13.4.22

"Vai ficar tudo bem se nos apoiarmos"

Maria Moreira Rato, in Sol

A família Parreira narra os dias de sufoco, enquanto a família Monteiro tenta encontrar força para regressar a casa e enfrentar a crise sismovulcânica. O fundador da página ‘Acolhimento no Pico - São Jorge Grupo Público’ garante que a entreajuda prova que ‘somos humanos, estamos vivos’.

«Saí da ilha, mas o coração e a mente estão constantemente lá. A hora de voltar está a aproximar-se e a ansiedade que já cá está só aumenta. No entanto, a vida tem de continuar e não podemos viver em suspenso», começa por explicar, em declarações ao Nascer do SOL, Cláudia Patrícia Parreira, de 33 anos. «Nem sei bem o que hei de dizer. Tive a oportunidade de sair da ilha, pois estou de férias e tenho uma bebé que acabou de fazer um aninho dia 5 (fora da ilha) e o pai dela reside em S. Miguel. Então, viemos visitar a família paterna da menina para ver se a crise acalmava, mas a realidade é que continuo a ter família e amigos em S. Jorge e para a semana já regresso pois tenho de trabalhar», desabafa uma das milhares de jorgenses que tem sofrido as consequências da crise sismovulcânica que teve início a 19 de março e, até à tarde desta sexta-feira, fez tremer a ilha 237 vezes.

«Trabalho como ajudante de cozinha num restaurante em S. Jorge e sou natural da Ribeira Seca, na vila da Calheta, mas desde os 18 anos que vivo na vila das Velas», sublinha, sendo que saiu de casa no passado dia 26 de março após ter sentido quatro sismos. «Foi assustador, pois senti-os sempre durante a noite. A partir do momento em que sentimos o primeiro, foi difícil voltar a adormecer porque ficou o pensamento de: ‘Será esta noite que vem um maior e terei de arrancar minha bebé da cama para fugir?’».

«Passei pelo sismo de 1998 que foi no Faial, mas sentiu-se bem em S. Jorge. Era muito nova e mal me apercebi do que se passava, agora é diferente porque tenho 33 anos sou mãe, sente-se tudo de outra forma. Houve uma noite em que a pequena acordou às 5 da manhã e só chorava - sem eu perceber porquê -, esteve abatida o dia todo na creche e até febre muito leve teve. Só depois percebi que os sismos tinham recomeçado a essa hora... Se sentiu? Não sei, pois é uma bebé e não sabe dizer o que sente», acrescenta, admitindo que ainda não visitou a casa que se viu forçada a abandonar, porém, conversa diariamente com amigas que lhe vão dizendo «como está tudo por lá».

«Tenho de trabalhar para poder viver e sustentar a minha família. Tenho três filhos que frequentam as escola básica e secundária da Calheta (que é a dita zona segura) e não podiam sair da ilha, daí o meu coração e a minha mente estarem sempre lá...», reflete, não escondendo as saudades que tem dos filhos de 9, 13 e 15 anos. «Estão com pessoas que cuidam muito bem deles e sei que estão bem, mas o coração fica apertado sempre que vejo notícias. Principalmente, as que não são verdadeiras como acontece muito nas redes sociais hoje em dia», avança.

No dia anterior à viagem de Cláudia, cerca de 1 250 pessoas já haviam abandonado a ilha, por via marítima e aérea, como explicou o presidente do Governo Regional numa conferência de imprensa, após uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Velas, Luís Silveira, e com o presidente do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), Rui Marques.

«Nós açorianos estamos muito familiarizados com as nossas condições atmosféricas e com a nossa condição arquipelágica e ultraperiférica. Não podemos deixar de parte a possibilidade de, repentinamente, essas condições se alterarem. No entanto, o esforço é de manter o programado», disse o dirigente do arquipélago em que está inserida a ilha de São Jorge que tem 8 373 habitantes, dos quais 4 936 no concelho das Velas e 3 437 no concelho da Calheta, segundo os dados provisórios dos Censos 2021.

«Só posso acrescentar que devido à situação que vivemos deveria haver apoios - tanto psicológicos como financeiros - para quem decide sair da ilha, pois quem saiu é porque tinha medo de lá ficar. Se tivessem forma de subsistir fora do seu local de residência não regressavam para já», observa a mãe de quatro filhos cuja progenitora, Dolores Arlete Bettencourt Faustino, de 66 anos, natural da Ribeira Seca, Calheta, mas a viver em Velas, decidiu proteger-se logo no início da crise, como contou ao Nascer do SOL.

«Devido à situação atual que se vive na minha área de residência e por precaução decidi por vontade própria, e com a ajuda da minha filha, sair de onde resido com a minha neta de 8 anos. Fui testemunha do sismo de 1980 em que sentimos na pele o pânico, mas na altura não havia os meios de informação que existem hoje em dia e talvez por isso não se instalou o pânico como o vemos e presenciamos atualmente», explica a idosa, referindo-se ao sismo que ocorreu às 15h42 (hora local) do dia 1 de janeiro de 1980, no qual entre seis a sete dezenas de pessoas perderam a vida e mais de 400 ficaram feridas. Verificaram-se consequências desastrosas na Ilha Terceira e afetando Graciosa e São Jorge, na medida em que o mesmo teve uma magnitude de 7,2 na escala de Richter e também se fez sentir nas ilhas do Pico e do Faial.

Quem não quis ficar de fora da conversa foi a pequena Kyara Sousa, de 8 anos, sobrinha de Cláudia e neta de Dolores, tendo escrito ao Nascer do SOL com a devida autorização dos pais e auxílio da mãe. «Estou no 3.º ano na Escola Básica e Secundária das Velas. Esta situação do sismo trouxe-nos muita insegurança e devido a isso, misturado com pânico, minha mãe achou que era melhor eu me afastar da ilha e ir para ao pé dos meus familiares, no Faial», nota a criança, confirmando que foi «muito bem recebida». «Deram-nos muito apoio. Mais tarde minha mãe juntou-se a mim, o que me deixou muito feliz, pois nunca nos separámos durante muito tempo. Já estou cá no Faial algum tempo, o que não me aborrece, pois minha mãe conseguiu que eu fosse à escola».

«Fiz muitos amigos, o que me fez muito feliz, e agora frequento um ATL onde conheci mais amiguinhos e onde as funcionárias são super simpáticas. Estou feliz por estar aqui, mas triste por deixar os meus amigos de São Jorge. Também adoro estar com minha mãe e desde que esteja com ela tudo é melhor. Mas ela regressará para São Jorge e irei ficar triste por me separar dela, mas sei que ela fará isso por nós, por mim e pela minha avó. Vai ficar tudo bem se nos apoiarmos», remata a menina, tendo conversado com o Nascer do SOL no dia em que o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) registara, nas 24 horas anteriores, quatro sismos, que foram também sentidos pela população na ilha de São Jorge.

«Desde as 22h00 de quarta-feira às 10h de hoje foram sentidos quatro sismos», lia-se num comunicado referente ao ponto de situação às 10h locais (11h em Lisboa), emitido pelo CIVISA. Os abalos registaram magnitudes que variaram entre 1,9 e 2,4 na escala de Richter, tendo sido sentidos com intensidade entre os II e IV na escala de Mercalli Modificada.

«Já passei por muitos sismos, mas nunca por uma crise assim»

A atividade sísmica, registada desde o dia 19 de março na parte central da ilha de São Jorge, «continua acima do normal» e o sismo de maior magnitude (3,8 na escala de Richter) ocorreu no dia 29 de março, às 21h56.

Além da família Parreira, a família Monteiro, constituída por Fernando, de 54 anos, Dina, de 48, e um filho de 10, consegue relatar ao Nascer do SOL os dias de agonia que têm sido vividos. «Tivemos de sair de casa. Temos um rapaz pequeno - 10 anos -, tenho uma hérnia, estamos na outra ponta da ilha. Sou do Continente, a minha esposa é que é daqui e há sempre aquele medo. O miúdo ficou assustado, nem dormia em condições. Saímos de casa quatro dias depois do primeiro sismo», conta Fernando, adiantando que tinham comida suficiente e tentaram «fazer a vida normalmente» durante as primeiras horas. Contudo, continuaram a sentir os sismos e tomaram uma decisão no dia em que foi anunciada «uma sismicidade claramente muito acima daquilo que é normal».

«Continuamos com uma sismicidade claramente muito acima daquilo que é o normal para este sistema vulcânico fissural. Já foram registados, desde sábado, aproximadamente 1 800 eventos e destes já foram sentidos 94. Todos os sismos registados na rede do CIVISA são de origem tectónica, até ao momento», disse Rui Marques, presidente do CISIVA, à agência Lusa. O facto de que a crise «se situar no denominado sistema vulcânico fissural das Manadas leva a que se passe a designar por crise sismo-vulcânica», indicou ainda o responsável.

Assim, afigurava-se necessário «colocar todos os cenários possíveis em cima da mesa, não descartando qualquer um, ao nível de proteção civil de planeamento de emergência, de gestão de riscos», adicionou também, salientando que se trata de «um sistema vulcânico ativo» que «teve uma erupção em 1580 e outra em 1808». Por outro lado, Rui Marques explicou que existia «a possibilidade» da ocorrência de «um sismo com uma magnitude superior» aos eventos que se tinham registado até então, na ilha de São Jorge, tendo o mesmo acontecido volvida uma semana. «Não é necessária muita magnitude para que hajam danos. Estamos a falar de epicentros muito próximos das Velas. E, por outro lado, está a ocorrer esta sismicidade com uma frequência muito elevada num sistema vulcânico ativo, o que poderá evoluir para aquilo que é uma erupção vulcânica», frisou.

«A nossa casa já é velha. Fomos lá quatro ou cinco dias depois e agora vamos uma vez por semana. Temos lá as nossas galinhas e elas têm de comer. Estamos em casa de uma pessoa amiga. Como já passei por várias crises, optei por sair e jamais os deixaria sozinhos», conta Dina que, atualmente, está com o marido e o filho em Santo Antão, na Calheta. «O medo que temos é no sentido em que temos um filho pequeno, eu estou a recuperar de uma doença, o Fernando está doente e se houver um evento maior, quando voltarmos, não conseguiremos sair».

«Está tudo normalizado. Continua a haver sismos, mas não sentimos nada há dois ou três dias. A escola do menino fechou por prevenção, entretanto teve férias da Páscoa, conheceu outras crianças e agora está mais calmo. Temos de continuar a viver, não podemos parar. No nosso caso, foi ‘fácil’ sair do concelho. Não tínhamos de regressar ao trabalho, mas há pessoas a pernoitar fora do concelho e têm de ir trabalhar para as Velas», lamenta, indo esta família ao encontro da perspetiva de Isabel Tavares Mendes, que conversou com o i a 24 de março. Natural do continente e a viver há sete anos em Velas, dizia que dormira pouco desde sábado, quando sentiu o primeiro abalo às 16h21. «É muita ansiedade, sinto-me quase num trabalho de parto», descrevia a funcionária do snack-bar Livramento ‘O 30’, em frente aos bombeiros de Velas, apontando então que as movimentações e sucessivas reuniões indiciam o estado de alerta que tomou a vila.

«A informação que temos é que se tocarem os sinos nos devemos dirigir para os pontos de encontro», explicava, remetendo para as informações que a autarquia tinha vindo a disponibilizar. Naquele dia, o i lembrou que «depois de sucessivos pequenos sobressaltos, Velas sofreu um violento sismo a 15 de fevereiro de 1964, que obrigou à evacuação de cerca de 5 mil pessoas para a ilha Terceira. Verificou-se na altura na altura uma das três erupções registadas desde que a ilha é habitada e a mais recente, sem consequências. As duas únicas erupções em terra remontam a 1580 e 1808, com relatos de fortes danos e vítimas mortais».

«Ninguém sabe aquilo que vai acontecer, a natureza é imprevisível. O que é que vamos fazer? Temos de retomar o nosso quotidiano mais tarde ou mais cedo», reconhece Dina. «A nível de governo, acho que as notícias que passaram foram excessivas demais, a população ficou em pânico e o concelho das Velas ficou quase deserto. Agora penso que estão a reter a informação para evitar. Acho que não poderá fazer muito mais».

No último dia de março, o i noticiava que «geólogos têm-se mantido atentos aos registos sísmicos da ilha de São Jorge, à procura dos sinais de uma erupção vulcânica iminente, e agora eles surgiram. A sismicidade começou tornar-se cada vez menos profunda, indicando que o magma está a subir à superfície desde o abalo de 3.8 de magnitude desta terça-feira, alerta José Madeira, professor de Geologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e investigador do Instituto D. Luiz, que no dia anterior descrevera ao i estes sinais como os mais preocupantes».

Apesar de concordar com a preocupação gerada por todos os eventos que se têm vindo a registar, Dina reflete acerca dos efeitos dos mesmos no setor do turismo e da restauração e não partilha da mesma opinião da família Parreira. «Se em 15 dias de crise os empresários ficam com ideias de fechar as portas e despedir funcionários, é porque não estavam muito bem preparados. Estamos a passar por uma pandemia há dois anos e vimos o mesmo a acontecer. O Governo não pode fazer tudo. Temos os meios ao nosso dispor, a proteção civil sempre disponível. As pessoas que saíram de casa saíram por sua autoria e o acolhimento tem corrido muito bem».

«Somos humanos, estamos vivos»

«O receio mantém-se sempre. As providencias que vamos tomar é preparar mochilas com bens essenciais, pô-las dentro do carro e estarmos preparados. Não fizemos isto da primeira vez. Já passei por muitos sismos, mas nunca por uma crise assim. Contudo, temos familiares no concelho e continuam a tentar trabalhar e viver dentro do normal», admite a mulher que é um dos quase quatro mil membros, juntamente com o marido, e da família Parreira, do grupo de Facebook ‘Acolhimento no Pico - São Jorge’ que, à hora de fecho desta edição, contabilizava 3,9 mil membros.

«Caros membros, quando surgiu esta ideia nunca pensei que fosse ter esta adesão e humanidade para ajudar o próximo... Hoje posso gritar ao vento que tenho orgulho da terra que me acolheu! Obrigada a todos vós, à vossa entrega, à vossa humildade e ao vosso Amor aos nossos irmãos de São Jorge! ‘Onde se encontrar um Picaroto, estará sempre presente uma força telúrica e transcendental, pois é da sua Montanha a pureza do sal que a beija, que ele retira a força que corre no seu sangue... Onde ele estiver presente, está com certeza o basalto, a seiva das vinhas, que corre no seu corpo, sua alegria e um perfume de maresia...’», escrevia, a 27 de março, o fundador e administrador Ricardo Branco Cepeda, de 43 anos, residente nas Lajes do Pico e professor de Alunos com Necessidades Educativas Especiais que frequentam o 1.º Ciclo do Ensino Básico.

«Criei na minha página uma publicação porque tinha falado com um amigo. Depois achei que devia ajudar as pessoas a comunicarem umas com as outras. Nunca pensei que tomasse esta dimensão. Por vezes, fazemos a diferença com um pequeno gesto», declara, realçando que «vivemos numa sociedade cada vez mais fechada, as pessoas só olham para o seu umbigo, mas assim sabemos que somos humanos, estamos vivos».

«Se estivéssemos na situação dos nossos irmãos jorgenses, também gostaríamos que nos ajudassem. Conseguimos ter empatia para com os outros mesmo que não os conheçamos. Isso também ajudou a quebrar a questão da vergonha de pedir ajuda. Através das ofertas que foram surgindo, quem oferecia ajuda conseguia conversar com quem dela precisava», afirma o docente que esteve a falar com o Nascer do SOL enquanto o presidente do CIVISA, Rui Marques, fazia o ‘briefing’ diário nas Velas.

O presidente do CIVISA disse que a rede «continua a registar sismicidade na Ponta dos Rosais», tendo sido registados, ontem, neste setor, «mais três sismos», perfazendo 23 abalos desde o início da crise. De seguida, Rui Marques referiu igualmente que os sismos na Ponta dos Rosais «têm profundidades inferiores a cinco quilómetros», enquanto a restante sismicidade, entre a vila das Velas e a Fajã do Ouvidor, «continua a manter-se entre os 7,5 quilómetros e os 12 quilómetros de profundidade».

«Não houve uma migração da sismicidade», mas «uma nova zona» em que está a ocorrer «libertação de energia», constatou. «Certamente existe uma relação entre a sismicidade que está mais localizada no setor central de São Jorge e a sismicidade na Ponta dos Rosais, até porque estas estruturas que dominam a ilha prolongam-se até à Ponta dos Rosais. E, como tal, poderá estar a haver uma acumulação de tensão», desenvolveu, assinalando que a sismicidade na Ponta dos Rosais tem sido caracterizada, desde o início, «por profundidades menores, sempre inferiores a cinco quilómetros».

«A nossa grande preocupação na Ponta dos Rosais é a sismicidade ser mais superficial, alguns sismos com alguma magnitude que podem gerar movimentos de vertente em falésias que têm elevada suscetibilidade para a ocorrência de movimentos de vertente”, continuou, considerando que as previsões de vento forte e precipitação, naquilo que diz respeito aos trabalhos de campo do CIVISA, poderão condicionar «a medição pontual de gases no solo». «Mas, será uma situação de mau tempo, com ventos fortes e agitação marítima, que passará com alguma rapidez sobre a ilha de São Jorge e poderemos rapidamente retomar o programa de monitorização tal como está definido».

«Ofereci a minha casa, mas ninguém veio para cá ainda. Tenho uma filha de 8 anos. Ela apercebeu-se porque o sismo de grau IV foi sentido e perguntou logo: ‘O que se passa, pai? Está a tremer o chão’. Aqui já sabemos o que temos de fazer, até nas escolas existem simulações. Havia senhoras grávidas que já foram para o Faial para o caso de entrarem em trabalho de parto ou terem algum problema. Aquilo que me emocionou mais foi a prontidão que as pessoas demonstraram. Isso para mim foi incrível e nunca pensei que houvesse este resultado tão rápido», confessou, narrando que foi contactado por pessoas que queriam oferecer comida, medicamentos, roupa, «aquilo que fosse preciso, nos sítios em que tudo fosse preciso».

«O Governo central já se prontificou a ajudar, o exército já fez uma zona de evacuação com tendas, socorrismo, etc. para o caso de tal ser necessário no futuro. O único senão é que como a ilha ficou um pouco parada, e é dependente do turismo, as pessoas estão a passar um mau bocado. Faltam apoios para os empresários. Estas pessoas ficaram sem retorno económico de um dia para o outro», constata, alinhando-se com a família Parreira e com o líder dos empresários de São Jorge, Mário Veiros, que alertou que há empresas na ilha que podem fechar se não forem adotadas «medidas urgentes» para mitigar os impactos económicos da crise sísmica. «No caso do turismo, há uma série de serviços turísticos que são unipessoais, no máximo com duas pessoas, que prestam serviços de turismo de aventura, entre outros, e que se perderão, porque não faturam devido a terem tido o último cliente em outubro», acrescentou o presidente do Núcleo de Empresários de São Jorge, em declarações à Agência Lusa.

«Há uma certa ansiedade na escola, mas uma certa normalidade ao mesmo tempo. Ao longo dos anos, temos feito muitas simulações e desde os pequeninos até aos maiores... Todos sabem aquilo que devem fazer. Assim há alguma calma e serenidade para continuarmos com tudo como é habitual», começa por finalizar o professor. «Temos de nos pôr debaixo das mesas, os miúdos sabem a forma como têm de sair da sala, sair ordeiramente, etc. O pânico, nestas situações, é o maior inimigo. Quanto à página, vai continuar disponível no futuro porque não sabemos aquilo que poderá acontecer».

A ilha de São Jorge mantém o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa «estado de repouso» e V6 «erupção em curso».


Encontro intercultural «Diferentes Olhares Sobre o Mundo» deu a conhecer cultura do Nepal

in Figueira na Hora

Decorreu hoje, dia 10 de abril, junto ao Forte de Santa Catarina, uma apresentação cultural com música e danças tradicionais do Nepal. Este evento, inserido no encontro Intercultural «Diferentes Olhares Sobre o Mundo», contou com a presença da vereadora Olga Brás.

Esta foi uma iniciativa englobada no Programa Nacional – Semana da Interculturalidade da EAPN Portugal. A EAPN Portugal representa a European Anti Poverty Network (EAPN), associação sem fins lucrativos, sediada em Bruxelas, estando representada em cada um dos Estados-Membro da U.E. por Redes Nacionais.


12.4.22

"Somos InterCOOLturais", jovens debatem o tema da interculturalidade na Rádio 94 FM

in Jornal de Leiria

A voz de jovens, com diferentes culturas e muitas semelhanças

Está a ser transmitido “Sou InterCOOLtural”, programa de rádio na 94FM, no âmbito da Semana da Interculturalidade, promovido pelo Município de Leiria e por vários parceiros.

O “Sou InterCOOLtural” dá-nos a voz de jovens, com diferentes culturas e muitas semelhanças. Pode escutá-lo na Rádio 94 FM e na página de Facebook do município de Leiria.

8.4.22

Ciganos no ensino secundário: na luta contra as baixas expectativas, a diferença está na família

Ana Cristina Pereira, in Público on-line

Estudo qualitativo desenvolvido no âmbito do projecto EduCig mostra que apoio da família é muito importante, mas não o ter não é impeditivo.

O que distingue a minoria de jovens ciganos que frequentam o ensino secundário da larga maioria que continua a abandonar a escola no 2.º ou no 3.º ciclos? Uma equipa de investigadores procurou respostas, analisando trajectórias de sucesso de rapazes e raparigas.

Não é uma resposta simples a que sai do novo estudo qualitativo desenvolvido pelo EduCig (2018-2022), projecto coordenado por Manuela Mendes, professora do ISCTE-IUL, que junta Olga Magano, Ana Rita Costa, Pedro Caetano, Pedro Candeias, Florbela Samagaio e outros investigadores. “Nem foi fácil identificar os jovens que estão no secundário”, diz Mendes. “São muito poucos.”

Sabiam ao que iam. O primeiro Estudo Nacional sobre as Comunidades Ciganas, que Mendes, Magano e Candeias assinaram em 2014, não deixou margem para dúvidas: apenas 6% concluíra o 3.º ciclo e 2,5% o ensino secundário ou superior. Quando a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência lançou os resultados de um inquérito feito às escolas confirmou-se que essa realidade estava a mudar, mas devagar.

Havia então 25.126 ciganos inscritos no ensino público, incluindo os 2570 do pré-escolar. Só que o número diminuía de nível de ensino para nível de ensino: 11.138 frequentavam o 1.º ciclo, 6097 o 2.º, 4684 o 3.º ciclo e 651 o secundário, mais de metade no Norte do país. As taxas de retenção mais elevadas registavam-se na Área Metropolitana de Lisboa, no Alentejo e no Algarve. O Norte juntava mais de metade dos alunos do secundário.

Fizeram 31 entrevistas a estudantes com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, a frequentar o secundário no ano lectivo 2018/2019 nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Metade com pai e mãe ciganos e outra metade com apenas o pai ou a mãe de etnia cigana. A maioria com frequência do pré-escolar e escolaridade superior aos pais. Quase metade com alguma retenção (sobretudo por faltas).

As barreiras vieram ao de cima nessas entrevistas demoradas. Os estudantes deram nota da “baixa expectativa dos professores”, da tendência para os encaminhar para cursos profissionais. E dos “percursos escolares marcados por imagens estereotipadas e situações discriminatórias”, que “constituem obstáculos à formação escolar” e que geram “sentimentos de revolta”, “falta de vontade de frequentar a escola, de continuar a estudar” e mesmo “dificuldades na aprendizagem”.

Entre as experiências de discriminação emergiram turmas nem sempre inclusivas, diferenciadas por etnia e género. Alguns estudantes relataram “situações de bullying que resultam na dificuldade em construir amizades com os colegas e uma relação saudável com a escola”. Também admitiram processos de auto-exclusão, como é o caso das raparigas ciganas que só falam com rapazes se forem ciganos.

O que faz com que, apesar de tudo isso, tivessem seguido em frente? “Em muitos casos, o apoio da família nuclear é decisivo”, salienta Manuela Mendes. “Isso desdobra-se na motivação que a família incute, no apoio ao trabalho de casa, no pagamento de explicações”, prossegue. “Muitas vezes, os pais protagonizam uma mudança no percurso de vida para viabilizarem o percurso escolar dos filhos. São modelos de referência, porque o pai ou a mãe ou ambos têm percursos escolares interessantes, mas não tiveram as mesmas oportunidades, transferem para os filhos as aspirações que tinham.”

Também há jovens que continuam a estudar, apesar da família. Há mesmo uma que o fez contra a família. “Era os meus pais a lutar que eu não fosse para a escola e eu a batalhar para continuar as aulas”, contou a rapariga, então com 19 anos. Acabou por fazer um corte. “Porque para ir para a faculdade, a minha família era contra e pretendia que eu casasse. Eu tive de sair de casa para conseguir prosseguir os estudos.”

Falando nesse caso concreto, Manuela Mendes conta que esta aluna gostava muito do curso de Contabilidade que então estava a frequentar. E resistia às investivas dos pais para a ver casada. “Não se revia nos valores tradicionais.” Aos 18 anos, tendo o casamento marcado, fez a prova de aptidão profissional e fugiu de casa. “Afastou-se da família e das dinâmicas do mundo cigano.” Concebeu o seu próprio projecto de vida, que inclui autonomia, espaço para as suas escolhas. “Tem muita motivação, muita resiliência, muita vontade de trabalhar.”

A investigação confirma a tensão entre os percursos escolares mais prolongados e algumas práticas tradicionais, como o casamento de endogamia. É evidente que muitos estudantes sentem ambivalências e debatem-se com alguns dilemas, mas resistem, sobretudo porque percebem a escola como única via de ascensão social. “Alguns querem, de forma clara, dissociar-se das actividades tradicionais, como a venda ambulante”, diz. “Querem mostrar aos não ciganos que os ciganos podem e querem fazer outros trabalhos. E aos ciganos que continuam a ser ciganos.”

Na escola, estes jovens dão valor ao que aprendem e às relações que estabelecem. Além de professores e outros profissionais, apreciam o contacto com os colegas, incluindo outros “ciganos que valorizam a escola, que estão num processo de continuidade na escola, que acabam por ser modelos de referência”.

O que eles dizem sobre a escola


Escola como facilitadora de competências transversais

“A escola digamos que abre horizontes, a história… a história tira-nos aquelas duas palas que… que os burros usam. A escola é fundamental, porque abre mesmo os nossos horizontes.” (MD, 18, AML

“Primeiro, ensina-nos a estar com outro, dá-nos valores, dá-nos experiências que nunca teríamos, se não estivéssemos na escola (…).” (VG, 19, AMP)

“A escola serve para combater uma coisa que, infelizmente, desde que o mundo foi criado existe cada vez mais (...) que é a ignorância. A escola ajuda-nos a combater preconceitos, ignorâncias, estereótipos. (...) Às vezes, as pessoas… (...) não tiveram oportunidade de saber mais. Nunca... a única educação que levaram foi a de casa e, em geral, a educação de casa costuma ser uma educação mais retrógrada. Então, eu acho que a escola é importante (...) porque aprendemos que temos que lidar, desde cedo, com outras pessoas, temos que, desde os seis anos de idade, lidar com mais 29 crianças, quando nós não lidámos com ninguém em casa. Eu acho que a escola é um bom sítio, porque para além de... de matéria, temos também a parte social.” (BC, 19, AMP)

Escola como espaço de socialização

“O tempo de recreio é um tempo de convívio (...), trocamos ideias. Eu falo por mim, eu fora da escola, é raro estar com pessoas assim que tenham diferentes ideias de mim – que os meus amigos todos têm as mesmas ideias que eu – então gosto de na escola socializar. Sempre troco ideias com pessoas que têm outro tipo de pensamento.” (LR, 17, AML)

“Ao primeiro, quando eu comecei, havia um bocado aquela discriminação. Tanto que eu cheguei ao 3º ano e nem sabia ler nem escrever. (...) Passavam-me sempre. Sem estudar, praticamente. Primeira, segunda, terceira, não sabia ler. Não aprendi. Havia a tal coisa, discriminação. Metiam-me sempre à parte, deixavam-me ali, entregavam-me uma ficha e faz a ficha, desenrasca-te e já está. Praticamente aprendi só a ler no 4º ano.” (ZF, AML)

Escola como preparação para futuro profissional

“Muita. Porque sendo cigana ou não, eu acho que a escola para nós é importante. Porque se nós ficarmos com o 9º ano, ou vamos mais longe, se ficarmos com o 4º ano, o que é que temos hoje em dia? Nada. Ficamos a limpar escadas. (...) Então eu acho que a escola é fundamental para o ensino e para a vida de trabalho hoje em dia.” (PB, 19, AML)

“A mim abre portas para o futuro (...). Se tirar o 12º ano consigo ter mais área de trabalho, tenho mais portas para o futuro.” (V 15, AMP)

“Para que possamos ter um futuro. Que seja diferente. Porque já não estamos no tempo em que fazíamos uma feira e ganhávamos 5000€ por mês” (BO, 19, AML)

Escola como meio de mobilidade social

“Hoje em dia, quem não tiver escolaridade e não tiver a escola toda feita não é ninguém na vida, acho que não consegue ter um bom futuro (...). Eu não gosto de andar na escola, acho que ninguém gosta. Mas tenho que lutar pelo meu futuro. Tenho que investir nisso.” (SM, 16, AML)

“A escola para mim tem uma importância muito grande. É algo que vai escolher o que vamos ser mais tarde. Muita gente não gosta da escola, mas temos de pensar que é ela que vai dar um rumo à nossa vida.” (PR, 18, AML)

“Eu quero estudar, quero tirar o meu mestrado, mas também quero trabalhar por mim próprio, não vai ser na venda, vai ser uma coisa que eu vou construir, uma empresa minha.” (BO, 19 AML)

Fonte: “Trajectórias e aspirações dos estudantes ciganos no ensino secundário”, equipa Educig.


Marcelo pede reconhecimento do lugar da comunidade cigana na sociedade

in DN

Presidente da República defende que Portugal será "um país mais justo, mais preparado para os desafios do nosso tempo, quando nenhum entre nós se vir excluído em razão da comunidade, da etnia, da cultura a que pertence".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou esta sexta-feira o Dia Internacional das Comunidades Ciganas sublinhando a "necessidade urgente" de reconhecimento do lugar daquela comunidade na sociedade e a mitigação da "pobreza, exclusão e preconceito" que a atingem.

Relatório. Maioria dos ciganos mandados parar pela polícia sentiu-se vítima de discriminação racial

"Neste 08 de abril, Dia Internacional das Comunidades Ciganas, o Presidente da República gostaria de sublinhar a necessidade urgente de reconhecer o lugar da comunidade cigana na sociedade portuguesa, enaltecendo a sua riqueza, cultura e história e exortando ao mitigar da pobreza, exclusão e preconceito que ainda hoje vitima esta comunidade", lê-se na mensagem publicada no sítio oficial da internet da Presidência da República.

Marcelo Rebelo de Sousa defende que Portugal será "um país mais justo, mais preparado para os desafios do nosso tempo, quando nenhum entre nós se vir excluído em razão da comunidade, da etnia, da cultura a que pertence".

"Possa este ser um desígnio abraçado por todas e todos, incluindo a própria comunidade cigana, com convicção e responsabilidade", conclui.

O Dia Internacional das Comunidades Ciganas foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) depois de uma campanha feita pelo cigano e ator americano Yull Briner e oficializado no 1.º Congresso Mundial Roma/Cigano, em Londres, Inglaterra, em 1971.

O Município de Chaves associa-se à Rede Europeia Anti-Pobreza

in Notícias de Vila Real 

O Município de Chaves associa-se à EAPN – European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza) Portugal na sensibilização da sociedade em geral para a prevenção e combate ao discurso do ódio, sob o lema “O Discurso de Ódio não é Argumento. #Daravoltaaotexto#EAPN”.

O discurso de ódio tem vindo a ganhar cada vez mais espaço dentro da Europa e em Portugal não é exceção, sendo encontrado em conversas e comentários espontâneos, mas também de forma explícita através das redes sociais, de caixas de comentários de notícias, nas paredes das cidades ou mesmo em ações de ruas.

Esta campanha visa uma reflexão critica sobre preconceitos, alertar para distintos tipos de discriminação, e de forma simples e eficaz, defender também um discurso humano, digno e dotado de humor, de forma a desarmar a futilidade com que muitas dessas ofensas são proferidas.

Penalva do Castelo: Semana da Interculturalidade no combate a exclusão social

in Beiras Informação

Penalva do Castelo, no distrito de Viseu, associou-se à Semana da Interculturalidade, que é promovida pela EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal para combater a exclusão social.

O objetivo é mostrar a relação entre as culturas, estimular o diálogo, promover o respeito e a não discriminação.

A campanha nacional “O Discurso de Ódio não é Argumento” alerta para os diversos tipos de discriminação existentes, como a xenofobia, o machismo, o racismo e a homofobia, que estão a ser materializados em discursos, redes sociais, comentários de notícias, etc.

Pessoas com deficiência com maior risco de pobreza e exclusão ou discriminações

in Sapo24

As pessoas com deficiência continuam numa situação de grande vulnerabilidade, com maior risco de pobreza e exclusão social, desemprego e discriminações, demonstra o relatório para 2021 do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos.

O relatório é divulgado hoje, sendo esta a quinta edição desta publicação anual, e os dados mostram, quando se olha para os dois últimos anos, atravessados pela crise pandémica, “importantes desigualdades” entre as pessoas com e sem deficiência, “que sugerem efeitos mais negativos e processos de mais lenta recuperação no caso das pessoas com deficiência face à população em geral”.

“Eu penso que este relatório nos traça um perfil que é ainda de grande vulnerabilidade e que é ainda também de uma promessa por cumprir em termos do acesso igual a todos os direitos humanos fundamentais”, defendeu uma das autoras do estudo e coordenadora do Observatório.

Segundo a professora Paula Campos Pinto, “a pobreza acrescida, as maiores dificuldades no acesso ao mercado de trabalho, as discriminações múltiplas que estas pessoas ainda enfrentam no seu quotidiano são evidência (…) de que há ainda uma grande desigualdade, uma grande disparidade entre a população com e sem deficiência”.

“Apesar de termos vindo a fazer progressos com a introdução de políticas mais ajustadas, há ainda um longo caminho a percorrer e esses progressos são sempre precários e ficam sempre ameaçados quando crises económicas e sociais vêm colocar outros valores em evidência e mais à frente”, sublinhou a investigadora.

Paula Campos Pinto sublinhou que ainda está a ser avaliado o impacto que a pandemia da covid-19 terá ao nível da proteção social e do risco de pobreza destas pessoas, mas disse acreditar que esse impacto se faça sentir por mais do que um ano.

Em matéria dos apoios sociais existentes, a professora disse claramente que ainda são insuficientes, mesmo com a criação da Prestação Social para a Inclusão, que inclui o pagamento de um complemento especificamente para combater situações de pobreza entre as pessoas com deficiência com rendimentos mais baixos.

Segundo Paula Campos Pinto, as pessoas com deficiência e as suas famílias, de uma maneira geral, enfrentam custos acrescidos por causa das suas incapacidades, seja porque “há menos rendimentos a entrar na família” ou porque “há mais despesas com apoios, terapias, transportes, medicação, apoios técnicos”.

“Há muitas despesas a mais que são necessárias para estas famílias e sabemos que o nível das prestações de uma maneira geral no nosso país é insuficiente”, apontou.

Uma realidade que, segundo a investigadora, se vê de forma clara quando se olha para a taxa de risco de pobreza entre pessoas com e sem deficiência.

“Há uma disparidade de quase 12 pontos percentuais entre estes dois grupos e esta disparidade acentua-se para os agregados em que as pessoas com deficiência têm deficiências mais graves, onde a taxa de risco de pobreza ou exclusão social é quase o dobro daquela que encontramos para a população em geral”, destacou.

No entanto, nem tudo são aspetos negativos na forma como a sociedade trata estas pessoas e entre as quatro áreas analisadas – discriminação, educação, trabalho e proteção social – foi possível constatar a “evolução positiva que se tem registado desde há algum tempo a esta parte” dentro do ensino superior.

“Vemos crescer todos os anos o número de alunos com deficiência a frequentar o ensino superior, estudantes a concluírem os seus graus de ensino e também instituições de ensino superior cada vez mais preparadas para acolher estes estudantes em termos de regulamentação específica ou criação de serviços e apoios ou acessibilidades para a participação na vida destas instituições”, enunciou Paula Campos Pinto.

Na opinião da responsável, “muito mais poderia ter sido feito”, mas admitiu que Portugal tem caminhado no bom sentido e que tem feito uma evolução positiva nos últimos anos, fruto de “um investimento feito ao nível da escolaridade obrigatória” e que, consequentemente, fez com mais pessoas com deficiência quisessem continuar os estudos superiores.

“Há efeito de alguma continuidade e que decorre do investimento anteriormente feito, Portugal tem tido investimento na educação inclusiva já de há alguns anos a esta parte, que é muito importante”, apontou.

A investigadora lamentou ainda que o Ministério da Educação não tivesse disponibilizado dados sobre a educação inclusiva, ou seja, relativa ao ensino obrigatório.

6.4.22

Portalegre: Semana da Interculturalidade com meia centena de atividades em oito concelhos do distrito

in Rádio Portalegre

(Por Carla Aguiã) - Portalegre mobilizou-se para a dinamização da Semana da Interculturalidade, com mais de 30 parceiros, em oito concelhos do distrito e meia centena de atividades programadas, que vão desde conferências, exposições, workshops gastronómicos, danças do mundo e testemunhos de estudantes internacionais.

A iniciativa dinamizada a nível nacional pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), arrancou esta segunda feira e decorre até domingo.

Na cerimónia de abertura, a vice-presidente da EAPN Portugal, Maria Joaquina Madeira, destacou a forte adesão do Alto Alentejo a este projeto que visa “alertar consciências, informar e formar a opinião pública sobre a questão da xenofobia, racismo e preconceito”.

Em declarações à Rádio Portalegre Maria Joaquina Madeira sublinhou a importância da sociedade reconhecer que “ser diferente é um valor”, alertando que esta consciencialização requer conhecimento, formação e cidadania.

A sessão inaugural da Semana da Interculturalidade decorreu, segunda feira, no auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP).

O anfitrião, Fernando Rebola, vice-presidente do IPP, começou por destacar a participação pertinente do politécnico neste evento, pelo facto desta ser a organização mais multicultural da região.

Segundo Fernando Rebola, a instituição tem atualmente 311 estudantes estrangeiros de 25 nacionalidades, o que o dirigente considera “fonte de enriquecimento recíproco e oportunidades de partilha e aprendizagem mútua”.

O primeiro dia desta Semana da Interculturalidade ficou marcado pela conferência sob o tema “O Direito à Educação”, que contou com a participação de Ana Bettencourt, consultora e assessora do Presidente Jorge Sampaio, entre 1996 e 2006.

Nesta homenagem ao antigo Presidente da República, Ana Bettencourt destacou o trabalho intenso de Jorge Sampaio no sentido de garantir educação para todos e no combate ao abandono escolar.

Em declarações à Rádio Portalegre, Ana Bettencourt disse que Jorge Sampaio, ou o “Presidente da educação” conseguiu durante os seus mandatos “uma evolução muito grande no sentido da diversificação dos alunos que chegavam à escola” e destacou a postura do antigo Chefe de Estado, “sempre muito junto dos portugueses”.

No Alto Alentejo a Semana da Interculturalidade é promovida pelo Núcleo Distrital de Portalegre da EAPN.

As atividades vão decorrer nos concelhos de Portalegre, Elvas, Ponte de Sor, Arronches, Avis, Campo Maior, Nisa e Monforte.

O programa completo pode ser consultado no site www.eapn.pt

Pinhel: Exposição temporária (Re) Existir: narrativas em contexto de pandemia

in Mais Beiras

De 5 de abril a 1 de maio, vai estar patente ao público, na Casa da Cultura, a exposição “(RE)Existir: Narrativas em Contexto de Pandemia”.

Trata-se de uma Exposição de Ilustração promovida pela EAPN Portugal – Rede Europeia Anti-Pobreza, que resultou do trabalho que esta instituição tem vindo a desenvolver e, em particular, da edição de um livro baseado em testemunhos reais dando conta da dimensão que a pandemia teve na vida das pessoas.

Vivências, emoções e angústias, durante e após o confinamento, são o tema transversal desta exposição que conta com ilustrações de 8 artistas que acompanham os testemunhos de 15 pessoas provenientes de várias partes do país.

Ao partilhar estas histórias e estas ilustrações, a EAPN acredita que muitas outras pessoas irão rever-se nestes casos na medida em que, afinal, “de uma forma ou de outra, muitas viram as suas vidas viradas do avesso”.

#Si2022: “A nova face da Europa: Manual de sobrevivência e prioridades interventivas”

in Postal

Ação de sensibilização, no âmbito do tráfico de seres humanos assume particular centralidade neste momento para todos os técnicos de intervenção social, bem como para qualquer cidadão.

A Associação para o Planeamento da família vai realizar, no âmbito da Semana da Interculturalidade e em parceria com o Núcleo Distrital de Faro da EAPN/Portugal, no próximo dia 6 de abril pelas 15:00, uma ação de sensibilização no âmbito do tráfico de seres humanos, designada “A nova face da Europa: Manual de sobrevivência e prioridades interventivas.

Esta ação assume particular centralidade neste momento para todos os técnicos de intervenção social, bem como para qualquer cidadão.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias em https://docs.google.com/forms/d/1d9QK5kzb0SN5dN5ng_MjC1Sim2Sc3iNCEeGSbNNtsk0/edit

Felgueiras promove palestra sobre interculturalidade

by Patricia Cunha, in a Verdade

O Município de Felgueiras assinala, no dia 4 de abril, a Interculturalidade numa palestra sobre “A empregabilidade das comunidades ciganas”, que decorrerá no auditório da Câmara Municipal, pelas 15h00.

A palestra integra a semana da Interculturalidade que se realiza entre os dias 4 e 10 de abril, com o apoio do Alto Comissariado para as Migrações (ACM) Esta iniciativa conta com a participação de 18 distritos e da Região Autónoma da Madeira, segundo comunicado da autarquia.

A abordagem da Interculturalidade é promovida desde 2014, pela EAPN Portugal – Rede Europeia Anti-Pobreza, “e prevê estimular o diálogo e a relação entre culturas, mostrando que a interculturalidade é, também, uma excelente forma de combater a exclusão social, prezando valores como respeito; solidariedade; igualdade; cidadania; não discriminação pela aparência, etnia, género ou nacionalidade; democracia na educação e direitos humanos”, acrescentam.

O evento requer inscrição prévia que pode ser feita através do site oficial da Semana da Interculturalidade.

Jorge Sampaio homenageado na Semana da Interculturalidade de Portalegre

in Diário Campanário

Dia 4 de abril, às 15 horas, no âmbito da Semana da Interculturalidade, tem lugar a homenagem ao Dr. Jorge Sampaio, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre.

Para este momento, está programada a conferência “O Direito à Educação”, que contará com a participação de Ana Bettencourt (consultora e assessora do Presidente Jorge Sampaio, entre 1996 e 2006).

A Semana da Interculturalidade é um evento da EAPN Portugal, cujas iniciativas locais são coordenadas pelo Núcleo Distrital de Portalegre da Rede Europeia Anti Pobreza e contam com o apoio de instituições regionais, nomeadamente o Politécnico de Portalegre.

Fonte: Nota de Imprensa

Famalicão: Associação de Moradores das Lameiras assinala Semana da Interculturalidade

in Cidade Hoje

Começou, esta segunda-feira, a Semana da Interculturalidade da Associação de Moradores das Lameiras, iniciativa que decorre até domingo, promovida pela EAPN (Rede Europeia Anti-Pobreza) com o apoio institucional do Alto Comissariado para as Migrações (ACM).

Esta atividade decorre desde 2014, tendo como premissa sensibilizar para o combate à exclusão social, bem como promover valores como o diálogo, a cidadania, a solidariedade, a igualdade, a democracia na educação e os direitos humanos. Com esta iniciativa, a AML tem como objetivo sensibilizar as crianças e idosos, bem como a comunidade em geral para os vários temas. Através da expressão artística, os utentes criarão um mural com estas temáticas, que estará exposto no Centro Social das Lameiras.


Jorge Sampaio homenageado em Portalegre

in Rádio Elvas

No âmbito da Semana da Interculturalidade, tem lugar amanhã, segunda-feira, dia 4, pelas 15 horas, uma homenagem a Jorge Sampaio, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre.

Para este momento, está programada a conferência “O Direito à Educação”, que contará com a participação de Ana Bettencourt (consultora e assessora do Presidente Jorge Sampaio, entre 1996 e 2006).

A Semana da Interculturalidade é um evento da EAPN Portugal, cujas iniciativas locais são coordenadas pelo Núcleo Distrital de Portalegre da Rede Europeia Anti Pobreza e contam com o apoio de instituições regionais, nomeadamente o Politécnico de Portalegre.

Beja acolhe Semana da Interculturalidade

in Rádio Pax

A EAPN Portugal – Rede Europeia Anti-Pobreza iniciou hoje mais uma semana da Interculturalidade.

Deste forma pretende “estimular o diálogo e a relação entre culturas, mostrando que a interculturalidade é, também, uma excelente forma de combater a exclusão social, prezando valores como respeito; solidariedade; igualdade; cidadania; não discriminação pela aparência, etnia, género ou nacionalidade; democracia na educação e direitos humanos”.

Para a Rede Europeia Anti-Pobreza “é imperativo que a diferença e a diversidade garantam a plena cidadania de todos os indivíduos, contribuindo para uma sociedade mais justa e equilibrada”.

João Martins, coordenador do Núcleo Distrital de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza frisa que o distrito está “envelhecido” e há uma nova realidade resultante da chegada de muitos imigrantes.

Ao longo desta semana serão desenvolvidas várias iniciativas centradas nos imigrantes e nas comunidades ciganas, adianta João Martins.

A Semana da Interculturalidade encerra, em Beja, na sexta-feira, com um almoço intercultural.

4.4.22

Semana da Interculturalidade começa hoje em Beja

Beatriz Torres Valente, in Rádio Pax

A Semana da Interculturalidade 2022 realiza-se de 4 a 10 de abril. A iniciativa, que é promovida pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, com o apoio institucional do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), prevê a realização de 260 ações em todo o país. Em Beja há atividades na Praça da República e na Praça do Jornal Ala Esquerda.

A iniciativa pretende “estimular o diálogo e a relação entre culturas, mostrando que a interculturalidade é, também, uma excelente forma de combater a exclusão social, prezando valores como respeito; solidariedade; igualdade; cidadania; não discriminação pela aparência, etnia, género ou nacionalidade; democracia na educação e direitos humanos.”

Para a organização, numa sociedade cada vez mais tomada pela globalização, é imperativo que a diferença e a diversidade garantam a plena cidadania de todos os indivíduos, contribuindo para uma sociedade mais justa e equilibrada.

O Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza e parceiros locais, realizam a abertura da Semana da Interculturalidade de Beja, hoje, na Praça da República, às 16h00.

Até ao próximo dia 8 de abril há igualmente atividades programadas na Praça Jornal Ala Esquerda, durante o dia. Jogos de tabuleiro, exposições e danças do mundo são algumas das propostas. Consulte a programação completa aqui.

Dez anos de luta contra o preconceito sobre a comunidade cigana

Alexandra Barata, in JN

Da integração da comunidade cigana na sociedade, à ajuda na recuperação de dependentes de álcool e drogas nas ruas de Leiria, a Inpulsar - Associação para o Desenvolvimento Comunitário - assinala 10 anos de existência com uma taxa de sucesso de 100% em alguns projetos. Um bom exemplo vem de um ex-consumidor de heroína recuperado, que hoje integra a equipa no acompanhamento de rua.

[artigo acessível só a assinantes]

71% das famílias portuguesas tiveram dificuldades financeiras em 2021

João Malheiro, in RR

Habitação, saúde e atividades de lazer são as áreas mais difíceis. Uma em cada dez famílias monoparentais vive em situação de pobreza extrema. 45% das famílias teve uma redução de rendimentos durante a pandemia da Covid-19.

Dados da DECO Proteste revelam que 71% das famílias portuguesas relataram dificuldades em pagar as suas contas. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor alerta para dificuldades financeiras acrescidas, já que este valor é superior aos 69%, reportados em 2020.

Habitação, saúde e atividades de lazer são as áreas financeiramente mais difíceis para as famílias, mas a DECO também destaca as contas relativas à mobilidade e à alimentação, que tiveram um aumento do grau de dificuldade face a 2020.

Segundo Rita Rodrigues, responsável pelas Relações Institucionais da associação, citada em comunicado oficial, esta situação "pode ser explicada pelo contexto de pandemia que continuou a marcar a economia em 2021, pelos períodos de confinamento e pelas perdas parciais ou totais de rendimento consequentes".

Em termos geográficos, a região do Alentejo surge no topo da lista de dificuldades económicas (72%), seguido pelos Açores e Lisboa e Vale do Tejo, ambos com (71%).

No entanto, é na Madeira que se encontra a maior proporção de famílias em de pobreza extrema: 9,5%. Quanto a distritos, os agregados de Évora (79%), Castelo Branco (78%) e Leiria (78%) foram os que revelaram maiores constrangimentos na gestão orçamental em 2021.

As famílias monoparentais e as mais numerosas são as que têm mais dificuldades. Uma em cada dez famílias monoparentais vive em situação de pobreza extrema.
45% das famílias perdeu rendimentos com a pandemia

Ainda segundo os dados da DECO, em 2021, 45% das famílias teve uma redução de rendimentos durante a pandemia. Destas, um quarto teve perdas de emprego e um terço sofreu interrupções de atividade profissional.

Dos países que participaram no estudo, Portugal é o que mais registou perda de rendimentos por causa da pandemia. Em Espanha este valor é de 38%, em Itália 33% e na Bélgica 24%.

58% das famílias admite dificuldades em pagar as despesas do dia a dia. Entre as que registaram quebras de rendimento abaixo dos 25%, a porção com grandes dificuldades dispara para 78%.

Já entre as que sofreram cortes acima de 25%, a proporção cresce ainda mais, situando-se nos 89%. Neste último grupo, uma em cada dez famílias vive em situação de pobreza extrema.

Acolhimento de refugiados. "É preciso responsabilizar voluntários"

Henrique Cunha, in RR

O presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado defende "a responsabilização" de quem trouxe refugiados para Portugal e não providenciou o seu alojamento.

A Comunidade ortodoxa de Aveiro denunciou que, em vários pontos do país, houve ucranianos que chegaram a Portugal em transportes particulares, sem terem alojamento garantido.

Eugénio da Fonseca, Presidente da Confederação do Voluntariado defende a necessidade de se "educar para a solidariedade". Em entrevista à Renascença, o responsável adianta que “apesar de aparentemente ter havido um gesto de boa vontade essas pessoas agora têm que levar até ao limite aquilo que fizeram, e ter que ser responsabilizadas por isso”, porque “há que educar as pessoas para a solidariedade, pois o voluntarismo é algo inato porque nós somos feitos para nos darmos aos outros, mas nem sempre estamos devidamente educados” e é preciso que “sejamos capazes de fazer bem, aquele bem que pretendemos fazer”.

Voluntarismo: “atitudes acabam por ser mais prejudiciais do que benéficas”

Em declarações à Renascença, Alberto Teixeira, responsável da logística da operação humanitária montada pela comunidade ortodoxa em Aveiro, confirmou que pelo menos 17 das 20 pessoas socorridas estavam na rua sem apoio em diversos pontos do país.

Para o Presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado estamos na presença de “situações de imprudência, que podem demonstrar -sem eu querer julgar ninguém- que mais que o interesse pela defesa dos refugiados, possa ter tido como motivação efetiva a necessidade de responder às emoções que são momentâneas e muitas vezes não refletidas, e também à projeção da própria pessoa”.

Eugénio da Fonseca sublinha que “Estes tipos de atitudes acabam por ser mais prejudiciais do que benéficas”, e reforça que “até se ter a noção clara do tempo que pode durar o conflito armado, há que investir em boas condições de acolhimento, com tempos de ocupação útil do tempo, com uma compensação monetária equivalente”.

Por outro lado, sustenta ser “desejável que a recolha de bens se faça com a garantia de transporte para os lugares de destino em tempo oportuno”, e “que seja doado só o que se saiba ser o mais necessário e em condições respeitadoras da dignidade dos destinatários” e por fim “que se conte sempre com o conhecimento e apoio das diferentes comunidades ucranianas”.

Noutro plano, o responsável defende ser o momento de se rever a lei do voluntariado, e de “dar maior importância ao voluntariado de vizinhança”. “Deve ser prevista na revisão da lei que é urgente sobre o voluntariado a possibilidade de haver pessoas, que apesar de não quererem estar integradas em instituições de voluntariado, poderem querer ter ações voluntárias, mas que mesmo para isso devam estar devidamente preparadas”, remata.ext

Governo quer tirar 660 mil pessoas da pobreza até 2030

in JN

Reforço das prestações sociais e aumento das reformas, a par da execução da Estratégia Nacional para a Integração dos Sem-abrigo deverão produzir resultados numa década.

O Orçamento do Estado deverá passar a incluir um Relatório sobre as Desigualdades, que sirva de bússola para as medidas que o Governo pretende implementar para tirar 660 mil pessoas da situação de pobreza até 2030, ficando o país com 10% de cidadãos nesse patamar.

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Programa. Governo focado no clima, digital, demografia e desigualdades

Programa do Governo. Executivo quer melhorar formação de magistrados sobre crimes de violência doméstica

Para atingir tais valores, será implementada a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, que deverá reduzir a pobreza monetária para o conjunto da população para 10%, reduzir 170 mil crianças em situação de pobreza e aproximar o indicador de privação material infantil à média europeia e reduzir para metade os trabalhadores pobres (-230 mil).

Serão aumentados os rendimentos dos pensionistas dos escalões mais baixos, através do Complemento Solidário para Idosos e do Complemento da Prestação Social para a Inclusão, bem como as reformas em geral através de um aumento extraordinário das pensões. Para os mais novos, serão feitos aumentos do abono de família e criado um complemento para os jovens em risco de pobreza.

As autarquias serão chamadas a garantir respostas a nível do apoio social, no âmbito das medidas de descentralização de competências em curso.

A Estratégia Nacional para a Integração dos Sem-abrigo, o "1.º Dto. - Programa de Apoio ao Acesso à Habitação" e a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2021- 2050, que ainda terá de ser aprovada, complementam a estratégia geral de combate à pobreza.

Reforma a tempo parcial apontada como medida para envelhecimento ativo

Rita Neves da Costa, in JN

Na nova legislatura, o Executivo liderado por António Costa pretende promover o envelhecimento ativo e digno, sendo a manutenção do emprego apontada como uma das soluções.

A criação de um mecanismo de reforma a tempo parcial é vista como uma "forma de permanência no mercado laboral, num quadro de desagravamento das horas de trabalho", mas também de realização pessoal, onde os programas de voluntariado sénior continuarão a ter a sua importância.

Programa do Governo. Defesa aumenta despesas em linha com a NATO

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Programa do Governo. Executivo aposta no desenvolvimento do turismo desportivo e de natureza

A manutenção dos mais velhos no mercado de trabalho é tida como uma medida de diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social. As iniciativas como as universidades sénior vão continuar a ser apoiadas, de acordo com o Programa do Governo, entregue esta sexta-feira na Assembleia da República.

Nas estruturas residenciais para idosos, os trabalhadores devem ter programas de formação e qualificação, sobretudo perante quadros de demência dos mais velhos. O Executivo quer promover a vida independente, sendo necessário criar "programas de intervenção e adaptação das habitações", monitorizar remotamente os mais velhos e ter uma "garantia de contacto" regular com idosos em situação de isolamento ou com alguma patologia mental associada.

No que toca aos cuidadores informais, o Governo quer assegurar a "concretização plena e efetiva das medidas de apoio" constantes no respetivo estatuto.

Portugal: Semana da Interculturalidade quer combater exclusão social a partir de relações interculturais

in Balai

A Semana da Interculturalidade 2022 em Portugal, que vai decorrer entre os dias 04 e 10 de Abril, pretende combater a exclusão social e promover vários valores a partir de relações interculturais

Trata-se de uma iniciativa promovida pela Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, com o apoio institucional do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), que prevê a realização de 260 acções em todo o País.

Segundo informações disponibilizadas pela organização, a actividade é realizada desde 2014 com o propósito de “combater a exclusão social e promover valores como diálogo, cidadania, solidariedade, igualdade, democracia na educação e direitos humanos, a partir das relações interculturais”.

Para a EAPN Portugal, a interculturalidade, cada vez mais presente na sociedade portuguesa, exige um conhecimento mais aprofundado das várias culturas e diversidades que integra, porque é através do conhecimento de outras culturas e dos contactos que se tem com essas culturas/diversidades que uma pessoa pode se enriquecer enquanto cidadãos.

“Apostar na interculturalidade é acreditar que se pode aprender e enriquecer através do diálogo e da convivência com o outro. Foi neste entendimento que a EAPN Portugal tem vindo a desenvolver desde 2014 a Semana da Interculturalidade, com o intuito de sensibilizar os cidadãos para a necessidade de uma sociedade intercultural que tenha presente os valores da solidariedade”, explicou a organização.

Conforme a mesma, também pretende que se tenha presente a não discriminação pela aparência, etnia, género ou nacionalidade, a igualdade, o respeito pela diferença e pela diversidade, a partilha e a inclusão, de forma a “garantir uma cidadania mais inclusiva e mais igualitária”.

A edição de 2022, de acordo com a organização, conta com a participação dos distritos de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e a Região Autónoma da Madeira.

Prestação Social Única e reforço no combate à pobreza infantil no programa do Governo

Patrícia Carvalho, in Público on-line

O Governo mantém o objectivo de criar o Complemento do Abono de Família, que irá permitir que as crianças e jovens até aos 18 anos, em risco de pobreza extrema, tenham acesso a este apoio.

Constava do programa eleitoral com que António Costa e o PS se apresentaram a eleições e está agora plasmado no programa de Governo entregue, esta sexta-feira, na Assembleia da República, sem que se mude sequer uma vírgula: “Criar uma Prestação Social Única para as prestações de cariz não contributivo, assegurando a sua eficácia no combate à pobreza”. Esta é apenas uma das várias novidades que se encontram no documento, no que diz respeito às propostas para erradicar a pobreza, e em que um reforço nos apoios à infância também aparece em destaque.

As metas que se pretendem atingir a esse nível estão definidas com uma minúcia que não constava do documento do anterior Governo. Pretende-se que “a taxa da pobreza monetária” para o conjunto da população seja reduzida “para 10% em 2030, o que representa uma redução de 660 mil pessoas em situação de pobreza”; essa taxa deve ser reduzida para metade no caso das crianças, com o Governo a contabilizar que isto representa “uma redução de 170 mil crianças em situação de pobreza”; e há também o objectivo de retirar 230 mil trabalhadores dessa mesma situação, o que implicará uma redução para metade da taxa de pobreza monetária dos “trabalhadores pobres”. O conjunto de objectivos passa ainda por “aproximar o indicador da privação material infantil à média europeia” e “reduzir a disparidade da taxa de pobreza dos diferentes territórios até ao máximo de 3 pontos percentuais em relação à taxa média nacional”.

Para conseguir tudo isto o Governo propõe-se a continuar medidas que já constavam do anterior programa - como a reposição do valor de referência do Complemento Solidário para Idosos -, acrescentando agora a reposição do Complemento Social para a Inclusão acima do limiar da pobreza, para que haja uma melhoria dos rendimentos não só da população mais idosa, mas também “entre as pessoas com deficiência”, frisa-se no documento.

Sem referência a valores, o Governo introduz agora como meta “assegurar o aumento extraordinário das pensões” e propõe-se a criar um Código das Prestações Sociais, unificando estas prestações segundo “o modelo simplificado da Prestação Social para a Inclusão”.
Combate à pobreza infantil

Ao nível do combate à pobreza infantil são várias as medidas que surgem como novidade neste programa. Desde logo, o Governo mantém a intenção de avançar com o Complemento do Abono de Família, que irá permitir que as crianças e jovens até aos 18 anos, em risco de pobreza extrema, tenham acesso a um apoio anual de 1200 euros, e que já era uma medida prevista no último Orçamento de Estado. “Trata-se de um aumento significativo do apoio, que corresponde a um aumento de 63 euros para crianças com mais de 6 anos em 2023”, refere-se no documento, precisando-se que o valor mensal em causa será de 70 euros em 2022 e de 100 euros no ano seguinte.

Em simultâneo, através do Complemento Garantia para a Infância, pretende-se que “os titulares do direito a abono de família acima do 2.º escalão que não obtenham um valor total anual de 600 euros por criança ou jovem, entre o abono de família e a dedução à colecta de IRS, venham a receber a diferença para esse valor, a transferir pela AT [Autoridade Tributária]”.

Está ainda prevista uma majoração da dedução por dependentes em sede de IRS. O Governo quer que cada dependente até aos seis anos, e a partir do segundo filho, seja majorado de 600 para 750 euros já este ano e para 900 euros em 2023.

No novo documento desaparece o alargamento da tarifa social ao gás de cidade e ao GPL engarrafado ou canalizado, que aparecia no documento anterior, como uma medida de combate à pobreza energética, mas aparece agora a vontade de aprovar a Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2021-2050, cuja proposta já esteve em consulta pública.

Há também um conjunto de novidades na área da Economia Social, com o Governo a propor a criação de um Centro de Competências para a Economia Social, acompanhado do desenvolvimento de um “programa de formação e capacitação para dirigentes e trabalhadores de entidades da economia social, potenciando a inovação, a criatividade e o empreendedorismo no sector” e da implementação de um programa de digitalização da Economia Social.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) também tem lugar neste programa agora apresentado, seja numa referência à sua mobilização para “investimento na Economia Social para resposta aos desafios da demografia e do combate às desigualdades”, seja pelo objectivo de “implementar os investimentos nas operações integradas em áreas desfavorecidas das Áreas Metropolitanas previstos”, que aparece associado à necessidade de renovar os instrumentos territoriais integrados de combate à pobreza, com uma melhor articulação nas respostas destinadas à habitação, formação e emprego.

Sem alterações, continua a intenção de “concluir a execução da Estratégia Nacional para a Integração dos Sem-Abrigo, disponibilizando soluções de vida condignas às pessoas que se encontram nesta situação”, enquanto uma referência ao Rendimento Social de Inserção desaparece do documento. No programa anterior, recorde-se, o Governo propunha-se “rever as condições de atribuição do Rendimento Social de Inserção, por forma a melhorar a compatibilização desta medida de protecção social com o acesso ao mercado de trabalho, com vista a favorecer a elevação dos rendimentos dos seus beneficiários e a promover a sua mobilidade social”.​



Em Portugal, as pessoas são “hospitaleiras e gentis”

Jacinto Silva Duro, in Jornal de Leiria

Entre 4 e 10 de Abril, Leiria acolhe Semana da Interculturalidade

Sayeeda, Yulyia e Lada são três mulheres que fizeram de Portugal o seu lar. Por acasos do destino e da guerra, escolheram Leiria para morar.

Entre 4 e 10 de Abril, farão parte dos protagonistas da Semana da Interculturalidade, que acontece em vários locais do concelho, com acções como programas de rádio, exposições e a campanha de sensibilização “O discurso do ódio não é argumento”.

Quando Sayeeda Nayibi chegou a Portugal, em Novembro de 2021, diz que constatou a existência de várias semelhanças com a terra-natal. Vinda de Cabul, no Afeganistão, a jovem de 28 anos encontrou um refúgio em Leiria e aponta a natureza e as “pessoas hospitaleiras, gentis e acolhedoras”.

“São ambas nações antigas, porém, a maior diferença é que os portugueses valorizam as artes. Mas, no Afeganistão, antes da chegada dos talibãs, quando alguém queria trabalhar no cinema, no teatro ou na música, desmotivavam-no, especialmente, se fosse mulher. Agora, com os talibãs, nem podemos sair de casa. As mulheres apenas podem casar e ter filhos.”

A jovem trabalhava num projecto do Migration Policy Centre, da União Europeia, que ajudou 3.500 mulheres afegãs a trabalhar e a entrar em órgãos de governo local.

Quando os talibãs chegaram para “purificar” o país em nome de uma interpretação enviesada do Islão, pessoas com cargos em instituições estrangeiras foram das primeiras a serem perseguidas.

Sayeeda deixou tudo para trás, até três irmãos que tenta, diariamente, ajudar a sair do Afeganistão.

Lada e Yuliya afirmam que Portugal e Ucrânia partilham os mesmos valores universais

"O oceano não é como o Mar Negro"

Já Yuliya Hryhoryeva chegou a Leiria há quase 20 anos, vinda de Lviv, na Ucrânia, e diz que o maior choque foi perceber que, afinal, o país e as pessoas eram semelhantes ao que deixara para trás.

O marido, engenheiro electrónico, tinha intenção de emigrar para os EUA, mas acabou por se fixar na região e, pouco tempo depois, a mulher e os filhos seguiram-lhe os passos.

“Era tudo quase igual. A grande diferença é que o oceano não é como o Mar Negro. É mais veloz e tem mais ondas. Como povos, somos mais parecidos do que pensamos. Até comemos as mesmas coisas ao pequeno-almoço! A diferença é a língua!”, diz, de sorriso franco.

O nome e a língua dos heróis
Para que os filhos dos imigrantes ucranianos aprendam a língua dos pais e o seu legado cultural, a cuidadora criou, em 2007, um projecto na Escola Amarela, em Leiria, onde os mais novos tinham aulas de ucraniano. A pandemia complicou a missão, mas Yuliya Hryhoryeva está optimista e pretende recomeçar as aulas, para ensinar aos filhos dos imigrantes, que já nasceram em Portugal, o nome e a língua dos heróis ucranianos

Salienta que os valores humanos são universais. “Encontra-se inveja e bondade em todo o mundo.” E Yuliya esforça-se para ajudar o próximo. É cuidadora e, como porta- -voz da comunidade ucraniana em Leiria, tem ajudado no esforço de apoio à população da Ucrânia, na sequência da invasão da Rússia. Para explicar o seu sentimento e o de muitos conterrâneos sobre Portugal, recita Dois Amores, da poetisa Maria Ozeryanska.
Dois Amores "Tenho dois amores no meu coração; A minha Ucrânia e o vosso Portugal; As duas línguas tão diferentes, na minha, viter [вітер], na vossa, vento; O abraço dele é tão igual, como na minha Ucrânia, aqui em Portugal; Pelos vistos, não somos tão diferentes, ambos temos corações bastantes quentes; As nossas vidas vão continuar; Na minha Ucrânia e no vosso Portugal"
Maria Ozeryanska

"Portugueses gostam de aproveitar a vida e de sorrir, tal como os ucranianos"
Ao seu lado, está Lada Sydorenko, que é natural de Donetsk e chegou há oito anos. É também voluntária no esforço de apoio à Ucrânia. “A mentalidade aqui e na Ucrânia, são semelhantes. Não é como a alemã, francesa ou espanhola.”

O que achou mais curioso foram os dias da semana, todos terminados em “feira”.... “E depois sábado e domingo! Os portugueses gostam de aproveitar a vida e de sorrir, tal como os ucranianos.”

Em tempos difíceis, assegura esta mestre em Psicologia e Gestalt-terapeuta, há também muito carinho. E Lada sentiu-o recentemente, quando, há dez dias, os filhos chegaram da Ucrânia e foram acolhidos “com amor”.

Deixei três irmãos para trás, mas quero tirá-los do Afeganistão

Sayeeda Nayibi saiu de Cabul, no Afeganistão em Outubro, quando os talibãs tomaram o poder no país, após uma caótica e acelerada saída das forças norte-americanas que deixou até os aliados da NATO para trás.

Durante 20 anos, os EUA tentaram, e falharam, a criação de um Estado sólido que garantisse direitos aos cidadãos e liberdade às mulheres.

A jovem refugiada explica, em inglês, que trabalhava num projecto do Migration Policy Centre (MPC), agência da União Europeia que ajudou 3500 mulheres afegãs a trabalhar e a entrar em órgãos de governo local.

Porque pessoas como ela, com cargos semelhantes em instituições estrangeiras, foram das primeiras a serem perseguidas até à morte pelos talibãs, foram também das primeiras a sair da capital do Afeganistão.

Após uma passagem pelo Paquistão, Sayeeda, os pais, um irmão e três irmãs menores, chegaram a Lisboa, sob o estatuto de refugiados da UE. Há dois meses fez de Leiria a sua nova casa, mas, em Cabul, deixou tudo. A casa, os amigos, a carreira e a família.

Para trás, ficaram um irmão, activista dos Direitos Humanos, e duas irmãs, uma delas, jornalista. Como eram maiores, não puderam usufruir do apoio da agência da UE e acompanhar Sayeeda.

"As minhas irmãs estão proibidas de sair do país porque as mulheres têm de ser acompanhadas por um homem. Nem podem trabalhar. Estão fechados em casa, devido às ameaças que enfrentam", explica.

A jovem adianta que está a fazer o possível para conseguir reunir a família. Diz que só precisa de vistos e autorizações de permanência para eles e que não precisa de ajuda monetária do Governo de Portugal para os resgatar.

"Ontem, consegui falar com uma das minhas irmãs e ela contou-me que os talibãs foram a casa a querer saber por que razão vivia sozinha, onde estavam os pais e por que não se casava."

Entretanto, Sayeeda está à procura de um emprego, na área do apoio humanitário, onde a língua portuguesa não seja uma barreira. Se conseguir, acredita que poderá ajudar mais facilmente os irmãos e restante família.

"Quero continuar a trabalhar e terminar os meus estudos. Estava a iniciar um mestrado em Gestão e Liderança, na universidade, em Cabul".

Espera poder voltar a Cabul, quando o país estiver livre do domínio talibã, e ajudar mulheres e jovens raparigas a conhecer os seus direitos e a trabalhar.

"Tenho a esperança de que, um dia, o Afeganistão seja um país seguro como Portugal. Quando os talibãs não estavam no poder, apesar de todas as dificuldades e imposições da sociedade e mesmo da família, comecei a trabalhar e a estudar."

E a tarefa não era fácil. O acto de, sendo mulher, ir de casa para o trabalho era já um risco. "As pessoas olhavam e apontavam-nos. Aqui em Portugal, as pessoas podem fazer e trabalhar onde quiserem."

Agora, a jovem refugiada pondera escrever um relato daquilo que viveu. Avalia se deverá manter um registo online ou se deve colocar tudo em papel. Já escreveu alguns episódios no computador.

Esclarece ser também uma forma de lidar contra a ansiedade e com a preocupação com a família, amigos e mesmo com os colegas do MPC, que ficaram, perseguidos e sem forma de subsistir. "Espero também conseguir ajudá-los de alguma forma", diz, de olhos grandes, enormes, de quem já passou por muito, apesar da jovem idade.

DESCARREGUE AQUI O PROGRAMA DA SEMANA DA INTERCULTURALIDADE

O JORNAL DE LEIRIA, parceiro da iniciativa, ouviu os seus relatos e descrições das primeiras impressões de Portugal, no âmbito desta semana organizada pela EAPN Portugal, Alto Comissariado para as Migrações e autarquia de Leiria.
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Albergaria-A-Velha: Encontro europeu sobre participação dos jovens na comunidade

in Notícias de Aveiro

O Município de Albergaria-a-Velha, representado pela Vereadora da Educação Catarina Mendes, marcou presença no evento Policy Lab 2, do programa europeu “Start the Change!”, que decorreu nos dias 28 e 29 de março, em Zagreb.

A Vereadora deslocou-se à Croácia a convite do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, que integra o programa. Este programa reúne escolas e entidades promotoras do associativismo juvenil, voluntariado e políticas para a juventude de Portugal, Macedónia do Norte e Croácia.

Ao longo dos dois dias de trabalho, foi discutida a participação de crianças e jovens e a importância desta no caminho para uma sociedade mais inclusiva e democrática. Os participantes do evento refletiram sobre o direito à participação juvenil e a forma de lhe dar sentido, aspetos como a vulnerabilidade e a radicalização e a transformação de políticas para a juventude em objetivos e ações concretas. Com este encontro, pretendeu-se refletir a necessidade de dar voz aos jovens nos diferentes contextos, particularmente nas escolas, valorizando e implementando os projetos e ideias que eles defendem a nível local, nacional e global.

“Start the Change!” é um projeto cofinanciado pela Comissão Europeia que visa sensibilizar os cidadãos europeus para a importância de um esforço conjunto que contribua para a erradicação da pobreza, a proteção do planeta e garanta a paz e a prosperidade para todos, conforme estabelecido nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O “Start the Change!” visa propor um modelo educacional replicável que aumente o envolvimento de estudantes e jovens nas suas comunidades; dar aos jovens ferramentas para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo, envolvendo-os ativamente nas questões de migração e desenvolvimento, a partir das suas experiências práticas; e fortalecer as redes entre escolas, organizações e autoridades locais.

Conflito na Ucrânia pode agravar situação de fome no mundo alerta a ONU

in SicNotícias

A Ucrânia é um dos maiores produtores e exportadores de cereais.

A guerra na Ucrânia está a colocar em risco a produção de alimentos em todo o mundo. A ONU teme que haja um aumento de fome, uma vez que o conflito no leste da Europa está a comprometer o acesso aos cereais.

Mesmo em tempos de guerra, há quem prepare a terra para a plantação de trigo que ocorre na primavera. Na zona perto de Lviv, no oeste da Ucrânia, há perto de dois mil hectares de terreno que, dentro de poucos dias, vão ter toneladas de trigo e soja a nascer.

Praticamente toda a produção vai ficar na Ucrânia porque o Governo quer assegurar alimentos para os ucranianos.

Em guerra é impossível contrariar a queda na produção: a colheita de trigo ou outros cereais na Ucrânia pode ter caído para mais de metade. Isso está a deixar dezenas de países apreensivos, uma vez que a Ucrânia é um dos maiores produtores e exportadores de cereais do mundo.

Dados da ONU mostram que a Somália, Tunísia, Paquistão, Moldávia, Líbano e Egito são os países que mais importam trigo ucraniano. Mas há muitos outros países que dependem do trigo que se compra à Ucrânia, sobretudo países mais pobres onde as farinhas, o pão e os óleos são essenciais para alimentação que, muitas vezes, é bastante precária.

A incerteza quanto à duração do conflito leva a ONU a deixar um alerta: a fome pode agravar-se, sobretudo no próximo ano.

Um milhão para desenvolvimento social em Loulé

 in Guadiana Digital

A câmara municipal de Loulé vai investir mais de um milhão de euros no programa de apoio ao desenvolvimento social, soube-se durante a apresentação a trinta e dois parceiros sociais no concelho do «Programa de Apoio ao Desenvolvimento Social de Loulé 2022»,

Para a autarquia, o programa que é «instrumento determinante para que as IPSS possam levar por diante as suas atividades», tem, para o ano em curso, uma dotação orçamental superior a 1 milhão de euros. e «vem na senda dos programas que a Câmara Municipal de Loulé começou a desenvolver em 2016».

As medidas abrangem as atividades correntes permitem a cada entidade institucional obter um limite máximo de 20.000€, a manutenção e renovação de edifícios, a eficiência energética, por forma a melhorar as instalações das instituições, numa aposta que vai ao encontro das políticas de sustentabilidade promovidas pelo Município. Neste ano, é contemplado também o apoio às obras de adaptação dos sistemas de controlo da legionela, uma situação de saúde pública que pode causar problemas às instituições e aos utentes.

Foi igualmente abordada a questão da aquisição de equipamentos informáticos e outros equipamentos fundamentais, assim como apoio à aquisição de viaturas, destinado às instituições que fazem transporte de utentes ou apoio domiciliário e que necessitem de uma viatura para o desenvolvimento dessas respostas sociais. Vai também haver apoios extraordinários, nomeadamente a programas de apoio e emergência alimentar.

As candidaturas ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Social de Loulé 2022 decorrerão durante o mês de abril, enquanto que em maio e início de junho as mesmas serão analisadas e submetidas a reunião de Câmara, sendo depois celebrados os contratos-programa. A execução das medidas decorrerá durante o segundo semestre do ano.

O presidente da câmara municipal, Vítor Aleixo sublinhou que os seus objetivos têm em vista que as IPSS sejam robustas, com boas condições para poderem prestar um trabalho social que é absolutamente imprescindível até «porque queremos um concelho inclusivo, coeso e sustentável».

Referindo-se à possibilidade de as instituições receberem vítimas refugiadas da guerra na Ucrânia, pediu a máxima atenção e o máximo carinho. «Olhem para a situação do ponto de vista humanitário, pois são pessoas que partiram das suas terras, onde tinham vidas organizadas e eram felizes».

Vítor Aleixo fez ainda um balanço daquela que tem sido a Estratégia Municipal de Habitação de Loulé, nomeadamente dos doze pedidos de apoio gerados no âmbito da parceria com o IHRU, na ordem dos 15 milhões de euros, para resolver os problemas no concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Loulé deixou, por último, uma nota em relação às políticas para responder aos problemas dos idosos, bem como as novas abordagens para o envelhecimento ativo que tiveram um momento alto com a recente inauguração, na aldeia de Alte, do Observatório Nacional do Envelhecimento.


Paredes vai assinalar Semana da Interculturalidade com ementas alusivas às diferentes culturas

Ana Regina Ramos, in A Verdade

O município de Paredes vai assinalar, de 2 a 8 de abril, a Semana da Interculturalidade com ementas alusivas às diferentes culturas.

Os restaurantes aderentes do concelho vão confecionar uma ementa intercultural. Este fim de semana celebra-se o Dia do Brasil, no sábado, dia 2 de abril, e o Dia da Ucrânia, no domingo, dia 3. Na segunda-feira, dia 4, a ementa é alusiva à comunidade francesa, assinalando-se, assim, o Dia da França. A Semana da Interculturalidade encerra no próximo fim de semana com o Dia da Itália, no próximo sábado, dia 7 de abril, e com o Dia de Portugal e da Etnia Cigana, no domingo, dia 8, data em que se comemora o Dia Internacional dos Ciganos.

O objetivo da ação é “sensibilizar a comunidade para a promoção de uma sociedade intercultural, com respeito pelos valores da solidariedade, da igualdade, do respeito pela diferença e pela diversidade” e “promover e garantir uma cidadania mais igualitária e inclusiva”, refere um comunicado da autarquia.

Esta iniciativa está inserida no programa nacional da EAPN Portugal e é promovida pelo Projeto (Pa)REDES DE INCLUSÃO, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Paredes e com o cofinanciamento do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE).

Segundo dados estatísticos, vivem em Paredes 791 pessoas estrangeiras com estatuto legal de residente, dos quais 361 são brasileiros, 82 franceses, 72 italianos e 44 ucranianos.

Consulte a lista de restaurantes aderentes:

– Restaurante a Tasca S’Zé – 914 398 605

– Churrasqueira Vasco – 255 783 214

– Restaurante Cuba – 937 280 080

– Restaurante Conversas e Travessas – 914 745 937

– Restaurante Imperium – My Snack-bar II – 255 782 136

– Tasquinha Desgustar e Gostar – 933 522 947

– Restaurante Ténis e Avental – 924 165 499

– Restaurante Oak – Mercearia Vinhos e Comida – 962 568 891

– Restaurante Os Frades – 255 864 518

– Restaurante Temos Pena – 910 712 698

– Restaurante Z’é d’Adélia – 224 444 564


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Semana da Interculturalidade inclui mais de 30 iniciativas no Algarve

in diariOnline 

A Semana da Interculturalidade, promovida desde 2014 pela EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, vai incluir, este ano, mais de três dezenas de iniciativas no Algarve.

“A região do Algarve vai acolher este ano mais de 30 iniciativas que envolvem rádio, mostra de cinema, exposições fotográficas, poesia, musica e workshops”, anunciou a organização, em comunicado.

A Semana da Interculturalidade pretende “sensibilizar os cidadãos para a necessidade de uma sociedade intercultural que tenha presente os valores da solidariedade; da não discriminação pela aparência, etnia, género ou nacionalidade; da igualdade; do respeito pela diferença e pela diversidade; da partilha e da inclusão, de forma a garantir uma cidadania mais inclusiva e mais igualitária”.

“A interculturalidade, cada vez mais presente na nossa sociedade, exige um conhecimento mais aprofundado das várias culturas e diversidades que integra. É através do conhecimento de outras culturas e dos contactos que temos com essas culturas/diversidades que nos enriquecemos enquanto cidadãos”, assinala a EAPN.

A semana arranca já neste fim de semana com a iniciativa «Solidariedade com a Ucrânia: dar e receber», em parceria com o município de Albufeira, que passa pela recolha de alimentos nos supermercados Intermarche de Albufeira, distribuindo panfletos com curiosidades sobre a Ucrânia. O programa completo está disponível aqui.

Portalegre recebe Semana da Interculturalidade

in Rádio Campanário

A EAPN Portugal promove entre os dias 04 e 10 de abril a Semana da Interculturalidade com o objetivo de sensibilizar todos os cidadãos para a necessidade de uma sociedade intercultural que tenha presente os valores da solidariedade, da igualdade, do respeito pela diferença e pela diversidade, de forma a garantir uma cidadania mais inclusiva e mais igualitária.

A interculturalidade, cada vez mais presente na nossa sociedade, exige um conhecimento mais aprofundado das várias culturas e diversidades que integra. É através do conhecimento de outras culturas e dos contactos que temos com essas culturas/diversidades que nos enriquecemos enquanto cidadãos.

Em 2022 contamos mais uma vez com o apoio e a parceria do ACM – Alto Comissariado para as Migrações, assim como de parceiros locais altamente empenhados e alinhados com os objetivos desta Semana da Interculturalidade.

No concelho de Portalegre, a atividade recebeu o patrocínio da Junta de Freguesia da Sé e São Lourenço e com a parceria do Instituto Politécnico de Portalegre, além de outras entidades como a Câmara Municipal de Portalegre, o CLDS de Portalegre (APPACDM de Portalegre), as Cáritas Diocesanas de Portalegre – Castelo Branco, o Nucleo de Portalegre da Amnistia Internacional, a CERCI Portalegre, a Cooperativa Operária Portalegre, o NAVVD – Nucleo de Apoio da Vitima de Violência Domestica (Cruz Vermelha Portuguesa – Nucleo de Portalegre), o Agrupamento de Escolas nº1 de Portalegre, a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre e o Grupo Mucic’Alma.



Fonte: Nota de Imprensa

Município de Viseu promove Semana da Interculturalidade

 in MaisBeirasInformação

Programa apresenta 7 dias de iniciativas para os alunos do concelho

Na próxima semana, de 4 a 10 de abril, Viseu promove a Semana da Interculturalidade, que contará com diversas atividades destinadas ao público escolar do concelho. Tertúlias, atividades lúdicas, exposições e sessões explicativas são algumas das iniciativas promovidas.

O objetivo é sensibilizar a comunidade escolar para as diferenças entre as várias culturas e como esta questão pode enriquecer a sociedade.

A Semana da Interculturalidade é organizada pelo projeto Viseu INtegra (Plano Municipal para a Integração de Migrantes), do Município de Viseu; pelo projeto Viseu INclui+ (Equipa dos Mediadores Municipais Interculturais), do Município de Viseu; pelo projeto “Caminhos E8G”, da Cáritas Diocesana de Viseu; e pelo Núcleo Distrital de Viseu da EAPN Portugal.

Consulte o programa completo AQUI.


Consulte AQUI todos os desenhos participantes do concurso “Um Olhar sobre a Diversidade”.


Consulte AQUI os desenhos vencedores do concurso “Um Olhar sobre a Diversidade”.