9.5.12

Instituições financeiras devem apostar nos idosos

Denise Fernandes, in Económico

Para o sociólogo Manuel Villaverde Cabral, o envelhecimento da população "será sempre um encargo" mas poderia ser visto "como uma grande oportunidade económica, como já acontece em muitos países".

O director do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Lisboa defendeu mesmo que "seria interessante" que as instituições financeiras reflectissem sobre "o empreendedorismo sénior e não apenas sobre o empreendedorismo jovem". E lembrou que cerca de 20% a 25% dos reformados portugueses trabalham, tendo como principal motivação manterem-se activos. Além disso, segundo um estudo que será em breve apresentado, mais de metade da população sénior tem práticas activas, quer a nível físico (ginástica, passeios) como intelectual (leitura diária de jornais, uso do computador).

"O perfil dos seniores está a mudar a nível de rendimentos, de instrução, de capacidade, de acesso ao computador. Está aí não só um mercado mas um potencial de empreendedorismo", salientou o sociólogo.

Villaverde Cabral defendeu ainda políticas que potenciem o envelhecimento activo, salientando que devia haver "maior flexibilização do sistema de reformas e do sistema de acumulação entre pensões e actividade".