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A taxa de empregabilidade baixou, o desemprego subiu e a maioria dos licenciados em 2010 ganhavam, dois anos depois, entre 500 e 800 euros, revela um estudo da Universidade do Porto (UPorto), a que a Lusa teve acesso.
Dois anos depois de terminarem os estudos, 15,4% dos licenciados em 2010 estavam desempregados e 38,5% trabalhavam, mas quase todos (32,5%) a ganhar “entre 500 e 800 euros”, revela a investigação do Observatório do Emprego.
Cerca de 27% recebiam menos de 500 euros, de acordo com esta segunda análise sobre “O emprego dos diplomados da Universidade do Porto”.
O estudo refere-se a quem concluiu o curso em 2010, foi realizado em 2012 e mostra já o impacto da crise económica na empregabilidade dos estudantes do ensino superior.
Quanto aos alunos que receberam em 2010 o grau de mestre, a maior parte (31,2%) ganhava entre 801 e 1100 euros, mas 5,2% recebia menos de 500 euros, ao passo que 15,5% auferiam entre 501 e 800 euros.
Em 2011, quando foram questionados os licenciados que concluíram o curso em 2009, a taxa de empregabilidade era 39,7%, o correspondente a mais 1,2 pontos percentuais em relação aos que terminaram o curso um ano mais tarde.
No que diz respeito ao desemprego, a diferença entre os dois grupos de licenciados é de 0,9 pontos percentuais.
O Relatório de Empregabilidade de 2010 acrescenta que 7,8% dos licenciados estavam à procura do primeiro emprego e que quase outros tantos (7,6%) tentavam encontrar novo trabalho, a maioria sem direito a subsídio de desemprego (6,6%).
Em 2010 licenciaram-se na UPorto 1626 pessoas, mas apenas 808 responderam ao inquérito, o que corresponde a uma taxa de 49,7%, explica-se no documento.
Entre os mestres e os alunos que concluíram mestrados integrados em 2010, a situação perante o emprego é mais favorável, mas mostra a mesma tendência de agravamento no ingresso e permanência no mercado de trabalho.
Assim, em 2012 estavam empregados 71% dos mestres e alunos de mestrado integrado com o curso concluído em 2010 (mais 32,5% do que no caso dos licenciados).
O desemprego afectava 12% destes alunos: em 2012, 6% dos mestres procuravam o primeiro emprego, enquanto 6,1% procurava novo trabalho (4,4% sem subsídio de desemprego).
Estavam a ‘recibos verdes’ 9,4% e 33,3% tinham contrato de trabalho a termo.
Em 2010, do total de 3.164 mestres ou alunos com mestrados integrados responderam às perguntas do Observatório 1638 pessoas, ou seja 51,8%.
Se tomarmos em consideração os licenciados em 2004-2005, outro estudo feito em 2011 pelo Observatório do Emprego concluiu pela existência de uma taxa de empregabilidade de 84%.
Entre os alunos analisados em 2011, cerca de cinco anos depois de concluírem o curso e os que terminaram os estudos em 2010, investigados dois anos depois, existe uma diferença de 45,5 pontos percentuais na taxa de emprego.
O desemprego subiu 9,4 pontos percentuais.
Divulgada no início de 2012, a investigação da UPorto sobre os licenciados em 2004-2005 concluiu que, entre os inquiridos trabalhadores, 62% nunca tiveram mais do que um emprego e 52% nunca estiveram desempregados desde que concluíram os estudos.
Lusa/SOL


