes. Há uma marca de Santana Lopes na intervenção social?
Os relatórios e contas mostram que a partir de 2011 aumentaram os subsídios a pessoas carenciadas. Apontam a crise da dívida e o recuo do Estado social. Houve uma quebra no último semestre de 2014, que se tem vindo a manter. Atribuem-na à autonomização das pessoas, mas também à diminuição do tempo de espera na atribuição das prestações sociais.
Esta não é uma misericórdia como as outras. Reúne e coordena serviços que noutros concelhos são assegurados pela Segurança Social. Faz atendimento social, gere o serviço de adopção, uma rede de equipamentos de infância e juventude, respostas sociais para pessoas portadoras de deficiência, todo o tipo de serviços para idosos. E a emergência e o apoio à inserção de sem-abrigo.
Além de uma grande dimensão, a Santa Casa tem uma grande tradição, comenta Luís Capucha, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa. A acção do provedor tem de atender a essa carga, que requer alguma estabilidade, mas também à orientação política. Afinal, este é um cargo de nomeação governamental. Parece-lhe que houve uma tentação caritativa, na era Passos Coelho, e um regresso à lógica solidária, com António Costa.
Que não haja equívocos, reclama Sérgio Cintra, administrador executivo da Santa Casa com o pelouro da Acção Social. “O provedor não se limita a gerir, tem uma visão própria”, sublinha. “Estamos inconformados com algumas soluções, achamos que devemos ser diferentes e temos iniciativas diferentes, inovar.” Nestes últimos cinco anos, a Santa Casa reabilitou equipamentos. Reorganizou serviços. Abriu duas residências de apoio moderado destinadas a jovens adultos que não conseguem ter autonomia completa mas têm capacidades para viver em habitação com suporte. Envolveu-se na criação da Rede Social e do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo de Lisboa. Ficou com a responsabilidade da intervenção e, nesse âmbito, com a gestão da Unidade de Atendimento à Pessoa Sem Abrigo.
Há, hoje, maior abertura ou, pelo menos, maior esforço de articulação, concorda Joaquina Madeira, que foi directora-geral da Acção Social entre 1991 a 2000 e em 2012 assumiu o papel de coordenadora Nacional do Programa Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações.
Sérgio Cintra prefere falar em pontes. Menciona o acordo firmado com a União das Misericórdias Portuguesas, que permitiu usar receitas do jogo para apoiar actividades de outras misericórdias do país. E um novo modelo de gestão, iniciado na sequência da reforma administrativa da cidade (24 freguesias), “mais descentralizado, com um forte pendor local de intervenção social, promovendo e reforçando parcerias, numa lógica de governação integrada”. Este novo paradigma, explica, assenta numa abordagem colaborativa e na gestão de caso.
Sérgio Aires, director do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, nota um esforço para requalificar as equipas técnicas e para tomar decisões baseadas em conhecimento. “Nos últimos anos, os funcionários estão mais próximos das pessoas”, analisa. Tratam-nas com maior cuidado, seguindo uma lógica que, pouco a pouco, se propaga pelo todo nacional.
A Santa Casa, gaba-se Santana Lopes, já não fica tanto à espera que quem precisa bata à porta. E dá o exemplo do projecto Intergerações, que fez, pela primeira vez, o levantamento da situação dos idosos que vivem na cidade de Lisboa. Quase 60 jovens percorreram as ruas de Lisboa, porta a porta, e encontraram mais de 500 idosos a precisar de apoio urgente.
O provedor faz a defesa da intergeracionalidade e da substituição do apoio em lares pelo apoio em casa. E, lembra Sérgio Cintra, as equipas de apoio a idosos foram requalificadas e reforçadas. Foi impulsionada a figura do cuidador familiar. O curso de formação para agentes de geriatria termina em Novembro de 2016. E a Acção Social está agora a preparar um projecto de intervenção e apoio directo aos utentes e às famílias de modo a reforçar e qualificar o apoio no domicilio. Está já a preparar um manual de boas práticas para cuidadores informais.
Sérgio Cintra, administrador executivo, sublinha importância das pontes criadas nos últimos anos, apontando “novo modelo de gestão, com um forte pendor local de intervenção social, promovendo e reforçando parcerias”
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já não se fecha tanto num mundo à parte, sobre si própria, com ar de auto-suficiente. Reorganizou algumas respostas sociais, tratou de desenvolver um modelo descentralizado, de construir pontes. Há uma marca de Santana Lopes na intervenção social?
Os relatórios e contas mostram que a partir de 2011 aumentaram os subsídios a pessoas carenciadas. Apontam a crise da dívida e o recuo do Estado social. Houve uma quebra no último semestre de 2014, que se tem vindo a manter. Atribuem-na à autonomização das pessoas, mas também à diminuição do tempo de espera na atribuição das prestações sociais.
Esta não é uma misericórdia como as outras. Reúne e coordena serviços que noutros concelhos são assegurados pela Segurança Social. Faz atendimento social, gere o serviço de adopção, uma rede de equipamentos de infância e juventude, respostas sociais para pessoas portadoras de deficiência, todo o tipo de serviços para idosos. E a emergência e o apoio à inserção de sem-abrigo.
Além de uma grande dimensão, a Santa Casa tem uma grande tradição, comenta Luís Capucha, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa. A acção do provedor tem de atender a essa carga, que requer alguma estabilidade, mas também à orientação política. Afinal, este é um cargo de nomeação governamental. Parece-lhe que houve uma tentação caritativa, na era Passos Coelho, e um regresso à lógica solidária, com António Costa.
Que não haja equívocos, reclama Sérgio Cintra, administrador executivo da Santa Casa com o pelouro da Acção Social. “O provedor não se limita a gerir, tem uma visão própria”, sublinha. “Estamos inconformados com algumas soluções, achamos que devemos ser diferentes e temos iniciativas diferentes, inovar.” Nestes últimos cinco anos, a Santa Casa reabilitou equipamentos. Reorganizou serviços. Abriu duas residências de apoio moderado destinadas a jovens adultos que não conseguem ter autonomia completa mas têm capacidades para viver em habitação com suporte. Envolveu-se na criação da Rede Social e do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem Abrigo de Lisboa. Ficou com a responsabilidade da intervenção e, nesse âmbito, com a gestão da Unidade de Atendimento à Pessoa Sem Abrigo.
Há, hoje, maior abertura ou, pelo menos, maior esforço de articulação, concorda Joaquina Madeira, que foi directora-geral da Acção Social entre 1991 a 2000 e em 2012 assumiu o papel de coordenadora Nacional do Programa Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações.
Sérgio Cintra prefere falar em pontes. Menciona o acordo firmado com a União das Misericórdias Portuguesas, que permitiu usar receitas do jogo para apoiar actividades de outras misericórdias do país. E um novo modelo de gestão, iniciado na sequência da reforma administrativa da cidade (24 freguesias), “mais descentralizado, com um forte pendor local de intervenção social, promovendo e reforçando parcerias, numa lógica de governação integrada”. Este novo paradigma, explica, assenta numa abordagem colaborativa e na gestão de caso.
Sérgio Aires, director do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, nota um esforço para requalificar as equipas técnicas e para tomar decisões baseadas em conhecimento. “Nos últimos anos, os funcionários estão mais próximos das pessoas”, analisa. Tratam-nas com maior cuidado, seguindo uma lógica que, pouco a pouco, se propaga pelo todo nacional.
A Santa Casa, gaba-se Santana Lopes, já não fica tanto à espera que quem precisa bata à porta. E dá o exemplo do projecto Intergerações, que fez, pela primeira vez, o levantamento da situação dos idosos que vivem na cidade de Lisboa. Quase 60 jovens percorreram as ruas de Lisboa, porta a porta, e encontraram mais de 500 idosos a precisar de apoio urgente.
O provedor faz a defesa da intergeracionalidade e da substituição do apoio em lares pelo apoio em casa. E, lembra Sérgio Cintra, as equipas de apoio a idosos foram requalificadas e reforçadas. Foi impulsionada a figura do cuidador familiar. O curso de formação para agentes de geriatria termina em Novembro de 2016. E a Acção Social está agora a preparar um projecto de intervenção e apoio directo aos utentes e às famílias de modo a reforçar e qualificar o apoio no domicilio. Está já a preparar um manual de boas práticas para cuidadores informais.
Vila Real acolhe workshops sobre boas práticas de gerontologia
Por NVR
A Associação Vale d’Ouro, com o apoio do Município de Vila Real, organiza na Biblioteca de Vila Real o Ciclo de Workshops “Boas Práticas Gerontológicas”, que se centrará na temática do envelhecimento e do empreendedorismo social na perspetiva de especialistas e profissionais da área. O primeiro workshop realiza-se já a 8 de outubro, subordinado ao tema “Envelhecimento Ativo e Organizações Sociais”.
O Ciclo de Workshops “Boas Práticas Gerontológicas” é composto por três sessões que se realizam a 8 de outubro, 19 de novembro e 3 de dezembro. As temáticas são, respetivamente “Envelhecimento Ativo e Organizações Sociais”, “Criatividade e Empreendedorismo Social” e “Novos Seniores, Novas Respostas”. A coordenação cientifica do evento está a cargo de Cláudia Moura a que se juntam um conjunto de profissionais e académicos da área social da região norte.
O primeiro destes workshops abordará o envelhecimento ativo e as organizações sociais e conta com a intervenção de Vitor Fragoso, psicólogo e professor na Universidade Sénior Contemporânea do Porto que abordará a temática da Educação Emocional. Também nesta sessão participará Alexandra Magalhães, Diretora de Serviços do Centro Social, Recreativo e Cultural de Vilar de Maçada que tem desenvolvido na sua instituição alguns projetos inovadores e respostas sociais atípicas para abordar precisamente a questão das novas tecnologias relacionada com novas formas de envelhecer.
A Associação Vale d’Ouro considera que a programação das sessões e os oradores convidados permitirão sessões bastante ricas do ponto de vista técnico bem como uma forte componente prática com a experiência que poderá ser partilhada com os participantes.
A Associação Vale d’Ouro, com o apoio do Município de Vila Real, organiza na Biblioteca de Vila Real o Ciclo de Workshops “Boas Práticas Gerontológicas”, que se centrará na temática do envelhecimento e do empreendedorismo social na perspetiva de especialistas e profissionais da área. O primeiro workshop realiza-se já a 8 de outubro, subordinado ao tema “Envelhecimento Ativo e Organizações Sociais”.
O Ciclo de Workshops “Boas Práticas Gerontológicas” é composto por três sessões que se realizam a 8 de outubro, 19 de novembro e 3 de dezembro. As temáticas são, respetivamente “Envelhecimento Ativo e Organizações Sociais”, “Criatividade e Empreendedorismo Social” e “Novos Seniores, Novas Respostas”. A coordenação cientifica do evento está a cargo de Cláudia Moura a que se juntam um conjunto de profissionais e académicos da área social da região norte.
O primeiro destes workshops abordará o envelhecimento ativo e as organizações sociais e conta com a intervenção de Vitor Fragoso, psicólogo e professor na Universidade Sénior Contemporânea do Porto que abordará a temática da Educação Emocional. Também nesta sessão participará Alexandra Magalhães, Diretora de Serviços do Centro Social, Recreativo e Cultural de Vilar de Maçada que tem desenvolvido na sua instituição alguns projetos inovadores e respostas sociais atípicas para abordar precisamente a questão das novas tecnologias relacionada com novas formas de envelhecer.
A Associação Vale d’Ouro considera que a programação das sessões e os oradores convidados permitirão sessões bastante ricas do ponto de vista técnico bem como uma forte componente prática com a experiência que poderá ser partilhada com os participantes.
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