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Em entrevista à Renascença, Ramalho Eanes defendeu a criação de um grupo de pessoas, de diferentes áreas, para apresentarem aos partidos “um projecto de pacto de crescimento e de Estado”.
O antigo governador do Banco de Portugal concorda com a criação de um grupo de sábios, ideia sugerida por Ramalho Eanes. Já quanto à possível inclusão do seu nome só após alguma insistência Silva Lopes admitiu a hipótese de a integrar, caso fosse convidado.
“Parece-me bastante útil, acho que deveria ser levada para a frente. Um grupo aí com cinco pessoas, abrangendo inclinações políticas um pouco diferentes, seria certamente útil”, argumenta.
“Quanto à minha inclusão nesse grupo, o general Ramalho Eanes é excessivamente generoso comigo”, considera Silva Lopes, que, no de ser convidado a integrar o grupo, diz apenas que “é um caso a considerar na altura, dependeria também da composição do grupo”.
Na entrevista à Renascença, Ramalho Eanes manifestou-se particularmente preocupado com a situação difícil em que se encontram cada vez mais portugueses, concluindo que a "indignação é a mãe de todos os disparates".
Silva Lopes concorda e critica também a forma como estão a ser tratados os desempregados no nosso país. “A maneira como se está a tratar os desempregados não é provavelmente a mais adequada”, defende o economista.
O economista lembra que “já se reduziram subsídios, que até aceito dadas as circunstâncias em que estamos, mas reduzir o período de concessão do subsídio já me parece uma medida bastante negativa e também a redução das indeminizações por despedimento, numa altura destas, é difícil de justificar”.


