in Público.pt
No Norte do Gana, as receitas de um santuário para hipopótamos são usadas para melhorar a água potável e as escolas das populações. Esta é uma das cinco iniciativas de grupos locais distinguidas pelas Nações Unidas por preservarem a biodiversidade e, simultaneamente, combater a pobreza, foi ontem revelado.
Estes cinco grupos foram seleccionados dos 25 vencedores do Prémio Iniciativa Equador 2008 para uma homenagem especial. Os cinco grupos, escolhidos por um júri que incluiu o Nobel da Paz Muhammad Yunus, vão receber, cada um, um prémio de 20 mil dólares (14,7 mil euros).
A Iniciativa Equador, bianual, foi criada em Janeiro de 2002 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Pretende distinguir os esforços para reduzir a pobreza nas zonas tropicais do planeta através da conservação e uso sustentável da biodiversidade.
O Santuário Wechiau é gerido por um grupo de pessoas que representa mais de dez mil habitantes de 17 comunidades. Naquela reserva vive uma população residente de hipopótamos e outras 500 espécies de animais. As receitas são investidas na melhoria da água potável e nas escolas da região.
No Sri Lanka, o Centro de Desenvolvimento Comunitário conserva dezenas de variedades de plantas autóctones, promovendo a sua utilização agrícola, o que se traduz num aumento das receitas para os agricultores. Além disso, promove a troca de conhecimentos e de experiências e tem em funcionamento vários bancos de sementes.
Criada em 2003 por um grupo de mulheres, a Associação de Artesãs de Arbolsol e Huaca de Barro, no distrito de Morrope, Peru, quer recuperar os métodos tradicionais de produzir algodão, que são amigos do Ambiente.
Na Indonésia, a Fundação da Gestão Marinha apoia as comunidades com projectos de protecção dos seus recursos marinhos, o que se traduz num aumento das receitas e na conservação da biodiversidade local.
O Sindicato equatoriano da Agricultura e das Organizações Indígenas de Cotacachi representa 3225 famílias Quechua e pretende melhorar a sua qualidade de vida. O grupo trabalha na conservação da biodiversidade agrícola, na reintrodução e conservação de práticas culturais tradicionais e incita à participação comunitária.


