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Cruz Vermelha socorre espanhóis famintos que só comem proteínas duas vezes por semana
O Fundo Monetário Internacional (FMI) descreve a economia espanhola como a segunda pior do mundo atualmente, pior mesmo do que Portugal. De acordo com o Fundo, Espanha está à frente apenas da Grécia, nos critérios utilizados num estudo que engloba 185 países.
O país vizinho mergulhou profundamente na crise, que afeta de forma nunca antes imaginada a vida dos espanhóis. O número de pobres, de pessoas sem nada para comer, cresce a cada dia que passa e, perante este drama, a Cruz Vermelha Espanhola lançou uma campanha inédita, onde exibe num vídeo meio limão, uma cebola e um ovo para três pessoas.
Mas a ficção foi ultrapassada pela realidade em milhares de lares espanhóis, onde a crise se sentou à mesa com nuestros hermanos e deixou famílias inteiras a depender da ajuda de outros.
O cenário que agora faz parte da realidade espanhola era antes algo distante, vivido em África ou no Haiti, povos atingidos por catástrofes que a Cruz Vermelha socorria. Agora, esse mundo entrou pela casa dos espanhóis. 300 mil chegaram ao ponto de vulnerabilidade extrema.
O desemprego deu uma nova sombra ao quadro espanhol. A taxa é a segunda maior da Zona Euro e está prestes a atingir os 25%. Mas há outros números preocupantes que as estatísticas europeias não contemplam: 26,2% das pessoas ajudadas pela Cruz Vermelha já só comem alimentos com proteínas duas vezes por semana.
A organização vai distribuir 33 milhões de quilos de alimentos no âmbito da campanha «Agora mais do que nunca».


