por Liliana Monteiro, in RR
A crise trouxe com ela mais pedidos de ajuda e mais esquemas para contornar a normal distribuição de apoios sociais, por isso mesmo a Câmara decidiu colocar mãos à obra, conta a vereadora Marina Valle à Renascença.
Para moralizar os apoios sociais e garantir que os bens cheguem a todos os que precisam, a Câmara de Lamego decidiu investir na área da solidariedade e criou o “Web Social” - uma plataforma informática que vai reunir informação sobre os apoios que são dados por cerca de 30 instituições às famílias de um concelho onde vivem cerca de 28.500 pessoas.
A crise trouxe com ela mais pedidos de ajuda e mais esquemas para contornar a normal distribuição de apoios sociais, por isso mesmo a Câmara de Lamego decidiu colocar mãos à obra para acabar com o que diz ser “imoral” e permitir que as ajudas cheguem a todos.
“Havia três instituições, vamos supor, a dar alimentos. As pessoas iam um dia a um, outro dia a outro, ou até no mesmo dia [a vários], ou inclusivamente distribuíam os alimentos da família para irem a vários sítios,” contou à Renascença a vereadora da acção social, Marina Valle.
“Isso iria fazer com que algumas famílias ficassem com bens em demasia e se calhar havia outras que não tinham acesso aos mesmos bens. Isto era uma imoralidade.” A vereadora explica que decidiu, por isso, criar uma plataforma informática onde 30 instituições da acção social vão ter de inserir informações.
“As famílias vão ter obrigatoriedade de preencher todos os campos que la estão. Tudo vai funcionar em sistema de anonimato. As famílias serão identificadas através de um código. Tudo o que for distribuído será registado nesta plataforma e as outras instituições terão acesso àquele código e àquilo que a família levou.”
Os primeiros testes começam já no próximo dia 24 de Maio e o “Web social” estará no terreno antes do Verão, altura a partir da qual a entrega de qualquer ajuda em Lamego passará sempre antes pela consulta do sistema.


